Hospital de Doenças Tropicais realiza mutirão com mais de 200 atendimentos no sábado

O Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT) realizará, neste sábado, 21 de março, em Araguaína, um mutirão de saúde com previsão de mais de 200 atendimentos. A iniciativa faz parte do “Dia E – Ebserh em Ação”, mobilização nacional que ocorre simultaneamente em 45 hospitais universitários federais para reduzir a demanda reprimida do Sistema Único de Saúde (SUS). Diferente de consultas abertas ao público geral, as atividades deste sábado são voltadas a pacientes que já estavam na fila de espera do SUS e tiveram seus procedimentos pré-agendados. O objetivo é dar vazão a casos que aguardavam por consultas especializadas, exames e cirurgias. Serviços ofertados A programação no HDT-UFNT inclui uma estrutura multiprofissional com foco na saúde da mulher: – Consultas Médicas: Dermatologia, psiquiatria, ortopedia, pediatria e ginecologia. – Exames e Diagnósticos: Tomografias, ressonâncias, ecocardiogramas, eletrocardiogramas e ultrassonografias. – Cirurgias: Estão programados procedimentos de hernioplastia. – Equipe Multidisciplinar: Atendimentos com nutricionistas, psicólogos, terapeutas ocupacionais, enfermeiros e dentistas. Além da assistência médica, as pacientes que passarem pelo hospital no dia 21 terão acesso a um espaço de acolhimento com serviços de limpeza de pele e maquiagem. Redução de filas A gerente de Atenção à Saúde do hospital, Andrielly Gomes, explica que a ação busca oferecer um cuidado mais ágil e resolutivo. “O foco é a ampliação do acesso e a qualificação do cuidado, dando visibilidade a grupos em situação de maior vulnerabilidade e assegurando um atendimento oportuno”, afirma. Nacionalmente, a expectativa é de que o mutirão realize mais de 30 mil atendimentos em um único dia. O programa está alinhado à estratégia federal de redução de filas para cirurgias eletivas e exames especializados, utilizando a estrutura dos hospitais universitários para acelerar o fluxo de assistência à população.

Tocantins amplia vacinação contra a influenza para toda a população do estado

O estado do Tocantins ampliou na última terça-feira, 3, a vacinação contra a influenza para toda a população a partir dos 6 meses de idade. O imunizante previne a gripe, infecção respiratória causada pelo vírus da influenza, diminui a gravidade da doença e evita complicações como pneumonia, internações e até óbito. Para ser vacinado é preciso se dirigir à Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Saúde da Família (USF) mais próxima da residência, com documento de identificação pessoal com foto e solicitar a vacina. Para aumentar a imunização da população, no dia 14 de março, a SES-TO também promoverá o Dia D Estadual de Mobilização da Vacinação Contra a Influenza. A enfermeira da Gerência de Imunização (GI/SVS/SES-TO), Andressa Castro, falou sobre a estratégia da ação. “O Ministério da Saúde nos recomendou para março a ampliação da vacinação contra a influenza, para a toda a população a partir de seis meses. Contudo, a SES-TO destaca a importância da vacinação dos grupos de risco definidos como prioritários e estabelecidos para a cobertura vacinal, que são crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes e idosos com 60 anos ou mais de idade”. A Campanha A Campanha de Vacinação Contra a Influenza 25/26 foi iniciada em 3 de novembro de 2025 e seguiu até o dia 28 de fevereiro de 2026, direcionada aos grupos de risco definidos como prioritários. Com as novas instruções do Ministério da Saúde (MS), o imunizante agora pode ser oferecido para toda a população.

