Araguaína recebe carreta do SUS para exames de imagem no Parque Cimba

A Prefeitura de Araguaína, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, em parceria com o Ministério da Saúde, inicia nesta terça-feira, 28, os atendimentos da Unidade Móvel de Atenção Especializada (UMAE), com a realização de Exames de Imagem por meio do programa Agora Tem Especialistas. É a primeira carreta do Sistema Único de Saúde (SUS) destinada à realização de exames de imagem a chegar ao município. Instalada no Estacionamento do Parque Cimba, a unidade tem como objetivo ampliar o acesso da população a exames especializados, reduzindo o tempo de espera e proporcionando diagnósticos mais rápidos e precisos, viabilizando o início precoce dos tratamentos. Os atendimentos serão realizados de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, com capacidade para a realização de até 60 exames por dia. Durante o período de funcionamento em Araguaína, serão realizados 1.344 exames de tomografia computadorizada e 1.344 ultrassonografias, totalizando 2.688 exames pelo SUS. A secretária municipal da Saúde, Dênia Rodrigues, destaca que a parceria representa um importante avanço para a assistência especializada na região. “Receber a primeira carreta do SUS para exames de imagem em Araguaína é um marco para a saúde pública. Essa parceria com o Ministério da Saúde amplia nossa capacidade de atendimento, reduz a fila de espera e garante que milhares de pacientes tenham acesso mais rápido ao diagnóstico e, consequentemente, ao tratamento. É um investimento que beneficia não apenas Araguaína, mas toda a região.” Atendimento por regulação Todos os exames serão realizados exclusivamente por meio da Central Municipal de Regulação. A unidade móvel não realiza atendimento por demanda espontânea. Os pacientes serão convocados pela equipe de Regulação conforme o agendamento previamente realizado. Além de atender moradores de Araguaína, a carreta beneficiará pacientes de Muricilândia, Carmolândia, Aragominas, Santa Fé do Araguaia e Nova Olinda, municípios que compõem a Região de Saúde Médio Norte Araguaia, fortalecendo a integração regional dos serviços especializados do SUS. Estrutura moderna A Unidade Móvel de Atenção Especializada é equipada com tecnologia de alta resolução e conta com uma equipe multiprofissional preparada para atender os pacientes com segurança e qualidade. A carreta conta com um tomógrafo computadorizado de 16 canais e sala de ultrassonografia, além de uma equipe assistencial especializada, recepção, sala de comando, elevador de acesso e espaço de espera para os pacientes. Diagnóstico mais rápido e redução da fila de espera A chegada da unidade móvel integra o programa federal Agora Tem Especialistas, criado para ampliar a oferta de exames e consultas especializadas no SUS. Com a realização de mais de 2,6 mil exames de imagem em Araguaína, a expectativa é acelerar o diagnóstico precoce de doenças, reduzir o tempo de espera por exames especializados e garantir mais agilidade na definição dos tratamentos. A iniciativa reforça o compromisso da Prefeitura de Araguaína em ampliar o acesso da população à saúde especializada, fortalecendo a rede pública e oferecendo atendimento mais eficiente aos pacientes da região.

