HDT oferece consultas, testes rápidos para hepatites, HIV e vacinação nesta sexta-feira

O Hospital de Doenças Tropicais da UFT (HDT-UFT/Ebserh), em parceria com Secretaria Municipal de Saúde de Araguaína, realizará uma ação especial, nesta sexta-feira (25/07), das 8h às 12h, em frente ao hospital, voltada à prevenção e ao combate às hepatites virais. A ação faz parte da campanha Julho Amarelo, que reforça a importância do diagnóstico precoce, vacinação e informação para evitar complicações como cirrose e câncer hepático. O HDT está engajado na campanha e disponibiliza o tratamento para as hepatites aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Em alusão a essa campanha, o HDT realizará uma programação voltada para a população em geral. O objetivo é conscientizar e orientar sobre as hepatites virais, com foco na prevenção, diagnóstico precoce e importância da vacinação — medidas essenciais para evitar complicações. Serviços oferecidos à população:  Testes rápidos para Hepatites e HIV  Consultas com gastro-hepatologista  Avaliação multiprofissional com enfermagem e psicologia  Verificação da caderneta vacinal e aplicação da vacina contra Hepatite B  Distribuição de kits com preservativos e materiais informativos  Minipalestras nos corredores sobre prevenção e sinais das hepatites Sobre o Julho Amarelo O Julho Amarelo é uma campanha nacional dedicada à prevenção, conscientização e combate às hepatites virais, doenças silenciosas que podem causar sérios danos ao fígado, incluindo cirrose e câncer. A iniciativa, instituída no Brasil em 2019, reforça a importância do diagnóstico precoce e da vacinação. As hepatites são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) visa eliminar hepatites B e C como problema de saúde pública até 2030. No Brasil, mais de 28 mil novos casos foram notificados em 2023, sendo 56,7% de hepatite C e 35,4% de hepatite B. Milhões de pessoas no mundo podem estar infectadas sem saber. As hepatites muitas vezes são silenciosas, mas com informação e prevenção é possível evitar complicações graves.

