Curso superior inédito de Inteligência artificial chega ao Tocantins

O Centro Universitário Católica do Tocantins (UniCatólica) está trazendo para o estado uma graduação tecnológica inédita e alinhada com as demandas do mercado global: o curso Tecnólogo em Inteligência Artificial (IA). Com duração de 5 semestres (2 anos e meio) e aulas no período noturno, o curso foi planejado para formar profissionais capacitados a atuarem em um dos segmentos que mais crescem no mundo. Projetado para formar profissionais com alta empregabilidade e capacidade de criar soluções reais com base em big data, machine learning, deep learning, automação e análise de dados, o curso vai muito além de ensinar a usar ferramentas prontas — ele prepara o estudante para desenvolver sua própria IA, com aplicações práticas em setores como saúde, educação, segurança, agronegócio, logística, indústria e varejo. “A expectativa é que o curso seja um marco para o desenvolvimento do Tocantins, aproximando tecnologia de diferentes áreas e formando profissionais preparados para os desafios tecnológicos do futuro”, afirma o professor Talles Moura, coordenador da formação. Profissionais do futuro, agora O curso formará especialistas com atuação estratégica e técnica em funções como: Desenvolvedor de sistemas de IA e agentes autônomos; Analista de dados e inteligência de negócios; Especialista em automação de serviços e processos inteligentes; Criador de soluções com IA aplicadas a diversos segmentos. A reitora do UniCatólica, professora doutora Andrea Borim, reforça que a nova formação está alinhada ao compromisso institucional com a transformação tecnológica e social. “Queremos preparar profissionais éticos, críticos e conscientes do seu papel social, capazes de impulsionar a transformação digital nas organizações e na sociedade”, destaca. As matrículas para o semestre 2025.2 já estão abertas.

Sonda da Nasa captura imagem mais próxima do Sol já feita; veja

A sonda solar Parker, da Nasa, produziu as imagens mais próximas do Sol já registradas. Os dados recolhidos pelo instrumento estão possibilitando que os cientistas entendam melhor a influência do astro em todo o Sistema Solar, incluindo os possíveis efeitos na Terra. Nas fotos e vídeos enviadas pelo veículo, que estava voando a apenas 6,1 milhões de quilômetros da superfície solar, é possível detectar a coroa e o vento solar — um fluxo de partículas eletricamente carregadas que se espalham correntes magnéticas pelo espaço. “Estamos testemunhando onde as ameaças climáticas espaciais à Terra começam, com nossos olhos, não apenas com modelos. Esses novos dados nos ajudarão a aprimorar significativamente nossas previsões climáticas espaciais para garantir a segurança de nossos astronautas e a proteção de nossa tecnologia aqui na Terra e em todo o Sistema Solar”, disse Nicky Fox, administradora associada da Diretoria de Missões Científicas na sede da Nasa em Washington, em um comunicado à imprensa. As correntes elétricas identificadas nos registros da sonda solar Parker são responsáveis por gerar auroras, desintegrar atmosferas planetárias e induzir correntes elétricas que podem sobrecarregar as redes de energia e afetar as comunicações na Terra. Com esses registros, os cientistas podem buscar entender com mais profundidade o impacto do vento solar no nosso sistema e compreender as origens desse movimento no astro. A sonda solar Parker foi lançada ao espaço em agosto de 2018 com a missão de “tocar o Sol”, se tornando a primeira espaçonave a voar pela coroa — a atmosfera superior do astro — em 2021. Em 2024, o veículo atingiu a aproximação recorde. A espaçonave passou a apenas 6,1 milhões de quilômetros da superfície solar em 24 de dezembro, voando para a atmosfera externa do Sol, chamada coroa, em uma missão para ajudar os cientistas a aprender mais sobre a estrela. A nave Parker continuará nesta órbita até completar mais duas voltas no Sol e finalizar a missão que começou em 2018. No total, ao longo de sete anos, a espaçonave completará 24 voltas ao redor da estrela. Para poder completar sua missão, a sonda foi construída por um escudo composto de carbono de cerca de 11 centímetros de espessura que pode suportar temperaturas que chegam a quase 1.377ºC

