Mais de 400 idosos participaram do encerramento do projeto Aliança pela Dignidade da Pessoa Idosa, na última quinta-feira, 8, no Centro de Convenções de Araguaína. A programação reuniu apresentações culturais, música, dança e jantar, em uma noite de confraternização e valorização do envelhecimento ativo.
Financiado pelo Fundo Municipal dos Direitos do Idoso (FUMDI), o projeto é uma parceria entre a Prefeitura de Araguaína, o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (CMDI), a Casa de Articulação dos Conselhos, e conta ainda com apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Cantinho do Idoso, a Casa do Idoso e o Conselho Consultivo das Associações de Bairros de Araguaína (CCABA).
Iniciado em maio, o trabalho percorreu escolas municipais e estaduais, órgãos públicos e entidades da sociedade civil. As ações abordaram o respeito à pessoa idosa, a prevenção aos maus-tratos e o enfrentamento ao abandono familiar. A gerente da Casa de Articulação dos Conselhos, Amparo Frazão, destacou a importância de orientar crianças e adolescentes para interromper o ciclo de negligência e fortalecer os vínculos familiares.
Convivência ajuda a manter a qualidade de vida
Entre os participantes estava Nivaldo de Jesus, de 72 anos, que mora em Araguaína desde 2006. Ele começou a frequentar atividades voltadas à população idosa nos primeiros anos na cidade, passando pelo Centro de Convivência do Idoso e pelos CRAS. Há três meses, também participa da Universidade da Maturidade (UMA).
Natural do Paraná, Nivaldo conheceu Araguaína durante viagens de trabalho com cursos de artesanato. O acolhimento recebido no município o motivou a permanecer na cidade, onde continua trabalhando com arranjos florais e peças decorativas. “O carinho e o acolhimento dos araguainenses fizeram com que eu ficasse até hoje”, relembrou.
Para ele, a participação em atividades coletivas contribui para o bem-estar e a saúde. A música e a dança estão entre os momentos de que mais gosta. “Faz muita diferença, até na saúde melhora muito. Principalmente quando tem um forrozinho, que eu gosto demais”, contou Nilvado.

Outra participante foi Maria do Socorro Conceição da Silva, de 64 anos, que voltou a Araguaína em março, após morar por 23 anos em Aparecida de Goiânia (GO). Ela retornou para ficar perto da família depois da morte do marido, Sebastião, em dezembro do ano passado.
A dança, que aprendeu com o companheiro, tornou-se uma forma de retomar a convivência social durante o processo de luto. A decisão de participar das atividades também teve incentivo da mãe, de 86 anos, que frequenta grupos da melhor idade há cerca de quatro anos.
“Ele faleceu dia 27 de dezembro e minha família foi me buscar para eu não ficar sozinha. Ele gostava muito de dançar, foi com ele que eu aprendi, e eu vim para ver se me alegro mais um pouco. Chegar aos 60 anos não é estar velho. É uma idade em que a gente tem que aproveitar o que não fez na juventude, quando tudo era mais difícil”, afirmou Maria.












