Governo orienta municípios para intensificarem a vacinação contra o sarampo

A Secretaria de Estado da Saúde (SES/TO) emitiu, nesta quinta-feira, 31, uma nota técnica com orientações estratégicas para a intensificação imediata da vacinação contra o sarampo em todo o estado, em crianças a partir dos seis meses de idade. A medida é uma orientação do Ministério da Saúde (MS) e necessária, após a confirmação de casos da doença no município de Campos Lindos e o registro de casos suspeitos em outras localidades, o que acende um alerta para as autoridades sanitárias. De acordo com a nota, o sarampo é uma doença infecciosa aguda, viral e altamente contagiosa, transmitida por via aérea por meio de secreções expelidas ao tossir, espirrar ou falar, permanecendo viável no ambiente por várias horas. Mesmo com vacinas eficazes e seguras disponíveis, surtos ainda ocorrem em razão da baixa cobertura vacinal, falhas na vigilância epidemiológica e circulação do vírus em diferentes países. “Diante do cenário atual do estado, a orientação é para os 139 municípios intensificarem imediatamente a vacinação de rotina, conforme o Calendário Nacional de Vacinação. A imunização deve contemplar crianças, adultos e profissionais da saúde. Para as crianças a partir de seis meses, o imunizante indicado é a dupla viral”, afirmou a diretora de Vigilância das Doenças Transmissíveis e Não Transmissíveis da SES/TO, Gisele Luz. Segundo o secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, a vacinação é a medida mais eficaz para prevenir o sarampo e proteger as crianças e a população em geral. “Os municípios são fundamentais na execução dessa estratégia, por isso, pedimos a todos os gestores e que nos ajude a conter a proliferação do vírus, bem como toda a população para que compareça a uma das 323 salas de vacinação espalhadas no estado e se proteja”, reforçou. Esquema de vacinação -Crianças de 6 a 11 meses e 29 dias: dose zero com a vacina dupla viral; -Crianças de 12 meses: primeira dose (D1) da tríplice viral e, após 30 dias, segunda dose (D2) com a tetraviral (ou tríplice viral + varicela); -Crianças de 15 meses a 4 anos 11 meses e 29 dias: segunda dose (D2) da tríplice viral, se já vacinadas aos 12 meses; -Pessoas de 5 a 29 anos: duas doses da tríplice viral, se sem histórico vacinal ou com esquema incompleto; -Pessoas de 30 a 59 anos: dose única da tríplice viral; -Trabalhadores da saúde: duas doses da tríplice viral, independentemente da idade. A nota também destaca orientações sobre o uso dos imunizantes conforme o laboratório produtor. A vacina dupla viral da Fiocruz/Bio-Manguinhos, indicada para crianças de 6 a 11 meses, não apresenta contraindicação para pessoas com alergia à proteína do leite de vaca (APLV). Já a tríplice viral, produzida pelo laboratório Serum Institute of India, deve ser administrada a partir dos 9 meses, sendo contraindicada para gestantes e pessoas com APLV. Distribuição As doses da vacina dupla viral estarão disponíveis para a retirada por parte dos municípios a partir das 8h desta sexta-feira, 1º de agosto, nos polos de distribuição de imunizantes da SES/TO, localizados em Palmas e Araguaína. Os demais imunizantes já estão disponíveis nas 323 salas de vacinação, nos 139 municípios.
