Apple libera iOS 18.6 para todos; veja o que muda na nova versão

A Apple liberou a atualização iOS 18.6 para todos os dispositivos compatíveis nesta terça-feira (29), com a última versão do sistema operacional. Além dele, empresa de tecnologia lançou o macOS Sequoia 15.6. Com melhorias de estabilidade e desempenho, a versão tem como objetivo otimizar funcionalidades do sistema. “Esta atualização fornece correções de bugs e atualizações de segurança importantes, além de resolver um problema no app Fotos que poderia impedir o compartilhamento de vídeos das Memórias”, destaca a gigante da tecnologia. Além disso foram corrigidos bugs do WebKit, os quais impediam o Safari de funcionar normalmente.  O compartilhamento da nova versão, no entanto, deve chegar aos usuários progressivamente. Por isso, para quem quiser ter acesso à novidade manualmente, a alternativa é procurar a opção “Atualização de Software”. Foram atualizadas as versões finais do iPadOS 18.6, macOS 15.6, watchOS 11.6, tvOS 18.6 e visionOS 2.6.

IBGE aponta que 99,2% dos tocantinenses usam o celular para acessar a internet

Pesquisa aponta que 89,4% da população acima de 10 anos utiliza a internet e que em 9 anos cresceu 501% o uso da internet por idosos; no estado, 79,9% dos domicílios recebem sinal de televisão aberta. Levantamento baseado em dados do Módulo de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que 79,5% dos domicílios do Tocantins tinham televisores que recebiam sinal de televisão aberta em 2024. Os dados demonstram também que 89,4% da população tocantinense acima dos dez anos de idade utilizam a internet por qualquer meio ou local e que o celular é utilizado por 99,2% dos tocantinenses para navegar na rede mundial de computadores, sendo que 44,8% usaram somente o celular para fazer esse acesso. Outro dado do período destacado pelo levantamento é a posse de computador, tablet e de dispositivos inteligentes. De acordo com o IBGE, a taxa de domicílios no Tocantins em que havia este tipo de equipamento cresceu de 31,9% em 2023 para 32,2% em 2024. Apenas com microcomputador, eram 31,5%; somente tablet, 7,2% e, tendo os dois, 5,4%. Quanto aos dispositivos inteligentes, a pesquisa informa que houve regressão. Em 2024, 11,6% dos locais entrevistgas alegaram possuir essa tecnologia contra 12,1% em 2023. Os domicílios em que havia utilização da internet somavam 93% no Tocantins, sendo um pouco abaixo da taxa brasileira, de 93,6%. Detalhamento da Pesquisa Sobre o recebimento de sinal tanto analógico quanto digital de televisão aberta por domicílios com televisores, a pesquisa informa que, no ano de 2024, 79,5% do total possuíam esse quesito. O número mostra uma queda nessa variável na comparação com anos anteriores, sendo que o valor era de 88,9% em 2022 e 87,1%, em 2023. Consequentemente, os domicílios que não recebiam sinais de televisão aberta no aparelho subiram de 10,7%, no ano anterior, para 17,4% em 2024. Os lares que os informantes não sabiam da existência do sinal foram de 3,1%. Antenas parabólicas A existência de recepção de sinal televisivo por antena parabólica no estado marcou 41,5% durante a pesquisa. Desse total, ainda foi especificado que 30,2% dos domicílios recebiam o sinal por parabólicas pequenas e, 13,4%, por parabólicas grandes. Sobre o tipo de televisor presente nos domicílios, 92,6% tinham somente aparelhos de tela fina (LED, LCD ou plasma). 6,4% do total tinham, ainda, televisores e tubo e, 0,9%, os dois tipos juntos. A TV por assinatura cresceu na comparação com 2023, sendo 14,7% ante 16,8% de 2024. Streaming de vídeo pago Ao considerar o total de domicílios que constam algum serviço de streaming pago, o Tocantins teve 41,3% do total, sendo maior que em 2022 (35,0%) e 2023 (34,7). A média brasileira, em 2024, foi de 43,4%. Apesar desse crescimento, 86,3% dos domicílios ainda têm acesso a canais de televisão aberta, ou seja, tendo uma abrangência maior. 19,0% tinham acesso por canais fechados e 89,1% tinham os dois tipos de recepção de canais nos televisores. Uso da Internet Conforme o Módulo de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) da PNAD Contínua, na comparação entre 2023 e 2024, houve elevação do uso de internet por qualquer meio ou local na populaçã acima de dez anos de idade. Em 2023, a taxa foi de 87,7% contra 89,4% em 2024. O dado demonstra que o Tocantins alcançou um número maior que a média brasileira (89,1%) e da Região Norte (88,2%). Por sexo, as mulheres foram a maioria usuária no ano passado, sendo 91,1% delas, ante 87,8% deles. Ao considerar o grau de instrução, pessoas com ensino médio completo foram a maior parte, sendo 31,0% dos utilizadores, já os tocantinenses sem instrução ou com fundamental representaram 30,6% do total. Cresce em 501% o uso da internet por idosos O início da TIC foi em 2016, quando o grupo de pessoas de 60 anos ou mais que acessavam a internet era de apenas 11,2% no estado, número abaixo da média brasileira de 24,7%, na ocasião. Em 2024, a taxa no Tocantins cresceu para 67,3% dos idosos, o que significa uma elevação de 501% na comparação com o começo da pesquisa. Na participação total em cada faixa de idade, ano passado, o grupo de 25 a 29 anos era o mais conectado, com 97,0%, seguido de tocantinenses de 20 a 24 anos (96,3%) e de 30 a 39 (95,9%). Sobre os adolescentes com acesso à internet, 81,3% dos moradores de 10 a 13 anos navegaram no período de referência. O número é superado entre pessoas de 14 a 19 anos, sendo 93,2% deles. Navegação na internet Microcomputador foi a ferramenta de navegação para 28,3% das pessoas de 10 anos ou mais, sendo superado pelos tocantinenses que utilizaram televisão, 46,3%. Tablets foram os menos relatados, pontuando apenas 5,6%.     Todos os dias, 94,7% da população do Tocantins acessaram a internet, enquanto 3,0% responderam que mexiam em cinco ou seis vezes. De uma a quatro vezes, 1,7% e apenas 0,7% falaram que navegavam menos de uma vez por semana.     Conversas por voz ou vídeo são o principal motivo de utilização da internet no estado O levantamento mostrou, também, que 95,9% dos tocantinenses acessaram a internet para conversar por voz ou vídeo, sendo o principal motivo relatado. Enviar ou receber mensagens de texto, voz ou imagens por aplicativos diferentes de e-mail foram 89,6%; assistir a vídeos, inclusive programas, séries e filmes, 86,7%; usar redes sociais, 85,9%. A justificativa menos usada, 11,6% das pessoas, for a de vender ou anunciar bens ou serviços.

