Tocantins alcança a maior renda do Norte e do Nordeste do Brasil

O estado do Tocantins tem destaque positivo em âmbito nacional, desta vez referente à renda domiciliar per capita, que chegou a R$ 1.737, no ano de 2024. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), calculados com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, destacando o Tocantins com o melhor desempenho das regiões Norte e Nordeste. O estado também ocupa a 12ª colocação no ranking nacional de melhor renda per capita. O rendimento domiciliar per capita é obtido dividindo-se o total dos rendimentos domiciliares (nominais) pelo número de moradores. Nesse cálculo, entram os rendimentos de trabalho e de outras fontes, considerando todos os residentes, inclusive pensionistas, empregados domésticos e seus parentes. Para chegar aos números, o IBGE realiza visitas domiciliares, nas quais ocorre a coleta de informações sobre o trabalho e outras fontes de rendimento. “Esses números mostram que o Tocantins está no caminho certo. Temos trabalhado para gerar emprego e renda; e melhorar a qualidade de vida da nossa população. Estar na primeira posição da Região Norte e entre os melhores do Brasil em renda per capita é reflexo de políticas públicas que fortalecem a nossa economia e valorizam o cidadão tocantinense”, afirma o governador Wanderlei Barbosa. Entre 2021 e 2024, o Tocantins apresentou crescimento consistente na renda domiciliar per capita. Em 2021, o valor registrado foi de R$ 1.028, subindo para R$ 1.379 em 2022. No ano seguinte, o rendimento chegou a R$ 1.581, já em 2024, o valor atingiu R$ 1.737, mantendo alta de 9,9% em relação a 2023, consolidando o estado como o de maior renda per capita da Região Norte, segundo dados do IBGE. O secretário de Estado do Planejamento e Orçamento, Sergislei Moura, avalia de forma positiva o resultado. “O aumento da renda reflete a dinâmica econômica do Tocantins, ao gerar mais consumo, fortalecer o mercado interno e ampliar a capacidade produtiva das empresas. Esse resultado já demonstra o impacto dos investimentos estruturantes que o Governo do Estado vem realizando, sempre com foco na melhoria da qualidade de vida da nossa população”, enfatiza o secretário. Pesquisa Pnad A Pnad Contínua é uma pesquisa domiciliar amostral realizada pelo IBGE desde janeiro de 2012. Ela acompanha as flutuações trimestrais e a evolução da força de trabalho, além de reunir dados essenciais para o estudo do desenvolvimento socioeconômico do país. Neste último levantamento, o Distrito Federal lidera o ranking, com renda per capita superior a R$ 3,4 mil por pessoa, enquanto o Maranhão ocupa a última posição, com R$ 1.077. Na Região Norte, além do Tocantins, Rondônia também apresentou bom desempenho, registrando renda per capita de R$ 1.717.

Refis 2025: Até 95% de desconto em juros e multas para contribuintes e empresários

