Uso de redes sociais para vendas chega a 75% entre pequenos negócios no Tocantins

Hoje, antes mesmo de acordar completamente, grande parte dos brasileiros já foi impactada por algum anúncio, vídeo curto ou conteúdo que direciona compras. As redes sociais, que antes serviam para conectar amigos, agora movimentam decisões de consumo de forma tão natural que muitas pessoas não conseguem perceber quantas vezes são guiadas por elas ao longo do dia. E é nesse comportamento silencioso, mas poderoso, que os pequenos negócios estão encontrando novas oportunidades para crescer em 2026. Segundo a pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, do Sebrae e IBGE, 75% dos empreendedores brasileiros utilizam redes sociais e aplicativos de mensagens para atrair vendas. No Tocantins, esse movimento ganha força ainda maior, já que 94,57% das empresas ativas são pequenos negócios, um universo de mais de 158 mil empreendimentos que dependem da visibilidade diária para conquistar clientes e competir em um mercado cada vez mais digital. A presença online deixou de ser um diferencial e se tornou uma questão de sobrevivência, movimento que tem impulsionado a busca por profissionais especializados em tráfego pago, conteúdo estratégico e gestão de conversão. Para o estrategista digital João Neto, 2026 será um ano de consolidação para quem já entendeu a lógica das redes e um alerta para quem ainda trata a internet de forma improvisada. “Hoje tudo é sobre atenção. O cliente consome conteúdo rápido, compara rapidamente e decide rápido. Se a empresa não tiver clareza no que oferece, se não conseguir se comunicar com estratégia, ela simplesmente deixa de existir para esse consumidor. Publicar por publicar já não funciona”, explica João Neto. Análises de mercado indicam que alguns movimentos devem orientar o posicionamento das empresas em 2026. Entre eles estão a integração entre conteúdo e tráfego, que melhora o desempenho dos anúncios; a personalização, impulsionada pela busca do consumidor por mensagens mais direcionadas; e a crescente competitividade digital, que exige estratégias baseadas em dados, testes, processos contínuos de otimização e menos espaço para improvisos. O especialista reforça que fortalecer a presença digital não exige grandes investimentos, mas organização. Ele explica que ações básicas, como ter um posicionamento claro, produzir conteúdo útil, manter a comunicação ativa e direcionar bem os anúncios, já fazem diferença na forma como o público vê a marca. Quando esses elementos são aplicados de maneira consistente, o resultado aparece tanto no alcance quanto no aumento das vendas. “Quem entender essa lógica entra em 2026 com vantagem. O digital não é mais sobre postar, é sobre construir relacionamento, mostrar autoridade e conduzir o cliente por uma jornada que faça sentido. É esse conjunto que transforma visibilidade em faturamento”, conclui o estrategista.
Araguaína recebeu no app Mais Saúde mais de 151 mil agendamentos de consultas

A Secretaria de Saúde de Araguaína divulgou o último balanço de atendimentos realizados nas UBS (Unidades Básicas de Saúde) de Araguaína, por meio de agendamento no aplicativo Mais Saúde Araguaína. O aplicativo, que oferece acesso 24 horas por dia com agendamento rápido, evitando filas nas unidades, garantiu o agendamento de mais de 151 mil consultas desde o início de seu funcionamento, em setembro de 2023. “Temos trabalhado para que o serviço se torne cada vez mais completo e realmente traga comodidade à população. O paciente só sai de casa no dia e horário da sua consulta, sem precisar enfrentar filas e ter custos desnecessários, facilitando o acesso aos serviços públicos de saúde do Município”, explica a secretária de saúde de Araguaína, Dênia Rodrigues. Agendamento e funcionalidades O aplicativo está disponível para Android e iOS. Para fazer um agendamento, basta criar