Município tocantinense registra dois casos de sarampo nessa segunda-feira

Dois casos de sarampo foram registrados nesta segunda-feira, 21, no município de Campos Lindos. A informação foi repassada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), após coletar amostras laboratoriais. Os casos se tratam de duas pessoas não vacinadas, uma criança de 4 anos e uma profissional de saúde de 29 anos. Nota da Secretaria de Estado da Saúde A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) informa que foram registrados, na segunda-feira, 21, com amostras laboratoriais IgM reagente, analisadas pelo Laboratório de Saúde Pública do Estado do Tocantins (LACEN-TO), dois casos de sarampo, no município de Campos Lindos, a 299km de Palmas.  O primeiro caso trata-se de uma criança de quatro anos, sexo feminino, não vacinada, que teve contato com pessoas que estiveram em viagem por 30 dias, à Bolívia (onde já foram registrados 60 casos este ano) e o segundo caso, uma mulher de 29 anos, profissional de saúde, não vacinada. Ambos manifestaram sintomas clássicos e estão em cuidados domiciliares. Outras amostras para confirmação definitiva dos casos foram enviadas para a referência em análise e confirmação da doença no país, o laboratório da Fiocruz, no Rio de Janeiro, sem prazo para a devolutiva.  Logo que teve conhecimento da suspeita de casos, na sexta-feira, 18, a SES-TO deslocou quatro profissionais de vigilância em saúde, para as ações de contenção necessária, como orientações de isolamento e vacinação dos contatos das pessoas confirmadas e na segunda-feira, 21, mais quatro técnicos foram para o município, juntamente com quatro profissionais do Ministério da Saúde (MS). Além disso, a Pasta enviará nota técnica aos 139 municípios e um informativo com todas as orientações necessárias às áreas de vigilâncias municipais. A SES-TO destaca que os casos registrados no Tocantins são o sexto e sétimo caso de sarampo no Brasil, em 2025, que já teve confirmações  no Distrito Federal (1), no Rio de Janeiro (2), em São Paulo (1) e no Rio Grande do Sul (1). A preocupação da Pasta se dá pelo sarampo ser uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, altamente transmissível, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar.   Ao ser contaminado, o paciente tem de sete a 14 dias de período de incubação e a transmissão pode ocorrer entre seis dias antes e quatro dias após o aparecimento dos sintomas que compreendem corpo e febre alta, exantema maculopapular (manchas avermelhadas), tosse, coriza e conjuntivite. Podem ocorrer complicações como pneumonia, encefalite e óbito. O sarampo tem prevenção por vacinação e na rotina dos serviços de saúde, todas as pessoas de 12 meses a 59 anos de idade têm indicação para serem vacinadas e o Sistema Único de Saúde (SUS), oferece gratuitamente, as vacinas tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela). Além das doses de rotina estabelecidas no Calendário Nacional de Vacinação, a imunização para o sarampo pode ser indicada para crianças de seis meses a menores de um ano, em localidades com o surto da doença. Adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto contra o sarampo devem iniciar ou completar o esquema vacinal de acordo com a situação encontrada.  No Tocantins, a vacina tríplice viral é a mais disseminada e teve cobertura vacinal em 2024, de 93% na primeira dose e apenas 80% na segunda e o preconizado é de 95% da população alvo imunizada. Em 2025, até o momento, 86% com a primeira dose e 55% com a segunda. Todas as mais de 300 salas de vacinação do Estado estão devidamente abastecidas com o referido imunizante. Além da vacinação, o isolamento é outra forma de evitar a transmissão. Desta forma, a pessoa com suspeita ou confirmação de sarampo deve evitar a ida ao trabalho ou escola por pelo menos quatro dias, a partir da data de aparecimento do exantema, além de evitar o contato com pessoas que são mais vulneráveis à infecção, como crianças pequenas e mulheres grávidas. Outras medidas para evitar a transmissão são:  limpeza regular de superfícies; isolamento domiciliar para a pessoa que estiver com suspeita no período de transmissão; distanciamento social em locais de atendimento de pessoas com suspeita da doença; cobrir a boca ao tossir ou espirrar e o uso de lenços descartáveis e higiene das mãos com água e sabão, e/ou álcool em gel. Por fim, a SES-TO esclarece que não existe tratamento específico para o sarampo e os medicamentos são utilizados para reduzir o desconforto ocasionado pelos sintomas da doença. A orientação da SES-TO é procurar o serviço de saúde mais próximo, caso apresente os sintomas, para a prescrição médica adequada. Palmas, 22 de julho de 2025 Secretaria de Estado da Saúde