Sonda da Nasa captura imagem mais próxima do Sol já feita; veja

A sonda solar Parker, da Nasa, produziu as imagens mais próximas do Sol já registradas. Os dados recolhidos pelo instrumento estão possibilitando que os cientistas entendam melhor a influência do astro em todo o Sistema Solar, incluindo os possíveis efeitos na Terra. Nas fotos e vídeos enviadas pelo veículo, que estava voando a apenas 6,1 milhões de quilômetros da superfície solar, é possível detectar a coroa e o vento solar — um fluxo de partículas eletricamente carregadas que se espalham correntes magnéticas pelo espaço. “Estamos testemunhando onde as ameaças climáticas espaciais à Terra começam, com nossos olhos, não apenas com modelos. Esses novos dados nos ajudarão a aprimorar significativamente nossas previsões climáticas espaciais para garantir a segurança de nossos astronautas e a proteção de nossa tecnologia aqui na Terra e em todo o Sistema Solar”, disse Nicky Fox, administradora associada da Diretoria de Missões Científicas na sede da Nasa em Washington, em um comunicado à imprensa. As correntes elétricas identificadas nos registros da sonda solar Parker são responsáveis por gerar auroras, desintegrar atmosferas planetárias e induzir correntes elétricas que podem sobrecarregar as redes de energia e afetar as comunicações na Terra. Com esses registros, os cientistas podem buscar entender com mais profundidade o impacto do vento solar no nosso sistema e compreender as origens desse movimento no astro. A sonda solar Parker foi lançada ao espaço em agosto de 2018 com a missão de “tocar o Sol”, se tornando a primeira espaçonave a voar pela coroa — a atmosfera superior do astro — em 2021. Em 2024, o veículo atingiu a aproximação recorde. A espaçonave passou a apenas 6,1 milhões de quilômetros da superfície solar em 24 de dezembro, voando para a atmosfera externa do Sol, chamada coroa, em uma missão para ajudar os cientistas a aprender mais sobre a estrela. A nave Parker continuará nesta órbita até completar mais duas voltas no Sol e finalizar a missão que começou em 2018. No total, ao longo de sete anos, a espaçonave completará 24 voltas ao redor da estrela. Para poder completar sua missão, a sonda foi construída por um escudo composto de carbono de cerca de 11 centímetros de espessura que pode suportar temperaturas que chegam a quase 1.377ºC