Médico do HDT tranquiliza população sobre o vírus Nipah

O vírus Nipah, identificado originalmente na Malásia na década de 1990, voltou a despertar atenção global, mas o médico infectologista Tobias Garcez, do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), em Araguaína, esclarece que não há motivo para pânico no Brasil. O Ministério da Saúde confirma que há casos registrados no Brasil e que as notícias sobre uma epidemia local são falsas. Por ser uma zoonose rara, o vírus é transmitido de animais para humanos, principalmente por morcegos frugívoros típicos do sul e sudeste da Ásia. A infecção ocorre pelo contato direto com esses animais ou pelo consumo de frutas e seivas contaminadas, hábitos comuns em países como Índia e Bangladesh. Tobias Gracez explica que a probabilidade de o vírus chegar ao Brasil é baixa, devido às diferenças ecológicas e culturais. O HDT-UFNT segue as orientações do Ministério da Saúde e reforça que a vigilância em aeroportos é a principal barreira. Como não existe vacina ou tratamento específico, a prevenção e a informação correta são as melhores ferramentas para evitar alarmismos desnecessários. Sintomas e riscos da doença: Os sintomas iniciais da infecção pelo vírus Nipah incluem febre alta, dor de cabeça, dor muscular intensa, cansaço e vômitos, apresentando um quadro que se assemelha ao da dengue. Em casos graves, a doença pode evoluir rapidamente para pneumonia, insuficiência respiratória e encefalite. Vale destacar que o índice de mortalidade é alto, podendo atingir 80%, e os pacientes que sobrevivem podem apresentar sequelas neurológicas e motoras permanentes Principais medidas de prevenção: Higienizar muito bem as frutas antes do consumo; Descartar alimentos que apresentem marcas de mordidas de animais; Lavar as mãos frequentemente, especialmente em viagens ao exterior; Redobrar a vigilância em áreas de risco na Índia e Bangladesh.

Prefeitura de Araguaína aerta para aumento da circulação de vírus respiratórios

A Prefeitura de Araguaína, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, publicou um alerta epidemiológico após identificar aumento significativo na circulação de vírus respiratórios no município. O cenário reforça a necessidade de intensificar cuidados durante o período chuvoso, quando a transmissão tende a crescer. Os dados são do setor de Vigilância Epidemiológica/CIEVS, com base nas análises do Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL), que monitora os resultados de exames realizados na rede de saúde entre 1º de janeiro e 9 de dezembro de 2025. Rinovírus segue predominante, mas Influenza A cresce e exige atenção O levantamento mostra que, ao longo de 2025, os vírus respiratórios mais detectados foram Rinovírus, Adenovírus e Influenza A. Em outubro, o Rinovírus foi responsável por 44,1% dos exames positivos, seguido por Adenovírus (15,8%) e Influenza A (13,2%). Já em novembro, embora o Rinovírus continuasse predominante, houve crescimento do Influenza A, que passou a representar 18,5% dos casos detectados. Esse aumento da Influenza A é um comportamento esperado para o período chuvoso, quando a circulação do vírus se intensifica e pode levar a quadros mais graves em populações vulneráveis. Crianças pequenas concentram a maior parte das infecções De acordo com a Vigilância, grande parte das coletas realizadas ocorre em serviços pediátricos da rede pública, o que reflete a maior quantidade de resultados positivos entre crianças. ● A faixa etária de 0 a 9 anos concentra a maior parte dos exames detectáveis, ● sendo que crianças de 0 a 2 anos representam mais da metade de todas as confirmações registradas. Entre outubro e novembro de 2024, foram registrados 2.524 atendimentos de crianças com síndromes respiratórias. No mesmo período de 2025, esse número subiu para 3.117 atendimentos, o que representa um aumento de aproximadamente 23,5% na procura por assistência devido a doenças respiratórias. O que reforça a necessidade de atenção redobrada das famílias, já que bebês e crianças pequenas possuem sistema imunológico ainda em desenvolvimento e são mais suscetíveis a complicações, como pneumonia e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Período chuvoso intensifica risco de agravamento Embora muitos quadros respiratórios sejam autolimitados, há risco de evolução para formas graves em: crianças menores de cinco anos, idosos, gestantes e puérperas, pessoas com comorbidades e imunossuprimidos. Nesses grupos, infecções como a gripe podem necessitar de internação e trazer risco aumentado de óbito. Vacinação é prioridade e segue até fevereiro de 2026 A campanha de vacinação contra a Influenza segue ativa em Araguaína até 28 de fevereiro de 2026, dirigida aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. A diretora de Imunização, Samilla Braga, reforça a importância da adesão: “A vacina contra a influenza protege não apenas quem recebe a dose, mas também quem está ao redor, especialmente os grupos de risco. É uma medida simples, segura e essencial para evitar complicações e hospitalizações. Não deixe de procurar sua UBS e se vacinar.” A vacinação está disponível em todas as UBS e exige apresentação do CPF, cartão de vacina e comprovação de grupo prioritário. Vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) A Secretaria de Saúde também reforça a importância da vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), uma das principais causas de infecções respiratórias agudas graves em bebês, especialmente bronquiolite e pneumonia. A imunização está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e é destinada às gestantes a partir da 28ª semana, sem restrição de idade. A proteção oferecida pela vacina passa da mãe para o bebê, garantindo defesa durante os primeiros meses de vida, quando o risco de agravamento é maior. Para receber a dose, basta que a gestante procure a UBS mais próxima levando cartão de vacinação e Caderneta da Gestante. A meta do Município é imunizar 80% do público-alvo durante todo o período de campanha iniciado no último dia 09. Diagnóstico rápido ajuda na prevenção e no tratamento A Secretaria orienta que, ao surgir sintomas como febre, tosse persistente ou dificuldade para respirar, a população procure atendimento. O teste RT-PCR é fundamental para identificação do vírus e orientação do tratamento nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas. “Prevenir sempre será a melhor escolha. A vacinação, aliada aos cuidados diários e ao diagnóstico precoce, faz toda a diferença para proteger a nossa população”, reforça Samilla. Em casos de risco, o uso de antivirais contra Influenza deve ser iniciado prioritariamente nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas com orientação médica.