Confiar demais na IA pode custar capacidade de pensar

A revolução digital trouxe inúmeras facilidades para nossas vidas, mas será que estamos pagando um preço alto demais por essa conveniência? Esta é a questão central abordada por Camila Achutti no mais recente episódio do programa “No Lucro CNN”. Fundadora da Mastertech e da ONG SOMAS, Camila é referência em tecnologia, educação e equidade no Brasil. Ela traz uma visão crítica sobre o uso da IA sem preparo, os riscos da automatização e os dilemas de quem também empreende no meio dessa revolução digital. Achutti levanta um alerta sobre os impactos da dependência digital no funcionamento do nosso cérebro. Ela compartilha uma experiência pessoal que ilustra bem o problema: “Eu não sei o telefone do meu marido de cor. Uma vez fiquei presa aqui no prédio”, relata a especialista, destacando como confiamos excessivamente em nossos dispositivos para armazenar informações básicas. Terceirização da memória A discussão vai além da simples memorização de números telefônicos. Achutti argumenta que “a gente terceirizou, por total conforto nosso, nossa capacidade de armazenamento para a internet”. Essa dependência da tecnologia para funções antes realizadas por nosso cérebro levanta questões preocupantes sobre o futuro de nossas habilidades cognitivas. >>Tocantins usa inteligência artificial para otimizar tarefas e reduzir burocracia O debate se torna ainda mais relevante quando consideramos o avanço da inteligência artificial. “O que está acontecendo agora? Eu estou terceirizando a minha capacidade de processamento e cognição para inteligência artificial”, alerta Achutti. Esta observação levanta uma série de questionamentos sobre os possíveis efeitos a longo prazo dessa dependência tecnológica. Impactos na capacidade cognitiva A especialista especula sobre as consequências dessa terceirização cognitiva: “Será que quando eu precisar, não depender disso, eu vou conseguir ter as minhas próprias ideias? Construir, ter algum insight? Ou eu estou literalmente atrofiando a minha capacidade cognitiva?”. Essas perguntas são cruciais em uma era onde a tecnologia está cada vez mais integrada em nossas vidas cotidianas. O episódio do “No Lucro CNN” serve como um importante alerta para refletirmos sobre nosso relacionamento com a tecnologia e como podemos manter nossas habilidades cognitivas afiadas em um mundo digital.

Cirurgia que altera cor do olho tem uso restrito para pessoas cegas

A cirurgia que permite a mudança da cor dos olhos por meio da pigmentação da córnea é um procedimento de alto risco, com resultados irreversíveis e estritamente indicada para pacientes com cegueira permanente ou com baixa visão extrema, com o objetivo de melhorar a aparência dos olhos. O alerta foi feito pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) depois que a influenciadora digital Andressa Urach e a apresentadora Maya Massafera se submeteram à chamada ceratopigmentação e postaram fotos nas redes sociais mostrando a mudança na cor dos olhos. “A população brasileira tem sido impactada nas redes sociais por pessoas que relatam ter se submetido a esse procedimento, também conhecido como ‘tatuagem da córnea’, com finalidade meramente estética”, informou a entidade em nota. “No entanto, essa ceratopigmentação não é reconhecida como uma prática segura em olhos saudáveis, podendo causar complicações e até perda visual severa”, completou o comunicado. No documento, o CBO alerta que a técnica só deve ser empregada dentro de protocolos clínicos bem definidos, para fins reconstrutivos com foco no bem-estar psicossocial de pessoas com deficiência visual permanente. O uso do procedimento com finalidades puramente estéticas, segundo o conselho, não é recomendado. Dentre os riscos estão infecção e inflamação de difícil tratamento. Além disso, como a mudança da córnea é irreversível, o procedimento causa dificuldades em exames internos do olho e outras cirurgias, como catarata. Dentre os problemas que podem surgir pelo uso indevido da ceratopigmentação estão o surgimento de lesões na córnea, que podem ser persistentes e levar à perfuração do olho; infecções graves (inclusive no interior do olho); inflamações (uveítes); e aumento da pressão intraocular. “Pacientes que já utilizaram a técnica relatam dificuldade de enxergar, dor nos olhos, ardência, sensação de areia, aversão à luz e lacrimejamento persistentes. Todas essas situações podem levar à redução da visão do paciente, seja na periferia ou no centro da visão, podendo evoluir para a cegueira.” Entenda Na ceratopigmentação, é empregada uma técnica na qual micropigmentos de diferentes cores são implantados nas camadas mais internas da córnea com o objetivo de alterar a coloração. O procedimento, de acordo com o CBO, é destinado, sobretudo, ao tratamento de manchas brancas que acometem olhos de pacientes cegos. “Nessas situações, trata-se de cirurgia reparadora de deformidade ocular aparente. Por outro lado, é sempre necessário avaliar as causas dessas manchas brancas e verificar se há possibilidade de algum procedimento que restaure a visão do olho afetado, como o transplante de córnea, por exemplo.” Ainda segundo o conselho, não se trata de um procedimento estético comum e ele só deve ser considerado quando outras alternativas, como lentes coloridas ou próteses, não funcionarem. “Assim, a prescrição e a execução de cirurgias desse tipo são prerrogativas exclusivas do médico oftalmologista, que avaliará a condição ocular do paciente, com indicações de abordagem personalizada para cada caso”, completou a entidade. “Diante dos riscos envolvidos, o CBO e a SBC [Sociedade Brasileira de Córnea] reforçam que qualquer intervenção nos olhos deve ser conduzida sob orientação de um médico oftalmologista. Procedimentos invasivos como a ceratopigmentação não devem ser tratados como alternativas estéticas simples ou seguras”, concluiu o comunicado.

