Casamento entre mulheres cresce 5,9% e é recorde em 2023, mostra IBGE

No ano de 2023, houve 7 mil registros de casamento civil entre mulheres no Brasil. Esse número representa aumento de 5,9% em relação a 2022, sendo o maior já registrado na série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) específica para uniões homoafetivas, iniciada em 2013. O recorde anterior era de 2022, com 6,6 mil celebrações. O dado faz parte do levantamento Estatísticas de Registro Civil, divulgado nesta sexta-feira (16), no Rio de Janeiro. A quantidade de matrimônios entre mulheres em 2023 fez o Brasil registrar o recorde de casamento entre pessoas de mesmo sexo, que atingiu 11,2 mil, aumento de 1,6% em relação a 2022. No entanto, ao se observar apenas os dados de união entre homens, percebe-se recuo. Foram 4.175, o que significa 4,9% a menos que em 2022. O IBGE não leva em conta casos de união estável e chegou aos números por meio de informações coletadas em quase 20 mil cartórios e varas judiciais espalhados pelo país. Desde 2013, o número de casamentos entre pessoas do mesmo sexo praticamente se multiplicou por três: 2013: 3,7 mil 2023: 11,2 mil Em todos os anos, o número de casamentos entre mulheres é maior do que entre homens. Em 2023, elas representaram 62,7% do total de matrimônios homoafetivos.   O ano de início da série do IBGE, 2013, é o mesmo em que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou a Resolução 175, de 14 de maio, que impede cartórios de se recusarem a converter uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo em casamentos. A medida do CNJ veio na esteira de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de 2011, que igualou as uniões homoafetivas às heteroafetivas. Até então, os cartórios precisavam de autorização judicial para celebrar casamento entre pessoas do mesmo sexo. Menos casamentos O levantamento do IBGE revela também que houve 929,6 mil casamentos entre pessoas de sexos diferentes em 2023. Somando com os homoafetivos, o Brasil chega à marca de 940,8 mil casamentos, redução de 3% na comparação com 2022. De acordo com a gerente da Pesquisa de Registro Civil, Klivia Brayner de Oliveira, a redução no número de casamentos pode ter relação com mudanças na sociedade. “Uma sociedade mais líquida”, diz. “Não é mais uma exigência das famílias, da sociedade, que a pessoa seja casada no civil. A pessoa tem mais liberdade para decidir se quer casar, se quer uma união estável – seja em cartório, seja de forma informal. Muitas vezes, o casamento é acompanhado de despesas, então as pessoas, às vezes, não querem assumir essas despesas”, completa Klivia. Uma decisão do STF de 2017 determinou que a união estável e o casamento possuem o mesmo valor jurídico em termos de direito sucessório, tendo o companheiro os mesmos direitos a heranças que o cônjuge (pessoa casada). Uma diferença é que a união estável não altera o estado civil, a pessoa continua solteira, divorciada, viúva, por exemplo.

O que são os labubus? Conheça acessório que é a nova obsessão fashion

Desde a semana de moda de Copenhagen, no início deste ano, bichinhos de pelúcia “fofos” foram incorporados a chaveiros que decoram e personalizam bolsas, incluindo aquelas mais luxuosas. Entre os charms, como são conhecidos esses acessórios, estão os Labubus, inspirados em contos de fadas nórdicos, e que rapidamente viraram obsessão fashionista da vez. Em resumo, são brinquedos com carinha de boneca, orelhas de coelho e dentes pontiagudos, como se fossem monstrinhos. Os chaveiros têm etiqueta da Pop Mart, uma marca de Hong Kong, conhecida no mercado por ter se especializado em produtos colecionáveis. No site oficial, é possível ver que os preços variam, incluindo itens que custam a partir de $27,99, por exemplo, cerca de R$159. Em diferentes vídeos compartilhados no TikTok, os clientes mostram que bichinhos são comercializados em caixas misteriosas, assim o cliente adquire o acessório sem saber qual será o personagem. Quem já usa os Labubus? Após serem criados em 2015 pelo artista Kasing Lung, como personagens de livros infantis, os Labubus caíram no gosto de diversos famosos, incluindo Lisa, integrante do BLACKPINK, que já mostrou parte de sua coleção. Rosé, que faz parte do grupo, também mostrou ser fã dos itens. Enquanto Rihanna e Dua Lipa foram fotografadas com seus colecionáveis. Bryan Yambao, editor de moda e colecionador de Hermès já foi visto com vários Labubus pendurados nas icônicas Birkins raras. “O fã da Hermès vive pela emoção da busca. Labubus são acessíveis, mas difíceis de encontrar – esse contraste com uma Birkin de crocodilo é simplesmente delicioso”, disse ele em entrevista ao WWD.