Médico alerta para alta de acidentes com arraias no Tocantins; confira

Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT) emitiu um alerta para o aumento de acidentes com arraias de água doce em Araguaína e municípios vizinhos. O risco se intensifica entre os meses de junho e setembro, período de estiagem na região, quando o recuo das águas e a maior frequência de banhistas em rios e lagos propiciam os incidentes nas áreas rasas. Os ataques ocorrem de forma defensiva. O médico residente da Clínica Médica da unidade, Ítalo Salera, explicou a dinâmica do ferimento. “O ataque acontece quando o banhista pisa sobre as costas da arraia. Ela dá uma espécie de ‘chicotada’ com a cauda, onde está localizado o ferrão, provocando o ferimento”, afirmou. O ferrão, que possui anatomia semelhante à de um arpão, injeta toxinas que causam dor intensa e imediata, sangramento e risco de necrose dos tecidos. Para reduzir as chances de incidentes, o especialista recomendou atenção redobrada antes de entrar na água, evitando áreas muito turvas, com lodo ou vegetação densa que prejudiquem a visibilidade do fundo. A principal técnica de prevenção ao caminhar em rios é arrastar os pés na areia em vez de dar passos normais, o que ajuda a afugentar o animal. “Se estiver [lamacenta], o ideal é evitar. Caso aconteça o acidente, é preciso retirar a pessoa da água imediatamente e lavar bem o local do ferimento com água e sabão, porque isso ajuda a remover resíduos presentes no ferrão, onde podem estar bactérias causadoras de infecção”, orientou Salera. O protocolo médico contraindicou de forma absoluta o uso de torniquetes ou a aplicação caseira de substâncias como fumo, pó de café e açúcar sobre a ferida, medidas que agravam o risco de contaminação bacteriana profunda. “O local atingido pode ficar vermelho, apresentar sangramento e evoluir para uma infecção. Bactérias são levadas para o interior do tecido lesionado pelo ferrão e, à medida que a infecção progride, podem surgir febre, inchaço, vermelhidão e dor persistente”, detalhou o médico, que acrescentou que os pacientes também passam por avaliação da cobertura vacinal contra o tétano. Guia de Primeiros Socorros: O que fazer: Retire a vítima da água imediatamente, lave o local exaustivamente com água limpa e sabão e aplique água morna para ajudar a neutralizar a dor provocada pela toxina. O que NÃO fazer: Nunca faça torniquetes (garroteamento), não tente cortar o local para extrair o veneno e não aplique produtos caseiros sobre a lesão. Atendimento: Encaminhe o acidentado ao serviço de saúde mais próximo para a limpeza profunda, remoção de possíveis fragmentos do ferrão e manejo medicamentoso.

Tempo seco: veja como evitar doenças respiratórias no Tocantins

A chegada do período de estiagem no Tocantins — que costuma se intensificar a partir do mês de maio — traz um alerta vermelho para a saúde da população. A combinação de baixa umidade relativa do ar com o aumento da poeira no ambiente é o cenário ideal para o crescimento de problemas respiratórios. Segundo a médica especialista em Clínica Médica e diretora clínica do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT), Cláudia Cunha, a época exige atenção redobrada. É bastante comum observar o aumento de casos de rinite, sinusite, crises de asma e o agravamento de doenças pulmonares já existentes. “O clima seco favorece o ressecamento das vias aéreas, dos olhos e da pele, causando desconforto e aumentando a suscetibilidade a infecções respiratórias. Outro ponto importante é o risco de desidratação”, alerta a médica Grupos de risco A especialista destaca que os cuidados devem ser reforçados principalmente com: crianças; idosos; e pessoas que trabalham ou permanecem por longos períodos expostas ao calor. Medidas simples e eficazes Para ajudar a população a enfrentar o período de seca sem adoecer, a médica Cláudia Cunha listou as principais recomendações para o dia a dia: Beba água mesmo sem sede: A ingestão regular de líquidos ajuda o organismo a funcionar melhor e mantém a umidade natural das vias respiratórias. Cuide da casa e do trabalho: Mantenha os ambientes limpos, ventilados e arejados. Em dias de umidade muito baixa, use umidificadores de ar ou coloque recipientes com água (como bacias ou toalhas úmidas) nos cômodos, principalmente durante a noite. Atenção aos exercícios físicos: Evite atividades físicas intensas nos horários mais quentes do dia. Dê preferência ao início da manhã ou ao fim da tarde. Proteja as vias aéreas: Faça a lavagem nasal com soro fisiológico sempre que houver sensação de ressecamento e evite ao máximo a exposição à fumaça, queimadas e poeira. Hidratação da pele e olhos: Use hidratantes corporais (especialmente após o banho), evite duchas muito quentes e prolongadas e, sempre que possível, utilize protetor solar. Por fim, a diretora clínica do HDT-UFNT ressalta que as pessoas que já possuem histórico de doenças respiratórias crônicas devem seguir à risca o tratamento prescrito por seus médicos e procurar atendimento especializado imediatamente caso percebam qualquer piora nos sintomas.

Hospital de Doenças Tropicais realiza mutirão com mais de 200 atendimentos no sábado

O Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT) realizará, neste sábado, 21 de março, em Araguaína, um mutirão de saúde com previsão de mais de 200 atendimentos. A iniciativa faz parte do “Dia E – Ebserh em Ação”, mobilização nacional que ocorre simultaneamente em 45 hospitais universitários federais para reduzir a demanda reprimida do Sistema Único de Saúde (SUS). Diferente de consultas abertas ao público geral, as atividades deste sábado são voltadas a pacientes que já estavam na fila de espera do SUS e tiveram seus procedimentos pré-agendados. O objetivo é dar vazão a casos que aguardavam por consultas especializadas, exames e cirurgias. Serviços ofertados A programação no HDT-UFNT inclui uma estrutura multiprofissional com foco na saúde da mulher: – Consultas Médicas: Dermatologia, psiquiatria, ortopedia, pediatria e ginecologia. – Exames e Diagnósticos: Tomografias, ressonâncias, ecocardiogramas, eletrocardiogramas e ultrassonografias. – Cirurgias: Estão programados procedimentos de hernioplastia. – Equipe Multidisciplinar: Atendimentos com nutricionistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, enfermeiros e dentistas. Além da assistência médica, as pacientes que passarem pelo hospital no dia 21 terão acesso a um espaço de acolhimento com serviços de limpeza de pele e maquiagem. Redução de filas A gerente de Atenção à Saúde do hospital, Andrielly Gomes, explica que a ação busca oferecer um cuidado mais ágil e resolutivo. “O foco é a ampliação do acesso e a qualificação do cuidado, dando visibilidade a grupos em situação de maior vulnerabilidade e assegurando um atendimento oportuno”, afirma. Nacionalmente, a expectativa é de que o mutirão realize mais de 30 mil atendimentos em um único dia. O programa está alinhado à estratégia federal de redução de filas para cirurgias eletivas e exames especializados, utilizando a estrutura dos hospitais universitários para acelerar o fluxo de assistência à população.

Tocantins amplia vacinação contra a influenza para toda a população do estado

O estado do Tocantins ampliou na última terça-feira, 3, a vacinação contra a influenza para toda a população a partir dos 6 meses de idade. O imunizante previne a gripe, infecção respiratória causada pelo vírus da influenza, diminui a gravidade da doença e evita complicações como pneumonia, internações e até óbito. Para ser vacinado é preciso se dirigir à Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Saúde da Família (USF) mais próxima da residência, com documento de identificação pessoal com foto e solicitar a vacina. Para aumentar a imunização da população, no dia 14 de março, a SES-TO também promoverá o Dia D Estadual de Mobilização da Vacinação Contra a Influenza. A enfermeira da Gerência de Imunização (GI/SVS/SES-TO), Andressa Castro, falou sobre a estratégia da ação. “O Ministério da Saúde nos recomendou para março a ampliação da vacinação contra a influenza, para a toda a população a partir de seis meses. Contudo, a SES-TO destaca a importância da vacinação dos grupos de risco definidos como prioritários e estabelecidos para a cobertura vacinal, que são crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes e idosos com 60 anos ou mais de idade”. A Campanha A Campanha de Vacinação Contra a Influenza 25/26 foi iniciada em 3 de novembro de 2025 e seguiu até o dia 28 de fevereiro de 2026, direcionada aos grupos de risco definidos como prioritários. Com as novas instruções do Ministério da Saúde (MS), o imunizante agora pode ser oferecido para toda a população.

Médico do HDT tranquiliza população sobre o vírus Nipah

O vírus Nipah, identificado originalmente na Malásia na década de 1990, voltou a despertar atenção global, mas o médico infectologista Tobias Garcez, do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), em Araguaína, esclarece que não há motivo para pânico no Brasil. O Ministério da Saúde confirma que há casos registrados no Brasil e que as notícias sobre uma epidemia local são falsas. Por ser uma zoonose rara, o vírus é transmitido de animais para humanos, principalmente por morcegos frugívoros típicos do sul e sudeste da Ásia. A infecção ocorre pelo contato direto com esses animais ou pelo consumo de frutas e seivas contaminadas, hábitos comuns em países como Índia e Bangladesh. Tobias Gracez explica que a probabilidade de o vírus chegar ao Brasil é baixa, devido às diferenças ecológicas e culturais. O HDT-UFNT segue as orientações do Ministério da Saúde e reforça que a vigilância em aeroportos é a principal barreira. Como não existe vacina ou tratamento específico, a prevenção e a informação correta são as melhores ferramentas para evitar alarmismos desnecessários. Sintomas e riscos da doença: Os sintomas iniciais da infecção pelo vírus Nipah incluem febre alta, dor de cabeça, dor muscular intensa, cansaço e vômitos, apresentando um quadro que se assemelha ao da dengue. Em casos graves, a doença pode evoluir rapidamente para pneumonia, insuficiência respiratória e encefalite. Vale destacar que o índice de mortalidade é alto, podendo atingir 80%, e os pacientes que sobrevivem podem apresentar sequelas neurológicas e motoras permanentes Principais medidas de prevenção: Higienizar muito bem as frutas antes do consumo; Descartar alimentos que apresentem marcas de mordidas de animais; Lavar as mãos frequentemente, especialmente em viagens ao exterior; Redobrar a vigilância em áreas de risco na Índia e Bangladesh.

