Grupo Artpalco conquista sete prêmios em festival nacional de teatro

O Grupo Artpalco representou Araguaína entre os dias 17 e 26, na 24ª edição do Festival de Artes Cênicas de Conselheiro Lafaiete (FACE), em Minas Gerais, e retornou com sete prêmios nacionais, além de importantes indicações. Reconhecido como um dos mais tradicionais festivais de teatro do Brasil, o FACE reuniu mais de 60 espetáculos de diversos estados, entre eles Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Goiás, Paraná, Paraíba, Piauí e Tocantins, transformando a cidade de Conselheiro Lafaiete em um dos principais palcos das artes cênicas nacionais. A participação da companhia no festival contou com o apoio da gestão municipal, reafirmando o compromisso da Prefeitura com o incentivo às manifestações culturais e à valorização dos artistas locais. Para o secretário municipal de Esporte, Cultura e Lazer, Edson Gallo, o resultado demonstra que investir na cultura é também promover desenvolvimento, identidade e reconhecimento para Araguaína. “A Prefeitura acredita que investir na cultura é investir nas pessoas, na identidade e no desenvolvimento da nossa cidade. Ver um grupo de Araguaína conquistar sete prêmios em um festival nacional demonstra o talento dos nossos artistas e reforça que o apoio do poder público é fundamental para ampliar oportunidades e levar o nome do município para todo o Brasil. Essa conquista é motivo de orgulho para todos os araguainenses e fortalece ainda mais a produção cultural local”, destacou o secretário. Sete prêmios e destaque nacional Na categoria Drama Nacional, com o espetáculo “Quando o Sol Vem à Janela”, o Grupo Artpalco conquistou os prêmios de: -Melhor Espetáculo; -Melhor Direção, para Luiz Navarro; -Melhor Atriz, para Lílian França; -Melhor Trilha Sonora, para Nice Albano, José Caetano Demoraes e Pedro Albano. O espetáculo também recebeu indicação na categoria Melhor Atriz Coadjuvante, com Nice Albano. Já na categoria Alternativo Nacional, com o espetáculo “Um Minuto Para Dizer Que Te Amo”, a companhia conquistou: -Melhor Direção, para Jailson Vidigal; -Melhor Ator, para Fell Silva; -Melhor Trilha Sonora, para Nice Albano e José Caetano Demoraes. A montagem ainda recebeu indicações nas categorias Melhor Ator, com Luiz Navarro, Melhor Maquiagem e Melhor Cenário. Reconhecimento que leva Araguaína para o cenário nacional Para o fundador do Grupo Artpalco, George Henrique, o reconhecimento conquistado em Minas Gerais representa o fortalecimento da cultura produzida em Araguaína e no Tocantins. “Representar Araguaína em um festival da importância do FACE e retornar com esse reconhecimento nacional é motivo de muito orgulho para todo o grupo. Mais do que os prêmios, essa conquista representa a força de um trabalho coletivo, construído com dedicação, sensibilidade e amor pelo teatro e mostra que Araguaína e o Tocantins produzem arte de alta qualidade, capaz de emocionar e competir nos maiores festivais do país. Esse reconhecimento fortalece o teatro local, valoriza nossos artistas e nos incentiva a continuar levando a cultura produzida no Norte para cada vez mais espaços”, ressaltou. Cultura fortalecida pelo incentivo municipal O apoio da Prefeitura de Araguaína à participação do grupo no festival reafirma o compromisso da gestão municipal com o fortalecimento das artes e da economia criativa, incentivando a circulação de artistas, a formação cultural e a valorização das produções locais. Com o resultado conquistado no FACE, o Grupo Artpalco amplia a visibilidade do teatro produzido em Araguaína, fortalece a presença do Tocantins no cenário nacional das artes cênicas e escreve mais um importante capítulo na história cultural do município.