Sarampo pode contaminar até 90% das pessoas de uma sala, informa médico infectologista

Com 17 notificações e 11 casos confirmados até julho, o sarampo reacende o alerta das autoridades de saúde no Tocantins. A baixa cobertura vacinal entre crianças e a entrada do vírus por áreas em surto, como a Bolívia, são apontadas como principais causas para o retorno da doença. “O Brasil era reconhecido pela OPAS e OMS como livre do sarampo desde 2016, mas em 2019 já vivemos um grande surto pelas mesmas razões de agora”, explicou o médico infectologista do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Tocantins (HDT-UFT/Ebserh), Tobias Garcez. O sarampo é transmitido pelo ar, por meio da fala, tosse ou espirros, e tem alto potencial de contágio. “Estima-se que, se uma pessoa estiver com sarampo em uma sala, 90% das pessoas presentes se contaminarão”, alertou o especialista. Por isso, a vacinação é considerada a única forma eficaz de prevenção. A doença pode evoluir com complicações graves, como pneumonia e encefalite, além de não ter um tratamento específico. Por isso, as condutas médicas ficam limitadas ao suporte clínico dos pacientes. A proteção coletiva, segundo o infectologista, também está em risco quando a cobertura vacinal está abaixo do ideal. “A vacinação em massa não protege só o indivíduo, mas estabelece uma imunização coletiva. Com grande parte da população imunizada, dificultamos a circulação do vírus, o que protege também os grupos que não podem receber a vacina, como gestantes, imunocomprometidos e crianças menores de um ano”, destacou. Em Araguaína, a Prefeitura realizou um Dia D de vacinação nesta quinta-feira, 31, reforçando a importância da imunização. Em todo o estado, os imunizantes estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde, de forma gratuita, para pessoas de todas as idades que ainda não completaram o esquema vacinal. A população pode verificar a situação da carteira de vacinação e se dirigir ao posto mais próximo. Rede Ebserh O HDT-UFT faz parte da Rede Ebserh desde 2015. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 45 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.
Araguaína inicia campanha de incentivo ao aleitamento materno

A Secretaria de Saúde de Araguaína inicia, a partir da próxima semana, uma programação especial nas UBS (Unidades Básicas de Saúde) da cidade voltada para o incentivo ao aleitamento materno. A ação faz parte da campanha Agosto Dourado, que celebra durante todo o mês a necessidade da amamentação e visa conscientizar sobre a importância do leite materno como alimento padrão ouro para bebês e para a saúde materna. “A cor dourada está relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno. Durante todo o mês de agosto, nós celebramos a promoção, a proteção e o apoio ao aleitamento. O aleitamento materno é fundamental para a saúde e desenvolvimento do bebê, fornecendo todos os nutrientes necessários para os primeiros meses de vida, fortalecendo o sistema imunológico, protegendo contra diversas doenças e promovendo o vínculo afetivo entre mãe e filho”, explica a coordenadora da Rede Amamenta de Araguaína, Pâmela Araújo. O tema nacional escolhido para a campanha em 2025 é o “Priorize a Amamentação: Crie Sistemas de Apoio Sustentáveis”. A partir da quarta-feira, 6 de agosto, marcando a Semana Mundial do Aleitamento Materno, a Prefeitura de Araguaína irá realizar uma série de palestras educativas nas UBS voltadas a mulheres gestantes, puérperas, pais e parceiros, orientando, durante as consultas pré-natal e pós-parto, sobre técnicas de amamentação e a importância do aleitamento para o bebê. Capacitação contínua Para reforçar os cuidados no atendimento voltado à população, a Secretaria de Saúde de Araguaína também está promovendo a capacitação dos profissionais da saúde que atendem nas UBS do município, como médicos, enfermeiros e técnicos, como forma de atualizar sobre as técnicas mais modernas de amamentação, visando aprimorar o conhecimento e as habilidades dos profissionais para oferecer um suporte adequado às mães durante a amamentação. Importância da amamentação De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a recomendação é que os bebês sejam alimentados exclusivamente com leite materno até os seis meses de idade. E que, mesmo após a introdução dos primeiros alimentos sólidos, sigam sendo amamentados até, pelo menos, os dois anos