4 recursos do ChatGPT que deixam as IAs rivais com inveja

O ChatGPT, chatbot de inteligência artificial da OpenAI, tem diversos concorrentes, como Gemini Google , Claude.AI e Deepseek e busca sempre diferenciais que possam atrair mais usuários. Dentre os destaques, estão recursos de memória e modo de voz que podem otimizar a realização de diversas tarefas. Além disso, o chatbot também disponibiliza a função explorar, para que as pessoas consigam usar diferentes versões da IA dependendo do que pretendem realizar. Na lista abaixo, o TechTudo organizou quatro recursos do ChatGPT que o diferenciam de outros chatbots de IA rivais. Confira. 1. Modo de Memória   Modo de Memória otimiza a interação dos usuários com o ChatGPT — Foto: Reprodução/Juliana Villarinho O modo de memória é um recurso para que o ChatGPT consiga se lembrar de chats antigos com o intuito de melhorar a experiência do usuário em interações futuras. Isso evita, portanto, a repetição de informações que já foram passadas anteriormente e usadas com frequência. Assim, a pessoa pode pedir para que o chabot lembre de algum dado já compartilhado. Por outro lado, é possível dizer para o chatbot esquecer uma informação, seja por meio de conversas ou das configurações. O usuário ainda consegue desligar a funcionalidade. Vale destacar que o Modo de Memória está disponível no plano gratuito ou nos pacotes Plus, Team e Enterprise. Além disso, o ChatGPT permite que os usuários saibam quando as memórias são atualizadas. Basta acessar o tópico “Memória atualizada” e “Gerenciar memórias” para acessar tudo o que o ChatGPT já armazenou das conversas. 2. Modo de Voz Avançado   Modo de Voz Avançado está disponível no ChatGPT — Foto: Reprodução/Gisele Souza Outro diferencial do ChatGPT é o Modo de Voz Avançado, que torna as conversas mais naturais, pois consegue entender e interagir com o usuário por meio da fala. Ao acessar o ChatGPT, basta clicar no ícone de voz e, em seguida, tocar no microfone para falar com o chatbot. A funcionalidade é capaz de fazer diferentes entonações, que indicam emoções distintas. Vale ressaltar que o Modo de Voz Avançado é limitado diariamente no plano gratuito. O ChatGPT emite um aviso quando o usuário tiver três minutos restantes de áudio. Depois disso, a conversa é encerrada imediatamente, sendo possível continuar usando o modo de voz padrão. É importante destacar, também, que o Modo de Voz Avançado não pode criar ou acessar memórias anteriores nem instruções personalizadas. 3. GPTs Personalizados   A aba “Explore GPT” fornece ao usuário um vasto catálogo com opções de IAs diferentes — Foto: Reprodução/Gabriel Pereira Outro diferencial são os GPTs, versões personalizadas do ChatGPT, que foram criadas por usuários para otimizar o chatbot. Na aba “Explore GPTs”, há várias versões do chatbot pré-programados para uma série de tarefas, como produção de conteúdos escritos, geração de imagens, organização de documentos, traduções e muito mais. O mais interessante é que qualquer pessoa pode criar um GPT, pois, conforme a OpenAI, não é preciso usar códigos ou algum processo complexo para fazer a própria versão personalizada. No entanto, para compartilhá-la com outros usuários ou disponibilizá-la na loja oficial, é necessáro ser assinante do plano Pro ou Plus. 4. Canvas Canvas permite destacar trechos para que o ChatGPT faça edições — Foto: Divulgação/OpenAI Por fim, o Canvas é outra ferramenta que destaca o ChatGPT em comparação com os chatbots rivais. De modo geral, o Canvas é uma interface que serve para ajudar o usuário em um projeto. A função abre uma janela paralela à conversa original, visando facilitar a edição e a revisão de projetos com foco em produção de textos ou códigos de programação. Em suma, o Canvas funciona para deixar o chatbot mais eficiente em tarefas que exigem alterações em um texto ou geração de código. Ao usar o recurso, o usuário pode acessar um ambiente de trabalho colaborativo para refinar os materiais criados pela IA. É possível, por exemplo, marcar partes específicas de um texto para o chatbot entender o que deve ser alterado, editar diretamente o texto ou o código, e até mesmo dar feedbacks e sugestões para o projeto. Com informações de OpenAI (1 e 2) e TechTudo (1 e 2).