um login, selecionar o ícone de calendário na parte superior do app e, após aparecer a lista de horários, escolher a data disponível mais acessível para o paciente. Semanalmente, são disponibilizadas cerca de 1.300 vagas para consultas, distribuídas entre todas as UBS de Araguaína, com liberação das vagas das agendas todas as sextas-feiras a partir das 6h. “É importante destacar que as vagas reservadas para agendamentos por aplicativo, representam dois dias da semana, restando ainda três dias semanais para agendamentos na recepção das unidades, destinados a atendimentos de pacientes de programas específicos, como hipertensos, diabéticos, gestantes, saúde da criança e do adolescente e saúde mental”, explica Dênia Rodrigues. Além de garantir mais transparência ao serviço de agendamento, com notificações e lembretes de consultas agendadas por SMS e WhatsApp e interação via e-mail, o aplicativo também permite acesso a informações da carteirinha de fibromialgia, cartão SUS, dados cadastrais e localização de serviços no Google Maps, como localizações e endereços das UBS, entre outros serviços de saúde ofertados pelo Município, com descrição do serviço prestado, juntamente a um botão de GPS que permite traçar a rota até o destino desejado. Não comparecimento Apesar do grande número de agendamentos, o Município alerta para o alto índice de cancelamentos e não-comparecimentos. De acordo com o relatório, dos mais de 151 mil agendamentos registrados no histórico do aplicativo, houve 20.433 cancelamentos e 17.215 ausências, o que corresponde a uma taxa de comparecimento de 75%. “A taxa de faltas da população às consultas agendadas preocupa pelo fato da vaga deixar de ser oferecida a outro usuário. O aplicativo pretende facilitar a vida do cidadão, mas também exige uma utilização consciente e responsabilidade da população, para que nós possamos atender o máximo de pessoas possível e reduzir as filas”, ressalta a secretária municipal de saúde. Atualização cadastral O primeiro acesso é feito por meio do CPF e da data de nascimento, mas a Secretaria Municipal de Saúde também esclarece que para garantir a funcionalidade do serviço, além de baixar o aplicativo, o cidadão precisa estar com o Cartão SUS atualizado de forma presencial na UBS de referência. Também é necessário atender a critérios relacionados aos dados cadastrais no PEC (Prontuário Eletrônico do Cidadão), incluindo possuir uma UBS associada e fazer parte de uma equipe da ESF (Equipe de Saúde da Família) vinculada a essa unidade.
Brasileiro está falando menos de política no WhatsApp, mostra estudo

O compartilhamento de notícias de política está menos frequente em grupos de família, de amigos e de trabalho no WhatsApp. Além disso, mais da metade das pessoas que participam desses ambientes dizem ter medo de omitir opinião. A constatação faz parte do estudo Os Vetores da Comunicação Política em Aplicativos de Mensagens, divulgado nesta segunda-feira (15). O levantamento foi feito pelo centro independente de pesquisa InternetLab e pela Rede Conhecimento Social, instituições sem fins lucrativos. A pesquisa identificou que mais da metade das pessoas que usam WhatsApp estão em grupos de família (54%) e de amigos (53%). Mais de um terço (38%) participam de grupos de trabalho. Apenas 6% estão em grupos de debates de política. Em pesquisa realizada em 2020, eram 10%. Ao se debruçar sobre o conteúdo dos grupos de família, de amigos e de trabalho, os pesquisadores verificaram que, de 2021 a 2024, caiu a frequência dos que aparecem mensagens sobre política, políticos e governo. Em 2021, 34% das pessoas diziam que o grupo de família era no qual mais apareciam esse tipo de notícias. Em 2024, eram 27%. Em relação aos grupos de amigos, a proporção caiu de 38% para 24%. Nos de trabalho, de 16% para 11%. O estudo apresenta depoimentos de alguns dos entrevistados, sem