Tocantinense é finalista em concurso global de redação acadêmica

A estudante Luísa Paixão, de 16 anos, aluna do Colégio Marista Palmas, foi selecionada como finalista do John Locke Institute Global Essay Prize, concurso internacional de redação acadêmica voltado a estudantes do Ensino Médio.

Sediada em Oxford, na Inglaterra, a competição recebeu, segundo a organização, mais de 100 mil inscrições de estudantes de dezenas de países neste ano. O ensaio produzido por Luísa ficou entre os 17,5% com melhores avaliações na categoria de Economia.

A estudante explicou que integra a lista de finalistas, enquanto os vencedores e as menções da edição de 2026 serão anunciados durante a cerimônia prevista para outubro, em Londres.

Ensaio discutiu atuação de Jeff Bezos

Interessada em cursar Economia no exterior, Luísa escolheu responder a uma questão envolvendo o fundador da Amazon, Jeff Bezos: “Jeff Bezos enriqueceu às custas de seus clientes, de seus funcionários, de nenhum dos dois ou de ambos?”

O desenvolvimento do trabalho exigiu pesquisa e produção do texto em inglês. Segundo informações da competição, os ensaios são avaliados por examinadores ligados a diferentes instituições acadêmicas internacionais.

No começo, eu acreditava no meu ensaio, mas depois de um resultado negativo em outra competição, reli tudo com um olhar muito mais crítico. Encontrei fragilidades, reestruturei argumentos e fui tentando melhorar tudo o que estava ao meu alcance. Foi uma mistura de confiança com nervosismo”, relatou Luísa.

Orientação durante a preparação

Durante a elaboração do ensaio, Luísa recebeu orientação da professora de Literatura e Produção de Texto Fadia Rodrigues Samra, do Colégio Marista Palmas. O trabalho envolveu pesquisa, seleção de fontes, estruturação dos argumentos e revisões do texto.

A Luísa é uma leitora assídua e muito dedicada. A iniciativa de participar foi dela. Estruturamos a pesquisa em português, selecionamos fontes confiáveis e traduzimos para o inglês técnico, refinando a linguagem em seis revisões rigorosas”, afirmou a professora.

Luísa também destacou o acompanhamento recebido durante o processo. “Ter alguém que realmente acreditasse em mim fez muita diferença. Eu mostrava o que estava escrevendo para a professora Fadia e ela me ajudava a enxergar pontos onde eu precisava aprofundar”, contou.

A estudante afirmou ainda que teve apoio da mãe durante as semanas dedicadas à preparação do trabalho. “Minha mãe viu as horas durante as semanas que passei escrevendo e reescrevendo. Quando veio o resultado do John Locke, foi um choque e um alívio para nós duas. Ter a minha mãe do meu lado me dá segurança para continuar tentando”, disse.

Experiências acadêmicas

Luísa já participou de programas de verão em universidades dos Estados Unidos, entre elas Dartmouth, Georgetown, Rice e Northwestern. Também foi selecionada para o The Knowledge Society (TKS), programa internacional de inovação e tecnologia com duração de dez meses.

Os finalistas do John Locke Institute Global Essay Prize foram convidados para uma conferência acadêmica prevista para ocorrer entre os dias 2 e 4 de outubro de 2026, além de um jantar no dia 3, em Londres.

Luísa decidiu não viajar para participar presencialmente dos eventos. Segundo a estudante, a decisão foi tomada para concentrar recursos nos processos de candidatura para cursos de graduação no exterior.

O Colégio Marista Palmas integra a rede Marista Brasil, presente em 21 estados e com 97 unidades de ensino no país.

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