Skype vai acabar: Microsoft anuncia fim do serviço em maio; entenda

A Microsoft anunciou, nesta sexta-feira (28), que vai encerrar as operações do Skype em 5 de maio. Em uma publicação no X (antigo Twitter), a empresa de tecnologia alegou que o serviço de videochamada está obsoleto e não acompanha as necessidades atuais dos usuários. Para substituir a ferramenta, a big tech vai focar no Microsoft Teams. Ainda em nota, a empresa afirmou que a transição entre plataformas será gratuita e a migração de dados manterá bate-papos e contatos sem alterações. A seguir, entenda mais detalhes sobre o fim do Skype. Skype vai acabar? Entenda mais detalhes Em nota publicada no X, a Microsoft anunciou que o Skype será descontinuado em maio deste ano. Adquirido pela big tech por US$ 8,5 bilhões em 2011, o serviço de videochamadas sofreu uma queda expressiva no número de usuários. Quando comprada pela Microsoft, a plataforma contava com 150 milhões de usuários, mas, em 2020, esse número caiu para 23 milhões. Além disso, a empresa alega que a tecnologia do Skype não acompanhou a evolução dos principais concorrentes, como o Zoom. Segundo a Microsoft, a plataforma já não atende às demandas atuais nem é compatível com os celulares modernos. dernos. Fim do Skype: serviço dará lugar para o Teams Para substituir o Skype, a Microsoft focará no Teams, sua plataforma de comunicação corporativa. O movimento em direção ao serviço começou durante a pandemia, quando a empresa integrou o serviço ao Microsoft Office 365. “Com o Teams, os usuários têm acesso a muitos dos mesmos recursos do Skype, como chamadas individuais e em grupo, mensagens e compartilhamento de arquivos”, afirma a nota da Microsoft. A big tech garante que a transição entre as plataformas será gratuita. Os usuários do Skype poderão migrar para o Teams utilizando as mesmas credenciais de acesso, mantendo bate-papos e contatos. Com informações de Microsoft e g1

