Mais de 93% das queimadas no Tocantins são classificadas como incêndio florestal

Foi divulgado na última quinta-feira, 07, o  Boletim Clima e Fogo nº 48, por meio do Centro de Inteligência Geográfica em Gestão do Meio Ambiente (Cigma), que destaca a atuação integrada para preservar o meio ambiente, proteger a população e reduzir os impactos dos incêndios florestais no estado. Durante o período de 31 de julho a 6 de agosto, foram registrados 263 focos de calor em 41 municípios tocantinenses, uma redução em relação à semana anterior, quando houve 283 registros. A rápida resposta das equipes reduziu o tempo médio de combate e evitou que os incêndios atingissem áreas mais amplas. Os municípios de Lagoa da Confusão (33), Pium (30) e Formoso do Araguaia (28) concentraram a maior parte dos focos, devido à vegetação mais suscetível ao fogo nesta época do ano. Do total de ocorrências, 93,9% (247 focos) foram classificados como incêndios florestais, combatidos por equipes especializadas do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBMTO) e da Defesa Civil Estadual. Os outros 6,1% (16 focos) referem-se à queima prescrita, prática controlada e autorizada, utilizada principalmente em áreas agrícolas como forma de manejo seguro. Com temperaturas variando entre 29,0 °C e 37,1 °C, e umidade relativa do ar chegando a 18,3% em algumas regiões, o cenário permanece desafiador. Mesmo com esse quadro, o Tocantins apresenta índices de qualidade do ar considerados bons em Palmas há mais de 30 dias consecutivos, conforme dados do Boletim nº 47, um reflexo direto das ações de controle e prevenção. Plano de combate às queimadas  Para enfrentar o cenário, o Governo do Tocantins intensificou a atuação em campo com a execução do maior plano de prevenção e combate aos incêndios florestais da história do estado. Com investimento superior a R$ 17 milhões, o plano inclui a campanha Foco no Fogo, a contratação de brigadistas, a aquisição de veículos e equipamentos, além de reforço tecnológico para monitoramento em tempo real e fiscalização ambiental. O secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, destaca o compromisso do Governo do Tocantins com a proteção ambiental. “Estamos diante de um esforço histórico e necessário. O investimento de R$ 17 milhões representa a seriedade com que o Estado trata essa pauta. Não estamos apenas combatendo o fogo, estamos agindo antes dele acontecer, com planejamento, tecnologia, educação e integração entre os órgãos”, pontua. Orientação à população O Governo do Tocantins reforça que a participação da população é essencial para reduzir os focos de calor. A orientação é evitar qualquer tipo de queima neste período e denunciar práticas ilegais. Os canais para denúncias incluem o Linha Verde do Ibama (0800 61 8080), o telefone 193 do Corpo de Bombeiros e o 162 da Ouvidoria-Geral do Estado.

Governo do Tocantins reforça orientações para evitar incêndios florestais em propriedades rurais

Com a estiagem no Tocantins e o aumento do risco de incêndios florestais, o Governo do Tocantins intensifica suas ações preventivas e orienta produtores rurais sobre medidas fundamentais para proteger o meio ambiente e os recursos produtivos das propriedades. Desde o dia 20 de julho, estão suspensas a emissão e a vigência das Autorizações Ambientais de Queima Controlada (AQCs) em todo o território estadual. A medida, estabelecida pela Portaria nº 155/2025, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), segue válida até 30 de outubro. A suspensão não se aplica às ações de prevenção e combate a incêndios florestais em Unidades de Conservação (UCs), comunidades tradicionais, atividades educacionais e práticas de agricultura de subsistência realizadas por populações indígenas e tradicionais. A portaria é reeditada anualmente, visto que o período seco é historicamente crítico para o surgimento e a propagação do fogo no bioma Cerrado. Prevenção Para apoiar os produtores rurais e evitar que o fogo se alastre, o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) reforça algumas estratégias práticas e eficazes: construir aceiros mecanizados, de pelo menos três metros, ao redor da propriedade para impedir a propagação do fogo entre as áreas; roçar o entorno de estradas, cercas e pastagens, para diminuir o material seco e inflamável; manter limpas as áreas próximas da sede, currais e plantações, e, assim, evitar o acúmulo de entulhos; revistar frequentemente maquinários agrícolas, já que faíscas e superaquecimento podem iniciar incêndios acidentais. Além disso, recomenda-se organizar um plano de emergência com vizinhos; estabelecer rotas de fuga e estratégias de contenção; e garantir acesso à água, como represas, tanques ou córregos, que podem ser essenciais para o combate inicial do fogo. Denúncias A população tem um papel essencial na preservação do meio ambiente. É fundamental que qualquer sinal de fumaça suspeita ou indício de incêndio criminoso seja denunciado imediatamente aos canais oficiais do Instituto pela Linha Verde, no número 0800 063 1155, ou pelo WhatsApp, exclusivamente para mensagens de texto, no número (63) 99106-7787. Em ambos os canais, o anonimato do denunciante é garantido.