Confiar demais na IA pode custar capacidade de pensar

A revolução digital trouxe inúmeras facilidades para nossas vidas, mas será que estamos pagando um preço alto demais por essa conveniência? Esta é a questão central abordada por Camila Achutti no mais recente episódio do programa “No Lucro CNN”. Fundadora da Mastertech e da ONG SOMAS, Camila é referência em tecnologia, educação e equidade no Brasil. Ela traz uma visão crítica sobre o uso da IA sem preparo, os riscos da automatização e os dilemas de quem também empreende no meio dessa revolução digital. Achutti levanta um alerta sobre os impactos da dependência digital no funcionamento do nosso cérebro. Ela compartilha uma experiência pessoal que ilustra bem o problema: “Eu não sei o telefone do meu marido de cor. Uma vez fiquei presa aqui no prédio”, relata a especialista, destacando como confiamos excessivamente em nossos dispositivos para armazenar informações básicas. Terceirização da memória A discussão vai além da simples memorização de números telefônicos. Achutti argumenta que “a gente terceirizou, por total conforto nosso, nossa capacidade de armazenamento para a internet”. Essa dependência da tecnologia para funções antes realizadas por nosso cérebro levanta questões preocupantes sobre o futuro de nossas habilidades cognitivas. >>Tocantins usa inteligência artificial para otimizar tarefas e reduzir burocracia O debate se torna ainda mais relevante quando consideramos o avanço da inteligência artificial. “O que está acontecendo agora? Eu estou terceirizando a minha capacidade de processamento e cognição para inteligência artificial”, alerta Achutti. Esta observação levanta uma série de questionamentos sobre os possíveis efeitos a longo prazo dessa dependência tecnológica. Impactos na capacidade cognitiva A especialista especula sobre as consequências dessa terceirização cognitiva: “Será que quando eu precisar, não depender disso, eu vou conseguir ter as minhas próprias ideias? Construir, ter algum insight? Ou eu estou literalmente atrofiando a minha capacidade cognitiva?”. Essas perguntas são cruciais em uma era onde a tecnologia está cada vez mais integrada em nossas vidas cotidianas. O episódio do “No Lucro CNN” serve como um importante alerta para refletirmos sobre nosso relacionamento com a tecnologia e como podemos manter nossas habilidades cognitivas afiadas em um mundo digital.