identificá-los. “Evitamos falar sobre política. Acho que todos têm um senso autorregulador ali, e cada um tenta ter bom senso para não misturar as coisas”, relata sobre o grupo de família uma mulher de 50 anos, de São Paulo. As informações foram coletadas de forma online com 3.113 pessoas com 16 anos ou mais, de 20 de novembro a 10 de dezembro de 2024. Foram ouvidas pessoas de todas as regiões do país. Receio de se posicionar A pesquisa identificou que há receio em compartilhar opiniões políticas. Pouco mais da metade (56%) dos entrevistados disseram sentir medo de emitir opinião sobre política “porque o ambiente está muito agressivo”. Foi possível mapear que essa percepção foi sentida por 63% das pessoas que se consideravam de esquerda, 66% das de centro e 61% das de direita. “Acho que os ataques hoje estão mais acalorados. Então, às vezes você fala alguma coisa e é mais complicado, o pessoal não quer debater, na verdade, já quer ir para a briga mesmo”, conta uma mulher de 36 anos, de Pernambuco. Os autores do estudo afirmam que se consolidaram os comportamentos para evitar conflitos nos grupos. Os dados mostram que 52% dos entrevistados se policiam cada dia mais sobre o que falam nos grupos, enquanto 50% evitam falar de política no grupo da família para fugir de brigas. “As pessoas foram se autorregulando, e nos grupos onde sempre se discutia alguma coisa, hoje é praticamente zero. As pessoas tentam, alguém publica alguma coisa, mas é ignorado”, descreve uma entrevistada. Cerca de dois terços (65%) dizem evitar compartilhar mensagens que possam atacar os valores de outras pessoas, segundo o levantamento. Dos respondentes, 29% já saíram de grupos onde não se sentiam à vontade para expressar opinião política. “Tive que sair, era demais, muita briga, muita discussão, propaganda política, bateção de boca”, conta uma entrevistada. Afirmação Mas o levantamento identifica também que 12% das pessoas compartilham algo considerado importante mesmo que possa causar desconforto em algum grupo. Dezoito por cento afirmam que, quando acreditam em uma ideia, compartilham mesmo que isso possa parecer ofensivo. “Eu taco fogo no grupo. Gosto de assunto polêmico, gosto de falar, gosto de tacar lenha na fogueira e muitas vezes sou removida”, diz uma mulher de 26 anos de Minas Gerais. Entre os 44% que se consideram seguros para falar sobre política no WhatsApp, são adotadas as seguintes estratégias: 30% acham que mandar mensagens de humor é um bom jeito de falar sobre política sem provocar brigas; 34% acham que é melhor falar sobre política no privado do que em grupos; 29% falam sobre política apenas em grupos com pessoas que pensam igualmente. “Eu gosto de discutir, mas é individualmente. Eu não gosto de expor isso para todo mundo”, revela um entrevistado de 32 anos, do Espírito Santo. “É como se as pessoas já tivessem aceitado que aquele grupo é mais alinhado com uma visão política específica. Entra quem quer”, define uma mulher, de 47 anos, do Rio Grande do Norte. O estudo foi apoiado financeiramente pelo WhatsApp. De acordo com o InternetLab, a empresa não teve nenhuma ingerência sobre a pesquisa. Amadurecimento Uma das autoras do estudo, a diretora do InternetLab, Heloisa Massaro, constata que o WhatsApp é uma ferramenta “arraigada” no cotidiano das pessoas. Dessa forma, assim como no mundo “offline“, ou seja, presencial, o assunto política faz parte das interações. O estudo é realizado anualmente, desde o fim de 2020. De acordo com Heloisa, ao longo dos anos, as pessoas “foram desenvolvendo normas éticas próprias para lidar com essa comunicação política no aplicativo”, principalmente nos grupos. “Elas se policiam mais, relatam um amadurecimento no uso”, diz a autora. “Ao longo do tempo, a gente vai observando essa ética de grupos nas relações dos aplicativos de mensagem para falar sobre política se desenvolvendo”, completa.