Empreendedorismo feminino: dicas poderosas para mulheres que querem fazer acontecer

O empreendedorismo feminino é um dos movimentos mais transformadores da nossa era. Cada vez mais mulheres estão assumindo o comando dos seus sonhos, criando negócios com propósito, liderança e muita garra. Mas a jornada empreendedora nem sempre é fácil — e por isso, reunir boas dicas é essencial. Se você está começando ou quer crescer com mais segurança e confiança, aqui vão dicas valiosas para empreender com força, estratégia e autenticidade. Vamos juntas? 1. Acredite no seu potencial (mesmo quando bater a dúvida) 💪 Autoconfiança é um dos maiores combustíveis para quem empreende. Duvide dos seus medos, não da sua capacidade. Toda mulher tem uma potência criativa imensa — o segredo é começar, mesmo que com medo. Você aprende no caminho. 2. Tenha clareza sobre o que você quer construir 📝 Qual é o seu produto ou serviço? Qual problema você resolve? Para quem?Responder essas perguntas vai te ajudar a definir o posicionamento da sua marca e tomar decisões com mais foco. Empreender não é só vender: é entregar valor, gerar impacto e construir algo que represente você. 3. Estude gestão, finanças e marketing (mesmo que aos poucos) 📚 Você não precisa ser expert em tudo, mas precisa entender o básico. Comece com conteúdos gratuitos, faça cursos acessíveis e vá testando. Quanto mais conhecimento você tiver, mais autonomia terá para tomar boas decisões. 4. Crie uma rede de apoio e trocas reais 🤝 Conecte-se com outras mulheres empreendedoras, participe de feiras, grupos de networking ou eventos locais. Compartilhar desafios, vitórias e aprendizados fortalece a jornada e abre portas. Ninguém empreende sozinha. 5. Use o digital a seu favor 📲 Mesmo que seu negócio seja físico, é importante estar presente online. Redes sociais, WhatsApp, Google Meu Negócio e até um site simples podem aumentar suas vendas e a visibilidade da sua marca. Dica de ouro: conte sua história, isso gera conexão! 6. Não espere estar 100% pronta para começar 🚀 A perfeição pode ser uma armadilha. Comece com o que você tem agora: tempo, talento, uma ideia e disposição. Ajustes, melhorias e crescimento virão com o tempo. O importante é dar o primeiro passo. 7. Cuide da sua saúde mental e respeite seus limites 🧘‍♀️ Empreender pode ser desgastante. Por isso, é essencial ter momentos de pausa, lazer, autocuidado e descanso. Quando você cuida de si, cuida também do seu negócio. Você é o ativo mais importante da sua empresa. 8. Celebre suas conquistas — grandes ou pequenas 🎉 Cada venda, cada cliente novo, cada meta batida merece reconhecimento. Celebrar é uma forma de alimentar a motivação e enxergar o quanto você já avançou. Valorize sua trajetória! Pra finalizar: Empreender é um ato de coragem — e também um gesto de amor próprio. Cada mulher que escolhe criar seu próprio caminho inspira outras a fazerem o mesmo. 💛 Seja com brigadeiros, cosméticos, consultorias, moda, artesanato, delivery ou inovação: seu negócio tem valor. E o mundo precisa do seu brilho! E aí, pronta pra empreender ou fortalecer ainda mais sua jornada? Compartilha nos comentários ou nas redes: qual foi o seu maior desafio até agora? E o maior orgulho? 👇✨