Araguaína terá novo Hospital da Criança com 100 leitos e UTI pediátrico

A Prefeitura de Araguaína realizou nesta sexta-feira o lançamento oficial das obras do novo Hospital Municipal de Araguaína (HMA), o Hospital da Criança. A nova e fundamental unidade de saúde será construída ao lado do Pronto Atendimento Infantil (PAI), na Rua das Tulipas, s/n°, no Jardim das Flores2. Com uma área total de 10,5 mil metros quadrados, o novo Hospital da Criança contará com um total de 100 leitos, distribuídos entre 20 leitos de UTI pediátrica, 10 leitos semi-intensivos e 70 leitos de internação. A unidade terá integração completa com o PAI e oferecerá estrutura completa de exames e centro cirúrgico. O novo hospital é um marco na estrutura de saúde infantil do município, reforçando o compromisso da gestão municipal em ampliar o acesso a serviços de qualidade e oferecer atendimento humanizado às crianças de Araguaína e de toda a região Norte do Estado. Além da estrutura física moderna, a unidade fortalecerá a rede de saúde pública municipal, que já conta com o PAI e as unidades básicas de saúde, proporcionando uma linha de cuidado contínua e integrada. Já estão garantidos para o início das obras o montante de R$ 41 milhões, sendo R$ 22 milhões da Prefeitura de Araguaína e R$ 19 milhões provenientes do Ministério da Saúde, por meio de emendas de bancada dos então deputados federais Dulce Miranda, Lázaro Botelho, Dorinha, Vicentinho Alves, Vicentinho Júnior, e do então senador Ataídes Oliveira. Parceria pelas crianças Na solenidade de lançamento da unidade, o prefeito Wagner Rodrigues ressaltou que Araguaína é referência em saúde para toda a região, recebendo pacientes de 64 municípios. “Hoje, nós temos aqui 64 municípios que recebem atendimento dentro do HMA ou no PAI. Nossa porta é aberta para todos que precisam de atendimento médico,” garantiu o prefeito, citando pacientes de municípios como Wanderlândia, Santa Fé, Aragominas, Muricilândia, Babaçulândia, e Nova Olinda. Apoiadora do projeto, a senadora Dorinha expressou o significado deste momento: “Cada tijolinho que será colocado neste hospital é um gesto de amor e compromisso com as crianças de Araguaína e da região. Esse hospital vai garantir que mães e pais tenham um lugar de referência, com atendimento de qualidade e profissionais preparados para cuidar de quem mais precisa: nossas crianças”. A visão de que a saúde é uma prioridade da gestão foi um ponto em comum, destacado também pelo senador Eduardo Gomes, que falou sobre o impacto do novo hospital nos momentos mais cruciais da vida das famílias. Gomes refletiu sobre a importância de uma obra desse porte “Um hospital é esperança nos momentos mais difíceis. Pais buscam alívio para seus filhos, famílias enfrentam seus maiores desafios. Com este hospital, não apenas construiremos um prédio, faremos história.” O novo hospital é mais uma das ações da Prefeitura de Araguaína voltadas para a expansão e qualificação da rede de saúde pública municipal, reafirmando o compromisso da gestão com a infância e o bem-estar das famílias.