Jornalista Giovanna Hermice lança livro que conta a história dos 50 anos do Hospital Dom Orione em Araguaína

Como parte das comemorações do Jubileu de Ouro do Hospital Dom Orione, que celebra 50 anos de atuação, foi lançado um livro que resgata a trajetória da instituição sob um novo olhar. Escrita pela jornalista Giovanna Hermice, a obra reúne relatos de pioneiros, colaboradores e personagens que contribuíram para a construção da história do hospital. Mais do que apresentar o crescimento estrutural da unidade, o livro destaca as pessoas que ajudaram a transformar o Dom Orione em uma das principais referências de atendimento humanizado no norte do Tocantins. Ao receber o convite para escrever a obra, Giovanna conta que sua primeira preocupação foi o período disponível para registrar uma história construída ao longo de cinco décadas. Inicialmente previsto para ser concluído em seis meses, o projeto foi finalizado em nove. “O primeiro pensamento foi que o tempo seria muito curto para contar uma história construída por tantas pessoas. Mas, ao longo da pesquisa, percebi que o Hospital Dom Orione é muito mais do que estrutura e equipamentos. É uma instituição feita de pessoas”, afirma. Histórias de dedicação e pertencimento Durante as entrevistas, a jornalista se emocionou ao ouvir os relatos de profissionais que dedicaram cerca de quatro décadas de suas vidas à instituição. “Via o brilho nos olhos de quem começou ali a carreira profissional, cresceu dentro da instituição e falava do hospital com muito amor. Isso me mostrou o quanto o Dom Orione é uma instituição verdadeiramente humana e acolhedora”, destaca. Entre os episódios que mais chamaram sua atenção estão as histórias dos primeiros anos de funcionamento do hospital, quando a unidade possuía apenas 40 leitos. Atualmente, o Dom Orione conta com aproximadamente 250 leitos e atende pacientes de mais de 70% dos municípios tocantinenses. Um dos entrevistados contou à jornalista como eram organizados os plantões médicos naquela época, quando a instituição ainda enfrentava limitações financeiras e estruturais. “Não existia um valor fixo para o plantão. Havia uma caixa de sapatos onde cada pessoa contribuía com o valor que podia. Hoje parece difícil imaginar profissionais trabalhando sem saber quanto receberiam, mas eles acreditavam na missão do hospital e no atendimento às famílias”, relata Giovanna. Gratidão das famílias da zona rural A obra também apresenta histórias de famílias da zona rural que, como forma de agradecimento pelos atendimentos recebidos, levavam galinhas, queijos e outros alimentos ao hospital. Essa prática era especialmente comum entre as famílias atendidas pela maternidade, setor que, desde o início das atividades da instituição, ocupa um papel importante na assistência à população de Araguaína e da região. Ao longo da pesquisa, Giovanna também conheceu episódios que revelam as dificuldades enfrentadas pelo hospital em diferentes momentos de sua trajetória. Para a jornalista, os relatos demonstram que o trabalho desenvolvido na instituição sempre esteve ligado a uma missão que ultrapassa os aspectos técnicos da assistência à saúde. “Percebi muito forte o carisma de São Luís Orione diante das dificuldades. O trabalho desenvolvido sempre foi além da técnica. Existe uma missão espiritual, de acolhimento e de humanização que atravessa toda a história do hospital”, observa. Memórias anteriores à criação do hospital Entre os diversos personagens entrevistados, Giovanna destaca a história de Luzia Reis, uma das samaritanas socorristas, como uma das mais emocionantes da obra. “É difícil escolher apenas uma história, mas a da dona Luzia me emocionou muito. Ela retrata como era a assistência à saúde antes mesmo da criação do Hospital Dom Orione. Conhecer esse contexto histórico por meio de quem viveu aquele período aumentou ainda mais minha responsabilidade em organizar essas memórias e transformá-las em um livro”, afirma. Segundo a jornalista, a obra evidencia a importância regional do Hospital Dom Orione, que, ao longo de cinco décadas, consolidou-se como uma das principais referências em saúde para Araguaína, o norte do Tocantins e municípios de outras regiões atendidos pela unidade. O livro conta com reportagens, pesquisa e redação de Giovanna Hermice, revisão de Thatiane Cunha e projeto gráfico e editoração assinados por Felipe Diniz. Com informações do Portal Aventurizze Notícias