Foi lançado nesta sexta-feira, 8, o Programa de Recuperação de Créditos Fiscais — Refis 2025 Regulariza Tocantins, que oferece condições especiais para contribuintes quitarem ou parcelarem débitos com a Receita Estadual. O evento ocorreu no Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos, em Palmas, e foi oficializado por meio da Medida Provisória nº 10, a ser publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira, 8. A medida possibilita a renegociação de dívidas vencidas até 31 de dezembro de 2024, incluindo Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCD) e outros créditos. Os descontos chegam a 95% em juros e multas para pagamento à vista ou parcelamento em até 72 vezes, com reduções progressivas. Quem optar pelo pagamento à vista terá até 95% de desconto; no parcelamento, o abatimento varia de 90% (até 12 vezes) a 70% (até 72 vezes). No caso do IPVA, o parcelamento é limitado a seis vezes. Contribuintes com dívidas de até R$ 2 mil, inscritas em dívida ativa há mais de cinco anos e não ajuizadas, terão o débito extinto automaticamente. Adesão A adesão ao Refis 2025 deve ser feita no site da Secretaria de Estado da Fazenda, no link do Domicílio Eletrônico do Contribuinte, durante o período de vigência (a ser definido por ato da Sefaz), o prazo se estende por 180 dias a partir da sua regulamentação. O parcelamento requer o pagamento da primeira parcela no ato da adesão. No caso do IPVA, o parcelamento é feito automaticamente. O Refis não se aplica a débitos com representação fiscal ou penal, nem àqueles já condenados judicialmente, com exceção de custas processuais. Também não dá direito à devolução de valores já pagos. Na ocasião, o governador Wanderlei Barbosa assinou Medida Provisória, em conformidade com a Lei Estadual nº 1.288, de 28 de dezembro de 2001, para extinguir o crédito tributário relativo ao IPVA, cujo valor não tenha sido ajuizado, desde que a inscrição em dívida ativa tenha ocorrido há mais de cinco anos da publicação da MP. A medida visa facilitar a regularização fiscal dos contribuintes. Presenças Participaram do lançamento a presidente do Tribunal de Justiça do Tocantins, desembargadora Maysa Vendramini; secretários de Estado; presidentes de autarquias; e representantes de associações do setor empresarial.

Tarifaço pode reduzir inflação de alimentos no Brasil, diz ministro

O tarifaço de 50% anunciado pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros pode resultar em redução momentânea de preços para alguns alimentos no mercado interno brasileiro. No entanto, se, por um lado, isso pode ser positivo para o consumidor, com uma inflação menor para os alimentos, por outro pode desestimular produtores – o que, também, seria prejudicial para o país, disse nesta terça-feira (22) o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. A afirmação foi feita durante o Bom Dia, Ministro, programa produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Segundo Dias, nesse contexto o desafio do governo é o de trabalhar para garantir preço adequado de alimentos ao consumidor e também ao produtor. “É buscar um preço adequado. Essa é a nossa missão”, disse o ministro. Tarifaço Recentemente, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou o aumento tarifário a ser aplicado a partir de 1º de agosto sobre produtos brasileiros exportados para os EUA. Nas manifestações, Trump tem associado a medida a supostas desvantagens comerciais na relação entre os dois países e, também, à forma como as investigações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro têm sido conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Influência momentânea Perguntado sobre se a diminuição das exportações de produtos como laranja, café, carnes e frutas poderia resultar em um escoamento deles para o mercado interno, beneficiando o consumidor brasileiro, o ministro disse que sim, mas que o ideal é que essa redução de preços seja estimulada por outros fatores. Em especial, por uma maior competitividade da produção brasileira. “As tarifas podem, sim, ter alguma influência momentânea [baixando a inflação dos alimentos], mas o que queremos é a redução dos preços por competitividade. Ou seja, pela capacidade de mais produção numa mesma área; por um financiamento com juros mais baixos. Esse é o ganho que queremos alcançar”, disse o ministro. “Mas veja bem: assim como a gente quer proteger o consumidor nessa tarefa, temos de proteger o produtor. Caso contrário desestimularíamos a produção. Nesse caso, precisamos ter equilíbrio”, acrescentou. De acordo com o ministro, a estratégia do governo é a de, por meio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) e de algumas pastas ministeriais, buscar alternativas de mercado, de forma a ajudar produtores como, por exemplo, os de mel, frutas e carne. Investigação Wellington Dias lembrou da boa relação histórica entre Brasil e Estados Unidos e reiterou que, comercialmente, essa relação sempre foi favorável aos norte-americanos. “Compramos mais do que vendemos para os EUA”, disse ele ao desmentir as alegações apresentadas por Trump, de que seu país estaria sendo prejudicado comercialmente na relação entre os dois países. “O que o presidente Trump está fazendo não tem nada a ver com medida econômica ou comercial. Na verdade, são ataques especulativos fora do contexto. Por isso acho que tem que ter na uma investigação internacional, e que os países atacados devem se proteger nessa direção, claro, mantendo a diplomacia e o diálogo”, argumentou o ministro. Dias lembrou que tanto o Supremo Tribunal Federal como a Justiça norte-americana abriram investigações em meio à confirmação de que “espertos foram avisados antes”, e compraram dólar anteriormente ao anúncio, obtendo lucros bilionários.