Araguaína sediará 1º Simpósio Internacional de Cardiologia e Cirurgia Cardiovascular

O Hospital Dom Orione realizará, nos dias 5 e 6 de setembro de 2025, o 1º Simpósio Internacional de Cardiologia e Cirurgia Cardiovascular. O evento acontecerá no Espaço Cultural Agnaldo Borges Pinto, em Araguaína, e reunirá profissionais da medicina, outros profissionais da saúde envolvidos no atendimento aos pacientes cardiovasculares e acadêmicos da cidade, do Tocantins e de estados vizinhos, como Maranhão e Pará. Programação A programação inclui mesas-redondas, painéis e conferências com temas atuais da cardiologia e da cirurgia cardiovascular, como síndrome coronariana aguda, valvulopatias, doenças da aorta e cirurgia robótica. O simpósio também contará com a participação de convidados internacionais, entre eles, o cirurgião canadense Tirone David, da Universidade de Toronto; o professor italiano Ruggero De Paulis, do European Hospital de Roma; e o professor Ricardo Gelpi, expressão mundial em pesquisas cardiovasculares e reitor da Universidade de Buenos Aires. O diretor-presidente do Hospital Dom Orione, padre Bruno Rodrigues, destacou a importância do simpósio. “Este evento celebra os 49 anos do hospital e reflete o nosso compromisso com o avanço da medicina, especialmente na área cardiovascular, que é uma das nossas especialidades”, afirmou. Para o cardiologista Dr. Henrique Furtado, a iniciativa representa uma oportunidade inédita para a região. “Araguaína será palco de discussões científicas de alto nível, com especialistas nacionais e internacionais, o que certamente contribuirá para o fortalecimento da assistência cardiológica na região Norte”, disse. As informações sobre inscrições e programação detalhada serão divulgadas em breve pelos canais oficiais do Hospital Dom Orione.