Quatro em cada 10 brasileiros já foram alvo de fraudes pela internet

Um levantamento feito para o relatório semestral Global de Tendências de Fraude Omnichannel da TransUnion mostrou que 40% dos brasileiros já foram alvo de fraudes por e-mail, internet, telefone ou mensagens de texto e 10% dos pesquisados disseram ter caído nos golpes. As perdas atingiram uma média de R$ 6.311. Os dados mostram ainda que 53% dos entrevistados globalmente foram alvo de esquemas fraudulentos por canais como e-mail, internet, telefone e mensagens de texto entre agosto e dezembro de 2024. E ao menos 47% dos entrevistados disseram não reconhecer que foram alvos desses golpes. Segundo o levantamento, o golpe mais relatado é o vishing, quando os criminosos realizam ligações telefônicas simulando representar empresas legítimas, como operadoras de celular, planos de saúde ou instituições financeiras, para induzir a vítima a fornecer dados confidenciais, como senhas bancárias, números de cartão de crédito, CPF, entre outras informações pessoais. Pelo menos 29% dos entrevistados (13.387 adultos em 18 países e regiões) relataram prejuízos financeiros em decorrência de golpes no último ano, com uma perda média de US$ 1.747, o que equivale a R$ 10.683, na cotação do dia da pesquisa. A Geração Z, os nascidos entre 1997 e 2010, foi a que mais relatou perdas (38%), enquanto os Baby Boomers,os nascidos entre 1946 e 1964, foram os que menos relataram (11%) perdas. “A evolução das fraudes exige que as empresas estejam sempre um passo à frente, inclusive ajudando a conscientizar sobre golpes como o vishing. É importante destacar que, assim como em outros golpes de engenharia social, o objetivo final dos fraudadores é obter informações ou acessos privilegiados para cometer fraudes financeiras”, explicou o gerente de Soluções de Prevenção à Fraude da TransUnion Brasil, Wallace Massola. O estudo também revelou que houve o aumento de 11% nas transações financeiras suspeitas de tentativa de fraude digital em 2024, na comparação com 2023. Entre os tipos de fraude digital com crescimento mais acelerado a invasão de conta foi o mais relatado, com aumento de 20% ante o ano anterior. Segundo Massola, com os modelos de prevenção a fraudes transacionais se tornando cada vez mais eficazes após anos de aprimoramento, os fraudadores têm mudado seu foco para processos de invasão de contas. “Esse tipo de fraude representa um desafio crescente para as empresas. Para enfrentar essa ameaça, é essencial investir em tecnologias avançadas de monitoramento e autenticação, além de considerar soluções robustas de avaliação de risco de dispositivos e behaviour analytics”, disse. O índice de fraude digital do Brasil foi de 5,4% em 2024, acima da média global, ficando ao lado de países como Canadá, Colômbia, República Dominicana, Hong Kong, Índia e Filipinas. A taxa média de tentativas suspeitas de fraude em transações realizadas por consumidores dentro do Brasil foi de 6,1% em 2024, a sexta mais alta entre os quase 20 mercados analisados. De acordo com o documento, 59% dos consumidores entrevistados afirmaram que trocariam de empresa em busca de uma experiência digital melhor, incluindo segurança de dados. Para 77% dos entrevistados, ter confiança de que seus dados pessoais não serão comprometidos é um fator muito importante na hora de escolher com quem fazer negócios ou comprar online. O relatório aponta ainda que 34% dos entrevistados no mercado global realizaram mais da metade de suas transações pela internet (mesmo percentual de 2023). Outros 62% afirmaram que preocupações com fraudes são o principal motivo para não voltarem a usar um site. Quase metade (48%) relatou ter abandonado um carrinho de compras online por suspeita de fraude ou preocupações com segurança. No caso de aplicações para obter produtos financeiros ou de seguros feitas online, a maioria (51%) das pessoas disse ter desistido por razões que envolvem tanto segurança quanto experiência na jornada de compra, com 46% desistindo após excesso de informações solicitadas, 41% por não confiarem na segurança dos dados pessoais e 38% por acharem o processo frustrante. No Brasil, 40% das pessoas disseram que não confiaram na segurança dos dados ou consideraram excessivo o volume de informações exigidas e, por isso, deixaram de comprar ou contratar um serviço online. “Proteger os dados dos consumidores é inegociável. Com o aumento dos riscos em todos os canais, o investimento em prevenção à fraude é estratégico e se torna um dos grandes diferenciais competitivos. Tanto para reduzir atritos desnecessários com o consumidor quanto para evitar impactos reputacionais para as organizações”, ressaltou o vice-presidente de Soluções da TransUnion Brasil, Claudio Pasqualin. Segundo a pesquisa, ambientes de comunidades, como sites de relacionamento e fóruns virtuais, registraram a maior taxa global de tentativas suspeitas de fraude digital em 2024, com quase 12%, o que significa um aumento de 9% no volume em relação a 2023. Em seguida, aparecem os jogos eletrônicos (11%), jogos online como apostas e pôquer (8%) e o varejo (8%), completando o ranking dos segmentos mais afetados. No Brasil, as comunidades também foram o segmento com a maior taxa de suspeita de fraude digital, com 15,2%. Massola explicou que os fraudadores aproveitam a confiança inerente às plataformas de interação social, como aplicativos de relacionamento, para enganar os usuários, criando perfis falsos e construindo um relacionamento aparentemente genuíno, manipulando emocionalmente as vítimas. “Uma vez conquistada a confiança, os criminosos solicitam informações confidenciais ou dinheiro, alegando emergências ou situações pessoais difíceis. Esse método de exploração não apenas compromete dados privilegiados, mas também pode resultar em perdas financeiras significativas para aqueles que acreditam estar seguros nas comunidades online”, alerta Massola.