Produtores rurais debatem os impactos do Zoneamento Ecológico-Econômico

Tocantinópolis sediou, na última terça-feira (06/08), uma importante reunião entre produtores rurais, gestores municipais e representantes de entidades de classe da região do Bico do Papagaio para discutir os impactos do Zoneamento Ecológico-Econômico do Tocantins (ZEE-TO). O encontro foi realizado no auditório da Agronorte, a convite da Associação dos Produtores Rurais do Bico do Papagaio (ProBico). Durante a reunião, foi apresentada uma análise técnica do projeto de lei do ZEE pelo engenheiro agrônomo João Victor Galvão, da empresa Cerrados Florestal. Ele destacou a importância de compreender as diferentes zonas que compõem o estudo e seus impactos econômicos e ambientais. “Hoje a gente teve a possibilidade de apresentar diversas zonas, a importância de conhecer essas zonas que compõem o estudo do zoneamento e apresentar os possíveis impactos e restrições ambientais e econômicas que podem vir com esse projeto de lei, que ainda está em andamento”, afirmou. O presidente da ProBico, Luciano Vilela, reforçou a necessidade de maior conhecimento público sobre o tema e questionou critérios técnicos utilizados na proposta atual do zoneamento: “O atual ZEE propõe classificações como a ZDI, que delimitam zonas como classe 8 de capacidade de uso do solo. Sabemos que essas áreas não representam nem 2% do Estado. Estudos da própria Embrapa apontam que cerca de 80% do Tocantins está no grupo A, com maior aptidão para uso agropecuário. Mas o ZEE apresentado restringe isso a 41%”, alertou. O encontro contou com a presença do presidente do Sindicato Rural de Araguaína, Wagner Borges, do vice-presidente, Paulo Sérgio Araújo, e de diretores da entidade. Para Wagner, a mobilização da sociedade é essencial diante de uma proposta que pode comprometer o desenvolvimento do Estado. “Foi uma reunião muito positiva, com ampla representatividade. O produtor rural é o maior preservador do Brasil. Preservamos 66% do território nacional, sendo 33% dentro das propriedades rurais. Não precisamos de mais uma lei restritiva baseada em dados defasados da década de 1990, que ignoram os avanços tecnológicos e ambientais da agricultura atual. Precisamos de um plano diretor que nos ajude a avançar no desenvolvimento”, afirmou o presidente do SRA. O diretor da Agronorte, Gilmar Carvalho, também destacou os possíveis prejuízos da proposta para o município de Tocantinópolis. “Hoje, 60% do território de Tocantinópolis é reserva indígena. Com o ZEE da forma como está, perderíamos o restante do município, inclusive a viabilidade econômica da cidade. Temos três indústrias no município que seriam diretamente impactadas.”, afirmou. A reunião reuniu ainda representantes do Sindicato Rural de Tocantinópolis, representantes da Prefeitura da Câmara de  Araguaína, prefeitos e secretários municipais de diversas cidades da região do Bico do Papagaio e representantes de entidades ligadas ao agronegócio e produtores rurais. Debate continua: reunião em Araguaína A discussão sobre os impactos e propostas de alteração do ZEE-TO continua na próxima terça-feira, 13 de agosto, às 14h, no Tatersal do Parque de Exposições Dair José Lourenço, em Araguaína. O encontro pretende reunir produtores, autoridades e representantes do setor produtivo para formalizar sugestões que serão encaminhadas à Assembleia Legislativa do Tocantins.