de idade. Além disso, a hora de ouro é a primeira hora da mãe com o recém-nascido. Com o intuito de possibilitar o contato da mãe com o bebê imediatamente após o parto, este momento foi idealizado para promover a continuação do vínculo que começou durante a gestação e ajudar o bebê na transição do útero para o ambiente externo. “A amamentação é uma recomendação do Ministério da Saúde e beneficia não só a saúde do bebê, como também a saúde da mulher, pois reduz as chances de sangramento pós-parto ou da mãe desenvolver anemia, câncer de mama e de ovário, diabetes e infarto do coração, além de colaborar com a perda mais rápida do peso que foi adquirido durante a gravidez”, orienta Pâmela. O calendário de ações educativas nas UBS durante as consultas de pré-natal junto a gestantes, puérperas, maridos e parceiros, pode ser conferido abaixo: 6 de agosto (quarta-feira) UBS Jardim das Flores (Manoel dos Reis) – 8 horas UBS Parque Bom Viver (Maria dos Reis) – 8 horas 8 de agosto (sexta-feira) UBS Povoado Ponte (Manoel Alves) – 8 horas 11 de agosto (segunda-feira) UBS Tereza Hilário (Dr. César Delgado) – 8 horas UBS Setor José Ferreira (Senador Benedito) – 7h30 12 de agosto (terça-feira) UBS Maracanã (Dr. Raimundo) – 8 horas 13 de agosto (quarta-feira) UBS Araguaína Sul – 8 horas 14 de agosto (quinta-feira) UBS Setor Couto (Albeny Soares) – 8 horas UBS Nova Araguaína (Pedro Pacífico) – 14 horas 15 de agosto (sexta-feira) UBS Costa Esmeralda (Dr. Dantas) – 8 horas UBS Vila Aliança (Dr. Francisco) – 8 horas UBS Lago Azul – 8 horas UBS Setor Cimba (Manoel Maria) – 14 horas 18 de agosto (segunda-feira) UBS Couto Magalhães – 8 horas 19 de agosto (terça-feira) UBS Palmeiras do Norte – 14 horas 20 de agosto (quarta-feira) UBS Novo Horizonte (Luciane Porciano) – 8 horas 21 de agosto (quinta-feira) UBS Bairro de Fátima – 8 horas UBS Barra da Grota – 8 horas UBS Bairro JK (Eurico Carneiro) – 8 horas 22 de agosto (sexta-feira) UBS Vila Azul (Dra. Esmeralda Medrado) – 8 horas 25 de agosto (segunda-feira) UBS Alto Bonito (José Rezende) – 13h30 26 de agosto (terça-feira) UBS Setor Dom Orione (José Ronaldo) – 7h30
UPA de Araguaína alerta para casos recorrentes de desidratação em idosos

A desidratação em idosos é um fator recorrente de agravamento de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e problemas renais, além de aumentar o risco de quedas, entre outras complicações. Também é uma das principais causas de atendimentos de urgência e emergência na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Anatólio Dias Carneiro, em Araguaína. Segundo o Dr. João Paulo Suleiman, coordenador médico da unidade, pessoas com mais de 60 anos são mais propensas à desidratação por diversos fatores. “À medida que envelhecemos, perdemos a capacidade de absorver e reter água por questões fisiológicas”, explica. O médico ressalta ainda que algumas medicações, como os diuréticos, podem acelerar a perda de líquidos em idosos. Por isso, a prevenção deve ocorrer durante todo o ano – e não apenas nos períodos mais quentes e secos. Sintomas muitas vezes confundidos Em idosos, sintomas leves de desidratação são frequentemente confundidos com sinais naturais do envelhecimento, como tontura ao se levantar ou cansaço excessivo. “Muitas vezes, quando o paciente chega à urgência, já está em estado grave, com confusão mental, taquicardia, febre e queda de pressão arterial. E é a equipe médica quem identifica que se trata de um caso de desidratação”, comenta Suleiman. Ele também destaca que muitos cuidadores e familiares não recebem orientação adequada sobre os riscos da desidratação, o que leva à negligência na oferta regular de líquidos ou na criação de rotinas para lembrar o idoso de se hidratar ao longo do dia. Além disso, o médico lembra que a ingestão de água não deve ocorrer apenas diante da sensação de sede, mas de forma constante e programada ao longo do dia. Quando levar à UPA Idosos – especialmente os acamados ou com doenças pré-existentes, como o Acidente Vascular Cerebral (AVC) – demandam atenção redobrada. Nos primeiros sinais de cansaço, fadiga, lábios secos ou excesso de saliva, é fundamental oferecer água em pequenas porções ao longo do dia. “Se o idoso relatar dor ao urinar, urinar com pouca frequência ou apresentar confusão mental e queda de pressão, é importante procurar atendimento médico de urgência o quanto antes”, alerta o médico.