Detran do Tocantins passa a ofertar serviço de primeiro emplacamento de forma online

O Governo do Tocantins, por meio do Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran/TO), disponibiliza aos despachantes do órgão o serviço de primeiro emplacamento de forma on-line, garantindo que os profissionais possam realizar o procedimento sem a necessidade de ir até uma unidade do departamento presencialmente. “Trabalhamos para aprimorar os nossos serviços, acompanhando o processo de modernização que todo o estado passa. Com mais este serviço on-line, nós reduzimos as filas nas unidades e garantimos celeridade na realização dos procedimentos”, destaca o presidente do Detran/TO, Willian Gonzaga. O serviço é disponibilizado somente para os despachantes credenciados. O acesso é feito mediante login, com reconhecimento facial. Para a abertura do processo, cabe a apresentação da nota fiscal. Serviços on-line  Com o primeiro emplacamento, o Detran/TO amplia seus serviços disponibilizados de forma on-line no site institucional e nos aplicativos Carteira Digital de Trânsito (CDT) e Detran/TO. Detran TO Fácil Troca da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) provisória para a definitiva; Permissão Internacional para Dirigir (PID); Emissão de segunda via; Consulta ao prontuário (multas e débitos); Primeiro emplacamento; Baixa do CRLV; Baixa de alienação; Intenção de venda. Carteira Digital de Trânsito Intenção de venda; Desconto de 40% nas multas; Indicação do real condutor; Consulta ao prontuário; Credencial para vaga especial em estacionamentos para pessoas idosas, com deficiência e mobilidade reduzida. Site institucional Emissão do licenciamento; Cartão de vaga especial no estacionamento para pessoas idosas.

