Prefeitura de Araguaína alerta para o combate a leishmaniose visceral

Durante os meses mais quentes e úmidos do ano, é comum o aumento da presença do flebotomíneo, conhecido popularmente como mosquito-palha, responsável pela transmissão da leishmaniose visceral (LV). Por isso, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) alerta a população para os riscos e reforça as orientações de prevenção. Em 2024, foram notificados 9 casos da doença em humanos e, em 2025, até o momento, são 3 registros. Mesmo com a queda, a Secretaria da Saúde reforça que as medidas preventivas precisam ser contínuas e ininterruptas, já que a leishmaniose pode causar complicações graves e levar à morte, se não for diagnosticada e tratada a tempo. “O controle da doença depende de todos nós moradores, agentes de saúde e veterinários. Recomendamos o uso de coleiras repelentes em cães, além de notificar qualquer suspeita ao CCZ. Essas medidas simples salvam vidas humanas e animais e fortalecem nossa rede de vigilância”, destacou a secretária da Saúde, Ana Paula Abadia. Ações realizadas pelo Município O trabalho envolve os Agentes de Combate às Endemias (ACE) e os Agentes Comunitários de Saúde (ACS), que orientam moradores sobre como manter quintais limpos, sem restos de folhas, frutas ou fezes de animais, já que esses materiais servem de criadouro para o mosquito-palha. Também são reforçadas as orientações sobre o uso de repelentes, mosquiteiros e a importância de evitar exposição ao ar livre no entardecer e à noite, horários de maior atividade do mosquito. Outro ponto importante é o cumprimento da Lei Municipal nº 2908/2014, que proíbe a criação de galinhas, galos e outras aves, além de chiqueiros, na zona urbana. No cuidado com os animais, a Prefeitura realiza exames em cães para diagnóstico da leishmaniose canina. Nos casos positivos, os cães são recolhidos, caso os donos não optem pelo tratamento. Além disso, em 35 bairros considerados prioritários, o Município faz o encoleiramento dos cães, com visitas de casa em casa e substituição das coleiras a cada seis meses. A rede municipal também atende pacientes com suspeita da doença nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), com diagnóstico e encaminhamento para tratamento. A conscientização também é feita por meio de palestras e apresentações com teatro de fantoches nas escolas e comunidades. Entenda o que é a leishmaniose visceral e como se proteger A leishmaniose visceral é uma doença parasitária grave transmitida pela picada do mosquito-palha, que pode afetar tanto humanos quanto animais. O cão é o principal reservatório doméstico do parasita. Quando o mosquito pica um cão infectado, ele se torna transmissor da doença e pode infectar outros animais ou pessoas em novas picadas. Os sintomas incluem febre prolongada, fraqueza, perda de peso e aumento do baço e fígado nos humanos, enquanto nos cães, os sinais mais comuns são queda de pelos, feridas, unhas crescidas e emagrecimento. Como não há vacina para humanos, a prevenção é essencial. Manter quintais limpos, usar repelentes e roupas que cubram o corpo, especialmente no fim da tarde, são medidas recomendadas. Nos animais, é importante permitir a coleta de sangue e o uso de coleiras repelentes durante as visitas das equipes de saúde. Bairros que recebem encoleiramento de cães Confira os bairros que estão recebendo as ações de encoleiramento de cães com coleiras impregnadas com inseticida: Parque Bom Viver, Setor Barros, Jardim Boa Vista, Costa Esmeralda, Parque Primavera Norte, Setor Maracanã, Setor Universitário, Jardim das Mangueiras, Campus Universitário, Vila Goiás, Vila Santiago, Vila Santa Rita, Residencial Topázio, Jardim Mangabeira, Setor Sul, Jardim Paraíso I, Setor Presidente Lula, Imaculada Conceição, Araguaína Sul, Raizal, Setor Tocantins, Residencial Camargo, Vila Ribeiro, Residencial Flamboyant, Setor Vitória, Céu Azul, Residencial Cazarotto, Alto Bonito, Tiúba, Vila Nova, Parque Primavera, Setor Palmas, Itaipú, Vila Aliança e Vila Patrocínio.