Câncer de Preta Gil é um dos que mais cresce entre jovens no mundo; entenda

A cantora Preta Gil, 50, morreu no domingo (20), após uma longa luta contra o câncer de intestino. A doença é uma das que mais cresce no mundo entre a população mais jovem. De acordo com uma pesquisa realizada pela Sociedade Americana do Câncer, a incidência desse tipo de tumor entre pessoas de 25 a 50 anos está aumentando em 27 dos 50 países e territórios analisados. Segundo o estudo, publicado em dezembro do ano passado, os principais crescimentos anuais ocorreram na Nova Zelândia (4%), Chile (4%) e Porto Rico (3,8%). Em 14 dos 27 países, as taxas foram estáveis ou decrescentes entre adultos mais velhos. O estudo não incluiu dados do Brasil. Segundo a pesquisa, o aumento do câncer colorretal de início precoce foi mais rápido entre os homens do que as mulheres no Chile, Porto Rico, Argentina, Equador, Tailândia, Suécia, Israel e Croácia. Já as mulheres foram as que apresentaram aumentos mais rápidos na Inglaterra, Noruega, Austrália, Turquia, Costa Rica e Escócia. Nos últimos cinco anos, a taxa de incidência do câncer de início precoce foi mais alta na Austrália, Porto Rico, Nova Zelândia, EUA e República da Coreia (14 a 17 por 100.000) e mais baixa em Uganda e Índia (4 por 100.000). Alterações no microbioma intestinal podem ser explicação para fenômeno Os motivos para o aumento dos casos em pessoas jovens ainda não são claros. No entanto, uma descoberta recente tem chamado atenção da comunidade científica internacional: relação entre alterações no microbioma intestinal na infância e o desenvolvimento de tumores décadas depois. Pesquisadores identificaram que a exposição a cepas específicas da bactéria E. coli produtoras de colibactina — uma toxina que causa danos ao DNA — está fortemente associada ao desenvolvimento precoce da doença. >> Prefeitura do RJ cria circuito de carnaval em homenagem a Preta Gil O estudo internacional que sequenciou o DNA de 981 tumores colorretais mostrou que as mutações associadas à colibactina são 3,3 vezes mais comuns em pacientes diagnosticados antes dos 40 anos. Essas alterações frequentemente atingem o gene APC, um supressor tumoral crucial, e parecem ocorrer nos primeiros dez anos de vida — muito antes do diagnóstico. A pesquisa analisou as sequências completas de DNA de 981 tumores colorretais de pacientes de 11 países diferentes, identificando padrões geográficos específicos nas mutações que levam ao câncer. “O estudo revelou a presença de assinaturas mutacionais SBS88 e ID18, que estão associadas à colibactina, a toxina produzida por algumas cepas de E. coli. Estas ‘impressões digitais’ bacterianas eram 3,3 vezes mais comuns em pacientes diagnosticados antes dos 40 anos do que naqueles com mais de 70 anos”, explica Mauro Donadio, oncologista especialista em tumores do aparelho digestivo da Oncoclínicas. A pesquisa também descobriu que a colibactina tende a atingir o gene APC (um supressor tumoral que normalmente controla o crescimento celular), com cerca de 25% das mutações do APC apresentando a assinatura única desta toxina. “A análise molecular indicou que as mutações associadas à colibactina frequentemente surgem nos primeiros dez anos de vida, sugerindo que a toxina pode colonizar silenciosamente o intestino das crianças e iniciar alterações cancerígenas muito precocemente, décadas antes do diagnóstico clínico. Esta é uma das pesquisas mais recentes e significativas sobre a ligação entre o microbioma intestinal e o aumento do câncer colorretal em pessoas jovens”, destaca o oncologista. Além disso, outros fatores podem estar associados ao aumento dos casos da doença na população com menos de 50 anos. Segundo o especialista, as possíveis razões incluem obesidade, alimentação não saudável e rica em ultraprocessados, efeitos de antibióticos no microbioma intestinal e aumento da presença de diferentes mutações germinativas associadas ao câncer. Diagnóstico precoce é desafio entre jovens De acordo com Donadio, cerca de 20% a 30% das pessoas descobrem a doença em estágios avançados, situação que se agrava entre pacientes jovens. “Isso pode ser atribuído à ausência de sinais e sintomas típicos de ‘bandeira vermelha’. Ao invés disso, esses pacientes apresentam sintomas não específicos e o diagnóstico acontece mais tardiamente, uma característica encontrada principalmente em pacientes jovens”, ressalta o médico. Os sintomas mais comuns do câncer colorretal são: Mudança nos hábitos intestinais (diarreia ou constipação persistente); Sangramento nas fezes; Dor abdominal; Anemia por deficiência de ferro; Sensação de evacuação incompleta; Fraqueza ou fadiga; Obstrução ou perfuração intestinal (em casos graves). Atualmente, o Brasil segue a recomendação de iniciar o rastreamento do câncer colorretal a partir dos 50 anos. No entanto, diante do crescimento da doença entre jovens, diversos países já reduziram essa idade para 45 anos. “Essa mudança acontece justamente pela elevada e crescente incidência da doença em pessoas com menos de 50 anos. Em alguns países, as sociedades médicas já têm recomendado em guidelines o início do rastreio a partir dos 45 anos”, afirma Donadio. A colonoscopia continua sendo o principal método de prevenção e diagnóstico precoce. “O rastreamento por meio de colonoscopia reduz a mortalidade pela doença, pois é capaz de detectar e tratar lesões em estágio muito inicial ou até mesmo as lesões pré-malignas, como pólipos intestinais”, destaca o especialista.