Araguaína se consolida como uma das melhores cidades para se viver no Norte do Brasil

Recentemente, uma “trend” do Instagram incentivou os usuários a compartilharem as mudanças nas suas vidas e aparências nos últimos 10 anos. Como é de praxe nas redes sociais, o que se viu foi uma torrente de crescimentos, desenvolvimentos e evoluções para melhor. Mesmo sem participar da modinha, coincidentemente a última década também foi bastante exitosa para Araguaína. Com alguma frequência, a cidade começou a figurar em rankings nacionais de desenvolvimento econômico, qualidade de vida e potencial de investimento. A primeira, veja só, foi em 2016, quando a revista Veja publicou uma reportagem sobre as melhores cidades na Região Norte do Brasil para se viver com base no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e Araguaína apareceu no Top 10 e à frente de diversas capitais, como Manaus, Belém, Rio Branco, Macapá e Porto Velho. Dali em diante, a porteira abriu: 2018: Araguaína aparece pela primeira no Ranking Nacional das Cidades para Fazer Negócios, produzido pela Urban Systems para a Revista Exame. Entre 310 municípios com mais de 100 habitante, a Capital Econômica do Tocantins ficou em 81º; 2021 a 2023: Araguaína registrou o maior crescimento percentual do PIB (Produto Interno Bruto) entre os municípios-polo da macrorregião que incluir todo o Tocantins, sudeste do PA e sul do MA; 2023: Araguaína reforça sua presença no ranking da Urban Systems aparecendo em dois segmentos: 54° colocação no setor industrial e no 96° lugar no mercado imobiliário. Década de ouro Mesmo com pouca idade, 68 anos a serem completados em 2026, Araguaína nasceu predestinada a ser referência. O não tão pequeno povoado emancipou-se já com as obras da BR-153 batendo às portas e posicionando a cidade como um entroncamento logístico estratégico para o desenvolvimento do norte do país. Enquanto 5º maior município de Goiás, seus votos eram aguardados com ansiedade para a definição da eleição de governo do Estado. E por que os últimos 10 anos foram tão decisivos? O presidente da ACIARA (Associação Comercial e Industrial de Araguaína), Roger Kuhn, faz um resumo. “O desenvolvimento de Araguaína é resultado da união do espírito empreendedor da nossa população, a força do agronegócio regional, os investimentos privados, o fortalecimento das instituições, a expansão do ensino superior, a melhoria da infraestrutura e, naturalmente, políticas públicas que permitiram esse ambiente de crescimento”. O professor Doutor Roberto Antero da Silva, que ministra aulas no curso de Geografia e no Mestrado em Geografia da UFNT (Universidade Federal do Norte do Tocantins), argumenta na mesma linha. Ele iniciou sua pesquisa sobre as mudanças de Araguaína para sua dissertação de Mestrado, em 2010, e continuou estudando o desenvolvimento da cidade na tese de doutorado. Para o acadêmico, a partir da década de 2010, Araguaína passou a experimentar um intenso processo de reestruturação urbana. “Foram melhorias da infraestrutura urbana, pelos investimentos públicos em mobilidade e qualificação dos espaços da cidade, na construção e revitalização de áreas de lazer, no fortalecimento de serviços especializados, especialmente nas áreas de saúde e ensino superior. Essas mudanças representam a consolidação de uma estrutura urbana mais compatível com a centralidade regional que Araguaína já exercia há décadas”. O boom do lazer e do esporte Um passeio pela cidade revela o quanto a força econômica da iniciativa privada e os planejamentos urbanos públicos são decisivos para a vocação da Capital Econômica do Tocantins. Em 2019, a inauguração do primeiro parque público urbano da cidade, o Cimba, criou uma opção inédita de lazer gratuito ao ar livre. Ano após ano, o Complexo Esportivo Pedro Quaresma, o calçadão da Via Lago, a Praça CEU, entre outros espaços de lazer nos bairros deram à