Aplicativo tocantinense ganha destaque nacional por inovação; conheça o Vitalio

No cenário dinâmico de inovação em saúde, startups têm assumido papel fundamental ao desenvolver soluções tecnológicas capazes de aproximar ciência, cuidado e acessibilidade. Palmas não fica para trás nessa estratégia. Um grupo de mulheres empreendedoras decidiu fazer diferente e iniciou o projeto Vitalio App, com foco na democratização de informações, tratamentos e cuidados com a saúde respiratória. Segundo levantamento recente do Sebrae, o Brasil ultrapassou a marca de 20 mil startups ativas. Esse crescimento representa um salto de mais de 30% na base de empresas registradas entre agosto de 2024 e agosto de 2025. O mapeamento mais recente realizado pela Abstartups revela que 53,1% das startups se encontram atualmente em fase de operação ou tração, ou seja, já testaram seus modelos de negócio e buscam escalar; e 15,4% alcançaram o estágio de escala.Ainda assim, a maioria permanece nos estágios iniciais. Outro indicador da maturidade crescente do setor é a adoção de tecnologias de ponta. Pesquisa divulgada neste ano aponta que 53% das startups brasileiras já utilizam inteligência artificial (IA) em suas operações, enquanto 31% estão desenvolvendo novos produtos com base em IA, um sinal claro de que a inovação tecnológica, antes restrita a poucos, se espalha por diversos nichos. Esse movimento reflete tendências globais e abre espaço para que startups brasileiras atuem com soluções sofisticadas em saúde, agronegócio, educação, finanças e outros setores. Entre essas iniciativas, a Vitalio se destaca como exemplo de como a inovação pode emergir de um gesto humano e evoluir para um projeto de impacto nacional. Vitalio app ganhando o mundo Criada durante a pandemia, a iniciativa surgiu do desejo de devolver às pessoas a segurança de respirar melhor, por meio de um método próprio de fortalecimento pulmonar. O que nasceu como uma ação solidária transformou-se rapidamente em um modelo estruturado de cuidado respiratório, culminando em uma tecnologia que permite acompanhar a evolução de usuários de forma personalizada. A trajetória da Vitalio é baseada na força do empreendedorismo feminino. Formada por três sócias, a equipe mantém uma governança com transparência, rigor fiscal e desenvolvimento de produtos alinhados às diretrizes legais e às normativas ESG. Além da equipe fixa, a startup conta com apoio de consultorias especializadas. Para Estela Kanashiki, sócia fundadora da Vitalio, a consistência do projeto, vem da clareza da administração. “está muito atrelado a cultura que criamos na empresa, temos uma trajetória transparente, as partes fiscais estão sempre todas ok, todos os produtos nascem em conformidade com as diretrizes legais, e atualmente estamos trabalhando para que já venham nascidos dentro das normativas ESG,” completou. O avanço da Vitalio é impulsionado também por um ecossistema de parcerias estratégicas. Estela também falou sobre como estão trabalhando para construir essas relações. “Estamos andando com as parcerias com as instituições de ensino, essa semana vamos conversar com empresas jr, parcerias com a Afya, Hospital Universitário de Araguaína junto a Universidade FACIT para estudos e testes de novos produtos e funcionalidade do app, temos conversas diretas com Hospital do Amor de Barretos, acesso e conversas com o lab de tecnologia do Sírio Libanes,” afirmou. Mesmo diante da crescente concorrência no setor de healthtechs, a Vitalio sustenta seu posicionamento em um princípio essencial: “acreditamos no nosso propósito como real diferencial, de fazer a saúde ser de fato para todos, que todos tenham acesso a saúde, logo, quando pensamos em qualquer solução que seja, ela estará sempre centrada na pessoa, e sabemos que não estamos só e as parcerias nos fortalecem, então estamos sempre semeando essa semente, construindo e fortalecendo nosso networking,” finaliza a sócia fundadora do grupo. Reconhecimento Com reconhecimento crescente em programas de inovação, a Vitalio vem se estabelecendo no Estado juntando premiações e participações importantes em conferências pelo mundo. Dentre as premiações, já contam com: Inova Cerrado, Inovativa Brasil, Prêmio Sebrae Mulheres de Negócios – Ciência e Tecnologia e Fast Motion. Além de serem finalistas do Prêmio FINEP de Inovação da Região Norte. A empresa também esteve presente no Web Summit Lisboa, para fortalecer seu networking e explorar novas frentes tecnológicas, tendo o foco agora no lançamento de uma nova versão do aplicativo e a consolidação de sua atuação sustentável.