Duolingo vai substituir funcionários pela IA

Perder o emprego para a inteligência artificial está se tornando muito mais do que um simples temor relacionado a um futuro distante. Diversas empresas já estão anunciando cortes de funcionários e investimentos em tecnologia para substitui-los. O mais novo exemplo disso é o Duolingo, famosa plataforma de aprendizado de idiomas. Em uma publicação no LinkedIn, o cofundador e CEO Luis von Ahn, informou que a companhia “deixará gradualmente de usar contratados para fazer trabalhos que a IA pode realizar”. Empresa quer virar referência no uso de IA Luis von Ahn afirmou que o objetivo é tornar o Duolingo um exemplo global do uso de IA. Para isso, será necessário repensar algumas estratégias e implementar “algumas restrições construtivas”. Ainda segundo ele, “fazer pequenos ajustes em sistemas projetados para humanos” não é o suficiente para atingir as metas propostas. Dessa forma, o CEO da empresa explicou que, gradualmente, deixará de usar contratados para fazer trabalhos que a IA possa realizar. E que só serão contratados novos funcionários caso estas funções não possam ser automatizadas. Foco dos trabalhadores será no processo criativo Na publicação, Luis von Ahn ressaltou que “o Duolingo continuará sendo uma empresa que se preocupa profundamente com seus funcionários”. Ainda explicou que os trabalhadores poderão “se concentrar no trabalho criativo e em problemas reais, não em tarefas repetitivas”. O CEO da empresa defendeu que a IA não representa apenas um aumento de produtividade, mas sim ajuda a melhorar as formas de aprendizado na plataforma. Por fim, ele destaca que “substituir um processo lento e manual de criação de conteúdo por um alimentado por IA” foi a melhor decisão já tomada pela companhia. Apesar do anúncio deixar claro que haverá demissões no futuro, não foi informado quando e nem quantos funcionários podem ser desligados da empresa. As informações são do portal The Verge.

ChatGPT é o app mais baixado do mundo pela primeira vez; veja ranking

O ChatGPT foi o app mais baixado do mundo em março de 2025, segundo dados da plataforma de monitoramento Appfigures Intelligence. Pela primeira vez no topo do ranking, a inteligência artificial (IA) da OpenAI registrou 46 milhões de downloads no período, representando um aumento de 28% em relação ao mês anterior. O TikTok, que até fevereiro ocupava o primeiro lugar, caiu para terceiro. Já o Instagram, com números próximos a IA, ficou em segundo. Além disso, apps de compras e edição também ocupam espaço na lista. Confira, a seguir, o ranking completo. 10 apps mais baixados no mundo Conforme o relatório da Appfigures Intelligence, no primeiro trimestre de 2025, o número de downloads do ChatGPT cresceu cerca de 150% em comparação ao mesmo período do ano passado. Confira a lista completa abaixo. ChatGPT — 46 milhões Instagram — 46 milhões TikTok — 45 milhões Facebook — 36 milhões WhatsApp — 35 milhões Temu — 32 milhões CapCut — 27 milhões Telegram — 25 milhões Snapchat — 23 milhões Threads — 23 milhões Crescimento do ChatGPT O crescimento contínuo do ChatGPT pode ser atribuído às recentes atualizações na plataforma. Com o modelo GPT-4o, foram introduzidas ferramentas como o Refletir, que permite à IA pensar com mais profundidade antes de responder, e a Lousa, voltada para edição de textos e revisão de códigos. No entanto, o grande salto veio com a nova funcionalidade de geração de imagens realistas a partir de prompts em texto ou áudio. Um exemplo foi o viral inspirado no estilo do Studio Ghibli, que gerou tanta demanda que a plataforma precisou limitar temporariamente o acesso ao recurso. Somente uma hora após a liberação desses novos recursos, Sam Altman, CEO da OpenAI, anunciou nas redes sociais que a plataforma havia conquistado 1 milhão de novos usuários.