Como retocar a raiz do cabelo em casa: dicas para um resultado perfeito

Quem nunca se olhou no espelho e pensou: “Essa raiz tá pedindo socorro”? Se você está entre uma visita e outra ao salão ou simplesmente quer economizar tempo e dinheiro, retocar a raiz do cabelo em casa pode ser uma solução prática — e mais fácil do que parece! Mas atenção: com as dicas certas, você evita manchas, ressecamento e ainda conquista um resultado de arrasar. 💁‍♀️ Vamos ao passo a passo? 1. Escolha a cor certa (e o tipo de coloração) 🎨 A primeira dica é simples, mas crucial: use a MESMA cor que você já tem no comprimento.Se você não tem certeza, consulte a numeração que usou da última vez ou leve a embalagem antiga como referência. Prefira tinturas permanentes para cobrir fios brancos ou tons escuros, e tonalizantes se quiser apenas dar um leve retoque sem agredir muito os fios. 2. Faça o teste de mecha e toque 🔍 Mesmo que você já tenha usado a tinta antes, vale a pena fazer o teste novamente. Assim, você evita possíveis reações alérgicas e ainda verifica se o tempo de pausa está adequado. Segurança em primeiro lugar! 3. Divida o cabelo em partes ✂️ Penteie bem os fios e divida o cabelo em quatro partes com presilhas. Isso ajuda na organização e evita que você se perca durante a aplicação. Comece sempre pela parte onde a raiz aparece mais (normalmente a frente). 4. Use um pincel de tintura e mãos leves 🖌️ Aplique a coloração diretamente na raiz com um pincel, sem exageros na quantidade de produto. Evite sobrepor tinta no cabelo já colorido — isso pode causar escurecimento e ressecamento das pontas. 5. Respeite o tempo de ação e enxágue bem ⏳💦 Siga o tempo indicado na embalagem da tinta. Nada de deixar mais “pra pegar melhor” — isso só agride os fios!Depois, enxágue com água morna até que a água saia transparente. Use shampoo suave, se necessário, e capriche na hidratação pós-coloração. 6. Finalize com carinho 💆‍♀️ Aplique uma máscara nutritiva ou um condicionador potente, deixe agir alguns minutos e finalize como de costume. Um óleo capilar leve também ajuda a selar as pontas e devolver o brilho! BÔNUS: o que evitar 🚫 Retocar a raiz com cabelo sujo demais ou cheio de finalizadores Usar tonalidades muito diferentes do comprimento Puxar a coloração para o resto do cabelo sem necessidade Em resumo: Com cuidado, paciência e os produtos certos, retocar a raiz em casa pode se transformar em um ritual de autocuidado. E o melhor: com um resultado digno de salão, no conforto do seu lar. 💕 Conta pra gente: você já se aventurou a retocar a raiz em casa? Tem alguma dica infalível? ✨👇

Estudo mostra que teleconsulta é eficaz no acompanhamento médico

Uma consulta médica sem sair de casa, usando apenas o celular ou outro dispositivo eletrônico conectado à internet. Impulsionada pela pandemia, a teleconsulta ganhou espaço e passou a ser vista como uma forma de expandir o acesso e oferecer acompanhamento a pacientes das redes públicas e privadas de saúde. Mas a modalidade é mesmo confiável e eficaz? Estudos em todo o mundo buscam responder a essa pergunta, assim como investigar em que situações deve ou não ser usada. Uma dessas pesquisas investiga a teleconsulta para pacientes com diabetes tipo 2 no sistema público de saúde brasileiro. O trabalho foi conduzido pelo Hospital Alemão Oswaldo Cruz, como parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) e foi publicado na revista científica The Lancet. O estudo compara o acompanhamento de pacientes com diabetes tipo 2 por teleconsultas com endocrinologistas com o mesmo tipo de acompanhamento feito presencialmente por esses profissionais. A conclusão é que as teleconsultas se mostraram tão eficazes quanto os encontros presencias. “É importante ter um estudo que mostre que realmente está comprovado que a teleconsulta é segura. Dá um embasamento para outros profissionais, para médicos que vão fazer a consulta, para gestores de saúde”, diz uma das autoras do estudo, Daniela Rodrigues. A gerente de pesquisa do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Rosa Lucchetta, complementa que o estudo não mostra que a teleconsuta é melhor do que a presencial, mas apenas que é também segura. Telessaúde No Brasil, o SUS foi pioneiro na implementação da chamada telessaúde, em 2006, com a criação do Programa Telessaúde Brasil Redes. Trata-se de uma das principais estratégias do Programa SUS Digital. Com a pandemia, o uso de tecnologias passou a ser mais difundido. Em 2022, o Conselho Federal de Medicina (CFM), publicou resolução que define e regulamenta a telemedicina, como forma de serviços médicos mediados por tecnologias de comunicação. “A telemedicina, hoje, é um instrumento de muita importância, dá um acesso a um grupo enorme de pessoas”, diz foi o 1º vice-presidente do CFM, Emmanuel Fortes. Fortes também defende que a telemedicina não deve substituir totalmente os atendimentos presenciais, mas complementá-los. “Tem algumas coisas que a mensuração feita à distância não consegue alcançar, como a cor real do paciente e o odor que o paciente exala. Isso tudo tem importância”, diz e ressalta: “Uma emergência tem que ser atendida nos estabelecimentos assistenciais, nos hospitais”. Ainda segundo Fortes, a telemedicina não deve substituir a alocação de médicos em áreas remotas. “A gente recomenda que a contratação de médicos dê preferência para esses locais mais distantes e remotos”, defende.