Medidas de prevenção podem evitar gastroenterites durante o verão tocantinense

É no calor intenso que as famílias iniciam a mobilização para aproveitarem as férias nas praias, porém, junto ao descanso, vem também a preocupação das infecções intestinais. Em 2024, unidades como a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e o Pronto Atendimento Infantil (PAI) sofreram superlotação com o surto de quadros associados a vômitos e diarreias. Segundo a Dra. Elena Medrado, diretora técnica do Hospital Municipal de Araguaína (HMA), gerido pelo Instituto Saúde e Cidadania (ISAC), as crianças são muito vulneráveis às desidratações, pois recusam a ingestão de líquidos por causa do enjoo constante. “Nesses quadros, há perdas de água, tanto pelas fezes quanto pelo vômito. E essa criança tem dificuldade de repor líquidos como um adulto, por exemplo, por causa do mal-estar geral, o que compromete rapidamente a boa evolução clínica do paciente”, explica. A pediatra alerta também que os quadros de desidratação são, em geral, graves. Por isso, demandam atendimento rápido e, dependendo do caso, têm a necessidade de internação prolongada. Portanto, a melhor medida é sempre a prevenção. Prevenindo o contágio A médica informa que a contaminação em escala se dá mais pela água e pelos alimentos. “A maioria das gastroenterites, que em grande parte são causadas pelo rotavírus, tem transmissão fecal-oral, ou seja, por contato com as fezes contaminadas. Isso quer dizer que um paciente contaminado passa os germes pelos resíduos fecais”, pontua. Essa forma de transmissão é muito comum em praias, clubes e viagens, especialmente quando falta estrutura adequada de higiene. Então, se a água do rio onde os banhistas ficam for contaminada por coliformes fecais, os alimentos que são lavados nessa mesma área e as pessoas que estão banhando ali também podem se contaminar em grandes proporções. “O ideal é que, quem estiver com a virose, use um banheiro separado, com esgoto direcionado e adequado, não compartilhe utensílios, como talheres, e evite aglomerações”, acrescenta a pediatra.   Medidas essenciais A prevenção da gastroenterite viral em crianças envolve algumas medidas essenciais para reduzir o risco de infecção, entre elas: Higiene das mãos: ensinar as crianças a lavar as mãos regularmente com água e sabão, especialmente antes das refeições e após usar o banheiro; Higienização dos alimentos: lavar bem frutas, verduras e legumes antes do consumo e garantir que os alimentos sejam armazenados corretamente; Evitar contato com pessoas infectadas: se alguém da família ou da escola estiver com sintomas de gastroenterite, é importante minimizar o contato próximo; Vacinação contra rotavírus: a vacina contra o rotavírus pode ajudar a proteger contra uma das principais causas de gastroenterite viral em crianças; Cuidados com água e alimentos: certificar-se de que a água consumida seja potável e evitar alimentos de procedência duvidosa; Higienização de superfícies e brinquedos: limpar regularmente objetos e superfícies que as crianças tocam com frequência. Se a criança apresentar sintomas como diarreia intensa, vômitos ou sinais de desidratação, é fundamental buscar orientação médica o mais rápido possível. Meu filho está doente, e agora?    Conforme reforça a Dra. Elena, é importante manter a oferta de líquidos, mesmo com recusas. É preciso insistir, mas sem ignorar os sintomas de alerta que podem piorar rapidamente, que são: sonolência, letargia, sede intensa, dor abdominal, olhos fundos com olheiras e boca e lábios secos. “Todos esses sinais são importantes para buscar a emergência, e a atenção precisa ser redobrada com bebês e crianças menores de dois anos, e também aquelas que ainda não receberam a vacina contra o rotavírus”, finaliza a pediatra. 