Apple libera iOS 18.6 para todos; veja o que muda na nova versão

A Apple liberou a atualização iOS 18.6 para todos os dispositivos compatíveis nesta terça-feira (29), com a última versão do sistema operacional. Além dele, empresa de tecnologia lançou o macOS Sequoia 15.6. Com melhorias de estabilidade e desempenho, a versão tem como objetivo otimizar funcionalidades do sistema. “Esta atualização fornece correções de bugs e atualizações de segurança importantes, além de resolver um problema no app Fotos que poderia impedir o compartilhamento de vídeos das Memórias”, destaca a gigante da tecnologia. Além disso foram corrigidos bugs do WebKit, os quais impediam o Safari de funcionar normalmente. O compartilhamento da nova versão, no entanto, deve chegar aos usuários progressivamente. Por isso, para quem quiser ter acesso à novidade manualmente, a alternativa é procurar a opção “Atualização de Software”. Foram atualizadas as versões finais do iPadOS 18.6, macOS 15.6, watchOS 11.6, tvOS 18.6 e visionOS 2.6.
IBGE aponta que 99,2% dos tocantinenses usam o celular para acessar a internet

Pesquisa aponta que 89,4% da população acima de 10 anos utiliza a internet e que em 9 anos cresceu 501% o uso da internet por idosos; no estado, 79,9% dos domicílios recebem sinal de televisão aberta. Levantamento baseado em dados do Módulo de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que 79,5% dos domicílios do Tocantins tinham televisores que recebiam sinal de televisão aberta em 2024. Os dados demonstram também que 89,4% da população tocantinense acima dos dez anos de idade utilizam a internet por qualquer meio ou local e que o celular é utilizado por 99,2% dos tocantinenses para navegar na rede mundial de computadores, sendo que 44,8% usaram somente o celular para fazer esse acesso. Outro dado do período destacado pelo levantamento é a posse de computador, tablet e de dispositivos inteligentes. De acordo com o IBGE, a taxa de domicílios no Tocantins em que havia este tipo de equipamento cresceu de 31,9% em 2023 para 32,2% em 2024. Apenas com microcomputador, eram 31,5%; somente tablet, 7,2% e, tendo os dois, 5,4%. Quanto aos dispositivos inteligentes, a pesquisa informa que houve regressão. Em 2024, 11,6% dos locais entrevistgas alegaram possuir essa tecnologia contra 12,1% em 2023. Os domicílios em que havia utilização da internet somavam 93% no Tocantins, sendo um pouco abaixo da taxa brasileira, de 93,6%. Detalhamento da Pesquisa Sobre o recebimento de sinal tanto analógico quanto digital de televisão aberta por domicílios com televisores, a pesquisa informa que, no ano de 2024, 79,5% do total possuíam esse quesito. O número mostra uma queda nessa variável na comparação com anos anteriores, sendo que o valor era de 88,9% em 2022 e 87,1%, em 2023. Consequentemente, os domicílios que não recebiam sinais de televisão aberta no aparelho subiram de 10,7%, no ano anterior, para 17,4% em 2024. Os lares que os informantes não sabiam da existência do sinal foram de 3,1%. Antenas parabólicas A existência de recepção de sinal televisivo por antena parabólica no estado marcou 41,5% durante a pesquisa. Desse total, ainda foi especificado que 30,2% dos domicílios recebiam o sinal por parabólicas pequenas e, 13,4%, por parabólicas grandes. Sobre o tipo de televisor presente nos domicílios, 92,6% tinham somente aparelhos de tela fina (LED, LCD ou plasma). 