Araguaína reforça estoque de vacinas contra o Sarampo e promeve dia D de imunização

A Prefeitura de Araguaína anunciou o reforço no estoque de doses da vacina Tríplice Viral, que é utilizada para a imunização contra o Sarampo. O último relatório da Secretaria Municipal da Saúde, referente ao mês de abril, apontou que quase 80% do público-alvo já havia recebido a primeira dose da vacina em Araguaína. O objetivo do reforço é garantir o cumprimento de todo o esquema vacinal e manter o número zerado de casos da doença no município. “A vacinação é a forma mais eficaz de combater o Sarampo, que é uma doença altamente contagiosa, podendo causar complicações graves. A transmissão do vírus da doença ocorre de pessoa para pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Portanto, é fundamental a vacinação”, explica a coordenadora de Imunização de Araguaína, Zaynne Rossana da Costa. Combate nacional Além do reforço no estoque vacinal, Araguaína será sede do Seminário Macrorregional de Imersão sobre Sarampo, nesta terça-feira, 29, que contará com a participação de 58 municípios da região e da equipe do Departamento do Programa Nacional de Imunizações, onde serão discutidas estratégias de combate ao avanço da doença no estado. No local, também será ofertada vacinação com Tríplice Viral, Febre Amarela, Hepatite B, Dupla Adulto – dT, COVID, HPV de Intensificação e Influenza de campanha. Dia D Na quinta-feira, dia 31 de julho, o município irá realizar o dia D de vacinação contra o sarampo em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS), com orientação à população e atualização da carteira de vacinação. A imunização por meio da vacina é indicada à população entre 12 meses e 59 anos. Para bebês, a primeira dose da Tríplice Viral deve ser administrada com um ano de idade e a segunda dose com um ano e três meses. Pessoas de 12 meses a 29 anos de idade não vacinadas ou com esquema incompleto devem receber ou completar o esquema de duas doses de Tríplice Viral. “E pessoas de 30 a 59 anos de idade não vacinadas devem receber apenas uma dose do imunizante”, orienta Zaynne Rossana da Costa. Já os trabalhadores da saúde, independentemente da idade, devem receber ou completar o esquema de duas doses de Tríplice Viral. Monitoramento constante O CIEVS (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde) de Araguaína está acompanhando os casos de Sarampo registrados no Tocantins nos últimos meses. Segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde divulgadas neste dia 28 de julho, 16 pessoas estão no estado. O CIEVS está trabalhando em conjunto com as equipes de imunização e Vigilância Sanitária para prevenir e conter eventuais casos da doença no município.
Tocantins investe quase R$ 2 bilhões na saúde no primeiro semestre de 2025

O Governo do Tocantins investiu mais de R$ 1,7 bilhão para o fortalecimento da saúde pública no primeiro semestre de 2025. O montante contempla principalmente a construção de novos hospitais projetados para o cuidado especializado de mulheres e recém-nascidos, a modernização das unidades hospitalares, as cirurgias eletivas, a atenção à Pessoa com Deficiência (PcD), entre outras ações. Mais de 10 mil itens, entre mobiliários, equipamentos modernos e veículos, foram distribuídos aos hospitais da rede estadual, visando à melhoria do atendimento aos pacientes, ao acolhimento de acompanhantes e ao suporte aos servidores. “Entregamos equipamentos como torre de videoendoscopia, consultórios oftalmológicos e tomógrafos, que colaboram com a eficiência e a agilidade nos diagnósticos”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto. A assinatura da Ordem de Serviço para o início das obras do novo Hospital da Mulher e Maternidade Estadual (HMME), em Palmas, também foi um marco para a saúde pública no Tocantins. Com investimento de R$ 299 milhões, a unidade oferecerá serviços nas áreas de ginecologia, obstetrícia e atenção neonatal, com infraestrutura de ponta. O Governo do Tocantins também investe em cuidado materno e neonatal na região do Bico do Papagaio, com o projeto do novo Hospital da Mulher e Maternidade de Araguatins. A obra, orçada em mais de R$ 60 milhões, será financiada com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) do Ministério da Saúde (MS) e contrapartida estadual. Além disso, entre janeiro e julho deste ano, mais de 8 mil cirurgias foram realizadas nos hospitais estaduais, conveniados e privados contratados. Os procedimentos atenderam pacientes das mais diversas especialidades, como ortopedia, ginecologia, cirurgia geral, oncologia, otorrinolaringologia, entre outras. Destaque na vacinação O Tocantins foi destaque na publicação do Anuário VacinaBR 2025, sendo o único estado brasileiro a alcançar a meta vacinal com o imunizante Bacilo Calmette-Guérin (BCG) por 24 anos consecutivos. De 2000 a 2024, o Estado vacinou mais de 90% da população-alvo e alcançou o preconizado no Programa Nacional de Imunizações (PNI). A meta estabelecida pelo PNI é de 90% da população-alvo e a cobertura de BCG no Tocantins durante 24 anos esteve acima de 100% majoritariamente. Atenção à PcD Entre janeiro e junho de 2025, a SES/TO realizou 177 mil atendimentos nos Serviços e nos Centros Especializados em Reabilitação (CERs) do Tocantins; entregou 2.481 aparelhos auditivos e emitiu 563 Carteiras de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea). Além disso, o governador Wanderlei Barbosa assinou o termo de compromisso para criação do 1º Centro Especializado em Assistência aos Autistas no Tocantins (Cetea), em Palmas. Apoio aos municípios A SES/TO iniciou, em junho deste ano, o repasse financeiro emergencial à saúde no valor de R$ 980 mil, para os quatro municípios diretamente afetados pela queda da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira. Além disso, as cidades de Aguiarnópolis, Filadélfia, Tocantinópolis e Palmeiras do Tocantins receberam medicamentos e insumos enviados pelo Estado, bem como reforço para as equipes multiprofissionais. O Estado já repassou mais de R$ 49 milhões aos 139 municípios para a manutenção de serviços como farmácia básica, do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), entre outros.