Anvisa aprova uso do medicamento Mounjaro para perda de peso

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a utilização do medicamento Mounjaro para auxiliar na perda de peso. Fabricado pela farmacêutica americana Lilly, o remédio injetável tem como princípio ativo a tirzepatida e é mais uma das chamadas canetas emagrecedoras, assim como o Ozempic e o Wegovy (semaglutida) e o Saxenda (liraglutida). O fármaco já estava autorizado para uso no Brasil desde 2023, mas era indicado em bula apenas para o tratamento do diabetes tipo 2. Agora, também poderá ser prescrito para o emagrecimento de pessoas sem a doença, desde que elas tenham índice de massa corpórea acima de 30 kg/m², o que caracteriza obesidade, ou acima de 27 kg/m², na faixa de sobrepeso, em conjunto com alguma comorbidade. De acordo com o diretor da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), Alexandre Hohl, a inclusão da nova indicação terapêutica para tirzeptatida “consolida a geração de medicamentos que podem modificar totalmente a vida das pessoas que vivem com excesso de adiposidade”. “A tirzepatida é inovadora, pois utiliza um duplo mecanismo hormonal (GLP-1 e GIP), enquanto as moléculas anteriores utilizam apenas o GLP-1. Todas são moléculas eficazes e seguras, sendo que agora temos um arsenal terapêutico mais amplo e com isso mais pessoas podem ser beneficiadas”, complementa. Preço e tratamento O Mounjaro começou a ser vendido no começo deste mês, mas o preço das canetas continua sendo uma barreira de acesso. A dose mensal do Mounjaro pode custar de R$ 1,4 mil a R$ 2,3 mil, dependendo da dose. Já os medicamentos com outros princípios ativos variam de R$ 600 a cerca de R$ 1 mil. O diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Fábio Moura, ressalta que essas drogas já se mostraram eficazes e seguras, mas o tratamento ainda demanda mudanças no estilo de vida. “Tem que manter uma alimentação adequada, tem que fazer exercício físico. Ou seja, não adianta só tomar esse remédio e não fazer outra parte. E por melhor que essas drogas sejam, elas têm seus efeitos colaterais, principalmente gastrointestinais, embora possivelmente tenham um efeito de proteção renal e hepática e sejam seguras do ponto de vista cardiovascular e psiquiátrico”, explica.  Moura lembra também que as canetas não foram testadas em gestantes ou lactantes, logo, essas pessoas não devem usar o medicamento.

Governo realiza mutirão de cirurgias em Araguaína com 200 atendimentos

Em uma das ações estratégicas para ampliar os atendimentos aos pacientes que necessitam de procedimentos eletivos, o Governo do Tocantins realiza um grande mutirão do PAG Cirúrgico. Durante esta semana, 200 pessoas da macrorregião norte recebem consultas na especialidade de proctologia. Os atendimentos ocorrem na Unidade de Assistência Especializada em Oncologia (Unacon) e as cirurgias ocorrerão posteriormente, no Hospital Regional de Guaraí (HRGua). Segundo o titular de Secretaria de Estado da Saúde (SES/TO), Carlos Felinto, “estamos trabalhando para agilizar os atendimentos e garantir qualidade de vida para a população que precisa do SUS [Sistema Único de Saúde]. A restauração da saúde das pessoas que aguardam cirurgia é uma das prioridades do governador Wanderlei Barbosa e seguimos neste propósito”. “Nesta primeira etapa, são 200 pacientes. Aqui, estamos realizando a triagem e as consultas para posteriormente fazer a cirurgia. Nosso objetivo é diminuir o tempo de espera das filas e garantir que a população seja assistida pelo SUS de forma satisfatória”, explicou a técnica da Secretaria de Estado da Saúde, Caroline Rios. A paciente Heloísa Pereira dos Santos realizou sua consulta e, agora, aguarda as próximas etapas. “Esta é a primeira consulta e estou feliz que já deu certo. Vou saber certinho quais são os próximos passos e se vou precisar de cirurgia ou não”. Dados De outubro de 2021 a maio de 2025, o Governo do Tocantins realizou mais de 54 mil cirurgias eletivas. Destas, mais de 6.500 foram em 2025. Os procedimentos ocorrem em unidades hospitalares geridas pela SES/TO, em municípios conveniados e em unidades privadas contratadas.