Tuberculose: Anualmente, cerca de 10 milhões de pessoas são infectadas; conheça os sintomas

Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) apontam que, em 2023, foram contabilizados 218 novos casos de Turbeculose no Tocantins. Já em 2024, foram 227 novos registros da doença. Segundo o Ministério da Saúde (MS), em todo o mundo, a cada ano, cerca de 10 milhões de pessoas são infectadas. “A tuberculose é uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria mycobacterium tuberculosis e afeta principalmente os pulmões, mas pode acometer uma série de órgãos e sistemas”, explica o responsável pela área técnica da tuberculose da Secretaria de Estado da Saúde (SES/TO), Rhonner Uchôa. Para promover ações que garantam os cuidados com a população, a SES/TO também fomenta as atividades da Semana Nacional de Mobilização e Luta Contra a Tuberculose, que ocorre entre os dias 24 a 31 de março. Rhonner Uchôa enfatiza que a ação tem os objetivos de alertar a sociedade sobre os sinais e sintomas da tuberculose; incentivar a procura pelos serviços de saúde; mobilizar os profissionais de saúde quanto à busca ativa de casos novos; realização de exames de escarro e realização de exame dos contatos entre os registrados; divulgar a oferta de tratamento completo no Sistema Único de Saúde (SUS); e promover atividades de educação em saúde que favoreçam a redução do estigma e do preconceito que permeiam a doença. Sintomas e transmissão São sintomas da tuberculose: Tosse seca contínua com presença de secreção por mais de três semanas Cansaço excessivo Febre baixa geralmente à tarde Sudorese noturna Falta de apetite Palidez Emagrecimento acentuado Fraqueza e Prostração. Já a transmissão é direta e pode ser passada de pessoa para pessoa. Quem está doente expele ao falar, espirrar ou tossir, pequenas gotas de saliva que contêm o agente infeccioso, podendo ser aspirada por outro indivíduo, realizando a contaminação. Diagnóstico e tratamento O diagnóstico da tuberculose pode ser realizado pelo exame do escarro, por meio do Teste Rápido Molecular (TRM-TB), ou de exames complementares de baciloscopia e cultura. Outros exames podem auxiliar no diagnóstico, como por exemplo, o raio-x de tórax, o teste tuberculínico e o histopatológico. O tratamento para os pacientes é disponibilizado gratuitamente pelo SUS e compreende duas fases: intensiva e de manutenção. Deve ser feito por um período mínimo de seis meses, sem interrupção, diariamente. Na fase intensiva, os fármacos utilizados para o tratamento são: Rifampicina (R), Isoniazida (H), Pirazinamida (Z) e Etambutol (E) nos dois primeiros meses, denominando o esquema Básico (RHZE). Na fase de manutenção, são utilizados os fármacos: Rifampicina (R), Isoniazida (H) nos quatro meses restantes. Prevenção A vacina BCG Bacilo previne contra as formas graves da tuberculose, a meníngea e a miliar, e é feita com o bacilo de Calmette-Guérin, uma forma enfraquecida da bactéria que causa a tuberculose. A imunização é indicada para crianças menores de 5 anos de idade, administrada com dose única ao nascer. A identificação e tratamento oportuno de pessoas com a infecção latente da tuberculose também contribui para a prevenção de novos casos, por isso, campanhas de conscientização são necessárias. Com informações da SECOM/TO.