8 curiosidades sobre o YouTube que provavelmente você não sabe

O tempo passou rápido, e o YouTube completa 20 anos em 2025. A plataforma de vídeos se tornou parte do cotidiano, seja para assistir a conteúdos variados, como notícias, entretenimento, clipes musicais, filmes e muito mais. Mais do que isso, transformou a maneira como consumimos e interagimos com vídeos, permitindo que qualquer pessoa se tornasse criadora e monetizasse seu conteúdo. Para celebrar esse marco, confira oito curiosidades sobre o YouTube. A fundação e origem do nome “YouTube” O YouTube foi criado em 2005 por Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim, ex-funcionários do PayPal. O nome “YouTube” combina “You” (você) e “Tube” (tubo), uma referência à televisão, sendo frequentemente interpretado como “Sua TV” ou “Você na TV”. A ideia era permitir que qualquer pessoa pudesse visualizar e enviar vídeos para a plataforma, sem a necessidade de ter conhecimento em programação. O conceito inicial do YouTube como um site de namoro Inicialmente, os fundadores idealizaram o YouTube como um site de encontros, semelhante ao Tinder, onde os usuários poderiam postar vídeos se apresentando. O primeiro slogan era “Tune in, Hook up” (algo como “Sintonize e conecte-se”). Como o conceito não deu certo, a plataforma foi reformulada para o compartilhamento geral de vídeos. O primeiro vídeo do YouTube O primeiro vídeo postado na plataforma foi “Me at the zoo”, publicado em 23 de abril de 2005 por Jawed Karim. O clipe, de apenas 18 segundos, mostra Karim no zoológico de San Diego, comentando sobre os elefantes. O vídeo atualmente tem cerca de 350 milhões de visualizações e 17 mil likes. O primeiro anúncio do YouTube Atualmente, os anúncios no YouTube são uma das principais fontes de renda para os criadores na plataforma. Mas você sabe quando aconteceu o primeiro anúncio no YouTube? Foi ainda em 2005, quando a plataforma exibiu seu primeiro comercial, uma propaganda da Fox promovendo conteúdo exclusivo da série Prison Break. Curiosamente, esse anúncio foi veiculado apenas em vídeos do canal oficial de Paris Hilton. Atualmente, o canal mais popular do YouTube no mundo é o do criador de conteúdo MrBeast, seguido pelo T-Series, um canal indiano de música e cinema, que ultrapassou os 250 milhões de inscritos. Canais do YouTube mais populares no Brasil No Brasil, esses são os 10 canais mais populares: Canal KondZilla – 3,119 vídeos | 67,6 milhões de inscritos | 37,97 bilhões de visualizações LUCCAS NETO – LUCCAS TOON – 3,097 vídeos | 51 milhões de inscritos | 30,45 bilhões de visualizações Maria Clara & JP – 938 vídeos | 47 milhões de inscritos | 30,87 bilhões de visualizações Felipe Neto – 5,356 vídeos | 47 milhões de inscritos | 18,34 bilhões de visualizações Você Sabia? – 1,726 vídeos | 46,2 milhões de inscritos | 8,23 bilhões de visualizações Bispo Bruno Leonardo – 7,157 vídeos | 45,5 milhões de inscritos | 7,31 bilhões de visualizações Whindersson Nunes – 902 vídeos | 44,8 milhões de inscritos | 4,61 bilhões de visualizações GR6 EXPLODE – 3,171 vídeos | 41,9 milhões de inscritos | 26,87 bilhões de visualizações Enaldinho – 4,766 vídeos | 41,7 milhões de inscritos | 19,16 bilhões de visualizações Spider Slack – 1,394 vídeos | 38 milhões de inscritos | 21,97 bilhões de visualizações Plataforma global, mas bloqueada em alguns países O YouTube é uma das maiores plataformas de compartilhamento de vídeos do mundo, acessível em grande parte dos países. No entanto, devido a questões políticas, regulatórias e de censura governamental, já foi ou ainda é bloqueado em determinadas nações. Países como China, Irã e Coreia do Norte restringem o acesso ao YouTube para controlar a disseminação de informações, O vídeo mais assistido da história O vídeo mais visto do YouTube é Baby Shark Dance, da Pinkfong, com mais de 15 bilhões de visualizações. Confira o top 10 atual. “Baby Shark Dance” – Pinkfong (15,2 bilhões) – 17 de junho de 2016 “Despacito” – Luis Fonsi feat. Daddy Yankee (8,5 bilhões) – 13 de janeiro de 2017 “Johny Johny Yes Papa” – LooLoo Kids (6,9 bilhões) – 8 de outubro de 2016 “Bath Song” – Cocomelon – Nursery Rhymes (6,9 bilhões) – 2 de maio de 2018 “Wheels on the Bus” – Cocomelon – Nursery Rhymes (6,7 bilhões) – 24 de maio de 2018 “See You Again” – Wiz Khalifa feat. Charlie Puth (6,4 bilhões) – 7 de abril de 2015 “Shape of You” – Ed Sheeran (6,3 bilhões) – 30 de janeiro de 2017 “Phonics Song with Two Words” – ChuChu TV (6,0 bilhões) – 6 de março de 2014 “Uptown Funk” – Mark Ronson feat. Bruno Mars (5,3 bilhões) – 19 de novembro de 2014 “Gangnam Style” – Psy (5,3 bilhões) – 15 de julho de 2012 Maior número de usuários ativos mensais O YouTube tem mais de 2,5 bilhões de usuários ativos mensais, sendo a Índia o país com mais usuários (467 milhões), seguido pelos Estados Unidos (246 milhões) e Brasil (142 milhões). A cada minuto, os usuários enviam mais de 500 horas de conteúdo de vídeo ao YouTube, o que equivale a quase 30.000 horas de novos conteúdos a cada hora. Quando o YouTube foi criado? O YouTube foi lançado em 14 de fevereiro de 2005 e, em novembro de 2006, foi comprado pelo Google. Para que o YouTube foi criado? Inicialmente, como um site de namoro por vídeo, mas logo se tornou uma plataforma de compartilhamento de vídeos gerais.