população o acesso a um estilo de vida nunca antes possibilitado. E as pessoas tomaram gosto pela vida saudável. Três grandes redes nacionais de academias (Smart Fit com duas unidades, Blue Fit e Gaviões) abriram suas portas em menos de três anos, uma após a outra. Os circuitos de corridas de ruas explodiram de audiência, sejam encabeçados pelo poder público ou pela iniciativa privada. E ainda tem os grupos e competições de bikes, o Centro de Canoagem, a febre do Beach Tênis com torneio internacional previsto para agosto deste ano, os aulões de Hitbox, entre tantas outras modalidades. Os negócios mudaram também Se fôssemos obrigados a escolher um marco na bem-sucedida história econômica de Araguaína, talvez a resposta mais votada seja a inauguração do Lago Center Shopping, em 2024, o primeiro da cidade e mais aguardado pelos consumidores. Mas o empreendimento é consequência de uma mudança mais estrutural. “O empresário de Araguaína mudou muito. Se antes predominava uma gestão mais familiar e intuitiva, hoje vemos uma nova geração de empreendedores muito mais preparada, conectada com inovação, tecnologia, governança e planejamento estratégico. As empresas passaram a compreender que competir não significa deixar de cooperar. Essa mudança cultural talvez seja uma das maiores transformações do nosso ambiente empresarial”, pontua o presidente da ACIARA. Grandes empresas ligadas à agropecuária, crescimento e expansão de negócios locais, como o Grupo Campelo, empreendimento logísticos estratégicos vinculados à BR-153, Assaí, nova unidade do Atacadão em andamento, a muito aguardada loja Havan também a caminho, entre tantos outros investimentos araguainenses e externos mostram a solidez e evolução da cultura empresarial da cidade. Professor Roberto cita o geógrafo Milton Santos, que em seu livro “A Urbanização Brasileira” coloca as cidades médias, como Araguaína, como o ponto-chave do crescimento urbano brasileiro, ou seja, as cidades médias estão crescendo mais do que as metrópoles, do ponto de vista percentual. “As cidades médias também tendem a ter uma qualidade de vida melhor do que as metrópoles, porque os espaços de trabalho, consumo e lazer são mais próximos. E por isso Araguaína ampliou sua participação nas redes econômicas e informacionais, aumentando a sua competitividade regional”, enfatiza o acadêmico. Um sinal claro da mudança: moradia A residência é um dos patrimônios mais simbólicos que uma pessoa pode ter. E morar bem, em uma cidade organizada, tem impacto direto na qualidade de vida. Para Rafael Faria, diretor da M21, construtora araguainense especializada no segmento habitacional, Araguaína está vivendo uma mudança muito
Araguaína oferta 270 vagas de emprego, incluindo 61 para operador de caixa

Quem está em busca de trabalho encontra 270 oportunidades disponíveis nesta terça-feira (21/07), em Araguaína. As vagas abrangem diferentes níveis de escolaridade e experiência, com chances nos setores de comércio, construção civil, alimentação, transporte, saúde, logística, serviços gerais e produção. A maior oferta é para operador de caixa, com 61 postos abertos. Também se destacam as oportunidades para fiscal de prevenção de perdas, operador de câmaras frias, servente de pedreiro, empacotador, auxiliar de armazenamento, ajudante de carga e descarga, ajudante de obras e encanador. Entre as principais vagas disponíveis no SINE estão: Cargo Vagas Operador de caixa 61 Fiscal de prevenção de perdas 14 Operador de câmaras frias 12 Servente de pedreiro 10 Empacotador à mão 9 Auxiliar de armazenamento 9 Ajudante de carga e descarga 8 Ajudante de obras 8 Encanador 8 Auxiliar de cozinha 6 Conferente de mercadorias 6 Embalador à mão 6 Gesseiro 6 Empregado doméstico 5 Vendedor do comércio varejista 5 Garçom 4 Auxiliar operacional de logística 4 Operador de processo de produção 4 Serralheiro 4 A lista também inclui oportunidades para auxiliar administrativo, atendente de lojas, borracheiro, cartazeiro, churrasqueiro, cozinheiro, motorista entregador, motofretista, pedreiro de acabamento, salgadeiro, técnico de enfermagem, terapeuta ocupacional, trabalhador rural, vaqueiro e vendedor pracista. Os interessados devem comparecer à unidade de atendimento do SINE para consultar os requisitos exigidos pelas empresas, confirmar se a vaga ainda está disponível e solicitar o encaminhamento para entrevista. Serviço Vagas disponíveis: 270 Endereço: Rua 13 de Maio, nº 1812, Centro, Araguaína