Como o exercício muda a libido; saiba mais

Quem pratica crossfit tem menos desejo sexual? E corrida? E musculação? O exercício aeróbico intenso pode reduzir a libido? Essas questões ganharam destaque em vídeos virais nas redes sociais. Mas como o tipo de exercício físico pode influenciar a libido? Conversamos com especialistas que explicam por que a musculação tende a ser mais benéfica, desde que a intensidade seja adequada. Tanto a musculação quanto a corrida impactam positivamente a função sexual, mas de formas distintas, explica Fabiene Bernardes Castro Vale, presidente da Comissão Nacional Especializada de Sexologia da Febrasgo. A corrida, embora benéfica, não tem o mesmo impacto direto que a musculação tem na testosterona e na libido. No entanto, assim como outros exercícios aeróbicos, melhora a circulação sanguínea, reduz o estresse e estimula a liberação de endorfinas, favorecendo o desejo sexual. Já exercícios de alta intensidade, como o crossfit, podem reduzir a libido se praticados em excesso. Até mesmo a corrida, especialmente em treinos intensivos de atletas profissionais, pode ter efeito negativo. O segredo está no equilíbrio entre treino, descanso e alimentação. Entenda melhor as particularidades de cada prática e seus impactos no desejo sexual: Musculação: aliada da libido A musculação favorece a saúde sexual ao regular hormônios, melhorar o condicionamento físico e elevar a autoestima, fatores essenciais para uma libido saudável. O treino de força reduz os níveis de cortisol (hormônio do estresse), que, quando elevado, pode inibir a produção de hormônios sexuais. “A musculação tem um impacto direto nos hormônios sexuais, aumentando os níveis de testosterona e diminuindo o cortisol, o que pode potencializar a libido”, afirma Vale. Impacto da testosterona Após o treino, o cérebro envia um sinal ao corpo para aumentar a produção de testosterona. Esse comando começa no hipotálamo, que libera um hormônio capaz de ativar a glândula pituitária. A partir daí, os testículos entram em ação, produzindo mais testosterona – um hormônio essencial para a libido, a energia e o ganho de massa muscular. “Após o exercício, os níveis de testosterona aumentam temporariamente, o que favorece o crescimento muscular e pode melhorar a libido. Esse processo é mais pronunciado nos homens, já que eles produzem mais testosterona do que as mulheres”, explica o urologista do hospital Vila Nova Star Daniel Cernach Ayres. A musculação melhora também o músculo do assoalho pélvico, o que é importante para a ereção e evita nos homens a ejaculação precoce, acrescenta a endocrinologista com pós-graduação em endocrinologia e metabologia Deborah Beranger. A musculação ainda tem efeito na imagem corporal e autoestima. Por isso, mulheres que praticam musculação regularmente também relatam maior satisfação sexual devido à melhora na percepção da própria imagem e ao aumento da força física. O estudo Physical Activity and Female Sexual Dysfunction (2021) mostra que mulheres que praticam musculação regularmente apresentam melhor desejo sexual e menor incidência de disfunções sexuais, principalmente devido à melhora da autoestima e ao efeito positivo da testosterona. Corrida: benefícios e limites A corrida e outros exercícios aeróbicos são associados ao aumento da libido, devido à melhora da circulação sanguínea, redução do estresse e aumento da produção de endorfinas. Mas os treinos excessivos podem ter um feito contrário no desejo sexual. “Exercícios aeróbicos melhoram a circulação, aumentando o suprimento de sangue para os órgãos genitais, o que favorece a excitação sexual. E a prática da corrida libera neurotransmissores, como endorfinas e dopamina, que promovem bem-estar, reduzindo o estresse e a ansiedade, fatores que podem interferir no desejo sexual”, explica Vale. Além disso, o exercício aeróbico melhora a sensibilidade à insulina, o que pode ajudar na produção equilibrada de hormônios sexuais. ⚠️MAS ATENÇÃO! Um estudo de 2020, com mais de 1 mil corredores, mostrou que homens que treinam para maratonas têm uma libido 20% menor do que outros corredores. Além disso, a pesquisa sugere que essa queda pode estar relacionada à Síndrome de Deficiência Energética Relativa no Esporte (RED-S), que afeta os níveis hormonais e a função reprodutiva. Crossfit e treinos intensos: cuidado com o excesso Exercícios de alta intensidade, como o crossfit, podem diminuir a libido quando praticados de forma excessiva, como aponta o estudo Physical Activity and Female Sexual Dysfunction, de 2021. Isso ocorre porque exercícios extenuantes elevam o cortisol, que inibe a síntese de testosterona e outros hormônios sexuais, e isso pode levar à fadiga e queda no desejo sexual. Quando o corpo não tem tempo suficiente para se recuperar, o sistema endócrino pode ser afetado, e essa sobrecarga sem recuperação adequada pode causar fadiga e desequilíbrios hormonais. Além disso, a baixa ingestão calórica prejudica a produção hormonal. O treino excessivo, também chamado de overtraining, ainda pode gerar um estado inflamatório no corpo, que afeta a produção hormonal, estresse físico, desequilíbrio energético, com queda do desejo sexual e piora da função erétil em homens. Essa alta intensidade nos treinos é comum em esportes como corrida, ciclismo e triatlo. Para evitar esses efeitos, é fundamental equilibrar treino, descanso e alimentação. Como avaliar o limite do exercício para que a testosterona não seja diminuída? O limite do exercício é individual e o equilíbrio entre treino e recuperação é essencial para manter níveis saudáveis de testosterona e uma vida sexual satisfatória, destaca Vale. Esse limite pode ser monitorado por diferentes parâmetros, como: Frequência cardíaca: estudos sugerem que a zona de treinamento ideal para benefícios hormonais e melhora da libido está entre 50-70% da frequência cardíaca máxima (FCmax). Frequências acima disso por longos períodos podem gerar fadiga e aumento do cortisol. Tempo de atividade: o estudo A Systematic Review on the Relationship Between Physical Activity and Sexual Function in Adults (2023) recomenda que até 6 horas de exercício por semana são benéficas, enquanto quantidades maiores podem ter efeito contrário. Sinais do corpo: se houver sintomas como fadiga extrema, insônia, queda na libido e dificuldade de recuperação muscular, é um indicativo de que o exercício está ultrapassando o limite ideal. Um estudo publicado na “Medicine and Science in Sports and Exercise” analisou 1.077 homens praticantes de esportes de resistência e identificou que a maioria dos que mantinham uma libido normal ou alta treinava entre 4 e 10 horas semanais. Já no

