Tocantins registra queda no desmatamento e nos focos de queimadas em 2025

O estado do Tocantins alcançou, em 2025, avanços significativos na agenda ambiental, com redução das taxas de desmatamento e da área queimada em comparação a 2024.

No que se refere à área queimada, a redução foi de cerca de 34% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já as taxas de desmatamento também apresentaram queda expressiva, com redução de 21,6% na comparação com o ano passado.

Os dados foram apontados pelo Centro de Informações Geográficas em Gestão do Meio Ambiente (Cigma), com base em informações do MapBiomas e do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter/Inpe).

Lançada em junho de 2025 pelo Governo do Tocantins, a plataforma ampliou o acesso a dados ambientais, permitindo o acompanhamento das informações por meio de painéis e mapas interativos, além de subsidiar técnicos e gestores na tomada de decisões mais rápidas e precisas.

Área queimada

Entre janeiro e novembro de 2025, foram queimados 1.834,6 mil hectares no Tocantins. Em 2024, no mesmo período, o fogo atingiu 2.775,7 mil hectares de cobertura vegetal. De acordo com a categorização, 72,6% da área queimada refere-se a incêndios florestais; 13,4%, a queimas não autorizadas; e 12,7%, à queima prescrita.

A queima prescrita é uma técnica de manejo do fogo que, quando aplicada de forma controlada e planejada, contribui para a redução do material combustível acumulado, diminuindo a intensidade e a propagação de incêndios florestais.

Focos de queimadas

Houve redução no número de focos de queimadas, registrando queda de 33,1% em comparação ao ano anterior. Foram contabilizados 11.529 focos acumulados entre janeiro e dezembro de 2025, contra 17.244 focos no mesmo período de 2024. Desse total, 61,6% correspondem a incêndios florestais; 24,7%, a queimas não autorizadas; e 7,8%, a queimas prescritas.

Desmatamento

Entre janeiro e dezembro de 2025, foram desmatados 113,8 mil hectares no Tocantins, contra 145,3 mil hectares em 2024. Do total registrado em 2025, 67,9% correspondem a desmatamento autorizado, enquanto que 26% das ocorrências do desmatamento não foram autorizadas, evidenciando redução da ilegalidade em relação ao ano anterior (2024) que registrou 28,9%; e 6,1% de desmatamento autorizado com deslocamento, quando a supressão ocorreu em área diferente daquela descrita na guia de autorização.

 Plataforma Cigma

Segundo o coordenador do Cigma e professor da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Marcos Giongo, ao longo de 2025, o Centro realizou mais de 467 atendimentos, de diversas demandas relacionadas à elaboração de relatórios, notas técnicas e soluções tecnológicas voltadas à gestão territorial e ambiental do Estado do Tocantins.

“A estrutura do Cigma reúne uma equipe multidisciplinar e tecnologia avançada, integrando bases de dados estratégicas e ambientais por meio de mapas interativos e análises geoespaciais, o que garante mais eficiência institucional”, destacou. O portal pode ser acessado por meio do endereço https://cigma.to.gov.br/.

Durante o período, também foram emitidos mais de 160 documentos técnicos, abordando temas fundamentais como clima, fogo, queimadas, desmatamento e uso do solo, fortalecendo a gestão pública e o apoio à tomada de decisões governamentais.

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