Como funciona o teste de gravidez e qual sua eficácia?

Os testes de gravidez são a forma mais rápida e acessível de confirmar uma possível gestação. Eles detectam a presença do hormônio hCG, que começa a ser produzido após a fecundação. Existem testes de urina, vendidos em farmácias que oferecem maior precisão. Mas qual a eficácia desse teste, como funciona e quando realizar para obter um resultado confiável? Como funciona o teste de gravidez? As fitas dos testes de gravidez são feitas para detectar se à presença da gonadotrofina coriônica humana (Beta hCG), hormônio que só é produzido quando a mulher está grávida. Qual a eficácia do teste de gravidez? A eficácia varia dependendo do tipo de teste e do momento em que é realizado. O teste comprado em farmácia quando realizado corretamente têm uma precisão de cerca de 97%. O ideal é realizá-lo a partir do primeiro dia de atraso menstrual, pois antes disso o nível de hCG pode ser baixo, resultando em um falso negativo. Como realizar o teste? Para realizar o teste colete a urina no recipiente transparente que vem junto ao teste, após mergulhe a fita na urina até a faixa azul com a descrição “max” e espere de cinco a dez minutos. Uma linha significa negativo e duas linhas significa positivo para gravidez. Caso não apareça nenhuma linha, há um erro e é necessário fazer outro teste. Em casos em que a gestação está no início, a segunda linha pode aparecer com a cor visualmente fraca, e é indicado fazer mais um teste ou então realizar a coleta de sangue para um resultado mais preciso. Se o resultado do teste for negativo e a menstruação estiver atrasada, ou se existirem sintomas sugestivos de gravidez, o teste deve ser repetido após 3 a 5 dias. Quais as recomendações para fazer o teste de gravidez corretamente? Observe se o teste tem o selo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e registro no Ministério da Saúde, verifique a validade do teste e as condições da embalagem. Se estiver aberta ou tiver sido exposta à umidade, é possível que o teste não funcione corretamente. Vale ressaltar que é indicado que a mulher faça o teste um dia após o atraso menstrual e que realize o teste com a primeira urina da manhã, pois é quando a urina está concentrada e fica fácil identificar a presença de hormônios. Além disso, realizar a coleta de sangue também é indicado para um resultado mais preciso.   Fonte: Olhar Digital

Para manter história da avó viva, jovem abre loja de moda feminina em Araguaína

Aos 29 anos, Rebeca Neyelle carrega não apenas o dom do empreendedorismo, mas também uma história de amor e inspiração que se reflete em cada detalhe da La Belle Maria, sua loja em Araguaína. O que começou como uma simples experiência de venda, logo se transformou em um propósito maior, carregado de afeto e significado. Foi em 2022 que tudo começou. Rebeca fez sua primeira compra e, para sua surpresa, vendeu rapidamente. O sucesso inesperado acendeu uma ideia: por que não criar algo próprio? Mas o que poderia ser apenas um negócio logo se tornou uma homenagem. Depois da perda de sua avó, dona Maria, Rebeca encontrou na moda uma maneira de manter viva a lembrança de alguém que sempre foi sua referência de estilo e elegância. A escolha do nome da loja não foi por acaso. “La Belle” vem do francês e significa “bela”, e “Maria” foi a forma que Rebeca encontrou para eternizar sua avó, uma mulher cuidadosa, que adorava se vestir bem e sempre valorizou o poder da aparência como forma de expressão e autoestima. Assim, a La Belle Maria nasceu não apenas para oferecer moda, mas para transmitir um conceito de beleza com significado, respeito e tradição. Hoje, as peças da loja vai além das tendências, trazendo produtos que refletem sofisticação e identidade. Cada escolha, cada coleção carrega um pouco da essência de Rebeca e da memória de sua avó, provando que moda é mais do que vestir-se bem: é sobre história, afeto e legado. Na La Belle Maria, cada peça conta uma história. E essa história começou com o amor de uma neta por sua avó.