Prefeitura de Araguaína promove ações sobre agrotóxicos e saúde no campo durante o mês de agosto

Em alusão ao Dia Nacional do Campo Limpo, comemorado em 18 de agosto, a Prefeitura de Araguaína, por meio do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) e em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Tocantins (ADAPEC), realiza durante todo o mês o “Projeto Integrado: Agro Consciente, Campo Limpo”. A iniciativa conta com a participação de diversas secretarias municipais, instituições e representantes do setor agrícola. De acordo com o Cerest, o objetivo da programação é promover a conscientização da população trabalhadora quanto ao uso adequado de defensivos agrícolas (agrotóxicos) e ao descarte correto de suas embalagens. A iniciativa busca contribuir para a preservação da saúde dos trabalhadores rurais, da comunidade em geral e do meio ambiente, incentivando práticas mais seguras e sustentáveis tanto no campo quanto na cidade. Além disso, o projeto aborda a importância do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) no manuseio de defensivos agrícolas, reforçando a segurança do trabalhador. De acordo com Lilaléa Farias, diretora do (Cerest), os encontros são essenciais para o trabalho dos pequenos produtores. “Sabemos que temos uma população grande de produtores agrícolas e boa parte dela é formada por produtores simples e trabalhadores rurais com produções menores. Eles enfrentam dificuldades no uso correto dos produtos e, em muitos casos, não dispõem de EPIs. Por isso, esse projeto é tão importante. Nesses dias, teremos capacitações voltadas para os agentes de saúde e para os profissionais que visitam as residências, com atuação tanto na zona urbana e nas áreas rurais do município”, ressalta. Dia 6 de agosto As atividades têm início no dia 6 de agosto, no Espaço Cultural de Araguaína. Técnicos do Cerest e da Adapec conduzirão um momento de diálogo e troca de saberes com 200 Agentes de Combate a Endemias. O tema será os impactos dos agrotóxicos na saúde humana, no meio ambiente e nas atividades de controle de endemias. A ação busca fortalecer a consciência crítica dos profissionais, incentivar práticas mais seguras no campo e melhorar a orientação às comunidades atendidas. Dia 8 de agosto No dia 8, a programação segue no auditório da Secretaria da Administração, voltada a 35 Agentes Comunitários de Saúde que atuam na zona rural. O objetivo da atividade é fortalecer o papel desses profissionais na orientação da comunidade quanto aos riscos de exposição aos agrotóxicos e formas de prevenção. Dias 13 e 14 de agosto Nos dias 13 e 14, será realizada uma blitz educativa em dois pontos estratégicos: no povoado Barra da Grota e no posto fiscal próximo à região da Jacuba. A ação será promovida pela equipe da Adapec, em parceria com o Cerest. Serão distribuídos materiais informativos e realizadas orientações aos condutores que estiverem transitando pelos locais. Dia 18 de agosto No dia 18, será realizado o Simpósio “Agro Consciente, Campo Limpo”, no auditório da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT). O evento reunirá secretarias municipais, instituições e representantes do setor agrícola para discutir o uso responsável de agrotóxicos, seus impactos e alternativas sustentáveis para a produção rural. A ação é promovida por meio de uma parceria entre as secretarias municipais de Saúde, da Assistência Social e do Desenvolvimento Econômico, Agricultura, Meio Ambiente e Turismo, com apoio de instituições como o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InPEV), universidades e cooperativas locais. A programação do simpósio contará com palestras, mesas-redondas e exposições voltadas a agricultores, estudantes, técnicos, agentes públicos e comunidade em geral. Os temas abordados incluem intoxicação por defensivos, descarte correto de embalagens, boas práticas no campo e agroecologia. A entrada será gratuita e os participantes receberão certificado. De 25 a 29 de agosto Encerrando a programação, entre os dias 25 e 29 de agosto, a Adapec, em parceria com o Cerest, realizará ações de fiscalização em diferentes pontos do município de Araguaína.