Anatel aprova expansão da Starlink, de Elon Musk, no Brasil

 Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou a expansão do sistema de satélites da Starlink, do bilionário Elon Musk, no Brasil. Com a decisão, a empresa vai poder lançar mais 7,5 mil satélites. Hoje, a Starlink está autorizada a operar 4,4 mil satélites no Brasil até 2027. O aval da Anatel nesta terça mantém o prazo até 2027. Embora autorize a companhia, a Anatel emitiu um “alerta regulatório” sinalizando a necessidade de revisar a norma que regulamenta a operação dos chamados satélites de “baixa órbita” — tecnologia usada pela empresa de Musk. “Diante dos efeitos decorrentes da intensificação da exploração comercial de satélites de órbita baixa, emite-se alerta regulatório com vistas a destacar a atualização em curso do marco normativo vigente, especialmente frente aos riscos identificados nos domínios concorrencial, da sustentabilidade espacial e da soberania digital”, disse o relator do processo, conselheiro Alexandre Freire. O Conselho Diretor da Anatel determinou que as áreas técnicas discutam, com urgência, a análise de impacto regulatório para alterações na norma. Freire sinaliza a necessidade de considerar “as diretrizes internacionais aplicáveis, bem como os princípios de sustentabilidade, eficiência no uso do espectro, segurança das redes, soberania nacional e promoção da concorrência”. No documento, a Anatel estabelece que os sistemas têm que coexistir, de modo a evitar restrição à competição. Além disso, a agência também pode alterar a autorização de operação no Brasil caso verifique risco à competição. A decisão foi tomada nessa terça (8) em “circuito deliberativo” — quando há a coleta de votos dos conselheiros sem a necessidade de reunião. Fonte: G1 

Studio Ghibli: onda nas redes sociais reacende debate sobre IA e direito autoral

O recente lançamento do DALL·E 3, novo gerador de imagens da OpenAI, baseado no modelo GPT-4o, provocou uma nova – e polêmica –  trend nas redes sociais: a geração de imagens inspiradas no estilo do estúdio de animação japonês Studio Ghibli, conhecido por criações como Meu Amigo Totoro (1988), A viagem de Chihiro (2001) e O menino e a garça (2023). Segundo a empresa, seu novo modelo de inteligência artificial traz uma abordagem multimodal, permitindo a geração de imagens mais precisas e fotorrealistas. Sua primeira versão foi lançada em 2021 e integrada ao ChatGPT em 2023. IA, criatividade e direitos autorais A trend #GhibliAesthetic, que acumula milhões de visualizações, trouxe de volta à tona uma antiga declaração do co-fundador do Studio Ghibli e ganhador do Oscar, Hayao Miyazaki,  de 84 anos, sobre a arte gerada por IA. O artista, conhecido por sua animação desenhada à mão em seu meticuloso método quadro a quadro, classificou o movimento como “insulto à própria vida” em declaração dada em 2016. “Estou completamente enojado. Se você realmente quer fazer coisas assustadoras, pode ir em frente e fazer. Eu nunca desejaria incorporar essa tecnologia ao meu trabalho. Sinto que isso é um insulto à própria vida”, disse Miyazaki durante uma reunião, há nove anos e que voltou a repercutir nas redes após a atual onda das imagens geradas pelo ChatGPT. Embora muitos usuários das redes sociais estejam se divertindo ao compartilhar diversas imagens ao estilo da animação, a prática também levantou debates sobre o uso da tecnologia e a violação de direitos autorais. Victor Machado, professor e mestre em engenharia de software e gerente de novos