Prefeitura de Araguaína alerta para o combate a leishmaniose visceral

Durante os meses mais quentes e úmidos do ano, é comum o aumento da presença do flebotomíneo, conhecido popularmente como mosquito-palha, responsável pela transmissão da leishmaniose visceral (LV). Por isso, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) alerta a população para os riscos e reforça as orientações de prevenção. Em 2024, foram notificados 9 casos da doença em humanos e, em 2025, até o momento, são 3 registros. Mesmo com a queda, a Secretaria da Saúde reforça que as medidas preventivas precisam ser contínuas e ininterruptas, já que a leishmaniose pode causar complicações graves e levar à morte, se não for diagnosticada e tratada a tempo. “O controle da doença depende de todos nós moradores, agentes de saúde e veterinários. Recomendamos o uso de coleiras repelentes em cães, além de notificar qualquer suspeita ao CCZ. Essas medidas simples salvam vidas humanas e animais e fortalecem nossa rede de vigilância”, destacou a secretária da Saúde, Ana Paula Abadia. Ações realizadas pelo Município O trabalho envolve os Agentes de Combate às Endemias (ACE) e os Agentes Comunitários de Saúde (ACS), que orientam moradores sobre como manter quintais limpos, sem restos de folhas, frutas ou fezes de animais, já que esses materiais servem de criadouro para o mosquito-palha. Também são reforçadas as orientações sobre o uso de repelentes, mosquiteiros e a importância de evitar exposição ao ar livre no entardecer e à noite, horários de maior atividade do mosquito. Outro ponto importante é o cumprimento da Lei Municipal nº 2908/2014, que proíbe a criação de galinhas, galos e outras aves, além de chiqueiros, na zona urbana. No cuidado com os animais, a Prefeitura realiza exames em cães para diagnóstico da leishmaniose canina. Nos casos positivos, os cães são recolhidos, caso os donos não optem pelo tratamento. Além disso, em 35 bairros considerados prioritários, o Município faz o encoleiramento dos cães, com visitas de casa em casa e substituição das coleiras a cada seis meses. A rede municipal também atende pacientes com suspeita da doença nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), com diagnóstico e encaminhamento para tratamento. A conscientização também é feita por meio de palestras e apresentações com teatro de fantoches nas escolas e comunidades. Entenda o que é a leishmaniose visceral e como se proteger A leishmaniose visceral é uma doença parasitária grave transmitida pela picada do mosquito-palha, que pode afetar tanto humanos quanto animais. O cão é o principal reservatório doméstico do parasita. Quando o mosquito pica um cão infectado, ele se torna transmissor da doença e pode infectar outros animais ou pessoas em novas picadas. Os sintomas incluem febre prolongada, fraqueza, perda de peso e aumento do baço e fígado nos humanos, enquanto nos cães, os sinais mais comuns são queda de pelos, feridas, unhas crescidas e emagrecimento. Como não há vacina para humanos, a prevenção é essencial. Manter quintais limpos, usar repelentes e roupas que cubram o corpo, especialmente no fim da tarde, são medidas recomendadas. Nos animais, é importante permitir a coleta de sangue e o uso de coleiras repelentes durante as visitas das equipes de saúde. Bairros que recebem encoleiramento de cães Confira os bairros que estão recebendo as ações de encoleiramento de cães com coleiras impregnadas com inseticida: Parque Bom Viver, Setor Barros, Jardim Boa Vista, Costa Esmeralda, Parque Primavera Norte, Setor Maracanã, Setor Universitário, Jardim das Mangueiras, Campus Universitário, Vila Goiás, Vila Santiago, Vila Santa Rita, Residencial Topázio, Jardim Mangabeira, Setor Sul, Jardim Paraíso I, Setor Presidente Lula, Imaculada Conceição, Araguaína Sul, Raizal, Setor Tocantins, Residencial Camargo, Vila Ribeiro, Residencial Flamboyant, Setor Vitória, Céu Azul, Residencial Cazarotto, Alto Bonito, Tiúba, Vila Nova, Parque Primavera, Setor Palmas, Itaipú, Vila Aliança e Vila Patrocínio.

