Show da dupla Henrique e Juliano leva multidão a capital Palmas

Palmas viveu uma noite de pura emoção e grandiosidade no último sábado (16/08), quando a dupla Henrique & Juliano, ícones do sertanejo, apresentou o projeto “Em Casa” em um evento que entrou para os registros históricos da cidade. O palco montado no estacionamento do Estádio Nilton Santos recebeu milhares de fãs vindos de diversas regiões do Brasil para prestigiar a apresentação que quebrou recordes de público. A magnitude do evento foi amplificada pela presença de celebridades e influenciadores digitais, como Virginia Fonseca, que geraram ainda mais repercussão nas redes sociais. O espetáculo não foi apenas um show de música, mas uma verdadeira celebração de Henrique & Juliano, que segue crescendo como uma das maiores atrações do cenário artístico nacional. “Cantar em Palmas é sempre uma honra, nós nascemos no Tocantins e moramos aqui até hoje, então essa edição tinha que ser especial. Nós pudemos rever amigos e amanhecer nesse palco lindo ao lado da nossa família e essa conexão não tem preço”, afirmam os tocantinenses. A dupla, com sua energia contagiante e repertório repleto de sucessos que marcam gerações, proporcionaram ao público momentos inesquecíveis de interação e emoção. Henrique & Juliano ‘Em Casa’ em Palmas, se firmou como um marco, uma noite histórica que não só celebrou a música, mas também a força do sertanejo como um dos maiores fenômenos culturais do Brasil. O evento deixou um legado de expectativas para novas edições e gerou um debate importante sobre o potencial da região para sediar grandes produções culturais no futuro.
Carne nos Estados Unidos bate R$ 150 o quilo, maior preço da história

Mudanças climáticas, restrições ao México e tarifaço contra o Brasil atingiram em cheio um dos símbolos gastronômicos dos Estados Unidos: a carne bovina. O impacto dessa trinca começa a ser percebido pelo consumidor: o produto atingiu o maior preço da história nos EUA. Os últimos dias foram duros para os norte-americanos. A pesquisa mensal de inflação revelou que a carne para churrasco atingiu, na média nacional, US$ 11,875 a libra ou quase R$ 150 o quilo. Alta de 3,3% em um mês e salto de 9% em seis meses. A carne moída – muito usada para hambúrgueres – seguiu a mesma tendência: aumento de 3,9% em julho e disparada de 15,3% em seis meses. O preço médio atingiu US$ 6,338 a libra ou R$ 75 o quilo. O USDA estima que pecuaristas americanos devem produzir 25,9 bilhões de libras de carne bovina neste ano. O número é 1% menor que a previsão feita 30 dias antes e 4% menor que o estimado no início do ano. As mudanças climáticas têm prejudicado duramente a pecuária dos EUA, que viu o número de animais nos pastos cair gradativamente nos últimos anos. Além disso, a seca reduz a produtividade de cada cabeça de gado. “A produção de carne bovina foi reduzida devido à redução do abate de bovinos alimentados e não alimentados e aos animais que têm registrado peso menor”, cita o relatório da semana passada. Ao mesmo tempo, o tarifaço ao Brasil fez o USDA revisar para baixo a previsão de importação de carne. Para 2025, a expectativa de entrada da carne importada caiu 1,9% em pouco mais de um mês – desde o anúncio das tarifas ao Brasil, em 9 de julho. O impacto maior será sentido em 2026, quando o USDA prevê importações 7,5% menores. O relatório indica que a alíquota de 50% sobre produtos brasileiros reduzirá as importações dos EUA em cerca de 400 milhões de libras – 180 mil toneladas – só em carne bovina. “As importações de carne bovina para 2025 são reduzidas para refletir os dados comerciais reportados durante o primeiro semestre do ano, bem como a redução dos embarques devido a tarifas mais altas, principalmente do Brasil. A redução também ocorre em 2026”, cita o relatório da USDA. Três dias depois, outro golpe veio do México. O governo dos EUA manteve as restrições à importação de gado do país vizinho devido à ocorrência da doença NWS (New World Screwworm) ou a “bicheira do Novo Mundo” em português. A NWS é uma praga considerada devastadora. Em um boi, as larvas matam o animal e pode se propagar para aves e, em casos raros, atingir pessoas. Essa restrição ao gado mexicano não é nova – foi anunciada em maio. Desde então, estão proibidas as importações de animais vivos, inclusive gado, do México. Na semana passada, porém, ficou claro que a reversão da medida não será rápida. O Departamento de Agricultura dos EUA anunciou um amplo plano para tentar combater a NWS no país vizinho. As iniciativas são de médio e longo prazo, inclusive com a construção de uma fábrica de moscas estéreis no Texas para tentar combater a propagação da doença no México.