Como funciona o teste de gravidez e qual sua eficácia?

Os testes de gravidez são a forma mais rápida e acessível de confirmar uma possível gestação. Eles detectam a presença do hormônio hCG, que começa a ser produzido após a fecundação. Existem testes de urina, vendidos em farmácias que oferecem maior precisão. Mas qual a eficácia desse teste, como funciona e quando realizar para obter um resultado confiável? Como funciona o teste de gravidez? As fitas dos testes de gravidez são feitas para detectar se à presença da gonadotrofina coriônica humana (Beta hCG), hormônio que só é produzido quando a mulher está grávida. Qual a eficácia do teste de gravidez? A eficácia varia dependendo do tipo de teste e do momento em que é realizado. O teste comprado em farmácia quando realizado corretamente têm uma precisão de cerca de 97%. O ideal é realizá-lo a partir do primeiro dia de atraso menstrual, pois antes disso o nível de hCG pode ser baixo, resultando em um falso negativo. Como realizar o teste? Para realizar o teste colete a urina no recipiente transparente que vem junto ao teste, após mergulhe a fita na urina até a faixa azul com a descrição “max” e espere de cinco a dez minutos. Uma linha significa negativo e duas linhas significa positivo para gravidez. Caso não apareça nenhuma linha, há um erro e é necessário fazer outro teste. Em casos em que a gestação está no início, a segunda linha pode aparecer com a cor visualmente fraca, e é indicado fazer mais um teste ou então realizar a coleta de sangue para um resultado mais preciso. Se o resultado do teste for negativo e a menstruação estiver atrasada, ou se existirem sintomas sugestivos de gravidez, o teste deve ser repetido após 3 a 5 dias. Quais as recomendações para fazer o teste de gravidez corretamente? Observe se o teste tem o selo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e registro no Ministério da Saúde, verifique a validade do teste e as condições da embalagem. Se estiver aberta ou tiver sido exposta à umidade, é possível que o teste não funcione corretamente. Vale ressaltar que é indicado que a mulher faça o teste um dia após o atraso menstrual e que realize o teste com a primeira urina da manhã, pois é quando a urina está concentrada e fica fácil identificar a presença de hormônios. Além disso, realizar a coleta de sangue também é indicado para um resultado mais preciso.   Fonte: Olhar Digital