Sobe para 6 o número de pessoas diagnosticadas com Sarampo no Tocantins

Por meio de nota, aSecretaria de Estado da Saúde (SES-TO) informou que foram registrados, na terça-feira, 22, com amostras laboratoriais IgM reagentes, analisadas pelo Laboratório de Saúde Pública do Estado do Tocantins (LACEN-TO), mais quatro casos de sarampo, no município de Campos Lindos, a 560km de Palmas, totalizando seis. As amostras são de duas pacientes do sexo feminino, de 15 e 24 anos, estudante e doméstica respectivamente e dois pacientes do sexo masculino, de 21 e 27 anos estudantes e mecânico respectivamente. Todos têm históricos de contatos com os casos anteriores. Assim como os dois casos registrados na segunda-feira, 21, ambos não são vacinados; manifestaram sintomas clássicos; estão em cuidados domiciliares e outras amostras para confirmação definitiva dos casos foram enviadas para a referência em análise e confirmação da doença no país, o laboratório da Fiocruz, no Rio de Janeiro, sem prazo para a devolutiva. Para o trabalho de campo, a SES-TO deslocou na terça-feira, 22, mais dois profissionais de vigilância em saúde, totalizando 10 técnicos, que junto com as equipes do Ministério da Saúde e do município, realizam as ações de contenção necessárias, como orientações de isolamento e vacinação dos contatos das pessoas confirmadas. Além disso, a Pasta enviou nota técnica aos 139 municípios e um informativo com todas as orientações necessárias às áreas de vigilâncias municipais. A SES-TO reforça que o sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, altamente transmissível, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Ao ser contaminado, o paciente tem de sete a 14 dias de período de incubação e a transmissão pode ocorrer entre seis dias antes e quatro dias após o aparecimento dos sintomas que compreendem corpo e febre alta, exantema maculopapular (manchas avermelhadas), tosse, coriza e conjuntivite. Podem ocorrer complicações como pneumonia, encefalite e óbito. Prevenção O sarampo tem prevenção por vacinação e na rotina dos serviços de saúde, todas as pessoas de 12 meses a 59 anos de idade têm indicação para serem vacinadas e o Sistema Único de Saúde (SUS), oferece gratuitamente, as vacinas tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela). Além das doses de rotina estabelecidas no Calendário Nacional de Vacinação, a imunização para o sarampo pode ser indicada para crianças de seis meses a menores de um ano, em localidades com o surto da doença. Adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto contra o sarampo devem iniciar ou completar o esquema vacinal de acordo com a situação encontrada. No Tocantins, a vacina tríplice viral é a mais disseminada e teve cobertura vacinal em 2024, de 93% na primeira dose e apenas 80% na segunda e o preconizado é de 95% da população alvo imunizada. Em 2025, até o momento, 86% com a primeira dose e 55% com a segunda. Todas as mais de 300 salas de vacinação do Estado estão devidamente abastecidas com o referido imunizante. Além da vacinação, o isolamento é outra forma de evitar a transmissão. Desta forma, a pessoa com suspeita ou confirmação de sarampo deve evitar a ida ao trabalho ou escola por pelo menos quatro dias, a partir da data de aparecimento do exantema, além de evitar o contato com pessoas que são mais vulneráveis à infecção, como crianças pequenas e mulheres grávidas. Outras medidas para evitar a transmissão são: limpeza regular de superfícies; isolamento domiciliar para a pessoa que estiver com suspeita no período de transmissão; distanciamento social em locais de atendimento de pessoas com suspeita da doença; cobrir a boca ao tossir ou espirrar e o uso de lenços descartáveis e higiene das mãos com água e sabão, e/ou álcool em gel. Tratamento Por fim, a SES-TO esclarece que não existe tratamento específico para o sarampo e os medicamentos são utilizados para reduzir o desconforto ocasionado pelos sintomas da doença. A orientação da SES-TO é procurar o serviço de saúde mais próximo, caso apresente os sintomas, para a prescrição médica adequada.