Julho Verde reforça cuidados para combater o câncer de cabeça e pescoço

Para conscientizar a população sobre os tipos de câncer que podem acometer a região da cabeça e do pescoço, o Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), promove a campanha Julho Verde. O  Estado oferece tratamento aos pacientes em Araguaína, na Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) e no Hospital Geral de Palmas (HGP), onde funciona um serviço especializado que é referência para todo o Tocantins e em 2024 realizou 444 cirurgias. Este ano até maio foram 246 cirurgias. Dados do painel de oncologia do Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que o Estado registra em média 80 novos casos de câncer de cabeça e pescoço, por ano, e a médica cirurgiã do serviço de Cabeça e Pescoço do HGP, Rayla Souza, alerta as pessoas quanto aos sintomas. “É importante ressaltar que a maioria dos pacientes acometidos pelo câncer de boca e garganta fazem uso do tabaco e bebidas alcoólicas. Nos adultos, incluindo os jovens, é possível ter câncer de garganta em consequência do HPV [Human Papiloma Vírus]. Nossa orientação é que a população tocantinense fique alerta aos sinais e sintomas, que podem ser rouquidão por mais de três semanas, lesões, e nódulos no pescoço e feridas na boca”. A  fisioterapeuta do HGP, Talita Brunes, explica a importância da fisioterapia em pacientes com câncer de boca. “Tem um relevante papel no atendimento aos pacientes com o objetivo de preservar, desenvolver, restaurar a integridade cinética e funcional, e prevenir alterações causadas pelo tratamento. As principais disfunções relacionadas aos tumores de boca em que a fisioterapia pode atuar são: respiratórias, dor, perda de força muscular, limitação de amplitude de movimento e funcionalidade do ombro homolateral, edemas e linfedemas de face, paralisia facial, trismo [dificuldade de abrir a boca] e lesão nervosa gerando a “síndrome do ombro doloroso”. “Essas alterações podem ocorrer devido à tentativa de retirada completa do tumor ou de linfonodos cervicais comprometidos [esvaziamento cervical], lesionando estruturas regionais importantes como músculo esternocleidomastoideo, veia jugular interna, nervo acessório e estruturas linfáticas. O fisioterapeuta irá atuar com exercícios de mímica facial para prevenir aderências e melhorar a adaptação do paciente a nova condição, exercícios respiratórios são importantes para que o paciente reaprenda a respirar, deglutir e até mesmo falar”, acrescenta a fisioterapeuta. O paciente Francisco Araújo Sena Filho, de 52 anos, é um dos diversos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) atendidos no HGP. “Após eu ir ao dentista foi feita uma biopsia e fui diagnosticado com câncer e fiz tratamento no HGP. Em dezembro de 2022  realizei a cirurgia e depois fiz 33 sessões de radioterapia, estou curado graças a Deus”. Referência O Serviço de Cabeça e Pescoço do HGP conta com uma equipe multidisciplinar qualificada, composta por médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos e dentistas. A unidade é referência na assistência a pacientes com câncer de cabeça e pescoço no Tocantins, oferecendo tratamento completo pelo SUS. A unidade conta também com o Grupo de Acolhimento para Pacientes com Câncer de Cabeça e Pescoço (Gal).  A criação do Grupo de Acolhimento reforça o compromisso do HGP em oferecer não apenas tratamento médico, mas também suporte psicológico e social para garantir mais qualidade de vida aos pacientes. Como  prevenir? Para evitar este tipo de câncer, é necessário manter a higiene bucal em dia, os pacientes expostos aos fatores de risco devem buscar o acompanhamento regular com um cirurgião especialista. Hábitos saudáveis como abandonar o cigarro, evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, ter uma alimentação saudável, usar do protetor solar e fazer check-up por meio da ultrassom na tireoide podem evitar a maioria dos cânceres de boca,  laringe  e faringe.