Projetos sociais de Araguaína recebem doação e alcançam mais de 750 assistidos

Criado para captar recursos que irão custear projetos em defesa de crianças e adolescentes, o FIA (Fundo da Infância e Adolescência) de Araguaína beneficiou, no último ano, mais de 750 assistidos por projetos sociais na cidade. Os recursos são captados principalmente por meio de doações de pessoas físicas e jurídicas, que podem deduzir essas doações do Imposto de Renda, viabilizando iniciativas como a Casa de Davi, que está localizada no setor Palmas e atende a 150 crianças e adolescentes de baixa renda, oferecendo aulas de reforço escolar, balé, cursos no contraturno das aulas, entre outros apoios socioeconômicos. Prestação de contas O FIA é gerido pelo CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos das Crianças e Adolescentes) e já viabilizou diversas iniciativas, como apoio a instituições de assistência social e investimento em infraestrutura para serviços destinados à juventude. Os recursos são aplicados em programas e atividades que garantem direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), contribuindo com R$ 700 mil só no ano passado, distribuídos igualmente entre sete instituições de Araguaína. “A seleção das entidades é realizada por meio de edital público, no qual as instituições interessadas devem atender a uma série de critérios técnicos, incluindo a apresentação de um plano de ação detalhado para a aplicação dos recursos e a comprovação de atividades efetivas em benefício de crianças e adolescentes. Trata-se de um processo rigoroso e transparente, que requer o engajamento da comunidade para garantir a captação de recursos. Por esse motivo, as doações desempenham um papel fundamental”, destaca Jorge Eduardo Cunha, coordenador dos Fundos Municipais em Araguaína. A cada abertura de um novo edital são estabelecidos critérios objetivos que são avaliados e acompanhados por uma comissão formada pelo poder público e sociedade civil, com posterior prestação de contas. Em 2024 sete entidades assistenciais araguainenses foram contempladas para receber recurso do FIA: Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais de Araguaína (APAE); Instituto Humanitário Anita Luiza; Rotary Club Lago Azul; Associação Social Bombeiro Militar (ASBM); Instituto Humanitário Casa de Davi; Serviço de Evangelização e Missões da Igreja Evangélica de Deus (SEMADA); Associação dos Pais, Amigos e Profissionais dos Autistas dos Estado do Tocantins Mudando vidas A APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Araguaína também teve projetos contemplados pelo FIA, como o coral que trabalha com alunos especiais da instituição, utilizando o canto como terapia de socialização. “A doação possibilita manter atividades que realmente contribuem para o desenvolvimento dos nossos assistidos. O coral não ensina apenas técnicas de canto, ele é uma ferramenta de socialização e de desenvolvimento para pessoas que muitas vezes se sentem excluídas da sociedade”, diz a presidente da APAE de Araguaína, Silvia Rodrigues. Como doar As doações ao FIA podem ser feitas diretamente na declaração do Imposto de Renda, na opção de destinação de recursos. No modelo completo do IRPF, é possível destinar até 6% do imposto devido para os fundos. No IRPJ, empresas que optam pelo regime de Lucro Real podem direcionar até 1% do imposto devido. Além disso, as doações podem ser feitas via PIX durante todo o ano, através da seguinte chave: CNPJ 18.786.212/0001-01 Para transferências bancárias, os depósitos podem ser feitos no Banco do Brasil para a seguinte conta: FIA: Agência 0638-6, conta corrente 77.217-8 As doações devem ser informadas pelos telefones (63) 99959-6385 ou 3411-1257 para emissão de recibos.