HDT oferece consultas, testes rápidos para hepatites, HIV e vacinação nesta sexta-feira

O Hospital de Doenças Tropicais da UFT (HDT-UFT/Ebserh), em parceria com Secretaria Municipal de Saúde de Araguaína, realizará uma ação especial, nesta sexta-feira (25/07), das 8h às 12h, em frente ao hospital, voltada à prevenção e ao combate às hepatites virais. A ação faz parte da campanha Julho Amarelo, que reforça a importância do diagnóstico precoce, vacinação e informação para evitar complicações como cirrose e câncer hepático. O HDT está engajado na campanha e disponibiliza o tratamento para as hepatites aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Em alusão a essa campanha, o HDT realizará uma programação voltada para a população em geral. O objetivo é conscientizar e orientar sobre as hepatites virais, com foco na prevenção, diagnóstico precoce e importância da vacinação — medidas essenciais para evitar complicações. Serviços oferecidos à população: Testes rápidos para Hepatites e HIV Consultas com gastro-hepatologista Avaliação multiprofissional com enfermagem e psicologia Verificação da caderneta vacinal e aplicação da vacina contra Hepatite B Distribuição de kits com preservativos e materiais informativos Minipalestras nos corredores sobre prevenção e sinais das hepatites Sobre o Julho Amarelo O Julho Amarelo é uma campanha nacional dedicada à prevenção, conscientização e combate às hepatites virais, doenças silenciosas que podem causar sérios danos ao fígado, incluindo cirrose e câncer. A iniciativa, instituída no Brasil em 2019, reforça a importância do diagnóstico precoce e da vacinação. As hepatites são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) visa eliminar hepatites B e C como problema de saúde pública até 2030. No Brasil, mais de 28 mil novos casos foram notificados em 2023, sendo 56,7% de hepatite C e 35,4% de hepatite B. Milhões de pessoas no mundo podem estar infectadas sem saber. As hepatites muitas vezes são silenciosas, mas com informação e prevenção é possível evitar complicações graves.
Município tocantinense registra dois casos de sarampo nessa segunda-feira

Dois casos de sarampo foram registrados nesta segunda-feira, 21, no município de Campos Lindos. A informação foi repassada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), após coletar amostras laboratoriais. Os casos se tratam de duas pessoas não vacinadas, uma criança de 4 anos e uma profissional de saúde de 29 anos. Nota da Secretaria de Estado da Saúde A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) informa que foram registrados, na segunda-feira, 21, com amostras laboratoriais IgM reagente, analisadas pelo Laboratório de Saúde Pública do Estado do Tocantins (LACEN-TO), dois casos de sarampo, no município de Campos Lindos, a 299km de Palmas. O primeiro caso trata-se de uma criança de quatro anos, sexo feminino, não vacinada, que teve contato com pessoas que estiveram em viagem por 30 dias, à Bolívia (onde já foram registrados 60 casos este ano) e o segundo caso, uma mulher de 29 anos, profissional de saúde, não vacinada. Ambos manifestaram sintomas clássicos e estão em cuidados domiciliares. Outras amostras para confirmação definitiva dos casos foram enviadas para a referência em análise e confirmação da doença no país, o laboratório da Fiocruz, no Rio de Janeiro, sem prazo para a devolutiva. Logo que teve conhecimento da suspeita de casos, na sexta-feira, 18, a SES-TO deslocou quatro profissionais de vigilância em saúde, para as ações de contenção necessária, como orientações de isolamento e vacinação dos contatos das pessoas confirmadas e na segunda-feira, 21, mais quatro técnicos foram para o município, juntamente com quatro profissionais do Ministério da Saúde (MS). Além disso, a Pasta enviará nota técnica aos 139 municípios e um informativo com todas as orientações necessárias às áreas de vigilâncias municipais. A SES-TO destaca que os casos registrados no Tocantins são o sexto e sétimo caso de sarampo no Brasil, em 2025, que já teve confirmações no Distrito Federal (1), no Rio de Janeiro (2), em São