Mulheres poderão realizar laqueadura durante parto normal em Araguaína a partir de julho

A partir do mês de julho deverá ser disponibilizado o serviço de laqueadura tubária durante partos normais realizados no Hospital e Maternidade Dom Orione (HDO), unidade de saúde em Araguaína contratualizada pelo Governo do Tocantins para ofertar assistência às gestantes e parturientes na região norte do Estado. Um termo aditivo contratual foi formalizado com o Governo, que também se comprometeu até o final de julho a emitir uma nota técnica, pactuada na Comissão Intergestores Bipartite (CIB) – uma instância colegiada de decisão do SUS Estadual – para estabelecer os fluxos integrados do serviço. O serviço foi garantido após atuação conjunta da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), por meio do Núcleo Aplicado das Minorias e Ações Coletivas de Araguaína (Nuamac), e Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO). O acordo foi realizado no dia 29 de maio último em audiência conciliação de Ação Civil Pública protocolada em março último, após negativa dos órgãos responsáveis nas tratativas, que verificou a ausência do serviço de cirurgia de esterilização durante o parto normal no hospital mencionado, em desconformidade com a Lei nº 9.263/1996 – do Planejamento Familiar, alterada pela Lei nº 14.443/2022. Segundo o coordenador em substituição do Nuamac Araguaína, Pablo Chaer, a atuação extrajudicial teve início em meados de abril de 2023, evidenciando que o serviço estaria disponível apenas para as mulheres que decidissem pela esterilização durante o parto cesáreo. “A ação resultou na incorporação de procedimento médico para realizar a laqueadura durante o parto normal, não justificando a realização de uma cesariana apenas para este fim, o que evita a necessidade de uma nova internação hospitalar para fazer uma cirurgia e reduz riscos associados à aplicação de anestesia”, validou. Legislação A Lei nº 14.443/2022 passou a vigorar em março de 2023 e permite maior autonomia reprodutiva para a mulher, que incluem a escolha pela laqueadura tubária e o momento para sua realização, respeitando o prazo de 60 dias entre a manifestação da vontade e o parto, não sendo mais requisito ter histórico de cesarianas sucessivas anteriores.

Tocantins descarta gripe aviária e animais seguem livres de doenças

O Governo do Tocantins, por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), informa que recebeu na tarde desta quarta-feira, 28, o laudo conclusivo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), onde foram descartadas a gripe aviária de alta patogenicidade e a Doença de Newcastle no Tocantins. O caso, que estava sob investigação, teve as amostras coletadas em aves comerciais no município de Aguiarnópolis. “É um resultado que já esperávamos e que tranquiliza a cadeia produtiva da avicultura no Tocantins para continuarmos produzindo com qualidade e gerando renda neste setor tão importante para a nossa economia”, destacou o presidente da Adapec, Paulo Lima, acrescentando que a responsabilidade sanitária e a rapidez da Agência na execução dos protocolos de coleta e envio das amostras para investigação em laboratório oficial, em menos de 48 horas, foram fundamentais para dirimir quaisquer dúvidas sobre a presença ou não do vírus da gripe aviária e ter o controle da situação. Segundo o gerente de Sanidade Animal da Adapec, Sérgio Liocádio, o caso está sendo encerrado com os protocolos de desinterdição da propriedade de origem das aves e com a liberação das carcaças para consumo, que haviam sido separadas no abatedouro até a conclusão do laudo. “É importante destacar que as ações rotineiras de prevenção continuam sendo realizadas com vigilâncias ativas em granjas comerciais, orientações aos produtores rurais, estudos realizados periodicamente para comprovar a ausência viral da IAAP [Influenza Aviária de Alta Patogenicidade] e a Doença de Newcastle, além do trabalho de inspeção e fiscalização diárias nas indústrias”, pontuou Sérgio Liocádio. A Adapec reafirma seu compromisso com a transparência e a responsabilidade na condução da defesa agropecuária, com uma equipe qualificada e preparada para responder a qualquer risco sanitário.