Lago Center Shopping faturou mais de R$ 70 milhões em vendas em menos de 1 ano

O Lago Center Shopping celebra uma marca histórica já nos nove primeiros meses de funcionamento: o marco de 100 grandes lojas abertas, representando quase 90% da área bruta locável em funcionamento. Além disso, o fluxo de resultados em volume de vendas, que já ultrapassa R$ 70 milhões, representa um grande número na economia local. O empreendimento também já está com mais de 92% dos espaços locados. O sucesso do empreendimento reflete o fortalecimento do setor de shoppings no Brasil, que segue com alta taxa de ocupação (95%) e crescimento constante, com previsão de faturamento nacional de R$ 201,6 bilhões em 2025, de acordo com dados da ABRASCE – Associação Brasileira de Shopping Centers. Segundo o superintendente do Lago Center, Herliton Masson, à medida que grandes marcas iniciam suas operações, mais atraente o espaço fica para o público. “Só no final deste primeiro semestre, inauguramos a academia Smart Fit, Riachuelo, QG Jeitinho Caseiro, Salinas, Mr. Cat e o Montana Grill. Isso reafirma o nosso posicionamento como um dos principais centros comerciais da região”, comenta Masson, que ainda ressalta que novas marcas, como a franquia Burger King e o Restaurante Caserato, de Goiânia, devem abrir as portas ainda em 2025. Empregos ativos girando a economia O mercado de shopping centers tem tido um cenário positivo no país com 648 unidades em operação e geração de mais de 1 milhão de empregos diretos. E, em Araguaína, o Lago Center tem sido uma importante fonte de geração de vagas. “Atualmente estamos com mais de 1200 empregos diretos e indiretos em perfeito alinhamento com o cenário nacional”, comenta Herliton. Além disso, o superintendente assegura que as marcas novas abrirão novos processos seletivos. “Assinamos recentemente com a Franquia Burger King que, sozinha, deve incorporar mais de 10 colaboradores, por exemplo. Nossa expectativa também se consolida com o Giraffas e com todas as demais operações que ainda estão em obra”, afirmou. Crescimento do setor As expectativas para o Lago Center Shopping permanecem positivas, acompanhando a tendência de crescimento das vendas no setor, que registrou alta de 9,4% nos empreendimentos de classe A, 9,9% na classe B e 8,9% na classe C no primeiro trimestre de 2025. “Percebemos, cada vez mais, um fluxo crescente de consumidores e novas oportunidades de negócios. O Lago Center Shopping segue consolidando seu papel como referência em comércio, lazer e conveniência”, finaliza Masson