6,4% do total tinham, ainda, televisores e tubo e, 0,9%, os dois tipos juntos. A TV por assinatura cresceu na comparação com 2023, sendo 14,7% ante 16,8% de 2024. Streaming de vídeo pago Ao considerar o total de domicílios que constam algum serviço de streaming pago, o Tocantins teve 41,3% do total, sendo maior que em 2022 (35,0%) e 2023 (34,7). A média brasileira, em 2024, foi de 43,4%. Apesar desse crescimento, 86,3% dos domicílios ainda têm acesso a canais de televisão aberta, ou seja, tendo uma abrangência maior. 19,0% tinham acesso por canais fechados e 89,1% tinham os dois tipos de recepção de canais nos televisores. Uso da Internet Conforme o Módulo de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) da PNAD Contínua, na comparação entre 2023 e 2024, houve elevação do uso de internet por qualquer meio ou local na populaçã acima de dez anos de idade. Em 2023, a taxa foi de 87,7% contra 89,4% em 2024. O dado demonstra que o Tocantins alcançou um número maior que a média brasileira (89,1%) e da Região Norte (88,2%). Por sexo, as mulheres foram a maioria usuária no ano passado, sendo 91,1% delas, ante 87,8% deles. Ao considerar o grau de instrução, pessoas com ensino médio completo foram a maior parte, sendo 31,0% dos utilizadores, já os tocantinenses sem instrução ou com fundamental representaram 30,6% do total. Cresce em 501% o uso da internet por idosos O início da TIC foi em 2016, quando o grupo de pessoas de 60 anos ou mais que acessavam a internet era de apenas 11,2% no estado, número abaixo da média brasileira de 24,7%, na ocasião. Em 2024, a taxa no Tocantins cresceu para 67,3% dos idosos, o que significa uma elevação de 501% na comparação com o começo da pesquisa. Na participação total em cada faixa de idade, ano passado, o grupo de 25 a 29 anos era o mais conectado, com 97,0%, seguido de tocantinenses de 20 a 24 anos (96,3%) e de 30 a 39 (95,9%). Sobre os adolescentes com acesso à internet, 81,3% dos moradores de 10 a 13 anos navegaram no período de referência. O número é superado entre pessoas de 14 a 19 anos, sendo 93,2% deles. Navegação na internet Microcomputador foi a ferramenta de navegação para 28,3% das pessoas de 10 anos ou mais, sendo superado pelos tocantinenses que utilizaram televisão, 46,3%. Tablets foram os menos relatados, pontuando apenas 5,6%. Todos os dias, 94,7% da população do Tocantins acessaram a internet, enquanto 3,0% responderam que mexiam em cinco ou seis vezes. De uma a quatro vezes, 1,7% e apenas 0,7% falaram que navegavam menos de uma vez por semana. Conversas por voz ou vídeo são o principal motivo de utilização da internet no estado O levantamento mostrou, também, que 95,9% dos tocantinenses acessaram a internet para conversar por voz ou vídeo, sendo o principal motivo relatado. Enviar ou receber mensagens de texto, voz ou imagens por aplicativos diferentes de e-mail foram 89,6%; assistir a vídeos, inclusive programas, séries e filmes, 86,7%; usar redes sociais, 85,9%. A justificativa menos usada, 11,6% das pessoas, for a de vender ou anunciar bens ou serviços.