Consulta pública sobre regulação de redes sociais vai até o dia 17

A consulta pública lançada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) nesta semana para receber contribuições da sociedade sobre princípios para regulação de plataformas digitais de redes sociais no Brasil está aberta até 17 de junho.  A proposta preliminar com dez princípios pode ser acessada na plataforma Diálogos. Os dez princípios elaborados pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil são: Soberania e segurança nacional; Liberdade de expressão, privacidade e direitos humanos; Autodeterminação informacional; Integridade da Informação; Inovação e desenvolvimento social; Transparência e prestação de contas; Interoperabilidade e portabilidade; Prevenção de danos e responsabilidade; Proporcionalidade regulatória; Ambiente regulatório e Governança Multissetorial. Em nota, a coordenadora do CGI.br, Renata Mielli, explica que a mobilização da sociedade em torno deste debate tem o propósito de ajudar no avanço da regulação de plataformas digitais no país.  “Nosso entendimento é que esses princípios devem equilibrar o poder das plataformas com a responsabilização por efeitos nocivos causados à sociedade, garantindo transparência, proporcionalidade, respeito à diversidade e aos direitos humanos.” A proposta No documento da proposta preliminar, as redes sociais são definidas como serviços digitais que permitem a criação, publicação, compartilhamento e circulação de conteúdos gerados por usuários, além da interação social entre pessoas, grupos ou perfis públicos. O material ainda enfatiza que as redes sociais operam por meio de mecanismos “frequentemente monetizados por publicidade ou serviços pagos, e desempenham papel central na formação de redes de informação, expressão, influência e mercado”, diz a nota do Comitê Gestor da Internet no Brasil. O documento disponível defende que a regulação deve ser orientada por princípios que garantam a defesa da soberania nacional, da democracia, assim como a proteção dos direitos fundamentais, a promoção de um ambiente de informações saudáveis, a preservação da liberdade de expressão e o estímulo à inovação.