Para manter história da avó viva, jovem abre loja de moda feminina em Araguaína

Aos 29 anos, Rebeca Neyelle carrega não apenas o dom do empreendedorismo, mas também uma história de amor e inspiração que se reflete em cada detalhe da La Belle Maria, sua loja em Araguaína. O que começou como uma simples experiência de venda, logo se transformou em um propósito maior, carregado de afeto e significado. Foi em 2022 que tudo começou. Rebeca fez sua primeira compra e, para sua surpresa, vendeu rapidamente. O sucesso inesperado acendeu uma ideia: por que não criar algo próprio? Mas o que poderia ser apenas um negócio logo se tornou uma homenagem. Depois da perda de sua avó, dona Maria, Rebeca encontrou na moda uma maneira de manter viva a lembrança de alguém que sempre foi sua referência de estilo e elegância. A escolha do nome da loja não foi por acaso. “La Belle” vem do francês e significa “bela”, e “Maria” foi a forma que Rebeca encontrou para eternizar sua avó, uma mulher cuidadosa, que adorava se vestir bem e sempre valorizou o poder da aparência como forma de expressão e autoestima. Assim, a La Belle Maria nasceu não apenas para oferecer moda, mas para transmitir um conceito de beleza com significado, respeito e tradição. Hoje, as peças da loja vai além das tendências, trazendo produtos que refletem sofisticação e identidade. Cada escolha, cada coleção carrega um pouco da essência de Rebeca e da memória de sua avó, provando que moda é mais do que vestir-se bem: é sobre história, afeto e legado. Na La Belle Maria, cada peça conta uma história. E essa história começou com o amor de uma neta por sua avó.