Medidas de prevenção podem evitar gastroenterites durante o verão tocantinense

É no calor intenso que as famílias iniciam a mobilização para aproveitarem as férias nas praias, porém, junto ao descanso, vem também a preocupação das infecções intestinais. Em 2024, unidades como a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e o Pronto Atendimento Infantil (PAI) sofreram superlotação com o surto de quadros associados a vômitos e diarreias. Segundo a Dra. Elena Medrado, diretora técnica do Hospital Municipal de Araguaína (HMA), gerido pelo Instituto Saúde e Cidadania (ISAC), as crianças são muito vulneráveis às desidratações, pois recusam a ingestão de líquidos por causa do enjoo constante. “Nesses quadros, há perdas de água, tanto pelas fezes quanto pelo vômito. E essa criança tem dificuldade de repor líquidos como um adulto, por exemplo, por causa do mal-estar geral, o que compromete rapidamente a boa evolução clínica do paciente”, explica. A pediatra alerta também que os quadros de desidratação são, em geral, graves. Por isso, demandam atendimento rápido e, dependendo do caso, têm a necessidade de internação prolongada. Portanto, a melhor medida é sempre a prevenção. Prevenindo o contágio A médica informa que a contaminação em escala se dá mais pela água e pelos alimentos. “A maioria das gastroenterites, que em grande parte são causadas pelo rotavírus, tem transmissão fecal-oral, ou seja, por contato com as fezes contaminadas. Isso quer dizer que um paciente contaminado passa os germes pelos resíduos fecais”, pontua. Essa forma de transmissão é muito comum em praias, clubes e viagens, especialmente quando falta estrutura adequada de higiene. Então, se a água do rio onde os banhistas ficam for contaminada por coliformes fecais, os alimentos que são lavados nessa mesma área e as pessoas que estão banhando ali também podem se contaminar em grandes proporções. “O ideal é que, quem estiver com a virose, use um banheiro separado, com esgoto direcionado e adequado, não compartilhe utensílios, como talheres, e evite aglomerações”, acrescenta a pediatra.   Medidas essenciais A prevenção da gastroenterite viral em crianças envolve algumas medidas essenciais para reduzir o risco de infecção, entre elas: Higiene das mãos: ensinar as crianças a lavar as mãos regularmente com água e sabão, especialmente antes das refeições e após usar o banheiro; Higienização dos alimentos: lavar bem frutas, verduras e legumes antes do consumo e garantir que os alimentos sejam armazenados corretamente; Evitar contato com pessoas infectadas: se alguém da família ou da escola estiver com sintomas de gastroenterite, é importante minimizar o contato próximo; Vacinação contra rotavírus: a vacina contra o rotavírus pode ajudar a proteger contra uma das principais causas de gastroenterite viral em crianças; Cuidados com água e alimentos: certificar-se de que a água consumida seja potável e evitar alimentos de procedência duvidosa; Higienização de superfícies e brinquedos: limpar regularmente objetos e superfícies que as crianças tocam com frequência. Se a criança apresentar sintomas como diarreia intensa, vômitos ou sinais de desidratação, é fundamental buscar orientação médica o mais rápido possível. Meu filho está doente, e agora?    Conforme reforça a Dra. Elena, é importante manter a oferta de líquidos, mesmo com recusas. É preciso insistir, mas sem ignorar os sintomas de alerta que podem piorar rapidamente, que são: sonolência, letargia, sede intensa, dor abdominal, olhos fundos com olheiras e boca e lábios secos. “Todos esses sinais são importantes para buscar a emergência, e a atenção precisa ser redobrada com bebês e crianças menores de dois anos, e também aquelas que ainda não receberam a vacina contra o rotavírus”, finaliza a pediatra. 