Prefeitura de Araguaína aerta para aumento da circulação de vírus respiratórios

A Prefeitura de Araguaína, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, publicou um alerta epidemiológico após identificar aumento significativo na circulação de vírus respiratórios no município. O cenário reforça a necessidade de intensificar cuidados durante o período chuvoso, quando a transmissão tende a crescer. Os dados são do setor de Vigilância Epidemiológica/CIEVS, com base nas análises do Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL), que monitora os resultados de exames realizados na rede de saúde entre 1º de janeiro e 9 de dezembro de 2025. Rinovírus segue predominante, mas Influenza A cresce e exige atenção O levantamento mostra que, ao longo de 2025, os vírus respiratórios mais detectados foram Rinovírus, Adenovírus e Influenza A. Em outubro, o Rinovírus foi responsável por 44,1% dos exames positivos, seguido por Adenovírus (15,8%) e Influenza A (13,2%). Já em novembro, embora o Rinovírus continuasse predominante, houve crescimento do Influenza A, que passou a representar 18,5% dos casos detectados. Esse aumento da Influenza A é um comportamento esperado para o período chuvoso, quando a circulação do vírus se intensifica e pode levar a quadros mais graves em populações vulneráveis. Crianças pequenas concentram a maior parte das infecções De acordo com a Vigilância, grande parte das coletas realizadas ocorre em serviços pediátricos da rede pública, o que reflete a maior quantidade de resultados positivos entre crianças. ● A faixa etária de 0 a 9 anos concentra a maior parte dos exames detectáveis, ● sendo que crianças de 0 a 2 anos representam mais da metade de todas as confirmações registradas. Entre outubro e novembro de 2024, foram registrados 2.524 atendimentos de crianças com síndromes respiratórias. No mesmo período de 2025, esse número subiu para 3.117 atendimentos, o que representa um aumento de aproximadamente 23,5% na procura por assistência devido a doenças respiratórias. O que reforça a necessidade de atenção redobrada das famílias, já que bebês e crianças pequenas possuem sistema imunológico ainda em desenvolvimento e são mais suscetíveis a complicações, como pneumonia e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Período chuvoso intensifica risco de agravamento Embora muitos quadros respiratórios sejam autolimitados, há risco de evolução para formas graves em: crianças menores de cinco anos, idosos, gestantes e puérperas, pessoas com comorbidades e imunossuprimidos. Nesses grupos, infecções como a gripe podem necessitar de internação e trazer risco aumentado de óbito. Vacinação é prioridade e segue até fevereiro de 2026 A campanha de vacinação contra a Influenza segue ativa em Araguaína até 28 de fevereiro de 2026, dirigida aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. A diretora de Imunização, Samilla Braga, reforça a importância da adesão: “A vacina contra a influenza protege não apenas quem recebe a dose, mas também quem está ao redor, especialmente os grupos de risco. É uma medida simples, segura e essencial para evitar complicações e hospitalizações. Não deixe de procurar sua UBS e se vacinar.” A vacinação está disponível em todas as UBS e exige apresentação do CPF, cartão de vacina e comprovação de grupo prioritário. Vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) A Secretaria de Saúde também reforça a importância da vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), uma das principais causas de infecções respiratórias agudas graves em bebês, especialmente bronquiolite e pneumonia. A imunização está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e é destinada às gestantes a partir da 28ª semana, sem restrição de idade. A proteção oferecida pela vacina passa da mãe para o bebê, garantindo defesa durante os primeiros meses de vida, quando o risco de agravamento é maior. Para receber a dose, basta que a gestante procure a UBS mais próxima levando cartão de vacinação e Caderneta da Gestante. A meta do Município é imunizar 80% do público-alvo durante todo o período de campanha iniciado no último dia 09. Diagnóstico rápido ajuda na prevenção e no tratamento A Secretaria orienta que, ao surgir sintomas como febre, tosse persistente ou dificuldade para respirar, a população procure atendimento. O teste RT-PCR é fundamental para identificação do vírus e orientação do tratamento nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas. “Prevenir sempre será a melhor escolha. A vacinação, aliada aos cuidados diários e ao diagnóstico precoce, faz toda a diferença para proteger a nossa população”, reforça Samilla. Em casos de risco, o uso de antivirais contra Influenza deve ser iniciado prioritariamente nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas com orientação médica.