Tocantins tem dois filmes selecionados para o Festival Visões Periféricas 2026

O cinema produzido no Tocantins ganhará projeção nacional durante a 19ª edição do Festival Visões Periféricas, um dos eventos pioneiros na valorização de filmes realizados fora dos grandes centros do país. Duas produções tocantinenses que retratam experiências, conflitos e desafios enfrentados pelo povo Xerente foram selecionadas para a programação. Os documentários “Da Aldeia à Universidade” e “Uma estrada que corta o território do Xerente” representarão o estado no festival, que será realizado entre os dias 23 e 26 de julho, no Rio de Janeiro. O evento terá sessões presenciais gratuitas e exibições pela internet. As produções tocantinenses foram escolhidas em uma seleção que recebeu 856 inscrições, quantidade 70% superior à registrada em 2025. Ao todo, 69 filmes de 18 estados, representando as cinco regiões do Brasil, integram a programação. A abertura do festival será marcada por uma homenagem ao projeto Vídeo nas Aldeias, com a exibição do longa-metragem “Arquivo Vivo”, dirigido por Vincent Carelli e Ana Carvalho. Indígenas deixam aldeias em busca da universidade Dirigido por Leandro de Alcântara e codirigido por Túlio de Melo, o documentário “Da Aldeia à Universidade” acompanha as experiências dos indígenas Srowasde Xerente e Krtadi Xerente ao deixarem suas aldeias, no Tocantins, para ingressar no ensino superior. Com 16 minutos de duração e classificação livre, o curta apresenta os desafios da adaptação à vida acadêmica, os choques culturais e as dificuldades enfrentadas por estudantes indígenas durante a busca pela formação universitária. A produção contou com a assistência de Romário Srowasde Xerente, ampliando a participação indígena na construção da narrativa. Estrada expõe conflitos dentro do território Xerente A segunda produção tocantinense selecionada é o longa-metragem “Uma estrada que corta o território do Xerente”, dirigido por Túlio de Melo. Com 72 minutos de duração, o documentário provoca uma reflexão sobre o significado de território para os povos indígenas a partir da realidade Xerente. A obra mostra uma estrada que atravessa a terra indígena e aborda os impactos provocados pelas obras de infraestrutura, pela expansão urbana e pelo chamado avanço do progresso. O filme também coloca em debate os conflitos entre desenvolvimento, preservação ambiental e manutenção da cultura indígena. A produção tem assistência de direção de Romário Srowasde Xerente e Leandro de Alcântara. O documentário foi contemplado com recursos da Lei Paulo Gustavo e já circulou por outros festivais nacionais de cinema. Filmes de todo o Brasil As obras selecionadas para o Visões Periféricas abordam temas ligados às mulheres, memória, identidades de gênero, culturas de terreiro, apagamentos históricos, questões ambientais, vida nas cidades e precarização do trabalho. Os filmes foram distribuídos em mostras competitivas e não competitivas. Entre as categorias que concorrem a prêmios estão Fronteiras Imaginárias, Cinema da Gema, Panorâmica e Visorama. Um júri escolherá os vencedores de cada mostra competitiva. O público também poderá votar no melhor filme do festival. Parte da programação ficará disponível gratuitamente na plataforma Itaú Cultural Play entre os dias 23 de julho e 6 de agosto. A mostra Visorama também contará com exibições online. Duas décadas de valorização do cinema periférico Idealizador e coordenador-geral do evento, Márcio Blanco afirma que o festival acompanhou, ao longo de duas décadas, a consolidação de uma produção audiovisual que ampliou a diversidade de vozes e narrativas no cinema brasileiro. “Quando o festival surgiu, poucas pessoas olhavam para essa produção da periferia. Duas décadas depois, ela ocupa um espaço cada vez mais relevante, ajudando a romper estigmas, revelando a diversidade de