Paulo (1) e no Rio Grande do Sul (1). A preocupação da Pasta se dá pelo sarampo ser uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, altamente transmissível, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Ao ser contaminado, o paciente tem de sete a 14 dias de período de incubação e a transmissão pode ocorrer entre seis dias antes e quatro dias após o aparecimento dos sintomas que compreendem corpo e febre alta, exantema maculopapular (manchas avermelhadas), tosse, coriza e conjuntivite. Podem ocorrer complicações como pneumonia, encefalite e óbito. O sarampo tem prevenção por vacinação e na rotina dos serviços de saúde, todas as pessoas de 12 meses a 59 anos de idade têm indicação para serem vacinadas e o Sistema Único de Saúde (SUS), oferece gratuitamente, as vacinas tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela). Além das doses de rotina estabelecidas no Calendário Nacional de Vacinação, a imunização para o sarampo pode ser indicada para crianças de seis meses a menores de um ano, em localidades com o surto da doença. Adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto contra o sarampo devem iniciar ou completar o esquema vacinal de acordo com a situação encontrada. No Tocantins, a vacina tríplice viral é a mais disseminada e teve cobertura vacinal em 2024, de 93% na primeira dose e apenas 80% na segunda e o preconizado é de 95% da população alvo imunizada. Em 2025, até o momento, 86% com a primeira dose e 55% com a segunda. Todas as mais de 300 salas de vacinação do Estado estão devidamente abastecidas com o referido imunizante. Além da vacinação, o isolamento é outra forma de evitar a transmissão. Desta forma, a pessoa com suspeita ou confirmação de sarampo deve evitar a ida ao trabalho ou escola por pelo menos quatro dias, a partir da data de aparecimento do exantema, além de evitar o contato com pessoas que são mais vulneráveis à infecção, como crianças pequenas e mulheres grávidas. Outras medidas para evitar a transmissão são: limpeza regular de superfícies; isolamento domiciliar para a pessoa que estiver com suspeita no período de transmissão; distanciamento social em locais de atendimento de pessoas com suspeita da doença; cobrir a boca ao tossir ou espirrar e o uso de lenços descartáveis e higiene das mãos com água e sabão, e/ou álcool em gel. Por fim, a SES-TO esclarece que não existe tratamento específico para o sarampo e os medicamentos são utilizados para reduzir o desconforto ocasionado pelos sintomas da doença. A orientação da SES-TO é procurar o serviço de saúde mais próximo, caso apresente os sintomas, para a prescrição médica adequada. Palmas, 22 de julho de 2025 Secretaria de Estado da Saúde
Câncer de Preta Gil é um dos que mais cresce entre jovens no mundo; entenda

A cantora Preta Gil, 50, morreu no domingo (20), após uma longa luta contra o câncer de intestino. A doença é uma das que mais cresce no mundo entre a população mais jovem. De acordo com uma pesquisa realizada pela Sociedade Americana do Câncer, a incidência desse tipo de tumor entre pessoas de 25 a 50 anos está aumentando em 27 dos 50 países e territórios analisados. Segundo o estudo, publicado em dezembro do ano passado, os principais crescimentos anuais ocorreram na Nova Zelândia (4%), Chile (4%) e Porto Rico (3,8%). Em 14 dos 27 países, as taxas foram estáveis ou decrescentes entre adultos mais velhos. O estudo não incluiu dados do Brasil. Segundo a pesquisa, o aumento do câncer colorretal de início precoce foi mais rápido entre os homens do que as mulheres no Chile, Porto Rico, Argentina, Equador, Tailândia, Suécia, Israel e Croácia. Já as mulheres foram as que apresentaram aumentos mais rápidos na Inglaterra, Noruega, Austrália, Turquia, Costa Rica e Escócia. Nos últimos cinco anos, a taxa de incidência do câncer de início precoce foi mais alta na Austrália, Porto Rico, Nova Zelândia, EUA e República da Coreia (14 a 17 por 100.000) e mais baixa em Uganda e Índia (4 por 100.000). Alterações no microbioma intestinal podem ser explicação para fenômeno Os motivos para o aumento dos casos em pessoas