Naturatins inicia Operação Capim-Dourado para proteger o Cerrado

O Governo do Tocantins, por meio do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), iniciou, na última sexta‑feira, 1º de agosto, a edição 2025 da Operação Capim-Dourado, em evento realizado no povoado quilombola Mumbuca, localizado no Parque Estadual do Jalapão (PEJ), Unidade de Conservação (UC) sob gestão do Naturatins. A ação é coordenada pelo Naturatins e mobiliza vários órgãos de governo para combater a coleta e o transporte ilegais da matéria-prima, práticas de biopirataria e incêndios florestais em áreas de Cerrado, de modo a assegurar a sustentabilidade da cadeia produtiva e preservar a cultura local, cujo artesanato produzido pelas comunidades tradicionais é a principal fonte de renda das famílias que vivem nestes territórios. O gerente de Fiscalização do Naturatins, Cândido José dos Santos Neto, destacou que a iniciativa reforça o compromisso com as comunidades locais. “A Operação Capim-Dourado é o compromisso do Governo do Tocantins com as comunidades tradicionais, que tem o artesanato do capim-dourado como fonte de renda. Estamos unindo forças para garantir que a coleta ocorra dentro do que estabelece a legislação, o que protege a biodiversidade e a cultura”, pontuou. A diretora de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Naturatins, Perla Ribeiro, ressaltou a importância da atuação em parceria. “O reconhecimento do capim-dourado como patrimônio e a legislação sobre seu uso sustentável são avanços importantes. A colaboração entre a comunidade, a Unidade de Conservação e a legislação é essencial para a preservação do território e o fortalecimento do senso de pertencimento. A comunidade local demonstra uma relação preexistente com o território, enquanto o parque busca a conservação da biodiversidade. Assim, os esforços conjuntos têm apresentado resultados positivos. Adicionalmente, ressalta-se a importância de considerar as características específicas do bioma Cerrado, com suas particularidades climáticas, como a estação seca e as altas temperaturas, que demandam atenção redobrada”, declarou a diretora. O secretário-executivo da Segurança Pública, Reginaldo de Menezes, evidenciou o caráter interinstitucional da ação. “Esta operação agrega a Polícia Ambiental, o Graer [Grupo de Operações Aéreas], o Corpo de Bombeiros e outros órgãos fundamentais. É uma estratégia coordenada para prevenir crimes ambientais e proteger os recursos naturais. Esta cooperação interinstitucional é com o objetivo de proteger o nosso ouro, o capim-dourado, que tem destaque em âmbito mundial”, enfatizou. Representante das comunidades artesãs, a presidente da Associação do Mumbuca, Silvanete da Silva, salientou que a operação traz alívio e reforça a tradição artesanal local. “Vejo esta ação como fundamental. Quando a fiscalização está presente, garantimos que nosso trabalho artesanal seja valorizado e que nossa renda não seja ameaçada por práticas ilegais. Em 2024, foi um sucesso, a gente chegou no campo e o nosso capim estava todo lá, intacto. As pessoas não tiraram fora da época, não queimaram, e este ano a gente torce que tenha esse resultado brilhante que teve em 2024”, concluiu. Sobre a operação A operação ocorre pela segunda vez, com os objetivos de garantir que a colheita aconteça dentro do prazo permitido, de 20 de setembro a 30 de novembro, e prevenir irregularidades. A força-tarefa reúne Naturatins, Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), Grupo de Operações Aéreas (Graer), Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBMTO), Secretaria de Estado do Turismo (Setur), Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/TO) e Secretaria de Estado dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot). A fiscalização é realizada nos municípios de Mateiros, Novo Acordo, Ponte Alta do Tocantins e São Félix do Tocantins (Jalapão); Santa Tereza e Tocantínia (região central); e Dianópolis, Rio da Conceição, Novo Jardim e Pindorama (sudeste). Legislação e canais de denúncia A Lei Estadual nº 3.594/2019 dispõe sobre a exigência de licença ambiental para manejo e coleta do capim-dourado e do buriti, além de proibir o transporte de material in natura para fora do estado. Infrações podem resultar em advertências, multas, apreensões e perda de licença ambiental. Para denúncias de práticas ilegais, são disponibilizados o Linha Verde pelo 0800 063 1155 e o Zap Linha Verde, apenas para mensagem de texto pelo WhatsApp (63) 99106‑7787. Em ambos os canais, o anonimato é garantido.