Araguaína terá novo Hospital da Criança com 100 leitos e UTI pediátrico

A Prefeitura de Araguaína realizou nesta sexta-feira o lançamento oficial das obras do novo Hospital Municipal de Araguaína (HMA), o Hospital da Criança. A nova e fundamental unidade de saúde será construída ao lado do Pronto Atendimento Infantil (PAI), na Rua das Tulipas, s/n°, no Jardim das Flores2. Com uma área total de 10,5 mil metros quadrados, o novo Hospital da Criança contará com um total de 100 leitos, distribuídos entre 20 leitos de UTI pediátrica, 10 leitos semi-intensivos e 70 leitos de internação. A unidade terá integração completa com o PAI e oferecerá estrutura completa de exames e centro cirúrgico. O novo hospital é um marco na estrutura de saúde infantil do município, reforçando o compromisso da gestão municipal em ampliar o acesso a serviços de qualidade e oferecer atendimento humanizado às crianças de Araguaína e de toda a região Norte do Estado. Além da estrutura física moderna, a unidade fortalecerá a rede de saúde pública municipal, que já conta com o PAI e as unidades básicas de saúde, proporcionando uma linha de cuidado contínua e integrada. Já estão garantidos para o início das obras o montante de R$ 41 milhões, sendo R$ 22 milhões da Prefeitura de Araguaína e R$ 19 milhões provenientes do Ministério da Saúde, por meio de emendas de bancada dos então deputados federais Dulce Miranda, Lázaro Botelho, Dorinha, Vicentinho Alves, Vicentinho Júnior, e do então senador Ataídes Oliveira. Parceria pelas crianças Na solenidade de lançamento da unidade, o prefeito Wagner Rodrigues ressaltou que Araguaína é referência em saúde para toda a região, recebendo pacientes de 64 municípios. “Hoje, nós temos aqui 64 municípios que recebem atendimento dentro do HMA ou no PAI. Nossa porta é aberta para todos que precisam de atendimento médico,” garantiu o prefeito, citando pacientes de municípios como Wanderlândia, Santa Fé, Aragominas, Muricilândia, Babaçulândia, e Nova Olinda. Apoiadora do projeto, a senadora Dorinha expressou o significado deste momento: “Cada tijolinho que será colocado neste hospital é um gesto de amor e compromisso com as crianças de Araguaína e da região. Esse hospital vai garantir que mães e pais tenham um lugar de referência, com atendimento de qualidade e profissionais preparados para cuidar de quem mais precisa: nossas crianças”. A visão de que a saúde é uma prioridade da gestão foi um ponto em comum, destacado também pelo senador Eduardo Gomes, que falou sobre o impacto do novo hospital nos momentos mais cruciais da vida das famílias. Gomes refletiu sobre a importância de uma obra desse porte “Um hospital é esperança nos momentos mais difíceis. Pais buscam alívio para seus filhos, famílias enfrentam seus maiores desafios. Com este hospital, não apenas construiremos um prédio, faremos história.” O novo hospital é mais uma das ações da Prefeitura de Araguaína voltadas para a expansão e qualificação da rede de saúde pública municipal, reafirmando o compromisso da gestão com a infância e o bem-estar das famílias.

Araguaína sediará 1º Simpósio Internacional de Cardiologia e Cirurgia Cardiovascular

O Hospital Dom Orione realizará, nos dias 5 e 6 de setembro de 2025, o 1º Simpósio Internacional de Cardiologia e Cirurgia Cardiovascular. O evento acontecerá no Espaço Cultural Agnaldo Borges Pinto, em Araguaína, e reunirá profissionais da medicina, outros profissionais da saúde envolvidos no atendimento aos pacientes cardiovasculares e acadêmicos da cidade, do Tocantins e de estados vizinhos, como Maranhão e Pará. Programação A programação inclui mesas-redondas, painéis e conferências com temas atuais da cardiologia e da cirurgia cardiovascular, como síndrome coronariana aguda, valvulopatias, doenças da aorta e cirurgia robótica. O simpósio também contará com a participação de convidados internacionais, entre eles, o cirurgião canadense Tirone David, da Universidade de Toronto; o professor italiano Ruggero De Paulis, do European Hospital de Roma; e o professor Ricardo Gelpi, expressão mundial em pesquisas cardiovasculares e reitor da Universidade de Buenos Aires. O diretor-presidente do Hospital Dom Orione, padre Bruno Rodrigues, destacou a importância do simpósio. “Este evento celebra os 49 anos do hospital e reflete o nosso compromisso com o avanço da medicina, especialmente na área cardiovascular, que é uma das nossas especialidades”, afirmou. Para o cardiologista Dr. Henrique Furtado, a iniciativa representa uma oportunidade inédita para a região. “Araguaína será palco de discussões científicas de alto nível, com especialistas nacionais e internacionais, o que certamente contribuirá para o fortalecimento da assistência cardiológica na região Norte”, disse. As informações sobre inscrições e programação detalhada serão divulgadas em breve pelos canais oficiais do Hospital Dom Orione.