Anvisa aprova uso do medicamento Mounjaro para perda de peso

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a utilização do medicamento Mounjaro para auxiliar na perda de peso. Fabricado pela farmacêutica americana Lilly, o remédio injetável tem como princípio ativo a tirzepatida e é mais uma das chamadas canetas emagrecedoras, assim como o Ozempic e o Wegovy (semaglutida) e o Saxenda (liraglutida). O fármaco já estava autorizado para uso no Brasil desde 2023, mas era indicado em bula apenas para o tratamento do diabetes tipo 2. Agora, também poderá ser prescrito para o emagrecimento de pessoas sem a doença, desde que elas tenham índice de massa corpórea acima de 30 kg/m², o que caracteriza obesidade, ou acima de 27 kg/m², na faixa de sobrepeso, em conjunto com alguma comorbidade. De acordo com o diretor da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), Alexandre Hohl, a inclusão da nova indicação terapêutica para tirzeptatida “consolida a geração de medicamentos que podem modificar totalmente a vida das pessoas que vivem com excesso de adiposidade”. “A tirzepatida é inovadora, pois utiliza um duplo mecanismo hormonal (GLP-1 e GIP), enquanto as moléculas anteriores utilizam apenas o GLP-1. Todas são moléculas eficazes e seguras, sendo que agora temos um arsenal terapêutico mais amplo e com isso mais pessoas podem ser beneficiadas”, complementa. Preço e tratamento O Mounjaro começou a ser vendido no começo deste mês, mas o preço das canetas continua sendo uma barreira de acesso. A dose mensal do Mounjaro pode custar de R$ 1,4 mil a R$ 2,3 mil, dependendo da dose. Já os medicamentos com outros princípios ativos variam de R$ 600 a cerca de R$ 1 mil. O diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Fábio Moura, ressalta que essas drogas já se mostraram eficazes e seguras, mas o tratamento ainda demanda mudanças no estilo de vida. “Tem que manter uma alimentação adequada, tem que fazer exercício físico. Ou seja, não adianta só tomar esse remédio e não fazer outra parte. E por melhor que essas drogas sejam, elas têm seus efeitos colaterais, principalmente gastrointestinais, embora possivelmente tenham um efeito de proteção renal e hepática e sejam seguras do ponto de vista cardiovascular e psiquiátrico”, explica.  Moura lembra também que as canetas não foram testadas em gestantes ou lactantes, logo, essas pessoas não devem usar o medicamento.

Governo realiza mutirão de cirurgias em Araguaína com 200 atendimentos

Em uma das ações estratégicas para ampliar os atendimentos aos pacientes que necessitam de procedimentos eletivos, o Governo do Tocantins realiza um grande mutirão do PAG Cirúrgico. Durante esta semana, 200 pessoas da macrorregião norte recebem consultas na especialidade de proctologia. Os atendimentos ocorrem na Unidade de Assistência Especializada em Oncologia (Unacon) e as cirurgias ocorrerão posteriormente, no Hospital Regional de Guaraí (HRGua). Segundo o titular de Secretaria de Estado da Saúde (SES/TO), Carlos Felinto, “estamos trabalhando para agilizar os atendimentos e garantir qualidade de vida para a população que precisa do SUS [Sistema Único de Saúde]. A restauração da saúde das pessoas que aguardam cirurgia é uma das prioridades do governador Wanderlei Barbosa e seguimos neste propósito”. “Nesta primeira etapa, são 200 pacientes. Aqui, estamos realizando a triagem e as consultas para posteriormente fazer a cirurgia. Nosso objetivo é diminuir o tempo de espera das filas e garantir que a população seja assistida pelo SUS de forma satisfatória”, explicou a técnica da Secretaria de Estado da Saúde, Caroline Rios. A paciente Heloísa Pereira dos Santos realizou sua consulta e, agora, aguarda as próximas etapas. “Esta é a primeira consulta e estou feliz que já deu certo. Vou saber certinho quais são os próximos passos e se vou precisar de cirurgia ou não”. Dados De outubro de 2021 a maio de 2025, o Governo do Tocantins realizou mais de 54 mil cirurgias eletivas. Destas, mais de 6.500 foram em 2025. Os procedimentos ocorrem em unidades hospitalares geridas pela SES/TO, em municípios conveniados e em unidades privadas contratadas.