Multinacional investe mais de R$ 400 milhões em unidade no Tocantins

A Mosaic Fertilizantes, uma das maiores produtoras globais de fosfato e potássio, inaugura nesta quarta-feira (16/07) sua nova unidade no município de Palmeirante, no norte do Tocantins. Com investimento superior a R$ 420 milhões, o empreendimento representa um marco para o agronegócio e a logística regional, com capacidade inicial de produção de 1 milhão de toneladas de fertilizantes por ano e geração estimada de 200 empregos diretos e indiretos. Parceria estratégica com o Governo do Estado A instalação da planta foi viabilizada por articulações do Governo do Tocantins, por meio da Secretaria da Indústria, Comércio e Serviços (Sics), que atuou por mais de dois anos em negociações com a multinacional americana. “Trabalhamos de forma integrada com outras pastas do governo para garantir segurança jurídica, infraestrutura e incentivos. Esse resultado é fruto de um esforço técnico e alinhado à diretriz do governador Wanderlei Barbosa de ampliar a base econômica do estado”, afirmou o secretário Carlos Humberto Lima. Infraestrutura moderna e localização estratégica Localizada no Terminal Integrado de Palmeirante (Tipa), a planta está conectada diretamente à Ferrovia Norte-Sul e ao Porto do Itaqui (MA). A estrutura conta com armazém de 100 mil toneladas, sistemas automatizados de mistura e ensaque, além de integração ferroviária, reduzindo o tráfego rodoviário e os custos logísticos para produtores da região. Impactos na arrecadação estadual Além de fomentar o emprego e o desenvolvimento logístico, a operação da Mosaic deve impactar positivamente a arrecadação estadual. Isso porque o Tocantins passa a produzir fertilizantes que antes eram comprados de estados como Maranhão e Goiás, possibilitando a geração de ICMS local. Potencial produtivo e metas para os próximos anos A planta deve produzir 500 mil toneladas no primeiro ano e dobrar esse volume até 2028. A expectativa é atingir 9,3 milhões de toneladas de entregas entre 2025 e 2032. A movimentação econômica já é perceptível: Palmeirante registrou, em maio, a terceira maior variação positiva de geração de empregos no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), superando grandes cidades como Araguaína e Gurupi. Sustentabilidade e inovação O projeto da Mosaic está alinhado ao Plano Nacional de Fertilizantes e às práticas de ESG da empresa. Toda a área administrativa será abastecida com energia solar, e a operação deve retirar cerca de 27 mil caminhões por ano de circulação, gerando ganhos ambientais e operacionais significativos. Tocantins no radar dos grandes investimentos Para o secretário Carlos Humberto Lima, a nova unidade é resultado de um ambiente de negócios competitivo e seguro construído no estado. “A atuação do Governo do Tocantins, por meio da Sics, foi decisiva. Esse investimento privado é fruto de um trabalho técnico e coordenado, que coloca o estado no centro das decisões estratégicas do setor produtivo nacional”, concluiu.

Governo prevê queda de preço do combustível se petróleo mantiver cotação

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que “há uma real possibilidade” de queda no preço da gasolina e do diesel nas próximas semanas, caso o valor do petróleo no mercado internacional se mantenha. Ele participou, nesta segunda-feira (7), da reunião de cúpula do Brics, no Rio de Janeiro. “Nós estávamos muito apreensivos, naturalmente, com essa guerra entre Israel e Irã. A tensão diminuiu. Esperamos que termine”, disse o ministro, em entrevista. Afirmou, ainda, que o governo tem se mobilizado para evitar cobranças abusivas nos preços dos combustíveis. “O presidente Lula vem cobrando isso de forma reiterada para que, na bomba de combustível, cheguem as reduções feitas pela Petrobras. E nós estamos trabalhando de forma fiscalizatória. Esse é o papel do governo para que a gente tenha realmente o resultado desse esforço que é feito nas políticas públicas para poder construir justiça tarifária no país”, acrescentou. Cúpula do Brics Silveira afirmou que o Brics discutiu, nesta cúpula, a questão da sustentabilidade, de forma “muito vigorosa”. “[O Brics] é um fórum internacional fundamental, inclusive para poder articular financiamento para a transição energética através do Banco do Brics”, disse. O ministro citou ainda que a extração de minerais críticos, dos quais o Brasil e outros países do Brics têm reservas importantes, é fundamental para a transição energética.  Mas, segundo ele, é preciso buscar um equilíbrio entre as atividades econômicas e a legislação.