Laudo preliminar descarta presença de vírus da gripe aviária no Tocantins

A Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec) informou, nesta segunda-feira, 19, que a situação identificada em um abatedouro avícola, localizado no município de Aguiarnópolis, está sob controle e não representa risco à saúde humana. O consumo de carne e ovos segue seguro. Durante trabalho de rotina, o Serviço de Inspeção Estadual (SIE) da Adapec detectou, em um lote de 40 mil animais, sete animais com sintomas compatíveis com a Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves. Imediatamente, as amostras foram coletadas e, em menos de 48 horas, enviadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) em Campinas/SP. O laudo preliminar, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no domingo,18, descartou a presença do vírus da gripe aviária (H5N1 e H7N9) de alta patogenicidade. O material analisado detectou a presença de influenza A de baixa patogenicidade. A investigação laboratorial está em curso e as medidas de controle de trânsito adotadas, com manutenção da situação sob controle e vigilância adequada. A propriedade segue interditada, sem a presença de animais. No abatedouro, o lote das carcaças das aves foi isolado, até a finalização da investigação. A produção do estabelecimento ocorre normalmente. As ações seguem os protocolos sanitários dentro da normalidade de rotina. A detecção precoce e a ação eficiente dos técnicos do Serviço de Inspeção Estadual da Agência garantiram o controle da situação. “O resultado das amostras comprovou que se trata de uma influenza de baixa patogenicidade, prova disso é o número de animais que apresentaram enfermidade com sintomas de torcicolo, não sugestivo para gripe aviária de alta patogenicidade”, explica o gerente de Sanidade Animal da Adapec, Sérgio Liocádio. O presidente da Adapec, Paulo Lima, reafirma o compromisso da instituição com a transparência e garante que as equipes têm trabalhado para assegurar a sanidade do plantel avícola do estado do Tocantins. “Realizamos de forma contínua treinamento técnico, fiscalização intensificada nas barreiras fixas e móveis, mapeamento de aves migratórias, vigilância ativa em granjas e na criação de subsistência, educação sanitária, atendimento às notificações e estudos soroepidemiológicos sobre influenza aviária [H5N1] de alta patogenicidade e Newcastle”, ressalta. Investimentos O Governo do Tocantins investiu R$ 590,5 mil para aquisição de materiais e serviços, em dezembro de 2023, para prevenir e combater com resposta rápida em caso de introdução da influenza aviária de alta patogenicidade. O aporte foi firmado por meio de convênio com o Mapa. Os equipamentos foram adquiridos para dar suporte à investigação de suspeitas da doença, fiscalizações nas propriedades cadastradas e fiscalização de trânsito de aves, além de propiciar a aquisição de serviços para colheita, acondicionamento, envio e análise de amostras para diagnósticos. Prevenção Para evitar a gripe aviária, uma série de medidas devem ser adotadas: evitar o contato direto com aves mortas ou com suspeita de doenças; trabalhadores que manipulam aves devem usar Equipamentos de Proteção Individual (EPI); reforçar as medidas de biossegurança, evitando o contato entre aves silvestres e de produção; além de controlar a circulação de pessoas nas granjas, entre outras medidas.