Viajar é o maior sonho das mulheres brasileiras de todas as idades, mostra pesquisa

Sonhar acordado é um combustível para movimentar a vida. Com o objetivo de mostrar o modo como as diferentes gerações cultivam seus desejos, o Instituto Think Olga, organização que propõe soluções para as desigualdades de gênero, fez uma pesquisa sobre os principais sonhos da mulher brasileira em parceria com o projeto “Sonhe como uma garota”. Uma das conclusões foi que mulheres de todas as idades e de todas as classes socioeconômicas compartilham um mesmo desejo principal: viajar. Para o levantamento foram entrevistadas, de forma online, 1.080 mulheres brasileiras de diferentes faixas etárias e classes sociais, de todas as regiões do país. Outros sonhos manifestados pelas mulheres são o de conquistar estabilidade financeira, estudar e construir uma carreira. Diretora da organização, Maíra Liguori, tem algumas hipóteses sobre o que seria o motor desse ímpeto maior de conhecer o mundo. “Conversamos com a Adriana Pereira, psicanalista especialista em sonhos, e chegamos à conclusão de que a viagem concretiza muitas coisas”, afirma. A primeira delas é o escapismo, ou seja, a possibilidade de se libertar das amarras e das obrigações de ser quem se é no dia a dia para se expressar em um contexto diferente. “Quem sou eu quando não estou sobrecarregada com o meu contexto?”, diz Liguori. “Às vezes é inclusive um modo de ser ainda mais fiel aos seus verdadeiros desejos.” Foi pela chance de unir viagem e carreira que Rosana Barbosa, até então administradora, decidiu recalcular a rota e entrar na faculdade de turismo aos 53 anos. Hoje, aos 58, ela reúne grupos de mulheres que desejam ter essas mesmas experiências de imersão em outras realidades. “Eu adoro pessoas, e o que eu mais gosto em viagens é de estar com outras culturas. É a experiência, a liberdade, as vivências”, afirma. Um ponto de virada em sua vida, ela diz, aconteceu quando viajou pelo mundo com uma plataforma de turismo voluntário, por meio da qual trocava trabalho por hospedagem, por exemplo. Rosana avalia que as mulheres que a procuram são motivadas principalmente pelo sentimento de independência e empoderamento que viajar traz. “É sair do medo e ir atrás da coragem. Muitas mulheres se sentiam presas e achavam que não podiam realizar esse sonho. A viagem te deixa destemida.” Para ela, viajar também traz autoconhecimento. “Dificilmente alguém volta [de uma viagem] com os mesmos sentimentos e pensamentos.” O desejo das mulheres por liberdade e autonomia é perceptível no mercado de viagens no Brasil, e agências de turismo especializadas em mulheres ainda são importantes e têm seu espaço porque, embora as sociedades tenham avançado, as barreiras de gênero ainda existem. “Viajar, para um homem, é muito diferente do que viajar é para uma mulher. Um homem nunca se pergunta se o lugar para o qual está indo é seguro, quais roupas ele pode usar”, afirma Dandara Degon, fundadora da agência Woman Trip, especializada em viagens para mulheres. “E a viagem em grupo tem um impacto social de ocupação dos lugares por mulheres”, acrescenta. Letticia Gerhardt, fundadora da ViajaGuria, afirma que a agência atende mulheres em diversos momentos da vida e com sede de aproveitar a vida ao máximo. “Chegam mulheres que estão saindo de um relacionamento e querem se redescobrir, mulheres que têm ansiedade social e querem estar em grupo”, conta. Ela diz que fundou a agência com base na paixão por viajar que nutre desde pequena e vê no projeto a realização de um sonho de infância. Concretizar um sonho, contudo, muitas vezes também requer enfrentar as dificuldades impostas pela vida. Ter dinheiro é o segundo maior sonho das brasileiras, e com frequência uma barreira para a realização do sonho de viajar. “A realidade dura da escassez atropela demais os sonhos”, diz Liguori, do Think Olga. Bater de frente com os obstáculos da vida real pode ser frustrante e coloca as necessidades básicas no lugar do sonho, fazendo com que os desejos de fato pareçam cada vez mais distantes. “Quando as mulheres falam da viagem, do dinheiro, da carreira e da família, elas estão falando de liberdade”, conclui.   Fonte: Folha de São Paulo