Com 32 mil empresas ativas, demanda por imóveis comerciais cresce em Araguaína

A vocação de Araguaína para a indústria, comércio e serviços já é um fato consolidado. E para cada atividade, outras cadeias produtivas de apoio são estimuladas, ajudando a projetar a cidade como destaque em outros setores, a exemplo do imobiliário. Os imóveis comerciais, a propósito, há anos vêm ocupando um lugar de referência no crescimento do segmento em Araguaína, como já ocorre com os imóveis residenciais. Victor Luiz Borges, corretor da RE\MAX especializado na área comercial, afirma que a demanda imobiliária das empresas vem crescendo ano após ano, especialmente nos segmentos de alimentação, saúde, serviços e logística. “Araguaína é um canteiro de obras a céu aberto, principalmente no setor privado e com foco comercial. Diariamente temos obras comerciais começando e sendo concluídas. Hoje, o que existe no mercado supre a necessidade, mas é preciso observar algumas nuances dos clientes”. Imóveis em evolução A mesma opinião é partilhada por Bruno Lessa, CEO do Grupo VGV e especialista em desenvolvimento imobiliário. “Mudanças na sociedade promoveram uma forma diferente de se ocupar imóveis comerciais e fizeram com que voltassem a ser muito valorizados”. Ele detalha que, atualmente, a demanda não é apenas por espaço, mas por conveniência. Empreendimentos mistos, que equilibram bem espaço para trabalho, fornecimento de serviços e até um híbrido residencial, tendem a ser mais procurados. “Uma torre com escritórios ou apartamentos, e que possui abaixo uma galeria com lojas, é um bom exemplo de imóvel que oferece conveniência, pois os usuários deste tipo de imóvel podem resolver vários aspectos do dia a dia sem a necessidade de deslocamentos, ganhando tempo”, informa Bruno. Araguaína está no caminho certo Dados da Junta Comercial do Estado do Tocantins de janeiro de 2026 mostram Araguaína com 32.087 empresas ativas, considerando que, somente no ano passado, cerca de 4.000 novos CNPJs foram abertos. Uma vez funcionando, a empresa araguainense encontra um ambiente favorável para os negócios, suficiente para colocar a cidade no topo do ranking de geração de empregos no Tocantins. O ano de 2025 foi encerrado com o saldo positivo de 1.827 vagas formais criadas, conforme dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Mas é preciso ouvir mais o mercado O novo movimento de “exigências” e conveniências do mercado imobiliário comercial dita o ritmo e o padrão das construções. Em Araguaína, o corretor Victor lembra que os clientes já observam detalhes importantes nos imóveis antes de fechar negócio e a busca pelo custo-benefício está no topo dos condicionantes, indicando que os investidores imobiliários ainda precisam aprimorar seus produtos. “Eu diria que ainda faltam opções em condição de atender a demanda de clientes que procuram Araguaína como opção voltada para logística, construções que atendam padrões mínimos de exigência, como, por exemplo e altura do pé direito para paletizar, piso adequado, isolamento e cobertura térmica, entre outros detalhes”, pontua Victor. A tendência das galerias comerciais, que ganharam muito espaço e força na cidade nos últimos cincos anos, é um movimento bastante positivo e que prova o crescimento da demanda de mercado, na visão de Victor. Contudo é preciso buscar o equilíbrio. “Os valores que têm sido cobrados nesses aluguéis muitas vezes não condizem com o tipo do imóvel, ou seja, estão acima do valor, prejudicam a permanência do inquilino e a perenidade do estabelecimento com suas portas abertas”. Alugar ou comprar? Bruno Lessa, da VGV, lembra que não existe um número mágico para encontrar o valor do aluguel ideal, pois depende muito do tipo de operação (varejo, comércio, serviços). Mas o mais indicado para a empresa locatária é que os custos totais de ocupação, considerando aluguel, condomínio e IPTU, não ultrapassem 20% da receita. E quando questionado se há vantagem em comprar um imóvel comercial ao invés de alugar, Bruno pondera. “Depende da estratégia de cada empresa. O mais comum é que empresas loquem os seus espaços, porém temos visto alguns empresários que optam por fazer a aquisição direta quando o imóvel é parte essencial da operação ou quando a localização é muito estratégica, por exemplo, e não querem correr o risco de ‘perder o ponto’ e todo o investimento feito ali caso o proprietário peça o imóvel”, ressalta o especialista.