Julho Verde reforça cuidados para combater o câncer de cabeça e pescoço

Para conscientizar a população sobre os tipos de câncer que podem acometer a região da cabeça e do pescoço, o Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), promove a campanha Julho Verde. O  Estado oferece tratamento aos pacientes em Araguaína, na Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) e no Hospital Geral de Palmas (HGP), onde funciona um serviço especializado que é referência para todo o Tocantins e em 2024 realizou 444 cirurgias. Este ano até maio foram 246 cirurgias. Dados do painel de oncologia do Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que o Estado registra em média 80 novos casos de câncer de cabeça e pescoço, por ano, e a médica cirurgiã do serviço de Cabeça e Pescoço do HGP, Rayla Souza, alerta as pessoas quanto aos sintomas. “É importante ressaltar que a maioria dos pacientes acometidos pelo câncer de boca e garganta fazem uso do tabaco e bebidas alcoólicas. Nos adultos, incluindo os jovens, é possível ter câncer de garganta em consequência do HPV [Human Papiloma Vírus]. Nossa orientação é que a população tocantinense fique alerta aos sinais e sintomas, que podem ser rouquidão por mais de três semanas, lesões, e nódulos no pescoço e feridas na boca”. A  fisioterapeuta do HGP, Talita Brunes, explica a importância da fisioterapia em pacientes com câncer de boca. “Tem um relevante papel no atendimento aos pacientes com o objetivo de preservar, desenvolver, restaurar a integridade cinética e funcional, e prevenir alterações causadas pelo tratamento. As principais disfunções relacionadas aos tumores de boca em que a fisioterapia pode atuar são: respiratórias, dor, perda de força muscular, limitação de amplitude de movimento e funcionalidade do ombro homolateral, edemas e linfedemas de face, paralisia facial, trismo [dificuldade de abrir a boca] e lesão nervosa gerando a “síndrome do ombro doloroso”. “Essas alterações podem ocorrer devido à tentativa de retirada completa do tumor ou de linfonodos cervicais comprometidos [esvaziamento cervical], lesionando estruturas regionais importantes como músculo esternocleidomastoideo, veia jugular interna, nervo acessório e estruturas linfáticas. O fisioterapeuta irá atuar com exercícios de mímica facial para prevenir aderências e melhorar a adaptação do paciente a nova condição, exercícios respiratórios são importantes para que o paciente reaprenda a respirar, deglutir e até mesmo falar”, acrescenta a fisioterapeuta. O paciente Francisco Araújo Sena Filho, de 52 anos, é um dos diversos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) atendidos no HGP. “Após eu ir ao dentista foi feita uma biopsia e fui diagnosticado com câncer e fiz tratamento no HGP. Em dezembro de 2022  realizei a cirurgia e depois fiz 33 sessões de radioterapia, estou curado graças a Deus”. Referência O Serviço de Cabeça e Pescoço do HGP conta com uma equipe multidisciplinar qualificada, composta por médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e dentistas. A unidade é referência na assistência a pacientes com câncer de cabeça e pescoço no Tocantins, oferecendo tratamento completo pelo SUS. A unidade conta também com o Grupo de Acolhimento para Pacientes com Câncer de Cabeça e Pescoço (Gal).  A criação do Grupo de Acolhimento reforça o compromisso do HGP em oferecer não apenas tratamento médico, mas também suporte psicológico e social para garantir mais qualidade de vida aos pacientes. Como  prevenir? Para evitar este tipo de câncer, é necessário manter a higiene bucal em dia, os pacientes expostos aos fatores de risco devem buscar o acompanhamento regular com um cirurgião especialista. Hábitos saudáveis como abandonar o cigarro, evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, ter uma alimentação saudável, usar do protetor solar e fazer check-up por meio da ultrassom na tireoide podem evitar a maioria dos cânceres de boca,  laringe  e faringe.