Ordem de serviço para a construção dovo novo Hospital da Mulher do Tocantins é assinada

O Tocantins viveu um marco histórico nessa terça-feira (6) com a assinatura da Ordem de Serviço que autoriza o início das obras do novo Hospital da Mulher e Maternidade Estadual, localizado na quadra 1.301 Sul (ACSU-SE 130), em Palmas, a primeira unidade hospitalar do Estado dedicada exclusivamente à saúde feminina. O novo hospital substituirá o atual Hospital e Maternidade Dona Regina e oferecerá um novo padrão de atendimento em ginecologia, obstetrícia e atenção neonatal, tudo de forma pública e gratuita. A deputada estadual Claudia Lelis (PV), que sempre lutou pela construção do Hospital da Mulher, participou da solenidade, destacou a importância do momento para as mulheres tocantinenses e celebrou a concretização de um sonho antigo. “Hoje é um dia histórico para o Tocantins e, especialmente, para nós, mulheres. Esta pedra fundamental marca o início de um sonho que, por muitos anos, defendemos com coragem, compromisso e responsabilidade”, afirmou a deputada, que tem entre suas principais bandeiras a defesa da saúde da mulher como prioridade de Estado. Investimentos Com investimento de R$ 299 milhões, a obra será executada por meio da primeira Parceria Público-Privada (PPP) na área da saúde no Tocantins. O novo hospital substituirá o atual Hospital e Maternidade Dona Regina e oferecerá um novo padrão de atendimento em ginecologia, obstetrícia e atenção neonatal — tudo de forma pública, gratuita e com infraestrutura moderna e especializada. Claudia Lelis reforçou o caráter transformador do projeto e o impacto que ele terá na vida de milhares de mulheres. “Hoje não começa apenas uma obra. Começa a realização de um sonho acalentado há muitos anos por todos os tocantinenses. Essa conquista reforça o compromisso do Governo com a vida e com a dignidade das mulheres”, ressaltou. A deputada também elogiou a iniciativa do Governo do Estado e de todos os envolvidos no projeto. “Parabéns ao governador Wanderlei Barbosa por essa iniciativa tão corajosa e tão importante para todos nós. Seguiremos firmes na luta para que essa obra avance com celeridade e qualidade — porque onde há compromisso, há transformação”, afirmou Claudia. Com o Hospital da Mulher, o Tocantins dá um passo decisivo para fortalecer as políticas públicas voltadas à saúde feminina, em um novo tempo pautado por mais respeito, dignidade e cuidado com quem mais precisa. A unidade ocupará um terreno de 25 mil m², oferecendo serviços totalmente públicos e gratuitos nas áreas de ginecologia, obstetrícia e atenção neonatal.

Mais 28 homens concluíram o tratamento na unidade de acolhimento para dependentes químicos

Mais 28 homens concluíram o tratamento contra a dependência química e receberam a certificação da UAA (Unidade de Acolhimento Adulto) de Araguaína no último domingo, 13 de abril. Na presença dos familiares, amigos, da equipe da unidade e de autoridades políticas, os acolhidos compartilharam um pouco de suas trajetórias e a esperança em uma nova vida. Centenas de vidas recuperadas Iniciada em 2017, a UAA já atendeu 412 homens com dependência em álcool e outras drogas. O tratamento é voluntário e 100% gratuito, mantido pela Prefeitura de Araguaína, por meio da Secretaria Municipal da Saúde. A porta de entrada para a unidade é pelo CAPS ADIII (Centro de Assistência Psicossocial – Álcool e Drogas), que faz a primeira avaliação e depois encaminha o paciente para a unidade. Wagner Enoque, coordenador da UAA, informa que o tempo médio de tratamento é de seis meses, mas pode ser estendido conforme a necessidade de cada interno. Na UAA, os acolhidos participam de atividades laborais, como o cultivo de hortas, cuidados com o pesqueiro, além de cursos profissionalizantes. “Aqui eles começam a construir uma nova vida, que vai ser celebrada fora da unidade. Por isso, também temos o compromisso de encaminhar esses homens para o mercado de trabalho. Na UAA, eles recebem qualificação para poder sair com uma profissão e proporcionar mais qualidade de vida para eles mesmos e para suas famílias”, ressalta Wagner. Acolhimento completo Conforme explicou a secretária da Saúde de Araguaína, Ana Paula a Abadia, o Município conta com RAPES, a Rede de Atenção Psicossocial, composta pelo CAPS ADIII, CAPS Infantil, CAPS II, a Unidade de Acolhimento Adulto e a Residência Terapêutica, permitindo que os cidadãos que necessitam de apoio tenham o serviço completo e gratuito. “Esses 28 homens, e tantos outros que já passaram pela UAA, superaram os seus medos, as suas dores e as suas angústias. Eles escolheram lutar por uma vida melhor, lutar pelas suas famílias. E isso faz parte do que a Prefeitura de Araguaína e a Secretaria da Saúde fazem pela nossa população”, enfatizou a secretária. “Acredito que, assim como eu, a maioria das pessoas que está nesta formatura está se sentindo privilegiado por fazer parte deste momento. E o mais bonito de tudo isso é a palavra acolhimento, porque é muito bom ser acolhido, é uma forma diferente de passar por esse tratamento. Então eu parabenizo a todos por essa coragem e pela renovação da vida”, disse o secretário da Assistência Social de Araguaína, Alcides Filho, representando o prefeito Wagner Rodrigues no evento.