Estudo aponta riscos de tecnologias de reconhecimento facial

Sorria! Seu rosto está sendo não só filmado, mas também classificado, comparado e identificado, principalmente por órgãos públicos de segurança. Na maioria das vezes sem seu conhecimento. É o que mostra pesquisa da Defensoria Pública da União (DPU) em parceria com o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), instituição acadêmica vinculada à Universidade Candido Mendes, no Rio de Janeiro.  Divulgado nesta quarta-feira (7), o relatório Mapeando a Vigilância Biométrica aponta que, após sediar a Copa do Mundo, em 2014, o Brasil se tornou um vasto campo de vigilância digital onde as chamadas tecnologias de Reconhecimento Facial (TRFs) encontraram solo fértil para se espalhar. Graças, em parte, à promessa de facilitar a identificação de criminosos e a localização de pessoas desaparecidas. “O reconhecimento facial vem sendo amplamente incorporado por órgãos públicos no Brasil, em processo que começou com a realização dos megaeventos no país – especialmente a Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e os Jogos Olímpicos, em 2016”, sustentam os defensores públicos federais da DPU e membros do CESeC, referindo-se às sofisticadas e caras câmeras de reconhecimento facial, cada vez mais presentes na paisagem urbana. Segundo os pesquisadores, em abril deste ano havia, no Brasil, ao menos 376 projetos de reconhecimento facial ativos. Juntos, esses empreendimentos têm o potencial de vigiar quase 83 milhões de pessoas, o equivalente a cerca de 40% da população brasileira. E já movimentaram ao menos R$ 160 milhões em investimentos públicos – valor calculado a partir das informações que 23 das 27 unidades federativas forneceram aos responsáveis pelo estudo – não responderam à pesquisa, feita entre julho e dezembro de 2024, o Amazonas, Maranhão, a Paraíba e Sergipe. “A despeito de todo esse cenário, as soluções regulatórias estão atrasadas”, sustentam os pesquisadores da DPU  e do CESeC, assegurando que o Brasil ainda não tem leis para disciplinar o uso dos sistemas de vigilância digital, em particular das câmeras de reconhecimento facial. Além disso, para os especialistas, faltam mecanismos de controle externo, padrões técnico-operacionais uniformes e transparência na implementação dos sistemas. O que amplia as chances de ocorrerem erros graves, violações de privacidade, discriminação e mau uso de recursos públicos. Erros Em outro levantamento, o CESeC mapeou 24 casos ocorridos entre 2019 e abril de 2025, nos quais afirma ter identificado falhas dos sistemas de reconhecimento facial. O mais conhecido deles é o do personal trainer João Antônio Trindade Bastos, de 23 anos. Em abril de 2024, policiais militares retiraram Bastos da arquibancada do Estádio Lourival Batista, em Aracaju (SE), durante a partida final do Campeonato Sergipano. Eles conduziram o rapaz até uma sala, onde o revistaram de forma ríspida. Só após checarem toda a documentação de Bastos, que teve que responder a várias perguntas para comprovar que era quem ele dizia ser, os PMs revelaram que o sistema de reconhecimento facial implantado no estádio o tinha confundido com um foragido. Indignado, Bastos usou as redes sociais para fazer um desabafo contra a injustiça sofrida. A repercussão do caso levou o governo de Sergipe a suspender o uso da tecnologia pela PM – que, segundo notícias da época, já a tinha usado para deter mais de dez pessoas. Bastos é negro. Como a maioria das pessoas identificadas pelos sistemas de vigilância e reconhecimento facial, no Brasil e em outros países – de acordo com o relatório da DPU e do CESeC, há indicadores de que 70% das forças policiais do mundo têm acesso a algum tipo de TRF e que 60% dos países têm reconhecimento facial em aeroportos. No Brasil, “mais da metade das abordagens policiais motivadas por reconhecimento facial resultaram em identificações equivocadas, evidenciando o risco de prisões indevidas”. “As preocupações com o uso dessas tecnologias não são infundadas”, alertam os especialistas, citando pesquisas internacionais segundo as quais, em alguns casos, as taxas de erros dos sistemas são “desproporcionalmente elevadas para determinados grupos populacionais, sendo de dez a 100 vezes maiores para pessoas negras, indígenas e asiáticas em comparação com indivíduos brancos”. Essa constatação motivou o Parlamento Europeu a, em 2021, alertar que “[as] imprecisões técnicas dos sistemas de Inteligência Artificial [IA], concebidos para a identificação biométrica a distância de pessoas singulares, podem conduzir a resultados enviesados e ter efeitos discriminatórios.” Legislação Ao tratar dos “desafios institucionais e normativos”, os pesquisadores lembram que, em dezembro de 2024, o Senado aprovou o Projeto de Lei n.º 2338/2023, que busca regulamentar o uso de inteligência artificial, incluindo sistemas biométricos na segurança pública. Para se tornar lei, a proposta terá que ser aprovada pela Câmara dos Deputados que, no mês passado, criou uma comissão especial para debater o tema. Além disso, para os pesquisadores da DPU e do CESeC, embora o PL proponha a proibição do uso de sistemas de identificação biométrica a distância e em tempo real em espaços públicos, o texto aprovado pelo Senado prevê tantas exceções que, na prática, funciona “como uma autorização ampla para a implementação” desses sistemas. “As categorias de permissões [no texto aprovado] incluem investigações criminais, flagrante delito, busca por desaparecidos e recaptura de foragidos, situações que abrangem um espectro considerável de atividades da segurança pública. Considerando o histórico de abusos e a falta de mecanismos eficazes de controle, essa abertura para uso acaba mantendo a possibilidade de um estado de vigilância e de violação de direitos.” Recomendações Os pesquisadores concluem defendendo a urgência de um “debate público qualificado”, com a participação ativa da sociedade civil, membros da academia e representantes de órgãos públicos de controle e de organismos internacionais. Eles também recomendam o que classificam como “medidas urgentes”, como a aprovação de uma lei nacional específica para regulamentar o uso da tecnologia; a padronização de protocolos que respeitem o devido processo legal e a realização de auditorias independentes e regulares. Os especialistas também apontam a necessidade de que os órgãos públicos deem mais transparência aos contratos e às bases de dados utilizados, garantindo o acesso da população a informações claras sobre os sistemas de reconhecimento facial e capacitando os agentes públicos que lidam com o tema. E sugerem a obrigatoriedade de autorização judicial prévia para uso das informações obtidas com o uso das TRFs em investigações,