Lula deve vetar trechos do PL do Licenciamento Ambiental, diz Marina

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse, nessa terça-feira (29), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve vetar alguns trechos do Projeto de Lei (PL) 2.159/21, que trata das regras do licenciamento ambiental. Segundo a ministra, a decisão do governo é “preservar o licenciamento ambiental”. “Já existe uma decisão, a de que é preciso preservar o licenciamento ambiental brasileiro, de que é necessário não demolir uma das principais ferramentas de proteção ambiental no Brasil, de não se criar uma situação de insegurança jurídica generalizada, de que é necessário que se respeitem as leis existentes. Muitas delas nem podem ser alteradas da forma que foi proposto”, afirmou Marina. Para ela, a eventual sanção do projeto representará uma “demolição” da legislação ambiental brasileira. Durante evento de comemoração de um ano da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, em Brasília, a ministra afirmou que o governo estuda uma medida para substituir as mudanças na legislação, mas não esclareceu se a proposta será encaminhada por uma medida provisória ou um projeto de lei. “Não basta vetar. É preciso vetar e ter algo para colocar no lugar. Não está sendo vista apenas a questão do veto, mas como reparar adequadamente aquilo que porventura venha a ser mudado”, disse a ministra. Enviado para sanção presidencial, o projeto de lei prevê a simplificação dos trâmites processuais, com a criação de novos tipos de licenças ambientais, e a redução dos prazos de análise. O presidente Lula tem até o próximo dia 8 para sancionar ou vetar o texto final que a Câmara dos Deputados aprovou no último dia 17. Marina informou que equipes da do MMA, da Casa Civil e do Ministério de Relações Institucionais estão analisando as mudanças no texto, que deve ser encaminhado em breve para o presidente. O olhar recai sobre a proposta como um todo, não apenas as alterações aprovadas pelos deputados. “O presidente vai ter as informações na sua mesa para que possamos decidir”, resumiu. “A estratégia do governo é: tendo claro que não basta vetar, é preciso colocar algo no lugar, e isso tem a ver com as alternativas facultadas ao Poder Executivo, ou você faz essa reparação por projeto de lei ou MP”, concluiu. Política Nacional  A Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo foi instituída pela Lei nº 14.944, sancionada pelo presidente Lula em 31 de julho de 2024. A proposta estabelece princípios, objetivos e instrumentos para o uso do fogo de forma segura e sustentável, considerando os conhecimentos tradicionais e científicos. Além disso, a lei cria uma nova forma de governança do fogo, compatível com o desafio imposto pela mudança do clima. Cabe ao governo federal coordenar ações entre os governos estaduais e municipais, sociedade civil, comunidades tradicionais e setor privado na gestão do fogo, definindo diretrizes para a atuação da cada um desses atores de maneira dialogada e integrada.

Todos os deputados federais do Tocantins votam a favor da Lei do Licenciamento Ambiental