DeepSeek: Coreia do Sul suspende downloads do chatbot

O órgão de proteção de dados da Coreia do Sul está suspendendo novos downloads do chatbot da chinesa DeepSeek. A Comissão de Proteção de Informações Pessoais (PIPC) do país alegou que a startup chinesa não obedeceu regras de proteção de dados pessoais. Apesar de ter sido anunciado nesta segunda-feira (17), o bloqueio nos downloads entrou em vigor no sábado (15). A DeepSeek já nomeou representantes legais na Coreia do Sul para fazer as mudanças necessárias. DeepSeek bloqueada na Coreia do Sul De acordo com a agência Reuters, a DeepSeek não levou em consideração as regras sobre proteções de dados pessoais da Coreia do Sul. Segundo a PIPC em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, novos downloads estão suspensos, mas serão retomados quando a empresa fizer os ajustes necessários. O chatbot de IA desapareceu das lojas de aplicativos App Store e Google Play, e afeta apenas novos usuários. Pessoas que já têm o app baixado não serão impactadas. DeepSeek deve resolver o problema Já na semana passada, a DeepSeek nomeou representantes legais para cuidar da situação. De acordo com o PIPC, a startup chinesa reconheceu que negligenciou parcialmente as regras de proteção de dados na Coreia do Sul. A DeepSeek não se pronunciou. Nam Seok, diretor da divisão de investigação da comissão sul-coreana, aconselhou usuários que já têm o app instalado a excluí-lo ou não compartilhar informações pessoais até que o problema esteja resolvido. Coreia do Sul não é a única A Coreia do Sul não é a única a tomar medidas contra a DeepSeek diante de preocupações com a proteção de dados pessoais: A Itália, por exemplo, bloqueou o app pelo mesmo motivo; Já a Irlanda pediu esclarecimentos à empresa sobre como lida com os dados de usuários; Taiwan foi outra: proibiu o uso da DeepSeek em dispositivos de servidores públicos ou de infraestrutura crítica do governo; Os Estados Unidos cogitam fazer o mesmo. Fonte: Olhar Digital

Para secretário brasileiro, decisão da Meta deixará de proteger direitos individuais e coletivos