produtos do Inteli, explica que inteligência artificial generativa não tem criatividade como os humanos. Para a IA produzir algo, portanto, é necessário que ela tenha sido instruída de acordo, seja pelo prompt do usuário ou pela base de dados usada no seu aprendizado. “A criatividade, de pensar fora da caixa e trazer soluções diferenciadas a partir de inspirações, sejam artísticas ou profissionais, ainda é algo inerentemente humano. A IA deve ser usada como uma ferramenta para alavancar o potencial criativo do criador e não como um substituto da sua capacidade criativa”, disse. “A IA pode sim expandir a criatividade, mas deve ser usada com consciência. Reproduzir estilos sem atribuição ou autorização pode banalizar anos de trabalho artístico. As novas gerações precisam usar a IA como ponto de partida para inovação e não como atalho para copiar estéticas consagradas”, reforça também André Insardi, CEO da Khipo e professor de graduação e MBA da ESPM. Insardi ressalta que a experimentação criativa exige responsabilidade — já que ela está mudando o conceito de autoria, sendo o “criador” o responsável por compartilhar as informações com o algoritmo. “Reproduzir estilos artísticos pode ser uma forma de aprendizado ou homenagem, desde que respeite os limites do direito autoral. O uso comercial ou enganoso, por outro lado, levanta questões legais e éticas sérias”, pontua. “Os desafios éticos e técnicos vão desde o uso indevido de obras protegidas no treinamento até a ausência de normas jurídicas claras sobre derivação, crédito e remuneração. Precisamos urgentemente de marcos legais que acompanhem essa evolução”, segue. Desafios sobre propriedade intelectual Para Alexander Coelho, advogado especialista em direito digital e membro da Comissão de Privacidade e Proteção de Dados e Inteligência Artificial da OAB/SP, o Studio Ghibli pode processar o ChatGPT desde que consiga provar que suas obras ou seu estilo distintivo foram utilizados sem autorização. Porém, o sucesso dessa ação dependeria da capacidade de demonstrar que o sistema de IA foi treinado com o conteúdo do estúdio sem o seu consentimento. “A questão é que o estilo Ghibli, embora não seja uma ‘obra’ isolada, pode ter elementos protegidos: personagens, paletas visuais, traços únicos e o próprio nome. O caminho jurídico poderia passar por violação de marca, concorrência desleal ou uso indevido de propriedade intelectual”, explica. O advogado pontua que hoje, mais do que nunca, o artista precisa agir como um estrategista para blindar suas criações, monitorando também como e onde elas aparecem, pois “em um mundo onde algoritmos ‘aprendem’ sem pedir licença, a vigilância tornou-se parte da arte”. “Além disso, é fundamental documentar o ‘traço distintivo’ de sua identidade visual, pois embora estilos não sejam protegíveis por si só, eles podem ser invocados como parte de uma marca ou como elemento caracterizador em disputas sobre concorrência desleal ou uso indevido de imagem autoral”, explica. No Brasil e Estados Unidos existem órgãos de proteção de identidade criativa que garantem ao autor direitos autorais sobre suas obras. Já sobre obras criadas por IA, no início deste ano, o United States Copyright Office (USCO), órgão responsável pelo registro de direitos autorais dos EUA, reconheceu de forma inédita a proteção de direitos autorais à uma obra inteiramente gerada por inteligência artificial, intitulada de A Single Piece of American Cheese, criada pelo CEO da plataforma Invoke. Fonte: Meio e Mensagem