A bancada federal do Tocantins na Câmara dos Deputados demonstrou unidade ao votar a favor do Projeto de Lei 2.159/2021, que institui a nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental, aprovado durante a madrugada desta quarta-feira, 16, com 267 votos favoráveis e 116 contrários. A proposta agora segue para sanção presidencial, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá vetar trechos específicos. Os oito deputados federais do Tocantins integraram o placar a favor da lei sendo eles, Alexandre Guimarães (MDB-TO), Antonio Andrade (Republicanos-TO), Carlos Gaguim (União Brasil-TO), Eli Borges (PL-TO), Filipe Martins (PL-TO), Ricardo Ayres (Republicanos-TO), Lázaro Botelho (PP-TO) e Vicentinho Júnior (PP-TO). O projeto, que estava em tramitação há mais de 20 anos, tem o objetivo declarado por seus defensores de desburocratizar e acelerar o processo de licenciamento ambiental para obras consideradas estratégicas, especialmente em setores como infraestrutura e agropecuária. O grupo que apoia a lei, incluindo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e partidos como PL, PP, Republicanos, União Brasil e PSD, destaca o potencial de impulsionar investimentos e o desenvolvimento econômico. Por outro lado, organizações ambientalistas e o próprio Ministério do Meio Ambiente expressam preocupações sérias. Eles alertam que a nova legislação traz riscos à segurança ambiental, aumento da impunidade e fragiliza a proteção de comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas. Movimentos populares e ambientalistas batizaram o projeto como ”PL da devastação” ou “PL mãe de todas as boiadas”. Entre as principais mudanças previstas na nova lei estão: Licença Ambiental Especial (LAE): autorização acelerada para obras consideradas estratégicas, com prazo máximo de 12 meses para emissão e validade entre 5 e 10 anos, mesmo para empreendimentos com alto potencial de impacto ambiental. Dispensa de licenciamento: para ampliações de estradas, atividades agropecuárias, tratamento de água e pequenas barragens, reduzindo exigências ambientais para diversos setores. Renovação automática de licenças: por meio de autodeclaração, sem necessidade de análise prévia dos órgãos ambientais. Enfraquecimento do Ibama e do Conama: órgãos federais perdem competências para estados e municípios, o que pode causar disparidades na fiscalização e aplicação das normas ambientais. Desproteção de comunidades tradicionais: terras indígenas e quilombolas não homologadas deixam de ser consideradas áreas protegidas para o licenciamento, afetando cerca de 18 milhões de hectares no país, área equivalente ao tamanho do Paraná. Limitação da atuação do Iphan: o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional só poderá se manifestar em locais com bens históricos já identificados, gerando alerta para possíveis danos a sítios arqueológicos ainda desconhecidos. No Tocantins, a aprovação da lei pela bancada federal tem realção com um alinhamento político com setores econômicos locais e regionais que veem na flexibilização do licenciamento ambiental uma oportunidade para acelerar projetos de infraestrutura, agropecuária e desenvolvimento urbano.   Fonte: Jornal Opção 

Tocantins registra os melhores índices de qualidade da água no primeiro trimestre de 2025

No primeiro trimestre de 2025, o Governo do Tocantins registrou as melhores classificações no Índice de Qualidade da Água (IQA), nos 80 pontos monitorados no período. Todos os pontos visitados apresentaram boa ou ótima classificação do índice, sendo que a maioria dos registros obteve valor acima de 80 no IQA. A Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) publicou, nesta segunda-feira, 14, o Boletim de Qualidade da Água – 1º Trimestre/2025, que traz detalhes do monitoramento. O boletim avalia registros de até 18 parâmetros e apresenta os resultados dos monitoramentos realizados entre os meses de fevereiro e maio deste ano, nas principais bacias hidrográficas do estado que fazem parte do Sistema Tocantins-Araguaia. “Constantemente destacamos que a água é um recurso essencial à vida humana e a toda a biodiversidade ambiental. O Tocantins abriga duas das maiores bacias hidrográficas do país, o Tocantins e o Araguaia, que se conectam com outros rios, riachos, córregos e nascentes por meio de seus afluentes. O Governo do Tocantins mantém o compromisso de monitorar a qualidade da água, um recurso fundamental ao desenvolvimento econômico e produtivo sustentável, além de investir na preservação da vegetação nativa e no controle dos usos múltiplos, para garantir essa riqueza natural”, ressaltou o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis. As coletas de dados são realizadas com frequência trimestral para monitorar a qualidade das águas, avaliando os parâmetros físico-químicos: condutividade elétrica específica, temperatura da água, temperatura do ar, turbidez, oxigênio dissolvido, pH, sólidos totais dissolvidos, sólidos suspensos, alcalinidade total e cloreto total. São avaliados ainda: DBO – demanda bioquímica de oxigênio; nutrientes como fósforo total, nitrogênio total, nitrito, nitrato, nitrogênio amoniacal, ortofosfato; e, no aspecto microbiológico, os coliformes termotolerantes; além das análises de defensivos agrícolas em bacias específicas. Os resultados dos parâmetros físicos são obtidos com a utilização de sonda multiparamétrica. Já os parâmetros químicos e microbiológicos são obtidos mediante coleta, conforme padronizado pelo Guia Nacional de Coletas e Preservação de Amostras. Os resultados desses parâmetros são analisados e testados em laboratório. O Boletim de Qualidade da Água no Tocantins é resultado da consolidação dos dados coletados pela equipe da Gerência de Hidrometeorologia da Diretoria de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos.