Lula rebate Trump sobre Brasil ser um mau parceiro comercial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu, nesta quinta (14), como “mentira” uma declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o Brasil seria um mau parceiro comercial. “Ele resolveu contar algumas mentiras sobre o Brasil. E nós estamos desmentindo. Ele disse que tinha prejuízo no comércio com o Brasil. Ele só tem lucro”. Lula discursou sobre o tema em evento no Recife, onde entregava títulos de terra no bairro periférico de Brasília Teimosa. Ele exemplificou que, em 15 anos, os Estados Unidos tiveram um lucro no comércio de US$ 410 bilhões. “É mentira quando o presidente norte-americano diz que o Brasil é um mau parceiro comercial. Eu quero dizer, para as pessoas mais pobres desse país, que a gente continua com vontade de negociar”. “Parceiro horrível”, disse Trump Mais cedo, Trump disse que o Brasil “tem sido um parceiro comercial horrível em termos de tarifas”. Segundo a Agência Reuters, o presidente dos Estados Unidos criticou a relação de tarifas entre os países. “Como vocês sabem, eles nos cobram tarifas tremendas, muito mais do que nós cobrávamos deles. Não estávamos cobrando nada, essencialmente”, disse Trump. Além do aspecto comercial, Lula, no evento no Recife, também criticou o posicionamento de Trump de que o Brasil não seguiria o rito legal adequadamente em função do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por parte do STF. De acordo com a Reuters, Trump apontou que Bolsonaro seria vítima de “uma execução política”. O presidente americano justificou, mais uma vez, as tarifas comerciais de 50% sobre os produtos brasileiros em função do que ele chamou de “perseguição política”. “Agora eles estão sendo cobrados em 50% de tarifas, e eles não estão felizes, mas é assim que as coisas são”, disse Trump.
Buscas de brasileiros sobre COP30 na internet crescem 440% em agosto

A pouco menos de três meses para o início da COP30 em Belém, tem crescido o interesse dos brasileiros sobre a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas. As buscas feitas na internet sobre o evento tiveram um aumento de 440% entre os dias 1 e 8 de agosto. O país lidera o ranking global de buscas. Os dados foram enviados pelo Google. No Brasil, os paraenses lideram o número de buscas sobre a conferência. No exterior, pelo menos 48 países já pesquisaram sobre a COP30. No mesmo período inicial de agosto, as consultas em inglês sobre o evento subiram 330%. As principais perguntas feitas por brasileiros são em relação ao significado da COP30 e quando ela acontecerá. O tema da hospedagem, que ganhou destaque no noticiário pelos preços altos cobrados durante o evento, também apareceu na lista em sétimo lugar. Um grupo de países tem pressionado o Brasil para oferecer acomodações mais em conta. Curiosamente, nas principais perguntas feitas em inglês, não há referências à hospedagem. As dúvidas mais comuns são sobre o que é o evento, onde vai ser realizado e até se haverá alguma atividade no Rio de Janeiro (eventos oficiais estão previstos apenas em Belém). Perguntas e respostas Para ajudar os que têm dúvidas sobre a COP30, a Agência Brasil apresenta abaixo as principais perguntas feitas pelos brasileiros, seguidas das respostas elaboradas pela reportagem. As dúvidas estão ordenadas de acordo com a popularidade nas buscas. 1. O que é a COP30? A Conferência das Partes (COP), também conhecida como Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, é o órgão responsável por tomar decisões internacionais no combate à mudança do clima. A COP1 aconteceu em Berlim, Alemanha, em 1995. E acontece anualmente desde então. O que significa, portanto, que a conferência em Belém será a 30ª vez consecutiva em que os países se encontram para debater a emergência climática. 2. Quando é a COP30? Oficialmente, o evento ocorrerá entre 10 e 21 de novembro. A cúpula de chefes de Estado foi antecipada para os dias 6 e 7 de novembro. 3. COP30, onde será? A sede da Conferência do Clima em 2025 é Belém, no Pará. 4. Qual a importância da COP30? Dar sequência às discussões dos países sobre redução de emissões de gases de efeito estufa, adaptação às mudanças climáticas, financiamento climático para países em desenvolvimento, tecnologias de energia renovável e soluções de baixo carbono, preservação de florestas e biodiversidade, justiça climática e os impactos sociais das mudanças climáticas. 