Sonda da Nasa captura imagem mais próxima do Sol já feita; veja

A sonda solar Parker, da Nasa, produziu as imagens mais próximas do Sol já registradas. Os dados recolhidos pelo instrumento estão possibilitando que os cientistas entendam melhor a influência do astro em todo o Sistema Solar, incluindo os possíveis efeitos na Terra. Nas fotos e vídeos enviadas pelo veículo, que estava voando a apenas 6,1 milhões de quilômetros da superfície solar, é possível detectar a coroa e o vento solar — um fluxo de partículas eletricamente carregadas que se espalham correntes magnéticas pelo espaço. “Estamos testemunhando onde as ameaças climáticas espaciais à Terra começam, com nossos olhos, não apenas com modelos. Esses novos dados nos ajudarão a aprimorar significativamente nossas previsões climáticas espaciais para garantir a segurança de nossos astronautas e a proteção de nossa tecnologia aqui na Terra e em todo o Sistema Solar”, disse Nicky Fox, administradora associada da Diretoria de Missões Científicas na sede da Nasa em Washington, em um comunicado à imprensa. As correntes elétricas identificadas nos registros da sonda solar Parker são responsáveis por gerar auroras, desintegrar atmosferas planetárias e induzir correntes elétricas que podem sobrecarregar as redes de energia e afetar as comunicações na Terra. Com esses registros, os cientistas podem buscar entender com mais profundidade o impacto do vento solar no nosso sistema e compreender as origens desse movimento no astro. A sonda solar Parker foi lançada ao espaço em agosto de 2018 com a missão de “tocar o Sol”, se tornando a primeira espaçonave a voar pela coroa — a atmosfera superior do astro — em 2021. Em 2024, o veículo atingiu a aproximação recorde. A espaçonave passou a apenas 6,1 milhões de quilômetros da superfície solar em 24 de dezembro, voando para a atmosfera externa do Sol, chamada coroa, em uma missão para ajudar os cientistas a aprender mais sobre a estrela. A nave Parker continuará nesta órbita até completar mais duas voltas no Sol e finalizar a missão que começou em 2018. No total, ao longo de sete anos, a espaçonave completará 24 voltas ao redor da estrela. Para poder completar sua missão, a sonda foi construída por um escudo composto de carbono de cerca de 11 centímetros de espessura que pode suportar temperaturas que chegam a quase 1.377ºC
Confiar demais na IA pode custar capacidade de pensar

A revolução digital trouxe inúmeras facilidades para nossas vidas, mas será que estamos pagando um preço alto demais por essa conveniência? Esta é a questão central abordada por Camila Achutti no mais recente episódio do programa “No Lucro CNN”. Fundadora da Mastertech e da ONG SOMAS, Camila é referência em tecnologia, educação e equidade no Brasil. Ela traz uma visão crítica sobre o uso da IA sem preparo, os riscos da automatização e os dilemas de quem também empreende no meio dessa revolução digital. Achutti levanta um alerta sobre os impactos da dependência digital no funcionamento do nosso cérebro. Ela compartilha uma experiência pessoal que ilustra bem o problema: “Eu não sei o telefone do meu marido de cor. Uma vez fiquei presa aqui no prédio”, relata a especialista, destacando como confiamos excessivamente em nossos dispositivos para armazenar informações básicas. Terceirização da memória A discussão vai além da simples memorização de números telefônicos. Achutti argumenta que “a gente terceirizou, por total conforto nosso, nossa capacidade de armazenamento para a internet”. Essa dependência da tecnologia para funções antes realizadas por nosso cérebro levanta questões preocupantes sobre o futuro de nossas habilidades cognitivas. >>Tocantins usa inteligência artificial para otimizar tarefas e reduzir burocracia O debate se torna ainda mais relevante quando consideramos o avanço da inteligência artificial. “O que está acontecendo agora? Eu estou terceirizando a minha capacidade de processamento e cognição para inteligência artificial”, alerta Achutti. Esta observação levanta uma série de questionamentos sobre os possíveis efeitos a longo prazo dessa dependência tecnológica. Impactos na capacidade cognitiva A especialista especula sobre as consequências dessa terceirização cognitiva: “Será que quando eu precisar, não depender disso, eu vou conseguir ter as minhas próprias ideias? Construir, ter algum insight? Ou eu estou literalmente atrofiando a minha capacidade cognitiva?”. Essas perguntas são cruciais em uma era onde a tecnologia está cada vez mais integrada em nossas vidas cotidianas. O episódio do “No Lucro CNN” serve como um importante alerta para refletirmos sobre nosso relacionamento com a tecnologia e como podemos manter nossas habilidades cognitivas afiadas em um mundo digital.