O secretário de Políticas Digitais do governo federal, João Brant, criticou nesta terça-feira (7) o anúncio da Meta – empresa que controla Facebook, Instagram e Whatsapp – de que vai se aliar ao presidente eleito dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, para pressionar países que buscam regular o ambiente digital. “A declaração é explícita, sinaliza que a empresa não aceita a soberania dos países sobre o funcionamento do ambiente digital e soa como antecipação de ações que serão tomadas pelo governo Trump”, destacou João Brant em uma rede social. Para o secretário, a aliança entre Meta e Trump deve “enfrentar União Europeia, Brasil e outros países que buscam proteger direitos no ambiente online (na visão dele, os que ‘promovem censura’). É uma declaração fortíssima, que chama tacitamente o STF [Supremo Tribunal Federal] de ‘corte secreta’, ataca de maneira absurda os checadores de fatos”. Recentemente, o STF foi alvo de outro dono de plataforma dos EUA, o bilionário Elon Musk, dono da X, que vem criticando as decisões do Judiciário brasileiro sobre remoção de perfis e conteúdos acusados de praticar crimes na internet, especialmente relacionados a suposta tentativa de golpe de Estado que culminou no 8 de janeiro de 2023. Para João Brant, a decisão da gigante da tecnologia reforça a relevância de ações que vêm sendo tomadas na União Europeia, no Brasil e na Austrália para promover direitos no ambiente digital. “E amplia a centralidade dos esforços internacionais feitos no âmbito da ONU, Unesco, G20 e da OCDE para reforçar a agenda de promoção da integridade da informação”, acrescentou. Meta Citando suposta censura nas redes sociais, o dono da Meta, Mark Zuckerberg, anunciou cinco alterações nas políticas de moderação de conteúdos, entre elas, o fim do programa de checagem de fatos que verifica a veracidade de informações que circulam nas redes; o fim de restrições para assuntos como migração e gênero; e a promoção de “conteúdo cívico”, entendido como informações com teor político-ideológico. Além disso, o empresário estadunidense disse que vai trabalhar com Trump “para pressionar os governos ao redor do mundo que estão perseguindo empresas americanas e pressionando para censurar mais”. Segundo Zuckerberg, a Europa está “institucionalizando a censura”, os países latino-americanos têm “tribunais secretos que podem ordenar que empresas retirem coisas discretamente” e que a China “censurou nossos aplicativos”. Extrema-direita Na avaliação do secretário nacional de políticas digitais, João Brant, a promoção do conteúdo cívico pela Meta visa colocar a plataforma a serviço da agenda da nova administração Trump. “Facebook e Instagram vão se tornar plataformas que vão dar total peso à liberdade de expressão individual e deixar de proteger outros direitos individuais e coletivos. A repriorização do ‘discurso cívico’ significa um convite para o ativismo da extrema-direita reforçar a utilização dessas redes como plataformas de sua ação política”, destacou Brant. Além disso, argumentou que a decisão de acabar com as empresas de checagem de fatos deve asfixiar financeiramente essas companhias. “O que vai afetar as operações delas dentro e fora das plataformas”, acrescentou.   Fonte: Agência Brasil 

Meta promete se aliar a Trump contra países que regulam redes sociais

Citando suposta censura nas redes sociais, a Meta – companhia que controla Facebook, Instagram e Whatsapp – anunciou nesta terça-feira (7) que vai se aliar ao governo do presidente eleito dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, para pressionar países que buscam regular o ambiente digital. “Vamos trabalhar com o presidente Trump para pressionar os governos ao redor do mundo que estão perseguindo empresas americanas e pressionando para censurar mais”, afirmou o dono da Meta, Mark Zuckerberg. Segundo o empresário, “a única maneira de resistir a essa tendência global é com o apoio do governo dos EUA”. Zuckerberg argumentou que a Europa está “institucionalizando a censura”, que os países latino-americanos têm “tribunais secretos que podem ordenar que empresas retirem coisas discretamente” e que a China “censurou nossos aplicativos”. Além disso, o dono da Meta anunciou cinco alterações nas políticas de moderação de conteúdos em suas redes sociais, entre elas, o fim do programa de checagem de fatos que verifica a veracidade de informações que circulam nas redes; o fim de restrições para assuntos como migração e gênero; e a promoção de “conteúdo cívico”, entendido como informações com teor político-ideológico. Para a especialista em direito digital consultada pela Agência Brasil, Bruna Santos, da Coalização Direitos na Rede, a iniciativa é “lamentável” e mostra um alinhamento da gigante da tecnologia com o novo governo de extrema-direita dos EUA. “Essa decisão da Meta cria uma falsa dicotomia entre a liberdade de expressão dos EUA versus o redor do mundo, inclusive quando cita as ‘cortes secretas’. Ele deixa claro que os EUA voltam a ser o centro único de poder, demonstrando muito bem como que vai ser o jogo de poder daqui para frente”, destacou Santos. Mudanças Em um vídeo de cerca de cinco minutos publicado em uma de suas redes socais, Mark Zuckerberg informa sobre as mudanças na política de moderação de conteúdo das plataformas que controla para “voltar às raízes em torno da liberdade de expressão”. “Vamos nos livrar dos verificadores de fatos e substituí-los por notas da comunidade semelhantes a [plataforma] X, começando nos EUA”, disse Mark. A Meta tem grupos de verificadores de fatos independentes em cerca de 115 países, serviço que começou a prestar em 2016. Já as “notas de comunidade” são informações incluídas pelos próprios usuários em cima de algum conteúdo. Outra mudança anunciada é o fim de restrições para conteúdos sobre imigração e gênero, temas caros à Donald Trump, que assume a Casa Branca este mês. “O que começou como um movimento para ser mais inclusivo tem sido cada vez mais usado para calar opiniões e excluir pessoas com ideias diferentes, e isso foi longe demais”, afirmou Zuckerberg. O empresário estadunidense também anunciou a intenção de “trazer de volta o conteúdo cívico”. Segundo ele, no passado, a “comunidade” pediu para ver menos política nas redes, mas que isso teria mudado. “[O conteúdo sobre política] estava deixando as pessoas estressadas, então paramos de recomendar essas postagens. Mas parece que estamos em uma nova era agora, e estamos começando a receber feedback de que as pessoas querem ver esse conteúdo novamente”, explicou. Por último, o dono da Meta decidiu remover as equipes da companhia que cuidam da moderação de conteúdo da Califórnia para o Texas, estado que tem uma legislação mais branda em relação ao tema. “Isso nos ajudará a construir confiança para fazer esse trabalho em lugares onde há menos preocupação com o preconceito de nossas equipes”, comentou.   Fonte: Agência Brasil