5. COP30, como participar? O evento reúne representantes de governos, sociedade civil, setor privado e organizações internacionais. Eles estão divididos em dois principais espaços: Zona Azul sedia negociações entre as autoridades dos países participantes; Zona Verde é aberta ao público, com exposições e debates. Além disso, há eventos paralelos na cidade como fóruns, encontros técnicos e painéis. Para quem quiser acompanhar a COP30 remotamente, as discussões do evento serão transmitidas ao vivo por plataformas digitais, canais de televisão parceiros e pela mídia oficial do evento. Há também redes sociais e canais de comunicação do Governo Federal. 6. Qual é o objetivo da COP30? Dar continuidade ao Acordo de Paris, assinado na COP21, e às discussões das COPs anteriores. Um assunto central é reforçar metas de limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C até 2023. Os compromissos de financiamento climático serão assuntos centrais para monitorar o progresso e acelerar ações futuras. 7. Como alugar casa para COP30? Dentre as formas mais comuns de procurar uma acomodação em Belém estão as grandes plataformas de hospedagem como Booking, Decolar e Airbnb. Além disso, o governo brasileiro disponibilizou uma plataforma com 2.700 quartos para o público que vai participar da COP30, além de 2.500 quartos individuais para os 196 países. O endereço da plataforma é https://cop30.bnetwork.com/. 8. COP30 vai mudar de cidade? O governo brasileiro e o presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, garantem que não há possibilidade de mudança de cidade. A conferência vai acontecer em Belém, apesar dos pedidos de transferência de sede feitos por alguns países, que reclamam dos preços altos de hospedagem. 9. COP30, quem participa? Representantes de 198 países participam das negociações principais em área restrita, na Zona Azul. A sociedade civil pode participar de exposições e debates na Zona Verde, além de eventos paralelos na cidade de Belém. 10. Para que serve a COP30? Para buscar respostas e ações contra desafios climáticos, como aquecimento global. Os encontros são baseados no princípio de que os países desenvolvidos devem liderar os esforços para reduzir as emissões. Também devem oferecer recursos financeiros, tecnológicos e de capacitação em países em desenvolvimento. São cinco pilares de discussões: mitigação, adaptação, financiamento, tecnologia e capacitação. Outros temas têm ganhado destaque, como transições justas, gênero, povos indígenas, jovens, agricultura e oceanos. 11. Por que Belém foi escolhida para a COP30? A escolha de Belém foi anunciada durante a COP28, em Dubai, Emirados Árabes Unidos, em dezembro de 2023. A aprovação teve consenso na plenária de países. No evento, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse que a Amazônia, onde Belém está inserida, era “um bioma essencial para conter o aquecimento global”. 12. COP30 pode ser cancelada? Não há nenhuma previsão de cancelamento. O caso mais recente em que o evento não ocorreu na data planejada originalmente foi o da COP26, em Glasgow, Escócia. Na ocasião, a pandemia da Covid-19, tida como emergência global, provocou o adiamento de 2020 para 2021. 13. Quantas pessoas são esperadas na COP30? A capital paraense espera receber cerca de 50 mil pessoas durante dias de evento. 14. Quanto tempo vai durar a COP30? O calendário principal das atividades tem duração de 12 dias. 15. Quais países participam da COP30? Podem participar todos os países que assinaram e ratificaram a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Atualmente, isso inclui 198 países.
Influenciador diz como criadores de conteúdo exploram crianças

As denúncias de pornografia infantil recebidas pela organização não governamental (ONG) SaferNet, que atua na promoção e defesa dos direitos humanos na internet, aumentaram 114% desde que o influenciador e humorista Felipe Bressanim Pereira, o Felca, contou como os criadores de conteúdo ganham dinheiro explorando vídeos nas redes sociais com conteúdo de teor sexual envolvendo crianças e adolescentes. Ao gravar o vídeo, que teve mais de 38 milhões de visualizações, o influenciador denunciou a monetização de vídeos em que crianças e adolescentes são exploradas sexualmente. A medição foi realizada na última terça-feira (12) no sistema de denúncias da ONG, que mantém há quase 20 anos o Canal Nacional de Denúncias de Crimes e Violações a Direitos Humanos na web. Entre 6 de agosto, data em que foi postado o vídeo, e 0h de terça-feira (12), a