Bicicleta elétrica multifuncional transporta até 200 kg; conheça o modelo

A empresa Ride1Up de San Diego revelou detalhes do que promete ser a “e-bike mais versátil e personalizável do mercado”. O modelo Vorsa pode transportar até 200 kg, oferece assistência suave a 45 km/h e percorre de 48 a 96 quilômetros entre recargas. “Seja para fazer compras, deixar as crianças na escola ou embarcar em sua próxima aventura, a Vorsa se adapta ao seu estilo de vida com precisão modular, potência robusta e resistência pronta para trilhas”, diz o comunicado. Conhecendo a Vorsa Motor de cubo traseiro personalizado de 750 W que fornece 95 Nm de potência para subidas quando necessário, além de assistência ao pedalar até 45 km/h; Possui um sensor de cadência combinado com a tecnologia de detecção de torque sem contato Intui-Drive; Tubo inferior abriga uma bateria de 720 Wh com trava, composta por células Samsung 21700 com certificação UL, que oferece até 96,5 km de autonomia por carga; Há um acelerador de polegar à esquerda do guidão para rolar sem precisar pedalar; Transmissão Shimano de 8 velocidades promete trocas suaves e opções de pedal mais flexíveis; Aros de 27,5 polegadas da bicicleta usam pneus Schwalbe de 2,6 polegadas para absorver impacto das ruas da cidade até superfícies de trilhas; Potência de frenagem se manifesta nos freios a disco hidráulicos de pistão duplo com corte do motor, com um rotor de 203 mm na traseira e 180 na dianteira; Farol de 100 lux e lanterna traseira de freio integrada ao para-lama de liga leve possibilitam viagens diurnas ou noturnas. O grande destaque O modelo tem capacidade máxima de carga útil de 200 kg e é equipado com bagageiro que acomoda até 68 kg. Outras opções de carga incluem um bagageiro frontal, alforjes, assento acolchoado, cooler com isolamento térmico e uma cesta. O visor colorido permite ajustes elétricos com um toque e vem com rastreamento AirTag para maior tranquilidade e segurança. A Vorsa “inspirada em SUVs” já está disponível com quadro step-thru ou step-over por US$ 1.595 (R$ 9 mil).

Duolingo vai substituir funcionários pela IA

Perder o emprego para a inteligência artificial está se tornando muito mais do que um simples temor relacionado a um futuro distante. Diversas empresas já estão anunciando cortes de funcionários e investimentos em tecnologia para substitui-los. O mais novo exemplo disso é o Duolingo, famosa plataforma de aprendizado de idiomas. Em uma publicação no LinkedIn, o cofundador e CEO Luis von Ahn, informou que a companhia “deixará gradualmente de usar contratados para fazer trabalhos que a IA pode realizar”. Empresa quer virar referência no uso de IA Luis von Ahn afirmou que o objetivo é tornar o Duolingo um exemplo global do uso de IA. Para isso, será necessário repensar algumas estratégias e implementar “algumas restrições construtivas”. Ainda segundo ele, “fazer pequenos ajustes em sistemas projetados para humanos” não é o suficiente para atingir as metas propostas. Dessa forma, o CEO da empresa explicou que, gradualmente, deixará de usar contratados para fazer trabalhos que a IA possa realizar. E que só serão contratados novos funcionários caso estas funções não possam ser automatizadas. Foco dos trabalhadores será no processo criativo Na publicação, Luis von Ahn ressaltou que “o Duolingo continuará sendo uma empresa que se preocupa profundamente com seus funcionários”. Ainda explicou que os trabalhadores poderão “se concentrar no trabalho criativo e em problemas reais, não em tarefas repetitivas”. O CEO da empresa defendeu que a IA não representa apenas um aumento de produtividade, mas sim ajuda a melhorar as formas de aprendizado na plataforma. Por fim, ele destaca que “substituir um processo lento e manual de criação de conteúdo por um alimentado por IA” foi a melhor decisão já tomada pela companhia. Apesar do anúncio deixar claro que haverá demissões no futuro, não foi informado quando e nem quantos funcionários podem ser desligados da empresa. As informações são do portal The Verge.