Mulheres poderão realizar laqueadura durante parto normal em Araguaína a partir de julho

A partir do mês de julho deverá ser disponibilizado o serviço de laqueadura tubária durante partos normais realizados no Hospital e Maternidade Dom Orione (HDO), unidade de saúde em Araguaína contratualizada pelo Governo do Tocantins para ofertar assistência às gestantes e parturientes na região norte do Estado. Um termo aditivo contratual foi formalizado com o Governo, que também se comprometeu até o final de julho a emitir uma nota técnica, pactuada na Comissão Intergestores Bipartite (CIB) – uma instância colegiada de decisão do SUS Estadual – para estabelecer os fluxos integrados do serviço. O serviço foi garantido após atuação conjunta da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), por meio do Núcleo Aplicado das Minorias e Ações Coletivas de Araguaína (Nuamac), e Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO). O acordo foi realizado no dia 29 de maio último em audiência conciliação de Ação Civil Pública protocolada em março último, após negativa dos órgãos responsáveis nas tratativas, que verificou a ausência do serviço de cirurgia de esterilização durante o parto normal no hospital mencionado, em desconformidade com a Lei nº 9.263/1996 – do Planejamento Familiar, alterada pela Lei nº 14.443/2022. Segundo o coordenador em substituição do Nuamac Araguaína, Pablo Chaer, a atuação extrajudicial teve início em meados de abril de 2023, evidenciando que o serviço estaria disponível apenas para as mulheres que decidissem pela esterilização durante o parto cesáreo. “A ação resultou na incorporação de procedimento médico para realizar a laqueadura durante o parto normal, não justificando a realização de uma cesariana apenas para este fim, o que evita a necessidade de uma nova internação hospitalar para fazer uma cirurgia e reduz riscos associados à aplicação de anestesia”, validou. Legislação A Lei nº 14.443/2022 passou a vigorar em março de 2023 e permite maior autonomia reprodutiva para a mulher, que incluem a escolha pela laqueadura tubária e o momento para sua realização, respeitando o prazo de 60 dias entre a manifestação da vontade e o parto, não sendo mais requisito ter histórico de cesarianas sucessivas anteriores.

Tocantins descarta gripe aviária e animais seguem livres de doenças

O Governo do Tocantins, por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), informa que recebeu na tarde desta quarta-feira, 28, o laudo conclusivo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), onde foram descartadas a gripe aviária de alta patogenicidade e a Doença de Newcastle no Tocantins. O caso, que estava sob investigação, teve as amostras coletadas em aves comerciais no município de Aguiarnópolis. “É um resultado que já esperávamos e que tranquiliza a cadeia produtiva da avicultura no Tocantins para continuarmos produzindo com qualidade e gerando renda neste setor tão importante para a nossa economia”, destacou o presidente da Adapec, Paulo Lima, acrescentando que a responsabilidade sanitária e a rapidez da Agência na execução dos protocolos de coleta e envio das amostras para investigação em laboratório oficial, em menos de 48 horas, foram fundamentais para dirimir quaisquer dúvidas sobre a presença ou não do vírus da gripe aviária e ter o controle da situação. Segundo o gerente de Sanidade Animal da Adapec, Sérgio Liocádio, o caso está sendo encerrado com os protocolos de desinterdição da propriedade de origem das aves e com a liberação das carcaças para consumo, que haviam sido separadas no abatedouro até a conclusão do laudo. “É importante destacar que as ações rotineiras de prevenção continuam sendo realizadas com vigilâncias ativas em granjas comerciais, orientações aos produtores rurais, estudos realizados periodicamente para comprovar a ausência viral da IAAP [Influenza Aviária de Alta Patogenicidade] e a Doença de Newcastle, além do trabalho de inspeção e fiscalização diárias nas indústrias”, pontuou Sérgio Liocádio. A Adapec reafirma seu compromisso com a transparência e a responsabilidade na condução da defesa agropecuária, com uma equipe qualificada e preparada para responder a qualquer risco sanitário.