SaferNet recebeu 1.651 denúncias únicas. No mesmo período do ano passado, o hotline da organização havia recebido 770 denúncias, um aumento de 114%. Para a comparação, a SaferNet levantou os números do primeiro semestre de 2025 (28.344 denúncias) em relação ao primeiro semestre de 2024 (23.799 denúncias). O aumento de pornografia infantil entre um ano e outro havia sido de apenas 19%, considerado normal após a queda de 26% anotada em 2024. Denúncias únicas são as que a SaferNet recebe de forma anônima de usuários da internet e disponibiliza ao Ministério Público Federal (MPF), após a filtragem que realiza. Nessa avaliação, a SaferNet coleta evidências, exclui os links repetidos e agrupa os comentários recebidos com os links. A análise do mérito (do teor dos links denunciados e se há indício de crime) é feita por técnicos e analistas do Ministério Público Federal, com atribuição legal para iniciar e conduzir investigações cíveis e criminais em temas de direitos humanos. Denúncias crescem Para o presidente da SaferNet, Thiago Tavares, esse crescimento de denúncias de imagens de abuso de exploração sexual infantil na internet em agosto é efeito do vídeo viral de Felca. “Há anos, o tema do abuso sexual infantil online não gerava um debate tão grande na sociedade brasileira e a repercussão do vídeo, obviamente, estimulou as pessoas a denunciar” opina. Felca, em seu vídeo, apontou duas questões que a SaferNet vem denunciando sistematicamente desde o ano passado: o uso do Telegram como plataforma para distribuir e vender os vídeos produtos dos abusos e exploração de crianças, e o uso por esses criminosos de acrônimos, siglas e emojis para falar desse tipo de conteúdo sem chamar atenção, tanto ao vender as imagens dos abusos, quanto para aliciar novas vítimas. É o caso, por exemplo, da sigla cp (child porn), encontrada em vários grupos de troca e venda de pornografia infantil e mostrada no vídeo viral do influenciador. A SaferNet não recomenda o uso da expressão pornografia infantil porque ela minimiza a gravidade que têm esses crimes. A posse, o registro, a distribuição e a venda de imagens de abuso e exploração sexual infantil perpetuam e multiplicam a dor de crimes mais graves: o estupro, o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. Sobre a SaferNet A Safernet completará 20 anos em dezembro deste ano. Durante sua trajetória, essa ONG brasileira tornou-se referência na promoção dos direitos humanos na internet. A ONG mantém o Canal Nacional de Denúncias, conveniado ao Ministério Público Federal e o Canal de Ajuda.org.br, o Helpline, para vítimas de violência e outros problemas online. A Safernet promove o uso seguro da internet com projetos educacionais como a Disciplina de Cidadania Digital.
Pesquisa classifica Tocantins como ambiente favorável para negócios e investimentos

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que, em junho de 2025, o volume de serviços no Tocantins cresceu 4,5% frente ao mês anterior, a maior taxa registrada no país. Em relação a junho de 2024, a alta foi de 4,9%. No acumulado de janeiro a junho deste ano, o setor registrou crescimento de 7,7% sobre igual período do ano passado. Já os indicadores da receita nominal de serviços, mostram incremento de 4% frente a maio de 2025, 11,5% no acumulado do ano e 9,8% nos últimos 12 meses. O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, destaca que os números refletem a força da economia tocantinense e o empenho de diferentes setores. “Esse resultado é fruto do trabalho integrado do Governo do Tocantins com empreendedores, trabalhadores e instituições que impulsionam o setor de serviços. O estado está preparado para crescer de forma sustentável e gerar mais oportunidades para a população”, pontuou. De acordo com o IBGE, o desempenho do Tocantins ficou acima da média nacional, que avançou apenas 0,3% no mês de junho, consolidando o estado como um ambiente favorável para negócios e investimentos no segmento de serviços. O secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviços, Carlos Humberto Lima, enfatiza que os dados confirmam a eficácia das políticas de fomento à economia. “O setor de serviços é estratégico para o Tocantins. O crescimento que observamos agora é resultado dos investimentos, inovação e da articulação de iniciativas como o Pics [Programa de Impulsionamento da Indústria, Comércio e Serviços], que fortalecem os empreendimentos e ampliam a competitividade do estado”, ressalta.