Prefeitura de Araguaína lança ferramente que evitará processos judiciais e bloqueio de contas de inadimplentes

A Prefeitura de Araguaína implementou a Câmara de Transação Tributária, também chamada de Câmara de Negociação, um instrumento que permitirá aos contribuintes acordarem suas dívidas com o Município sem a necessidade de judicialização e eventual bloqueio de contas. A iniciativa da PGM (Procuradoria Geral do Município) foi oficializada na Lei Complementar nº 200, de 9 de abril de 2025, publicada no Diário Oficial do Município 3254 de 14 de abril de 2025. Como funciona A Câmara de Negociação poderá ser usada por pessoas físicas e jurídicas para débitos já inscritos na Dívida Ativa, ou objetos de litígio judicial ou administrativo, e abrange, principalmente, valores em atraso do IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano), ITBI (Imposto sobre a Transação de Bens Imóveis), algumas modalidades de ISS (Imposto Sobre Serviços), multas de natureza punitiva, entre outros créditos tributários. “A adesão à Câmara pode ser feita por iniciativa do próprio contribuinte ou a partir de uma proposta da prefeitura que deverá ser formalizada em edital e com chamamento público. Importante ressaltar que o devedor só poderá negociar seus débitos uma vez a cada quatro anos referente ao mesmo tributo”, explica Gustavo Fidalgo, procurador chefe do Município. Toda a negociação será conduzida pelos procuradores que, durante o acordo, analisarão o histórico fiscal e a situação econômico-financeira do contribuinte, o tempo de duração da ação judicial, a economicidade da cobrança, entre outros pontos. A nova ferramenta de acordo estará à disposição dos contribuintes dentro de seis meses conforme o avanço do decreto de transição que será editado pelo prefeito. Benefícios Além da negociação de valores, a Câmara de Negociação contempla a concessão de descontos nas multas e juros de dívidas consideradas de difícil recuperação, novos prazos e formas de pagamento, substituição ou alienação de garantias e a redução dos honorários advocatícios para 5%, dependendo do acordo. “O valor cobrado atualmente é de 10%, conforme estabelece o Código de Processo Civil. Mas a nova lei reduz esse percentual justamente para dar mais acessibilidade ao contribuinte. E é fundamental esclarecer que, dentro do processo de negociação das dívidas em âmbito extrajudicial, o valor dos honorários advocatícios terão origem na atividade de cobrança realizada pelos procuradores municipais e não serão pagos pelo Município”, ressalta o procurador Allen Kardec.

Tocantins ocupa 6ª posição nacional com maior volume de crédito concedido à população

O Ranking de Competitividade dos Estados, publicado pelo Centro de Liderança Pública (CLP),  aponta o Tocantins como a 6ª unidade da federação com o maior volume de crédito concedido para Pessoa Jurídica (PJ) e Pessoa Física (PF) em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). O levantamento destaca que uma maior disponibilidade de crédito é importante para o desenvolvimento de um estado, pois permite que as empresas tenham acesso a recursos para, por exemplo, expandir operações, inovar e contratar pessoal. Entre as 27 unidades da federação, o Tocantins, em relação ao maior volume de crédito concedido, fica atrás apenas de Goiás (1º), Rondônia (2º), Mato Grosso (3º), Paraná (4º) e Mato Grosso do Sul (5º). A posição no ranking coloca o estado em destaque como o segundo colocado das regiões Norte e Nordeste. O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, enfatiza que o resultado evidencia a confiança do mercado na economia estadual. “Esse volume de crédito mostra que há um ambiente de negócios propício no Tocantins. Além disso, a maior disponibilidade de crédito também permite que os consumidores adquiram bens e serviços, movimentando setores importantes como o comércio e os serviços”, ressalta. O secretário de Estado do Planejamento e Orçamento, Sergislei de Moura, avalia positivamente o desempenho do Tocantins. “A concessão de crédito estimula a economia, fortalece o empreendedor tocantinense e estabelece oportunidades para novos negócios, o que contribui diretamente para o crescimento do nosso PIB”, salienta. O volume de crédito analisado no estudo corresponde ao saldo total de crédito – incluindo pessoas físicas e jurídicas – em relação ao PIB do estado. Esse indicador está inserido no pilar de Potencial de Mercado do Ranking de Competitividade dos Estados do CLP e leva em consideração ainda a percepção de risco dos bancos quanto ao não pagamento de dívidas, ou seja, quanto maior o risco, menores são as concessões, o que impacta negativamente o volume total de crédito disponível.