ChatGPT Pro: nova versão turbinada da IA custa mais de R$ 1.000 por mês

A OpenAI anunciou o ChatGPT Pro na quinta-feira (5), um plano de assinatura mensal que embarca as principais tecnologias da empresa pelo valor de US$ 200 (Cerca de R$ 1.200 em conversão direta). O pacote dá acesso ao GPT-4o e às IAs mais racionais da empresa, como os modelos o1. Segundo a OpenAI, com o avanço da inteligência artificial, é preciso cada vez mais poder computacional para resolver as situações complexas envolvidas na área, justificando o pacote Pro. Esse conjunto de tecnologias também acompanha o modo de voz avançado da plataforma, que permite realizar consultas com a fala. O grande destaque é a presença do modelo o1 pro, até 20% mais rápido na resolução de operações matemáticas de alto nível em relação ao o1 tradicional. A tecnologia também tem um salto entre 10% em programação avançada e 17% na operação de questões de ciências no nível de doutorado. hatGPT Pro é para especialistas Naturalmente, a utilização do ChatGPT Pro é muito mais voltada para profissionais, empresas e pesquisadores do que usuários comuns. Para essa parcela de usuários, o pacote Plus pode ser o ideal, uma vez que dá acesso aos modelos o1 e o1-mini, modo de voz avançado e custa US$ 20 mensalmente (Cerca de R$ 120). A OpenAI distribuirá dez assinaturas completas da versão Pro a diversos pesquisadores. Entre os cientistas, especialistas sobre envelhecimento e demência, descoberta de novos genes para doenças raras, e imunoterapia contra o câncer. O ChatGPT Pro já está disponível para contratação no site oficial da empresa, que continuará atualizando o serviço conforme novas funcionalidades forem lançadas gradualmente. Fonte: Tech Mundo