olhares sobre questões nacionais e regionais e apresentando novos arranjos estéticos e criativos no audiovisual brasileiro”, afirmou. O curador Wilq Vicente também destaca que as questões sociais e raciais continuam presentes nas produções, mas aparecem em narrativas cada vez mais elaboradas, atravessadas por histórias sobre trabalho, afetos, relações familiares e amor. Segundo ele, o crescimento da participação de cidades e estados que nunca haviam integrado o festival demonstra a importância de políticas públicas de incentivo ao audiovisual, como as leis Paulo Gustavo e Aldir Blanc. Formação de novos projetos Além das exibições, o festival promoverá o Visões Lab, laboratório gratuito voltado ao desenvolvimento de projetos audiovisuais, formação de realizadores e articulação com o mercado cinematográfico. A atividade será realizada entre os dias 21 e 26 de julho, paralelamente às mostras do festival. O Festival Visões Periféricas é realizado pela Supimpa Produções Artísticas e Culturais, com patrocínio do Banco Itaú e apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, e da RioFilme, vinculada à Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro. Serviço Festival Visões Periféricas 2026 Data: 23 a 26 de julho Programação: presencial e online, com acesso gratuito Filmes tocantinenses: “Da Aldeia à Universidade” e “Uma estrada que corta o território do Xerente” A classificação indicativa deve ser verificada para cada produção.
Inverno tocantinense é marcado pela florada dos ipês; saiba mais sobre esse período

Quem passa pelo Parque Cimba, em Araguaína, já percebe a mudança na paisagem. Com a chegada do período de estiagem, os Ipês entram em florada e transformam o espaço em um dos cenários mais bonitos da cidade. As árvores, com flores nas cores rosa e branca, atraem moradores que aproveitam o momento para caminhar, praticar atividades físicas, contemplar a natureza e registrar fotografias. A florada dos ipês está diretamente ligada às condições climáticas do inverno tocantinense. Segundo o engenheiro florestal da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico, Agricultura, Meio Ambiente e Turismo, Filipe Silveira Condessa, o florescimento é uma resposta da espécie ao período de seca intensa. “Diante do déficit hídrico severo do Cerrado, a árvore adota uma estratégia de economia de energia: ela derruba praticamente todas as folhas. Sem folhas, reduz drasticamente a perda de água por transpiração”, explica. Após esse processo, os hormônios vegetais estimulam a floração. “Toda a energia poupada então é direcionada para a produção das flores. Esse mecanismo permite que a espécie garanta sua reprodução mesmo nas condições mais adversas do período seco”, acrescenta. Espetáculo de curta duração Quem deseja fotografar os Ipês precisa aproveitar o momento. A florada costuma durar entre uma e duas semanas, podendo chegar a três em algumas espécies. Os Ipês produzem frutos, que após a polinização realizada por abelhas, mamangavas e beija-flores, surgem vagens secas e alongadas que armazenam centenas de sementes aladas. No fim da estiagem, essas cápsulas se abrem e o vento espalha as sementes. História de preservação O cenário atual contrasta com a história da área. Antes de se tornar um dos principais cartões-postais de Araguaína, o local abrigava a antiga Indústria Cimba. Após o encerramento das atividades da fábrica, a área permaneceu abandonada por anos e passou a ser utilizada para o descarte irregular de lixo e entulho. A transformação começou em 2015, quando a Prefeitura iniciou as obras do primeiro parque ecológico urbano do município. O projeto preservou parte das estruturas da antiga indústria, incorporando as ruínas à identidade arquitetônica e histórica do espaço. A inauguração ocorreu em 12 de julho de 2019. O local possui duas pistas, de caminhada e ciclismo, com média de 1,2 km de extensão, além de academia ao ar livre e banheiro móvel. Outros dois parques urbanos estão atualmente em construção, o Parque Baixa Funda, que fica na Avenida Filadélfia, nas proximidades do Detran, e o Parque Raizal, localizado entre o bairro que leva o mesmo nome e o Morada do Sol.