Tocantins reduz focos de queimadas em 24,9% nos primeiros meses de 2025

O Governo do Tocantins registrou a redução de 24,9% dos focos de queimadas e de 14,8% de área queimada no acumulado de janeiro a maio de 2025, em comparação ao mesmo período do ano passado. Os dados consolidados pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), por meio do Centro de Inteligência Geográfica em Gestão do Meio Ambiente (Cigma) no Boletim Mensal do Fogo no Tocantins nº 7/2025 apontam que o acumulado de focos de queimada do período foi de 1.392 ocorrências, comparados ao ano anterior que teve 1.854 registros, de acordo com os dados do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Já o acumulado de área queimada foi de 132,5 mil hectares, comparados aos 155,6 mil hectares registrados em 2024, conforme dados do Monitor do Fogo do MapBiomas. No acumulado de focos de queimadas, 23,1% das ocorrências (322 focos) são provenientes da Queima Controlada; 10% dos registros (139 focos) da Queima Prescrita; e 66,9% (931 focos) são oriundos da Queima Não Autorizada. Em relação ao acumulado da área queimada nos últimos cinco meses, 11,1% das ocorrências são provenientes da Queima Controlada de 14,8 mil hectares; 35,9% são da Queima Prescrita de 47,5 mil hectares; e 53% são da Queima Não Autorizada de 70,2 mil hectares. Ação governamental O secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, enfatizou que “a redução dos focos e da área queimada nos cinco primeiros meses deste ano é um resultado positivo aos esforços preventivos e de combate ao fogo no estado. Além da redução no acumulado, temos ainda a distinção da parcela destes registros que se referem ao fogo autorizado e não autorizado no estado. Ontem [30 de junho], lançamos oficialmente a Operação Tocantins Mais Verde 2025, que marca o início da maior ação estratégica de combate a incêndios florestais no Tocantins, reforçando o compromisso do Governo do Tocantins com a preservação ambiental e a segurança da população”. Na ocasião, Marcello Lelis destacou a orientação do governador Wanderlei Barbosa para o Comitê Estadual do Fogo, a Semarh e o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) trabalharem unidos contra o fogo. O secretário ressaltou ainda que a primeira fase de prevenção foi cumprida pelas equipes do Foco no Fogo e do Comitê do Fogo percorrendo o estado e, agora, se inicia a fase de resposta, de combate efetivo ao fogo. No site da Semarh, o Boletim Mensal do Fogo no Tocantins nº 7/2025, já se encontra disponível.

Mudas de espécies como Ipê, Oiti e Caju são plantadas ao redor da UPA de Araguaína

No mês em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, colaboradores do Instituto Saúde e Cidadania (ISAC) fizeram o plantio de mudas na área ao redor do prédio da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Anatólio Dias Carneiro, no Setor Araguaína Sul. Ao todo, nove espécies nativas da região, como Ipê, Oiti e Caju, foram plantadas e, a partir de agora, os cuidados são diários. “Todos os dias visitamos as mudas, monitoramos seu crescimento e cuidamos para que tenham um desenvolvimento saudável”, enfatiza Sara Tavares, técnica em Segurança do Trabalho da UPA de Araguaína. “Aqui, temos muitos espaços diretamente expostos ao sol, por isso mobilizamos a nossa equipe para começar a transformação desses locais. Sem contar que essa ação mostra a necessidade de valorizarmos a preservação dos recursos naturais”, acrescenta. Ela explica ainda que o plantio das mudas tem como objetivo proporcionar áreas de sombreamento natural ao redor do prédio, além de ser uma atividade considerada terapêutica no ambiente de trabalho. “As pessoas acreditam que a Segurança do Trabalho está relacionada somente à proteção de acidentes físicos, mas, para além disso, temos a necessidade de acolher nossos colaboradores em recursos de descompressão e integração que estão diretamente relacionados à saúde mental”, destaca. Sara também ressalta a importância de cultivar boas práticas que possam se perpetuar em todos os ambientes. “Vemos como a rotina na área da Saúde é, por vezes, intensa e estressante. Lidar com pessoas exige muita dedicação e doação. Por isso, cuidamos para que nossos colaboradores se sintam integrados a um movimento maior no dia a dia, em ações como esta”, finaliza.