A cada 17 horas, ao menos uma mulher foi vítima de feminicídio em 2024

A cada 17 horas, uma mulher morreu em razão do gênero em 2024 em nove estados monitorados pela Rede de Observatórios da Segurança: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo. Os dados apontaram um total de 531 vítimas de feminicídios no ano passado.  Em 75,3% dos casos, os crimes foram cometidos por pessoas próximas. Se considerados somente parceiros e ex-parceiros, o índice é de 70%. O novo boletim Elas Vivem: um caminho de luta, divulgado nesta quinta-feira (13), foi produzido pela Rede de Observatórios da Segurança, uma iniciativa do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) dedicada a acompanhar políticas públicas de segurança, fenômenos de violência e criminalidade em nove estados. Segundo o estudo, a cada 24 horas ao menos 13 mulheres foram vítimas de violência em 2024 nos nove estados. Ao todo, foram registradas 4.181 mulheres vitimadas, representando um aumento de 12,4% em relação a 2023, quando o estado do Amazonas ainda não fazia parte deste monitoramento. O estado juntou-se à Rede em janeiro do ano seguinte. “Continuamos chamando a atenção, ano após ano, para um fenômeno muito maior do que essa amostragem, que foi normalizado pela sociedade e pelo Poder Público como apenas mais uma pauta social. E por isso os números seguem aumentando, enquanto as políticas de assistência estão sendo fragilizadas”, observa a organização. “Apesar de importantes avanços ao longo dos anos com a institucionalização dos mecanismos de proteção às mulheres, como as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams), a Lei Maria da Penha e a tipificação do feminicídio como crime – que deveriam estar mais consolidados e dotados de melhores condições de funcionamento –, a violência contra mulheres e o feminicídio continuam sendo uma realidade alarmante em nosso país”, disse a pesquisadora Edna Jatobá, que assina o principal texto desta edição do relatório. Confira o número de vítimas de violência e de feminicídios em cada estado em 2024: Estado Vítimas de violência Feminicídios Amazonas 604 33 Bahia 257 46 Ceará 207 45 Maranhão 365 54 Pará 388 41 Pernambuco 312 69 Piauí 238 36 Rio de Janeiro 633 63 São Paulo 1.177 144 Total 4.181 531 Brasília (DF) 11/02/2025 –  Foto: Joédson Alves/Agência Brasil – Joédson Alves/Agência Brasil Veja a situação em cada estado monitorado, segundo o boletim Elas Vivem Amazonas O estado aparece pela primeira vez no monitoramento da Rede de Observatórios. Com 604 casos, fica atrás apenas de São Paulo e do Rio de Janeiro em números de violência, superando estados mais populosos, como Bahia e Pernambuco. Foram registrados 33 feminicídios no estado, 15 deles por parceiros ou ex-parceiros. No Amazonas, 84,2% das vítimas de violência sexual em 2024 tinha de 0 a 17 anos. Além disso, 97,5% não tiveram identificação de raça/cor. O estado registrou dois casos de transfeminicídio. Bahia O estado apresentou redução de 30,2% nos eventos de violência em um ano (de 368 para 257). Em 73,9% dos casos as vítimas não tiveram raça ou cor identificada. Entre os 46 feminicídios, 34 não tiveram essa informação. A capital baiana, Salvador, foi a que mais registrou eventos, com 68 no total. A Bahia também teve 96 mortes de mulheres (feminicídio e homicídio). Nenhum transfeminicídio foi registrado. Ceará Os 207 casos registrados fizeram de 2024 o pior período em sete anos com relação à violência contra mulheres no Ceará. Em comparação com 2023, o aumento foi de 21,1%. Os feminicídios também aumentaram: de 42 para 45. A maioria dos casos ocorreu com mulheres entre 18 a 39 anos. Parceiros e ex-parceiros cometeram 56 das violências. O estado também registrou um caso de transfeminicídio. Maranhão O Maranhão cresceu quase 90% na violência de gênero. O estado passou de 195 para 365 eventos violentos, sendo 151 cometidos por parceiros e ex-parceiros. Foram 54 assassinatos, sendo que 31 delas tinham entre 18 e 39 anos. Quase 100% dos crimes não tiveram identificadas raça e cor (93,7% das ocorrências). Pará O Pará também registrou um crescimento alarmante sobre os eventos de violência: alta de 73,2% (de 224 para 388). A motivação dos casos majoritariamente não teve registro (81,3%), mas 63,4% dos crimes foram cometidos por parceiros ou ex-parceiros. As agressões registradas com uso de arma de fogo somaram 96 e com facas e objetos cortantes foram 95. Pernambuco O estado teve uma redução de 2,2% (de 319 para 312) nos casos de violência contra as mulheres. No entanto, Pernambuco ficou atrás apenas de São Paulo nas mortes de mulheres (feminicídio, transfeminicídio e homicídio), com 167 eventos. Foi o segundo estado, entre os nove, com mais casos de feminicídio: 69 casos. Piauí O estado registrou crescimento de 17,8% nos crimes ligados a gênero (de 202 casos para 237). Teresina teve, disparadamente, o maior número de casos (101), seguida por Parnaíba (14). Foram 57 tentativas de feminicídios e 36 feminicídios. A exemplo de outras regiões, o Piauí também teve problemas de transparência dos dados:  52,7% dos casos ficaram sem registro de motivações e 97,2% sem os marcadores social e étnico-racial, informações necessárias à compreensão do fenômeno e para o direcionamento de políticas públicas. Rio de Janeiro No Rio, os casos de violência de gênero cresceram de 621 para 633 em um ano – aumento de 1,9%. Do total, 197 crimes foram cometidos por parceiros ou ex-parceiros. Feminicídios e tentativas também registraram altos números: 63 e 261, respectivamente. Foram registrados 103 casos de violência sexual/estupro. Do total de 64 eventos violentos, 13 foram cometidos por agentes da segurança pública. São Paulo São Paulo é a única região monitorada com mais de 1 mil eventos violentos contra mulheres em 2024. Foram 1.177 casos, um aumento de 12,4% em relação ao ano anterior. A capital do estado teve os maiores números de casos: foram 149, seguida de São José do Rio Preto, com 66, e Sorocaba, com 42. Entre as vítimas de violência com registro etário, 378 mulheres tinham de 18 a 39 anos – 422 não tiveram essa informação disponibilizada. Foram registrados 144 feminicídios no estado, sendo 125 cometidos por parceiros ou ex-parceiros.