Laudo preliminar descarta presença de vírus da gripe aviária no Tocantins

A Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec) informou, nesta segunda-feira, 19, que a situação identificada em um abatedouro avícola, localizado no município de Aguiarnópolis, está sob controle e não representa risco à saúde humana. O consumo de carne e ovos segue seguro. Durante trabalho de rotina, o Serviço de Inspeção Estadual (SIE) da Adapec detectou, em um lote de 40 mil animais, sete animais com sintomas compatíveis com a Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves. Imediatamente, as amostras foram coletadas e, em menos de 48 horas, enviadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) em Campinas/SP. O laudo preliminar, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no domingo,18, descartou a presença do vírus da gripe aviária (H5N1 e H7N9) de alta patogenicidade. O material analisado detectou a presença de influenza A de baixa patogenicidade. A investigação laboratorial está em curso e as medidas de controle de trânsito adotadas, com manutenção da situação sob controle e vigilância adequada. A propriedade segue interditada, sem a presença de animais. No abatedouro, o lote das carcaças das aves foi isolado, até a finalização da investigação. A produção do estabelecimento ocorre normalmente. As ações seguem os protocolos sanitários dentro da normalidade de rotina. A detecção precoce e a ação eficiente dos técnicos do Serviço de Inspeção Estadual da Agência garantiram o controle da situação. “O resultado das amostras comprovou que se trata de uma influenza de baixa patogenicidade, prova disso é o número de animais que apresentaram enfermidade com sintomas de torcicolo, não sugestivo para gripe aviária de alta patogenicidade”, explica o gerente de Sanidade Animal da Adapec, Sérgio Liocádio. O presidente da Adapec, Paulo Lima, reafirma o compromisso da instituição com a transparência e garante que as equipes têm trabalhado para assegurar a sanidade do plantel avícola do estado do Tocantins. “Realizamos de forma contínua treinamento técnico, fiscalização intensificada nas barreiras fixas e móveis, mapeamento de aves migratórias, vigilância ativa em granjas e na criação de subsistência, educação sanitária, atendimento às notificações e estudos soroepidemiológicos sobre influenza aviária [H5N1] de alta patogenicidade e Newcastle”, ressalta. Investimentos O Governo do Tocantins investiu R$ 590,5 mil para aquisição de materiais e serviços, em dezembro de 2023, para prevenir e combater com resposta rápida em caso de introdução da influenza aviária de alta patogenicidade. O aporte foi firmado por meio de convênio com o Mapa. Os equipamentos foram adquiridos para dar suporte à investigação de suspeitas da doença, fiscalizações nas propriedades cadastradas e fiscalização de trânsito de aves, além de propiciar a aquisição de serviços para colheita, acondicionamento, envio e análise de amostras para diagnósticos. Prevenção Para evitar a gripe aviária, uma série de medidas devem ser adotadas: evitar o contato direto com aves mortas ou com suspeita de doenças; trabalhadores que manipulam aves devem usar Equipamentos de Proteção Individual (EPI); reforçar as medidas de biossegurança, evitando o contato entre aves silvestres e de produção; além de controlar a circulação de pessoas nas granjas, entre outras medidas.