jovens ainda não são claros. No entanto, uma descoberta recente tem chamado atenção da comunidade científica internacional: relação entre alterações no microbioma intestinal na infância e o desenvolvimento de tumores décadas depois. Pesquisadores identificaram que a exposição a cepas específicas da bactéria E. coli produtoras de colibactina — uma toxina que causa danos ao DNA — está fortemente associada ao desenvolvimento precoce da doença. >> Prefeitura do RJ cria circuito de carnaval em homenagem a Preta Gil O estudo internacional que sequenciou o DNA de 981 tumores colorretais mostrou que as mutações associadas à colibactina são 3,3 vezes mais comuns em pacientes diagnosticados antes dos 40 anos. Essas alterações frequentemente atingem o gene APC, um supressor tumoral crucial, e parecem ocorrer nos primeiros dez anos de vida — muito antes do diagnóstico. A pesquisa analisou as sequências completas de DNA de 981 tumores colorretais de pacientes de 11 países diferentes, identificando padrões geográficos específicos nas mutações que levam ao câncer. “O estudo revelou a presença de assinaturas mutacionais SBS88 e ID18, que estão associadas à colibactina, a toxina produzida por algumas cepas de E. coli. Estas ‘impressões digitais’ bacterianas eram 3,3 vezes mais comuns em pacientes diagnosticados antes dos 40 anos do que naqueles com mais de 70 anos”, explica Mauro Donadio, oncologista especialista em tumores do aparelho digestivo da Oncoclínicas. A pesquisa também descobriu que a colibactina tende a atingir o gene APC (um supressor tumoral que normalmente controla o crescimento celular), com cerca de 25% das mutações do APC apresentando a assinatura única desta toxina. “A análise molecular indicou que as mutações associadas à colibactina frequentemente surgem nos primeiros dez anos de vida, sugerindo que a toxina pode colonizar silenciosamente o intestino das crianças e iniciar alterações cancerígenas muito precocemente, décadas antes do diagnóstico clínico. Esta é uma das pesquisas mais recentes e significativas sobre a ligação entre o microbioma intestinal e o aumento do câncer colorretal em pessoas jovens”, destaca o oncologista. Além disso, outros fatores podem estar associados ao aumento dos casos da doença na população com menos de 50 anos. Segundo o especialista, as possíveis razões incluem obesidade, alimentação não saudável e rica em ultraprocessados, efeitos de antibióticos no microbioma intestinal e aumento da presença de diferentes mutações germinativas associadas ao câncer. Diagnóstico precoce é desafio entre jovens De acordo com Donadio, cerca de 20% a 30% das pessoas descobrem a doença em estágios avançados, situação que se agrava entre pacientes jovens. “Isso pode ser atribuído à ausência de sinais e sintomas típicos de ‘bandeira vermelha’. Ao invés disso, esses pacientes apresentam sintomas não específicos e o diagnóstico acontece mais tardiamente, uma característica encontrada principalmente em pacientes jovens”, ressalta o médico. Os sintomas mais comuns do câncer colorretal são: Mudança nos hábitos intestinais (diarreia ou constipação persistente); Sangramento nas fezes; Dor abdominal; Anemia por deficiência de ferro; Sensação de evacuação incompleta; Fraqueza ou fadiga; Obstrução ou perfuração intestinal (em casos graves). Atualmente, o Brasil segue a recomendação de iniciar o rastreamento do câncer colorretal a partir dos 50 anos. No entanto, diante do crescimento da doença entre jovens, diversos países já reduziram essa idade para 45 anos. “Essa mudança acontece justamente pela elevada e crescente incidência da doença em pessoas com menos de 50 anos. Em alguns países, as sociedades médicas já têm recomendado em guidelines o início do rastreio a partir dos 45 anos”, afirma Donadio. A colonoscopia continua sendo o principal método de prevenção e diagnóstico precoce. “O rastreamento por meio de colonoscopia reduz a mortalidade pela doença, pois é capaz de detectar e tratar lesões em estágio muito inicial ou até mesmo as lesões pré-malignas, como pólipos intestinais”, destaca o especialista.