Tocantins alcança a maior renda do Norte e do Nordeste do Brasil

O estado do Tocantins tem destaque positivo em âmbito nacional, desta vez referente à renda domiciliar per capita, que chegou a R$ 1.737, no ano de 2024. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), calculados com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, destacando o Tocantins com o melhor desempenho das regiões Norte e Nordeste. O estado também ocupa a 12ª colocação no ranking nacional de melhor renda per capita. O rendimento domiciliar per capita é obtido dividindo-se o total dos rendimentos domiciliares (nominais) pelo número de moradores. Nesse cálculo, entram os rendimentos de trabalho e de outras fontes, considerando todos os residentes, inclusive pensionistas, empregados domésticos e seus parentes. Para chegar aos números, o IBGE realiza visitas domiciliares, nas quais ocorre a coleta de informações sobre o trabalho e outras fontes de rendimento. “Esses números mostram que o Tocantins está no caminho certo. Temos trabalhado para gerar emprego e renda; e melhorar a qualidade de vida da nossa população. Estar na primeira posição da Região Norte e entre os melhores do Brasil em renda per capita é reflexo de políticas públicas que fortalecem a nossa economia e valorizam o cidadão tocantinense”, afirma o governador Wanderlei Barbosa. Entre 2021 e 2024, o Tocantins apresentou crescimento consistente na renda domiciliar per capita. Em 2021, o valor registrado foi de R$ 1.028, subindo para R$ 1.379 em 2022. No ano seguinte, o rendimento chegou a R$ 1.581, já em 2024, o valor atingiu R$ 1.737, mantendo alta de 9,9% em relação a 2023, consolidando o estado como o de maior renda per capita da Região Norte, segundo dados do IBGE. O secretário de Estado do Planejamento e Orçamento, Sergislei Moura, avalia de forma positiva o resultado. “O aumento da renda reflete a dinâmica econômica do Tocantins, ao gerar mais consumo, fortalecer o mercado interno e ampliar a capacidade produtiva das empresas. Esse resultado já demonstra o impacto dos investimentos estruturantes que o Governo do Estado vem realizando, sempre com foco na melhoria da qualidade de vida da nossa população”, enfatiza o secretário. Pesquisa Pnad A Pnad Contínua é uma pesquisa domiciliar amostral realizada pelo IBGE desde janeiro de 2012. Ela acompanha as flutuações trimestrais e a evolução da força de trabalho, além de reunir dados essenciais para o estudo do desenvolvimento socioeconômico do país. Neste último levantamento, o Distrito Federal lidera o ranking, com renda per capita superior a R$ 3,4 mil por pessoa, enquanto o Maranhão ocupa a última posição, com R$ 1.077. Na Região Norte, além do Tocantins, Rondônia também apresentou bom desempenho, registrando renda per capita de R$ 1.717.
Escola de Artes de Araguaína oferece vagas para cursos gratuitos

A maior preocupação da Jociléia era garantir que o filho Lázaro, uma criança autista de 8 anos conseguisse ter uma infância normal, conquistando independência, desenvolvimento e inclusão. Uma luta diária que ganhou um grande reforço depois que o filho começou a frequentar a Reciclarte (Escola de Artes Raimundo Paulino) em Araguaína. “Desde o momento em que ele começou a frequentar a Reciclarte eu percebi que ele desenvolveu em muitos aspectos, um deles foi a socialização, o que para a maioria das crianças autistas é muito difícil. Hoje ele interage bastante com as pessoas, consegue fazer amizade e isso também o ajudou a aprender a se comunicar melhor, ganhando mais independência e se tornando uma criança muito mais feliz. A Reciclarte é, acima de tudo, uma terapia”, conta Jociléia Vieira. A partir deste semestre, a Escola de Artes de Araguaína adotou uma nova estrutura pedagógica, integralizando a educação pública municipal e se tornando mais uma unidade com atendimento em tempo integral. A escola agora funciona como uma extensão das escolas regulares no contraturno, oferecendo aos estudantes oportunidades de ampliação do conhecimento educacional e artístico. “A Reciclarte está ainda mais completa e os alunos matriculados cursam não apenas uma disciplina. São seis disciplinas obrigatórias: Oficina de Criação, Técnica de Desenho, Canto, Coral, Técnica de Pintura, Educarte/Expressarte. Além disso, os estudantes escolhem duas disciplinas complementares, sendo uma de prática corporal (balé ou jiu-jitsu) e outra de prática instrumental, como Percussão, Sanfona, Violão, Instrumentos de Sopro, Cordas Friccionadas ou Teclado”, explica o diretor da Reciclarte, Denilson Frades. Participação da comunidade Na nova proposta que compõe o ensino integral do Município, os alunos permanecem pelo menos 16 horas semanais na Reciclarte, participando de cursos voltados ao desenvolvimento artístico e educacional, contribuindo significativamente para sua formação cidadã e integral. Além de atender aos estudantes da rede municipal, a Reciclarte também oferta os mesmos cursos para a comunidade em geral. Nesta modalidade, as aulas acontecem semanalmente, com duração de 1 hora, sempre às sextas-feiras. Matrículas A escola fica localizada na Rua Sabiá, n° 362, Setor Maracanã, com atendimento das 7h às 11h e das 13h às 17h. Para se inscrever nos cursos é necessário apresentar os documentos pessoais do aluno e do responsável, declaração escolar atualizada, cópia da carteira de vacinação ou a declaração de vacinação e comprovante de endereço. Informações podem ser obtidas pelo telefone (63) 99298-7739, disponível para chamadas e WhatsApp.