Duolingo vai substituir funcionários pela IA

Perder o emprego para a inteligência artificial está se tornando muito mais do que um simples temor relacionado a um futuro distante. Diversas empresas já estão anunciando cortes de funcionários e investimentos em tecnologia para substitui-los. O mais novo exemplo disso é o Duolingo, famosa plataforma de aprendizado de idiomas. Em uma publicação no LinkedIn, o cofundador e CEO Luis von Ahn, informou que a companhia “deixará gradualmente de usar contratados para fazer trabalhos que a IA pode realizar”. Empresa quer virar referência no uso de IA Luis von Ahn afirmou que o objetivo é tornar o Duolingo um exemplo global do uso de IA. Para isso, será necessário repensar algumas estratégias e implementar “algumas restrições construtivas”. Ainda segundo ele, “fazer pequenos ajustes em sistemas projetados para humanos” não é o suficiente para atingir as metas propostas. Dessa forma, o CEO da empresa explicou que, gradualmente, deixará de usar contratados para fazer trabalhos que a IA possa realizar. E que só serão contratados novos funcionários caso estas funções não possam ser automatizadas. Foco dos trabalhadores será no processo criativo Na publicação, Luis von Ahn ressaltou que “o Duolingo continuará sendo uma empresa que se preocupa profundamente com seus funcionários”. Ainda explicou que os trabalhadores poderão “se concentrar no trabalho criativo e em problemas reais, não em tarefas repetitivas”. O CEO da empresa defendeu que a IA não representa apenas um aumento de produtividade, mas sim ajuda a melhorar as formas de aprendizado na plataforma. Por fim, ele destaca que “substituir um processo lento e manual de criação de conteúdo por um alimentado por IA” foi a melhor decisão já tomada pela companhia. Apesar do anúncio deixar claro que haverá demissões no futuro, não foi informado quando e nem quantos funcionários podem ser desligados da empresa. As informações são do portal The Verge.
ChatGPT é o app mais baixado do mundo pela primeira vez; veja ranking

O ChatGPT foi o app mais baixado do mundo em março de 2025, segundo dados da plataforma de monitoramento Appfigures Intelligence. Pela primeira vez no topo do ranking, a inteligência artificial (IA) da OpenAI registrou 46 milhões de downloads no período, representando um aumento de 28% em relação ao mês anterior. O TikTok, que até fevereiro ocupava o primeiro lugar, caiu para terceiro. Já o Instagram, com números próximos a IA, ficou em segundo. Além disso, apps de compras e edição também ocupam espaço na lista. Confira, a seguir, o ranking completo. 10 apps mais baixados no mundo Conforme o relatório da Appfigures Intelligence, no primeiro trimestre de 2025, o número de downloads do ChatGPT cresceu cerca de 150% em comparação ao mesmo período do ano passado. Confira a lista completa abaixo. ChatGPT — 46 milhões Instagram — 46 milhões TikTok — 45 milhões Facebook — 36 milhões WhatsApp — 35 milhões Temu — 32 milhões CapCut — 27 milhões Telegram — 25 milhões Snapchat — 23 milhões Threads — 23 milhões Crescimento do ChatGPT O crescimento contínuo do ChatGPT pode ser atribuído às recentes atualizações na plataforma. Com o modelo GPT-4o, foram introduzidas ferramentas como o Refletir, que permite à IA pensar com mais profundidade antes de responder, e a Lousa, voltada para edição de textos e revisão de códigos. No entanto, o grande salto veio com a nova funcionalidade de geração de imagens realistas a partir de prompts em texto ou áudio. Um exemplo foi o viral inspirado no estilo do Studio Ghibli, que gerou tanta demanda que a plataforma precisou limitar temporariamente o acesso ao recurso. Somente uma hora após a liberação desses novos recursos, Sam Altman, CEO da OpenAI, anunciou nas redes sociais que a plataforma havia conquistado 1 milhão de novos usuários.