Araguaína recebe leilão de centenas de veículos com lances a partir de R$ 50

O Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran/TO) realiza nos dias 5 e 6 de agosto, em Araguaína, o quarto leilão de veículos do ano. Ao todo, serão ofertados 636 veículos, sendo 368 conservados e 268 sucatas, com lances iniciais entre R$ 50 e R$ 5 mil, conforme publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) do Tocantins, nº 7.098. O leilão será realizado exclusivamente pela internet, a partir das 9h, por meio do site da empresa Sancar Gestão Empresarial e Logística de Veículos, responsável pela organização do certame. Os veículos poderão ser visitados entre 27 de julho e 4 de agosto, em dias úteis, no pátio da empresa, em Araguaína. Os interessados devem realizar visitas das 8h às 12h e das 14h às 18h, em dias úteis, no pátio da empresa concessionária do Detran/TO, Sancar Gestão Empresarial e Logística de Veículos, Rua 10, S/N, chácara 32, Jardim dos Ipês I. Para participar, é necessário fazer um cadastro gratuito no site da leiloeira e enviar a documentação exigida no edital. Pessoas físicas e jurídicas podem disputar os veículos conservados. Já as sucatas são destinadas apenas a empresas credenciadas para atividade de desmontagem, conforme a legislação. O Detran/TO orienta os interessados a acessarem apenas o site oficial da Sancar, para evitar golpes e fraudes durante o processo de participação no leilão.
Festival de Verão de Araguaína terá programação de shows e competições esportivas para todo o mês de julho

O Festival de Verão de Araguaína começa nesta quinta-feira, 9, com uma programação repleta de shows e competições esportivas que se estenderá por todo o mês de julho. As atividades e atrações são uma iniciativa da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer, e serão realizadas quase na sua totalidade na Prainha da Via Lago. O local receberá um palco para as apresentações e quadras para as disputas dos esportes de areia. “Teremos uma programação bem diversificada e para toda a família. Além disso, os shows valorizam nossos artistas regionais. Pedimos aos moradores que sigam as mesmas orientações de sempre, que são baseadas no bom senso, evitando levar objetos de vidro e perfurantes, e mantendo a praia limpa”, afirmou o secretário municipal de Cultura, Esporte e Lazer, Edson Gallo. Nesta edição, o festival contará com torneios de voleibol, futevôlei, beach soccer e beach tennis. As modalidades serão disputadas na prainha, com exceção do beach tennis, que ocorrerá no Lago Beach & Tennis, nos dias 22, 23 e 24. Dois desses esportes abrem a programação na quinta-feira, 9, a partir das 19h, com partidas de futevôlei (na categoria iniciantes) e vôlei de praia masculino 2×2. As disputas de todas as modalidades são eliminatórias. Na sequência, Adriano e Jordânia abrem a temporada de shows na sexta-feira, 10, às 20h. O fim de semana musical continua no sábado, 11, com a apresentação de Lucca Farra às 20h e DJ Senna à meia-noite, seguido pelo DJ Oliver no domingo, 12, às 18h. Confira a Programação Completa: Jogos de Verão Modalidades: Voleibol, Futevôlei, Beach Soccer e Beach Tennis De segunda a quinta-feira, sempre a partir das 19h Shows e Atrações Musicais: 10/07 (Sexta-feira) 20h – Adriano e Jordânia 22h – DJ Regional 11/07 (Sábado) 20h – Lucca Farra 22h – DJ Senna 12/07 (Domingo) 18h – DJ Oliver 17/07 (Sexta-feira) 20h – Matheus Barra 22h – DJ Annonymo Led 18/07 (Sábado) 20h – Ellem Costa 22h – DJ Bia 19/07 (Domingo) 20h – DJ Ottávio Mix 24/07 (Sexta-feira) 20h – DJ Projeto Duo Vox 25/07 (Sábado) 22h – DJ 26/07 (Domingo) 20h – Mateuzinho e Banda 22h – DJ Senna 31/07 (Sexta-feira) 20h – Embalo do Forró 22h – DJ Bia 01/08 (Sábado) 20h – William Júnior 22h – DJ Annonymo Led 02/08 (Domingo) 20h – Kattielen 22h – DJ Mister Jhon
Carro elétrico avança mais rápido em Araguaína do que em Palmas