Apple anuncia fim de 3 iPhones; saiba mais

A Apple planeja descontinuar três modelos de iPhone em 2025, uma decisão que afetará milhões de usuários ao redor do mundo: o iPhone 14, o iPhone 14 Plus e o iPhone SE de terceira geração. Esse movimento, previsto para ocorrer ao longo do ano, reflete a estratégia da gigante tecnológica de manter seu portfólio alinhado às demandas por inovação, desempenho e segurança. Com o lançamento de dispositivos mais avançados, como a linha iPhone 16 e os aguardados iPhone 17, a empresa busca direcionar consumidores para tecnologias mais recentes, como processadores potentes, câmeras aprimoradas e integração com inteligência artificial via Apple Intelligence. A retirada desses modelos, anunciada em março de 2025, já gera debates entre usuários sobre o futuro de seus aparelhos e as opções disponíveis no mercado. O iPhone 14, lançado em 2022, e sua variante Plus trouxeram novidades como o chip A15 Bionic e melhorias em fotografia computacional, enquanto o iPhone SE (3ª geração), também de 2022, conquistou fãs por oferecer desempenho sólido em um design compacto. Apesar de sua popularidade, esses dispositivos serão substituídos por modelos que suportam as exigências de softwares mais recentes e funcionalidades avançadas, como as previstas no iOS 19. A decisão impacta diretamente consumidores que ainda utilizam ou planejam adquirir esses aparelhos, especialmente em mercados emergentes, onde os modelos mais acessíveis têm forte apelo. Motivos por trás da descontinuação A Apple justifica a retirada desses iPhones como parte de um ciclo natural de renovação tecnológica. O iPhone 14 e o 14 Plus, por exemplo, já foram superados pelos avanços da linha iPhone 15, que introduziu portas USB-C e chips A16 Bionic, e da série iPhone 16, lançada em 2024 com o A18, otimizado para inteligência artificial. Já o iPhone SE de terceira geração, embora equipado com o mesmo A15 Bionic, carece de recursos como a Ilha Dinâmica e câmeras duplas, presentes em modelos mais novos. Focar em dispositivos modernos permite à empresa oferecer suporte consistente, incluindo atualizações de segurança e compatibilidade com novos aplicativos. Em 2024, cerca de 70% dos usuários de iPhone já utilizavam modelos lançados nos últimos três anos, evidenciando a rapidez com que o público adota as novidades da marca. A descontinuação também abre espaço para a produção em massa de futuros lançamentos, como o esperado iPhone 17 Air, que promete design ultrafino e desempenho superior. Alternativas para substituir os modelos Quem busca substituir os iPhones descontinuados tem opções variadas no portfólio atual da Apple. A linha iPhone 15, com versões padrão e Plus, oferece melhorias significativas em câmera, como o sensor de 48 MP, e maior eficiência energética. Já os modelos Pro e Pro Max da série iPhone 16 trazem recursos avançados, como telas ProMotion de 120 Hz e o chip A18 Pro, ideais para usuários que priorizam desempenho e fotografia profissional. Acessar o mercado de usados ou recondicionados também é uma alternativa viável. Em 2024, o iPhone 14 ainda representava 15% das vendas de iPhones usados globalmente, indicando que esses modelos continuarão circulando mesmo após saírem de linha. Para quem prefere aparelhos novos, o iPhone 16e, lançado em março de 2025 como uma opção mais acessível, combina o chip A18 com preço competitivo, mirando o público do antigo SE. Outro ponto de destaque é o programa de troca da Apple, que oferece descontos na compra de modelos recentes ao entregar aparelhos antigos. Em 2025, a empresa ampliou os incentivos, aceitando até mesmo iPhones de gerações mais velhas com valores que podem chegar a R$ 1.500, dependendo do estado do dispositivo. Cronograma de suporte e atualizações O suporte aos modelos descontinuados seguirá um calendário previsível, baseado no histórico da Apple: 2025: Fim da produção e vendas oficiais nas lojas da Apple. 2026-2027: Últimas atualizações completas do iOS, como o iOS 20. 2028: Possível fim das atualizações de segurança, marcando o término do ciclo de vida. Esse cronograma dá aos usuários tempo para planejar a transição, mas reforça a importância de manter os aparelhos atualizados enquanto o suporte estiver ativo.

Mais de 2,6 mil famílias no Tocantins podem pedir instalação da parabólica digital gratuita

Moradores de todo o Tocantins ainda podem trocar suas parabólicas tradicionais pelo kit gratuito com a nova parabólica digital gratuitamente. O prazo para agendamento da instalação termina no dia 30 de junho, às 20 horas. A estimativa é que 2,6 mil moradores ainda tenham direito ao benefício. O agendamento e a instalação gratuita são realizados pela Siga Antenado, entidade não-governamental e sem fins lucrativos criada por determinação da Anatel. Os municípios beneficiadoas são: Angico; Araguanã; Campos Lindos; Caseara; Crixás do Tocantins; Goianorte; Goiatins; Gurupi; Lagoa da Confusão; Muricilândia; Sandolândia; Santa Terezinha do Tocantins; São Félix do Tocantins; São Miguel do Tocantins.   A substituição dos equipamentos é importante porque muitas emissoras já deixaram de transmitir seus canais pelo sinal das parabólicas tradicionais, e outras farão o mesmo em breve. Com a nova parabólica digital, as famílias poderão assistir a mais de 80 canais com som e imagem de alta qualidade, sem interferências. Como realizar o agendamento dos kits Para receber o novo equipamento, é necessário estar inscrito em algum programa social do Governo Federal e possuir uma parabólica tradicional em funcionamento. A instalação é realizada sem custo para as famílias elegíveis. Com mais de 4,8 milhões de instalações gratuitas já concluídas no país, sendo mais de 90 mil instaladas no Tocantins, a Siga Antenado reforça a importância de agendar o quanto antes a substituição. Os interessados devem entrar em contato pelo telefone 0800 729 2404 ou acessar o site sigaantenado.com.br, informando o CPF ou o Número de Identificação Social (NIS) no momento do atendimento.