Comissão do Senado aprova projeto sobre inteligência artificial

A comissão interna do Senado sobre a regulamentação da inteligência artificial (IA) aprovou nesta quinta-feira (5), de forma simbólica, a proposta de marco regulatório da tecnologia no país. O texto ainda será analisado pelo plenário. Nesta tarde, os senadores aprovaram, no plenário, o regime de urgência do projeto e marcaram a votação para terça-feira (10). Na comissão, depois de adiada diversas vezes ao longo do ano, a votação foi realizada após o relator, senador Eduardo Gomes (PL-TO), negociar ajustes no parecer com o governo e a oposição. Na semana passada, o relator já havia apresentado uma nova versão do texto. Na terça-feira (3), o senador deu 48 horas para que novas sugestões fossem feitas. A proposta estabelece os riscos e direitos relacionados ao uso e desenvolvimentos de IAs no Brasil. O texto, no entanto, enfrentava resistência da oposição que argumentava que a proposta restringia o desenvolvimento tecnológico e limitava a liberdade de expressão. Segundo o relator, o governo também fez pedidos distintos e até conflitantes, conforme as solicitações de cada ministério interessado. Esses dois entraves atrasaram a análise da proposta, que também é alvo de interesse e pressão de plataformas digitais, as chamadas big techs. Em seu parecer, alterado ao menos cinco vezes, o relator afirma ter buscado equilibrar a garantia da preservação de direitos fundamentais e das condições para o desenvolvimento tecnológico. A matéria tramita desde o ano passado e é considerada prioritária pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que é o autor do projeto principal analisado na comissão. O texto teve como base um anteprojeto elaborado por uma comissão de juristas. Divergências Integrante da oposição, o senador Marcos Rogério (PL-RO) elogiou o “ambiente de convergência” criado pelo relator, mas afirmou que o “debate não se esgota” na comissão, já que ainda será analisado no plenário. “Regular é necessário, mas sem criar mecanismos que impeçam o avanço. O Brasil está atrasado neste tema”, disse. O senador destacou, porém, ter sido contrário à inclusão dos direitos autorais prevista na proposta. Para ele, o tema deveria ser tratado em outro projeto. “Não tenho divergência do ponto de vista de mérito dessa questão, tenho do ponto de vista de forma”, afirmou. O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), fez elogios ao relatório e ao consenso criado. Segundo ele, o texto pode se tornar uma “referência para o mundo”. Randolfe adiantou, no entanto, que a bancada governista deve apresentar destaques (sugestões de mudanças) na análise no plenário. O diz a proposta O projeto estabelece as definições de sistemas de inteligência artificial, de agentes de IA (desenvolvedores, distribuidores e aplicadores da tecnologia) e de “conteúdos sintéticos” —imagens, vídeos, áudio e texto, que foram significativamente modificadas ou geradas por IA. Também é definido que o sistema de IA de “alto risco” é aquele com potencial para impactar de forma adversa pessoas ou grupos. É o caso de dispositivos usados no funcionamento de infraestruturas críticas; em processos de seleção e avaliação; na administração da justiça; em veículos autônomos em espaços públicos; na área da saúde e entre outros. A proposta cria o Sistema Nacional de Regulação e Governança de Inteligência Artificial (SIA) e determina que ele será coordenado pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). Um dos principais pontos do texto é a previsão de remuneração pelo uso de seus conteúdos protegidos por direitos autorais e direitos conexos. Essa remuneração deverá ser paga pelo “agente de IA” que fizer uso dos conteúdos para treinamento ou desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial. Além disso, o uso de conteúdos de imagem, áudio, voz ou vídeo que retratem ou identifiquem pessoas naturais pelos sistemas de IA deverá respeitar os direitos da personalidade. Mudanças no texto Entre as mudanças recentes no texto, o relator incluiu ampliação das “hipóteses de exceção” à lei, para não incidir sobre qualquer tipo de uso por pessoas sem fins econômicos e atividades de testagem e desenvolvimento. De acordo com o parecer, o objeto “primariamente regulado é o uso e aplicação dos sistemas”. Também foi incluída a garantia de proteção dos direitos autorais como um dos fundamentos da lei, ao lado de propriedade intelectual e “segredo comercial e industrial”. Além disso, Eduardo Gomes manteve no relatório o “risco à integridade da informação, liberdade de expressão, processo democrático e pluralismo político como critério para regulamentação e identificação de novas hipóteses de IA de alto risco”.