Hospital Municipal de Araguaína realiza mutirões para 886 cirurgias pediátricas

No mês de março, o Hospital Municipal de Araguaína (HMA) realizou um mutirão de cirurgias pediátricas eletivas com a realização de 12 cirurgias urológicas de alta complexidade, executadas por uma equipe da UNICIPE como parte do programa Araguaína Cuida. As intervenções incluíram correção de hipospádia, uretroplastia, plástica total de pênis, ureterostomia, nefrectomia videoassistida e pieloplastia videoassistida. A partir do último dia 18 deste abril, teve início um novo mutirão para atender a uma demanda crescente e reduzir a fila de 734 crianças que ainda aguardam por cirurgias de média complexidade em urologia, como hérnia e postectomia. Esta etapa será realizada até outubro e visa atender a população de 64 municípios da Macrorregião Norte do Tocantins, além dos pacientes de Araguaína. No ano passado, foram realizadas 140 cirurgias pediátricas pelo programa no hospital, que é gerido pelo ISAC (Instituto Saúde e Cidadania) e o objetivo da Secretaria Municipal da Saúde (SEMUS) agora é continuar avançando na redução das filas, garantindo que mais crianças recebam o tratamento necessário. Rotina de cirurgias e capacitação para profissionais do HMA Além do mutirão de cirurgias pediátricas urológicas, o HMA mantém uma rotina regular de 30 cirurgias mensais, sendo cerca de 10 cirurgias cardíacas. Para lidar com a alta demanda, especialmente durante o período sazonal, o ISAC adotou medidas emergenciais, como a alocação de médicos extras e a ampliação do suporte de fisioterapia 24 horas na área de estabilização, que acolhe pacientes que necessitam de cuidados imediatos. Além disso, o HMA, por meio do programa interno de Educação Continuada, oferece capacitações periódicas com foco na qualificação técnica e humanizada da equipe multiprofissional. O cronograma de 2024-2025 inclui uma série de aulas quinzenais, voltadas para médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e outros profissionais de saúde envolvidos no cuidado infantil. Investimentos no programa Araguaína Cuida O mutirão de cirurgias pediátricas faz parte do programa Araguaína Cuida, que recebe investimentos de emendas para garantir a realização de diversos procedimentos cirúrgicos e especializados. O primeiro aporte foi de R$ 3,5 milhões, oriundos de uma emenda do senador Irajá, para 600 cirurgias gerais de laqueadura, ginecológicas e vasectomias. O segundo aporte, de R$ 5,3 milhões, foi destinado pela bancada da Câmara de Vereadores para 593 cirurgias nas áreas de ortopedia, vascular, otorrinolaringologia e urologia. O terceiro aporte, no valor de R$ 5 milhões, veio da emenda da senadora Dorinha e está sendo utilizado para cinco mil cirurgias oftalmológicas de catarata e pterígio. O quarto aporte, que está em andamento, conta com uma emenda de R$ 10 milhões do senador Irajá, possibilitando a realização de 712 cirurgias gerais, ginecológicas, de laqueadura e vasectomias. Por fim, o quinto aporte, de R$ 4,47 milhões, também oriundo de uma emenda do senador Irajá, é utilizado para a realização das 886 cirurgias pediátricas até outubro deste ano.

Viroses respiratórias em Araguaína fazem crescer demanda por atendimentos nos hospitais infantis