Brasil reciclou 97,3% das latinhas de alumínio em 2024

Em dia de jogo no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, é comum perceber um sem-número de torcedores que aproveitam os últimos metros antes dos pontos de revista para consumir bebidas nas latinhas de cerveja e refrigerante, itens proibidos de entrar no estádio. Antes mesmo de as pessoas se darem o trabalho de jogar a lata nas lixeiras, praticamente um exército de catadores já recolhe o resíduo. Esse esforço concentrado dos catadores, muitos deles em situação de vulnerabilidade socioeconômica, faz com que o país alcance, por anos seguidos, nível altíssimo de reciclagem de latinhas. Em 2024, o patamar foi de 97,3%, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (14). O balanço é da Recicla Latas, associação sem fins lucrativos criada e mantida pelos fabricantes e recicladores de latas de alumínio, que busca aperfeiçoar a indústria de reciclagem. Segundo a instituição, o Brasil alcançou 16 anos seguidos com taxa de reaproveitamento acima de 96%. Em 2022, o índice chegou a 100,1%, ou seja, no ano foram recicladas mais latinhas do que o número comercializado. Em 2023, o patamar ficou em 99,6%. No ano passado, foram reutilizadas 33,9 bilhões das 34,8 bilhões de latinhas comercializadas. Depois que vão para o lixo, esses recipientes estão de volta às prateleiras em 60 dias. Logística reversa De acordo com o secretário-executivo da Recicla Latas, Renato Paquet, o sistema de logística reversa brasileiro se destaca por sua consistência. “Mesmo em anos desafiadores, conseguimos manter índices elevados, o que demonstra a força da articulação entre os diversos elos da cadeia”, diz. A logística reversa, ou seja, fabricantes se responsabilizarem pelo retorno de resíduos gerados por seus produtos, está prevista na Lei 12.305/2010, também chamada de Política Nacional de Resíduos Sólidos. A Recicla Latas atua em parceria com a Associação Brasileira do Alumínio (Abal) e a Associação Brasileira da Lata de Alumínio (Abralatas). A presidente da Abal, Janaina Donas, afirma que o Brasil é referência global em economia circular e que as fabricantes enxergam na reciclagem mais que uma solução apenas ambiental, “mas uma estratégia de competitividade, segurança de suprimento e um caminho essencial para a descarbonização do nosso setor”. Para o presidente da Abralatas, Cátilo Cândido, trata-se também “de uma cadeia estruturada que gera renda e oportunidades em todas as regiões do país”. Catadores O Movimento Nacional dos Catadores estima que o país tenha cerca de 800 mil catadores de materiais recicláveis. Em 2020, foi firmado um termo de compromissos entre a Abralatas, a Abal e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Além de iniciativas para manter o patamar elevado de reciclagem, o documento determina investimento dos produtores para melhorar a renda e condição de vida dos catadores. O presidente da Associação Nacional dos Catadores (Ancat), Roberto Rocha, disse à Agência Brasil que um dos caminhos para melhorar a qualidade de vida de catadores é que, além da remuneração pelo material entregue às recicladoras, os catadores sejam pagos também pelo trabalho de coleta em si. “Ninguém paga para recuperação ou para coleta desse descarte das latinhas”, explica. A proposta da associação é que as prefeituras custeiem a atividade, com a participação da iniciativa privada. “O que falta para melhorar e dignificar, melhorar a qualidade e o serviço dos catadores é que possamos ter um grande programa de pagamento pelo serviço prestado através da coleta das latinhas de alumínio”, reivindica Rocha, que pede também que os catadores autônomos ─ não vinculados a cooperativas ─ também sejam beneficiados por políticas propostas pela lei de logística reversa.