Novo condomínio de luxo redesenha a paisagem da Via Lago em Araguaína

O ano era 1913, a cidade era São Paulo e a engenharia brasileira entendeu que a forma mais eficiente de absorver o rápido crescimento urbano era para cima. Nascia o Edifício Guinle, o primeiro do país. Mais de 100 anos depois, o modelo de moradia baseado nos condomínios verticais já respondem por 55% da absorção da expansão populacional brasileira, conforme dados do instituto de pesquisas WRI Brasil, e somam mais de 520 mil prédios, de acordo com o Censo Condominial 2024/2025. Vista de cima, Araguaína ainda possui poucos edifícios, mas essa é uma realidade em transformação. Um exemplo dessa mudança é o condomínio vertical Riviera Home Resort, o maior da cidade com 105 metros de altura e 30 andares em construção. Ao lado do Lake 21, outro condomínio vertical residencial de luxo, o Riviera já é figura permanente na paisagem da Via Lago, dando à Araguaína um ar cada vez mais urbano e cosmopolita. Rafael Faria, CEO da construtora araguainense M21, responsável pelas obras do Riviera, reforça que a verticalização da cidade é um caminho sem volta. “Existe, sim, uma demanda por moradia em apartamentos. Mas não é só pela segurança: tem o atrativo da comodidade, porque a tendência é que esses condomínios tragam cada vez mais equipamentos de lazer, descanso, espaços de integração e serviços”. Mercado em expansão e Araguaína como referência  Em 2025, o mercado imobiliário brasileiro alcançou a marca de US$ 128,6 bilhões em investimentos, com projeções de atingir US$ 160,6 bilhões até 2034. O ano passado também foi marcado por recordes históricos: foram lançadas 453.005 unidades residenciais, a maioria em condomínio verticais, uma alta de 10,6% em relação a 2024, movimentando cerca de R$ 264 bilhões. A maior parte dos 80 apartamentos do Riviera, sendo cinco deles de cobertura, estão vendidos. E o perfil dos compradores indica que Araguaína segue consolidando sua posição como cidade-polo para a região. “Nossos principais clientes são pecuaristas e grandes agricultores plantadores de soja, em especial da região de Balsas, no Maranhão. Isso mostra que Araguaína é a escolha desses investidores, seja para morar com qualidade, ou para ganhar dinheiro com locação, porque a cidade tem essa aptidão”, destaca Rafael. Bonito na foto Em diversos tipos de publicidade e divulgações, Araguaína é representada com a imagem aérea da Via Lago, que traz o Lago Azul como cartão-postal, o calçadão, a avenida dupla, o Centro de Convenções, o Lago Center Shopping, o Complexo Pedro Esportivo Pedro Quaresma e, inevitavelmente, os condomínios Riviera e Lake 21, que já são figuras carimbadas na paisagem. “Esse é o futuro de Araguaína, principalmente porque a Via Lago é a localidade mais valorizada e desejada pelos mercados imobiliários residencial e comercial. E também é uma região com grande potencial de expansão, já com outros condomínios verticais previstos e garantidos para os próximos 10 anos. A cidade está se transformando e se beneficiando desse movimento”, finaliza o CEO da M21.

Tocantins realiza neste fim de semana a 6º Conferência das Cidades

O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado das Cidades, Habitação e Desenvolvimento Regional (Secihd), promove neste final de semana, de 22 a 24, a 6ª Conferência Estadual das Cidades do Tocantins. A abertura do evento está programada para ocorrer na sexta-feira, no auditório do Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos, a partir das 8 horas; e atividades, debates e painéis temáticos, durante os dias 23 e 24, no Instituto Federal do Tocantins (IFTO) – Câmpus Palmas. Com o tema Construindo a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano: caminhos para cidades inclusivas, democráticas, sustentáveis e com justiça social, a Conferência das Cidades é uma convocação do Ministério das Cidades e representa um espaço democrático de diálogo e articulação entre sociedade civil, poder público e movimentos sociais, com os objetivos de debater e propor soluções conjuntas para os principais desafios urbanos do país. Durante os dias de atividades, os participantes irão debater sete eixos estratégicos: Habitação e Regularização Fundiária; Saneamento Básico; Mobilidade Urbana; Política e Sistema Nacional de Desenvolvimento Urbano; Consórcios e Financiamento; Controle Social e Gestão; e Grandes Temas Transversais, envolvendo questões de meio ambiente, gênero, tecnologia e outros assuntos intersetoriais. A última edição da Conferência Estadual das Cidades ocorreu em 2013. “Após 12 anos, o Tocantins retoma esse importante espaço de debate e participação social, no qual a população poderá contribuir ativamente para a construção da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano, refletindo as necessidades e os desejos da sociedade”, enfatiza o titular da Secretaria de Estado das Cidades, Habitação e Desenvolvimento Regional (Secihd), Ubiratan Carvalho. Participação Social A etapa estadual contará com a presença de delegados municipais previamente eleitos e autoridades públicas, garantindo a representatividade da sociedade tocantinense no processo de formulação de políticas públicas urbanas. Para se inscrever e acompanhar a programação os interessados podem acessar o site da Secihd, na barra do menu à direita, na seção da 6ª Conferência Estadual das Cidades e preencher o formulário de inscrição. Outras informações podem obtidas com a coordenação do evento, pelo e-mail: conf.cidades@secihd.to.gov.br ou via WhatsApp: (63) 99985-7371.