Haddad incentiva empréstimo consignado: ‘Procure trocar sua dívida cara por uma barata’

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, incentivou os trabalhadores a recorrerem ao novo consignado privado como alternativa para substituir dívidas antigas por outras com juros mais baixos. “Em vez de se endividar, procure trocar sua dívida cara por uma barata. As vezes você já está com uma dívida, ou no cartão de crédito, ou no crédito ao consumidor, ou com alguém do bairro que cobra uma taxa de juros elevada. A primeira maneira de organizar sua vida é: troque sua dívida cara por uma barata”, afirmou o ministro na última segunda-feira (7). Uma das principais críticas ao programa por parte do mercado é que, em um momento de inflação acima da meta, um programa que libera crédito poderia contribuir para uma atividade aquecida, consequentemente aumentando ainda mais a inflação. A estratégia de comunicação do governo, porém, vai justamente na linhe de se usar o dinheiro do programa para limpar seu nome, substituindo dívidas antigas e mais caras, e não no consumo. Crédito consignado CLT Ao todo, mais de 47 milhões de trabalhadores poderão ser beneficiados com o novo programa, que abrange empregados CLT em geral, incluindo empregados domésticos, trabalhadores rurais e contratados por microempreendedores individuais (MEIs), desde que formalizados. O programa permitirá o acesso de mais de 80 bancos e instituições financeiras ao perfil de trabalhadores com carteira assinada através do eSocial, sistema eletrônico obrigatório que unifica informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais de empregadores e empregados de todo o país. Após o empréstimo ser contratado, o desconto das parcelas será na folha de salários, mensalmente pelo eSocial, o que deve permitir que as taxas de juros sejam inferiores às praticadas atualmente no consignado por convênio. Após a contratação, o trabalhador acompanha mês a mês as atualizações do pagamento das parcelas.  

Dólar fecha a R$ 5,70 e cai 3,57% em março

Em um dia misto no mercado financeiro, o dólar despencou e a bolsa de valores também caiu. Em meio à cautela com a entrada em vigor do tarifaço do governo de Donald Trump, a moeda norte-americana caiu mais de 3% no mês. Apesar da queda dessa segunda-feira (31), a bolsa subiu cerca de 6% e teve o melhor desempenho mensal desde agosto do ano passado. O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,706, com queda de R$ 0,054 (-0,94%). A cotação chegou a abrir em alta, mas passou a cair após a abertura dos mercados norte-americanos. Na mínima do dia, por volta das 15h30, aproximou-se de R$ 5,69. A moeda norte-americana está no valor mais baixo desde o último dia 20, quando tinha fechado em R$ 5,67. A divisa caiu 3,57% em março e acumula baixa de 7,67% em 2025. Diferentemente do câmbio, o mercado de ações teve um dia mais turbulento. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 130.259 pontos, com queda de 1,25%. A queda desta segunda foi parcialmente motivada pela realização de lucros, quando investidores vendem papéis para embolsarem ganhos recentes. O indicador subiu 6,08% em março e acumula alta de 8,29% em 2025. Fatores internos e externos influenciaram o mercado financeiro nessa segunda-feira. No Brasil, a formação da taxa Ptax, câmbio médio no último dia útil do mês que corrige a parcela da dívida do governo em dólar, reforçou a queda do dólar, à medida que muitos estrangeiros reduziram as apostas contra o real nas últimas semanas. Isso fez o real descolar-se de outras moedas emergentes, que se depreciaram hoje. No cenário internacional, investidores avaliam que o Brasil será menos afetado que outros países com a imposição de tarifas recíprocas pelo governo de Donald Trump. A partir de quarta-feira (2), os Estados Unidos taxarão as importações com a mesma tarifa que os países cobram sobre os produtos deles. No mesmo dia, entrará em vigor a tarifa de 25% sobre a importação de automóveis nos Estados Unidos.