O carro elétrico já não é mais assunto apenas das grandes capitais. No Tocantins, a frota de veículos elétricos e híbridos plug-in vem crescendo, principalmente em Palmas e Araguaína, os dois maiores centros econômicos do estado. Palmas ainda concentra o maior número de eletrificados, com cerca de 1.600 veículos. Araguaína aparece em seguida, com 342 unidades. Apesar da diferença em volume, o ritmo de crescimento no norte do estado chama atenção. Araguaína acelera mais que a capital Entre fevereiro e maio, a frota eletrificada de Araguaína saltou de 180 para 342 veículos, uma alta de 90% em apenas três meses. No mesmo período, Palmas cresceu 29%. O avanço reforça a força econômica de Araguaína, polo do comércio, da pecuária e do agronegócio no norte tocantinense. Na prática, o carro eletrificado começa a ser visto não apenas como item de luxo, mas como uma escolha estratégica para quem roda muito e busca economia. BYD e GWM puxam o mercado No Tocantins, o crescimento dos eletrificados é liderado pelas marcas chinesas BYD e GWM. O BYD Dolphin aparece como o modelo mais comum, com 900 unidades. Em seguida vêm o BYD Song, com 487 veículos, e o GWM Haval H6, com 355. A presença desses modelos mostra dois perfis de consumidores: quem busca um carro urbano e econômico para o dia a dia e quem aposta em SUVs eletrificados, mais ligados ao conforto, à tecnologia e ao status. Um novo mapa da mobilidade Os números mostram que a eletrificação no Tocantins não avança de forma igual. Palmas lidera em volume, mas Araguaína cresce em velocidade. O movimento também aponta oportunidades para concessionárias, empresas de energia solar, comércio e poder público. No Cerrado das grandes distâncias, cortado pela BR-153, o carro elétrico começa a ganhar terreno. E o Tocantins mostra que a mobilidade elétrica já deixou de ser tendência distante para se tornar uma realidade em expansão. Com informações do Gazeta do Cerrado
UFNT abre seleção para Mestrado em Demandas Populares e Dinâmicas Regionais

A Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), por meio do Programa de Pós-Graduação em Demandas Populares e Dinâmicas Regionais (PPGDire), publicou o Edital nº 08/2026, que regulamenta o processo seletivo para ingresso de novos estudantes na turma de 2027 do curso de Mestrado Acadêmico. O documento estabelece as normas, os critérios de seleção, o cronograma e os procedimentos para participação no certame, destinado à formação de pesquisadores voltados ao estudo das demandas sociais e das dinâmicas regionais. As inscrições poderão ser realizadas entre os dias 27 de julho e 28 de agosto de 2026, exclusivamente por meio do formulário eletrônico indicado no edital. Após essa etapa, o programa divulgará a homologação das inscrições e dará início às fases de avaliação, seguindo o cronograma oficial do processo seletivo. A seleção será desenvolvida em quatro etapas. A primeira corresponde à avaliação de suficiência em língua estrangeira, de caráter eliminatório. Em seguida, os candidatos participarão da prova teórica, também eliminatória e classificatória. A terceira fase será composta pela análise curricular, realizada a partir da documentação comprobatória apresentada pelos candidatos, e a última etapa consistirá na arguição do pré-projeto de pesquisa, momento em que serão avaliados a qualidade da proposta de investigação e sua aderência às linhas de pesquisa do programa. O edital também contempla a política institucional de ações afirmativas da UFNT, prevendo reserva de vagas e procedimentos específicos para candidatos que concorrem nas modalidades destinadas a pessoas negras, indígenas e pessoas com deficiência. As orientações referentes à documentação exigida, às bancas de heteroidentificação e aos demais procedimentos estão detalhadas no documento oficial. Os interessados devem consultar o edital para verificar os requisitos de participação, a documentação necessária, as linhas de pesquisa, as referências bibliográficas indicadas para a prova teórica e o cronograma completo do processo seletivo. Todas as informações estão disponíveis na página oficial do Programa de Pós-Graduação em Demandas Populares e Dinâmicas Regionais da UFNT.