O PAI (Pronto Atendimento Infantil) e o HMA (Hospital Municipal de Araguaína) enfrentam, mais uma vez, um dos períodos do ano de maior demanda por atendimentos por causa da sazonalidade das doenças virais. Tradicionalmente, o pico das enfermidades respiratórias ocorre entre os meses de abril e junho, mas, em 2025, as unidades passaram a lidar com casos mais graves já no fim de março. No PAI, a média atual é de 190 a 200 atendimentos diários. Fora do período mais crítico, a demanda é de 100 atendimentos por dia. Para dar conta do fluxo, a unidade, gerida pelo ISAC (Instituto Saúde e Cidadania), reforçou a equipe com mais um médico, técnicos e profissionais de enfermagem, que estão atuando em regime de plantão extra com o objetivo de garantir acolhimento e assistência a todos os pacientes. “Estamos falando de um aumento expressivo de doenças como pneumonia com derrame pleural, bronquiolite e outras infecções respiratórias que, em muitos casos, estão exigindo suporte ventilatório, seja com oxigênio, seja com aparelhos”, informa Elena Medrado, médica e diretora técnica do PAI e do HMA. Segundo a secretária de Saúde de Araguaína, Ana Paula Abadia, a Prefeitura está acompanhando de perto o crescimento na demanda por atendimentos e trabalhando junto à organização social para encontrar soluções que ajudem a manter o fluxo dentro do esperado. “Essa alta demanda é cíclica, acontece todos os anos, por isso as unidades já possuem um esquema especial de aumento de profissionais e escalas diferenciadas de atendimento. E estamos atentos caso surja a necessidade de implementarmos novas ações que assegurem o acolhimento humanizado e a contento das nossas crianças”, pontua a secretária. HMA atende com capacidade total Unidade de referência estadual para casos mais graves para pacientes até 12 anos, o Hospital Municipal de Araguaína, também gerido pelo ISAC, está atendendo com a capacidade total. Todos os leitos da UTI Pediátrica, estabilização e enfermaria estão ocupados, seja recebendo pacientes referenciados do PAI, de unidades particulares e também de outras cidades. “Na UTI e nos leitos de estabilização, a prioridade é para os pacientes que continuam passando por cirurgias cardíacas, urológicas, entre outras especialidades, porque os trabalhos não param. E, em muitas situações, os pacientes precisam ser reavaliados pela equipe de cirurgia pediátrica do município”, detalha a diretora. O HMA dispõe de 45 leitos, sendo seis de estabilização e 10 de UTI, todos atualmente com lotação máxima. Com a demanda em alta, os profissionais também estão trabalhando com escalas extras e revezamento de equipes para manter o atendimento com qualidade e segurança. Chuvas e aglomeração impulsionam casos O período de janeiro até junho é o mais crítico em relação às doenças respiratórias e de origem viral, em função do período chuvoso que favorece a grande circulação de diversos tipos de vírus, entre eles o da dengue. Os meses de abril e maio são considerados os de pico no primeiro semestre, registrando o maior número de pessoas doentes. A aglomeração de pessoas também é um fator que contribui para a alta taxa de transmissão dos vírus, a exemplo do retorno às aulas nas creches, escolas e faculdades, entre outros espaços. Entre as crianças, a idade com maior risco de agravamento das doenças respiratórias é até os seis anos, faixa etária contemplada com a vacinação contra a Influenza na rede pública de saúde do município. Na mesma idade, o público infantil também deve ser imunizado contra a covid-19. As doses estão disponíveis em todas as 22 UBS de Araguaína. Para amenizar o impacto das doenças nas crianças, e também em adultos, a orientação é manter repouso, ingerir muito líquido e um antitérmico para controlar a febre. A procura pela emergência deve ser feita a partir de dois dias de febre e outros sinais de alerta, como vômitos, diarreia, falta de ar e falta de apetite. A única exceção é para bebês menores de 28 dias de vida, quando a febre é um sinal de alerta suficiente para buscar atendimento”. Outras recomendações incluem evitar aglomerações, usar máscara em locais muito movimentados, manter o hábito de higienizar as mãos com frequência, os brinquedos que as crianças usam de forma compartilhada e beber bastante água.

Clínica-Escola Mundo Autista de Araguaína receberá emenda parlamentar de R$ 100 mil

O deputado estadual Marcus Marcelo (PL) anunciou uma emenda de R$ 100 mil para a compra de equipamentos da Clínica-Escola Mundo Autista. A unidade atende gratuitamente cerca de 600 crianças e adolescentes em Araguaína. Quando vereador do município, o parlamentar foi o autor da proposta, através da Associação Mundo Autista, que tornou a instituição uma realidade, em 2016. A emenda permitirá a aquisição de equipamentos que serão usados nas atividades de Musicoterapia, Terapia Ocupacional e Educação Física. Além do recurso anunciado nessa quarta-feira, 2 de abril, Dia Mundial de Conscientização do Autismo, a iniciativa é resultado do compromisso que Marcus Marcelo tem com a causa. “A Clínica-Escola foi a terceira no Brasil e a única no estado, criada a partir de uma proposta de minha autoria, através da Associação Mundo Autista, ainda quando vereador. E neste 2 de abril, quero renovar meu compromisso com uma das minhas maiores bandeiras: a da inclusão. Promover a inclusão, combater o preconceito e tornar acessíveis informações sobre o transtorno do espectro autista são minhas missões como cidadão e parlamentar”, afirmou Marcus Marcelo. A instituição, mantida pela Prefeitura de Araguaína, realiza mais de 5.200 atendimentos mensais com especialistas que atuam na área de Psicologia, Pedagogia, Psicopedagogia, Arteterapia, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, além das consultas médicas, de fonoaudiologia e odontologia. Desde 2024, Marcus Marcelo também continua lutando pelo convênio entre a Associação Mundo Autista e o Governo do Estado, para que mais recursos sejam destinados à causa e os atendimentos se estendam às crianças e adolescentes de toda a região norte do Tocantins.