Família de jovem de 19 anos autoriza doação de órgãos no Hospital Regional de Araguaína

Em um ato de solidariedade, uma família enlutada autorizou o Hospital Regional de Araguaína (HRA) realizar uma captação de órgãos. A ação ocorreu na noite da sexta-feira, 11, quando foram doados rins, fígado e coração, que beneficiarão pacientes que estão na lista de espera do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). O doador foi um jovem de 19 anos, diagnosticado com morte encefálica. A diretora-geral do HRA, Cristiane Uchoa expressou sua gratidão. “Sinto em cada doação um ato de amor que gera um impacto profundo, transformando a dor em esperança e salvando vidas através da captação múltipla de órgãos. O sentimento é de gratidão pela generosidade das famílias que mesmo no momento de perda, ainda assim são capazes de amar desconhecidos. Quero expressar minha gratidão também às equipes que trabalham em conjunto com uma excelente sintonia para o bem comum, a equipe Cetto [Central Estadual de Transplantes do Tocantins], CIHDOTT [Comissão Intra-Hospitalar para Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes] e a equipe do HRA. Ressalto também a importância das equipes médicas de Brasília e São Paulo, a Força Aérea Brasileira e a equipe médica da UTI [Unidade de Tratamento Intensivo] do HRA, administrada pela empresa Cuidare”, acrescentou a diretora. A Cetto também reconhece o gesto e agradece a família do doador e à equipe do HRA. “Agradeço a família pelo gesto de amor e aos profissionais pelo comprometimento e humanização durante todo o processo. Cada doação realizada é fruto de um trabalho integrado, que envolve respeito, ética e a certeza de que podemos transformar luto em vida. Seguimos firmes na missão de salvar e recomeçar histórias através da doação de órgãos”, afirmou a coordenadora  da Cetto, Tatiana Oliveira Costa. A enfermeira da CIHDOTT, Luna Maciel reforçou que, “a  doação de órgãos é um ato de profunda humanidade, que revela o poder do amor ao próximo mesmo em meio à dor. Neste 11 de abril vivenciamos um momento de grande generosidade no hospital, quando a família deste jovem rapaz, em um gesto de extrema coragem e empatia, autorizou a doação de seus órgãos. Como enfermeira da CIHDOTT, acompanhei de perto cada etapa deste processo com imenso respeito e gratidão. Essa decisão representa não apenas a chance de recomeço para quem aguarda na fila por um transplante, mas também um legado de vida e solidariedade que jamais será esquecido”. “Vivenciar o processo de doação é, acima de tudo, respeitar o tempo e a dor da família. Nosso papel é oferecer escuta, acolhimento e cuidado para que, mesmo em meio à perda, seja possível refletir sobre a possibilidade de ajudar outras vidas. Neste caso, a decisão da família foi marcada por muita sensibilidade e empatia. É uma atitude que ecoa muito além do hospital: é um legado de solidariedade”, completou o psicólogo da CIHDOTT, Eduardo De Pinho.