Jornalista Giovanna Hermice lança livro que conta a história dos 50 anos do Hospital Dom Orione em Araguaína

Como parte das comemorações do Jubileu de Ouro do Hospital Dom Orione, que celebra 50 anos de atuação, foi lançado um livro que resgata a trajetória da instituição sob um novo olhar.

Escrita pela jornalista Giovanna Hermice, a obra reúne relatos de pioneiros, colaboradores e personagens que contribuíram para a construção da história do hospital. Mais do que apresentar o crescimento estrutural da unidade, o livro destaca as pessoas que ajudaram a transformar o Dom Orione em uma das principais referências de atendimento humanizado no norte do Tocantins.

Ao receber o convite para escrever a obra, Giovanna conta que sua primeira preocupação foi o período disponível para registrar uma história construída ao longo de cinco décadas. Inicialmente previsto para ser concluído em seis meses, o projeto foi finalizado em nove.

“O primeiro pensamento foi que o tempo seria muito curto para contar uma história construída por tantas pessoas. Mas, ao longo da pesquisa, percebi que o Hospital Dom Orione é muito mais do que estrutura e equipamentos. É uma instituição feita de pessoas”, afirma.

Histórias de dedicação e pertencimento

Durante as entrevistas, a jornalista se emocionou ao ouvir os relatos de profissionais que dedicaram cerca de quatro décadas de suas vidas à instituição.

“Via o brilho nos olhos de quem começou ali a carreira profissional, cresceu dentro da instituição e falava do hospital com muito amor. Isso me mostrou o quanto o Dom Orione é uma instituição verdadeiramente humana e acolhedora”, destaca.

Entre os episódios que mais chamaram sua atenção estão as histórias dos primeiros anos de funcionamento do hospital, quando a unidade possuía apenas 40 leitos. Atualmente, o Dom Orione conta com aproximadamente 250 leitos e atende pacientes de mais de 70% dos municípios tocantinenses.

Um dos entrevistados contou à jornalista como eram organizados os plantões médicos naquela época, quando a instituição ainda enfrentava limitações financeiras e estruturais.

“Não existia um valor fixo para o plantão. Havia uma caixa de sapatos onde cada pessoa contribuía com o valor que podia. Hoje parece difícil imaginar profissionais trabalhando sem saber quanto receberiam, mas eles acreditavam na missão do hospital e no atendimento às famílias”, relata Giovanna.

Gratidão das famílias da zona rural

A obra também apresenta histórias de famílias da zona rural que, como forma de agradecimento pelos atendimentos recebidos, levavam galinhas, queijos e outros alimentos ao hospital.

Essa prática era especialmente comum entre as famílias atendidas pela maternidade, setor que, desde o início das atividades da instituição, ocupa um papel importante na assistência à população de Araguaína e da região.

Ao longo da pesquisa, Giovanna também conheceu episódios que revelam as dificuldades enfrentadas pelo hospital em diferentes momentos de sua trajetória. Para a jornalista, os relatos demonstram que o trabalho desenvolvido na instituição sempre esteve ligado a uma missão que ultrapassa os aspectos técnicos da assistência à saúde.

“Percebi muito forte o carisma de São Luís Orione diante das dificuldades. O trabalho desenvolvido sempre foi além da técnica. Existe uma missão espiritual, de acolhimento e de humanização que atravessa toda a história do hospital”, observa.

Memórias anteriores à criação do hospital

Entre os diversos personagens entrevistados, Giovanna destaca a história de Luzia Reis, uma das samaritanas socorristas, como uma das mais emocionantes da obra.

“É difícil escolher apenas uma história, mas a da dona Luzia me emocionou muito. Ela retrata como era a assistência à saúde antes mesmo da criação do Hospital Dom Orione. Conhecer esse contexto histórico por meio de quem viveu aquele período aumentou ainda mais minha responsabilidade em organizar essas memórias e transformá-las em um livro”, afirma.

Segundo a jornalista, a obra evidencia a importância regional do Hospital Dom Orione, que, ao longo de cinco décadas, consolidou-se como uma das principais referências em saúde para Araguaína, o norte do Tocantins e municípios de outras regiões atendidos pela unidade.

O livro conta com reportagens, pesquisa e redação de Giovanna Hermice, revisão de Thatiane Cunha e projeto gráfico e editoração assinados por Felipe Diniz.

 

Com informações do Portal Aventurizze Notícias

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