Gilberto Gil revela últimos pedidos de Preta e destino das cinzas

O cantor Gilberto Gil, 83, revelou os últimos desejos da filha Preta Gil, 50. O artista contou, em entrevista ao “Fantástico”, neste domingo (10), que ela tinha vários pedidos para quando morresse. “Dentre os vários pedidos que ela tinha, um deles era de que o corpo dela fosse cremado e que as cinzas fossem distribuídas, de uma certa forma, entre as pessoas da família, dos amigos”, começou Gilberto Gil na entrevista. “Tem gente que quer usar as cinzas dela para fazer uma espécie de jóia. Tem gente que quer ter, quem sabe, um tiquinho das cinzas dela em casa, talvez seja o caso da família, jogar um pouquinho no jardim de uma das casas, na beira do mar da casa lá da Bahia”, contou. Gil ainda disse que a família ainda está se acostumando com a falta de Preta. “Nós estamos naturalmente tristes […] Preta era uma menina muito cheia de vida, muito intensa no sentido afetivo. Ao mesmo tempo, ela já vinha com um sofrimento prolongado, de três anos, quase”, disse ele ao “Fantástico”. Ele ainda revelou que não teve uma última conversa com Preta. “Não sabia que seria a última, porque o mistério da vida continuava tão intenso quanto o mistério da morte.” Gilberto Gil fala sobre a chegada das cinzas de Preta Gil e revela que a família ainda está refletindo sobre como tudo será conduzido #Fantástico pic.twitter.com/ccuYJXZ7AT — TV Globo 📺 (@tvglobo) August 10, 2025

Velório de Preta Gil reúne centenas de pessoas no Rio de Janeiro

Os fãs chegaram cedo para o velório da cantora Preta Gil, nesta sexta-feira (25), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Antes do horário previsto de início da cerimônia, marcada para às 9 horas, centenas de pessoas aguardavam na fila em frente ao teatro.  A comerciante Isabela Prudente era uma das primeiras da fila. “Eu estou muito triste com essa perda. A Preta me representa: a mulher gorda, Preta, lgbt… ela representa a alegria do carnaval, a mulher que resiste, a mulher forte… Da mesma forma que eu acordava cedo pra ir pro bloco dela, pra comemorar a vida dela, hoje eu venho aqui pra prestar a minha última homenagem”, disse. Para homenagear a cantora “da forma que ela merece” Isabela se juntou a outras fãs e passou boa parte da espera cantando a música Sinais de fogo, grande sucesso da cantora. A empregada doméstica Tereza Marques dos Santos, de 80 anos, também fazia parte do grupo. Ela chegou às 6h15 para garantir que conseguiria se despedir de Preta. Alegria “Ela e o pai dela (Gilberto Gil) sempre trouxeram alegria para o Brasil todo com as músicas deles. E a partir das músicas, nós começamos a gostar da Preta. Eu peço a Deus que dê força para a família dela, para os pais, para o filho dela, para anetinha dela e que ela siga o caminho dela em paz e descanse” O velório público vai até às 13h no Theatro Municipal. Depois, o corpo segue em cortejo em um carro do Corpo de Bombeiros. Ele vai passar pelas ruas do recém-criado Circuito de Carnaval de Rua Preta Gil, no Centro, e seguirá para o Crematório da Penitência, no Caju. Preta Gil morreu no domingo (25), aos 50 anos, por complicações de um câncer de intestino.

Corpo de Preta Gil será velado na sexta-feira, no Theatro Municipal

O corpo da cantora Preta Gil será velado na sexta-feira (25), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.  De acordo com comunicado da família nas redes sociais, a cerimônia será aberta ao público das 9h às 13h. Vítima de câncer, Preta morreu no domingo (20) aos 50 anos, em Nova York, nos Estados Unidos, após uma piora no seu quadro de saúde. Ela estava no país para fazer um tratamento experimental para combater a doença, que foi diagnosticada em 2023. Circuito Decreto assinado pelo prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes, publicado hoje (22), cria o “Circuito de Blocos de Carnaval de Rua Preta Gil” no centro da cidade. De acordo com as considerações do decreto, Preta Gil foi “decisiva” na retomada do carnaval de rua no centro e contribuiu para que o local se tornasse um “espaço urbano de cidadania cultural.” “O Bloco da Preta, fundado em 2009, é uma das mais relevantes expressões do carnaval carioca reunindo milhões de pessoas nas ruas do centro do Rio de Janeiro”, diz o texto. O trajeto do Circuito Preta Gil terá concentração na Rua 1º de Março, no trecho entre a Rua do Rosário e a Rua do Ouvidor, e desse ponto seguirá até a Avenida Presidente Antônio Carlos, na altura da Rua Araújo Porto Alegre.

Prefeitura do RJ cria circuito de carnaval em homenagem a Preta Gil

Decreto assinado pelo prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes, publicado nesta terça-feira (22) no Diário Oficial do município, cria o “Circuito de Blocos de Carnaval de Rua Preta Gil” no centro da cidade. Conforme o decreto, o trajeto do Circuito Preta Gil terá concentração na Rua 1º de Março, no trecho entre a Rua do Rosário e a Rua do Ouvidor, e desse ponto seguirá até a Avenida Presidente Antônio Carlos, na altura da Rua Araújo Porto Alegre. Poderão percorrer o circuito blocos autorizados, conforme planejamento anual da Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur) e da Secretaria Municipal de Cultura. >> Câncer de Preta Gil é um dos que mais cresce entre jovens no mundo; entenda De acordo com as considerações do decreto, Preta Gil foi “decisiva” na retomada do carnaval de rua no centro e contribuiu para que o local se tornasse um “espaço urbano de cidadania cultural.” “O Bloco da Preta, fundado em 2009, é uma das mais relevantes expressões do carnaval carioca reunindo milhões de pessoas nas ruas do centro do Rio de Janeiro”, diz o texto. A cantora e empresária Preta Gil morreu em Nova York neste domingo (20), aos 50 anos, vítima de câncer no intestino. Preta Gil é filha do cantor Gilberto Gil com Sandra Gadelha, e deixa o filho Francisco Gil e a neta Sol de Maria. Como intérprete, ela gravou quatro álbuns de estúdio, dois CDs e DVDs ao vivo. Ela também era sócia da empresa Mynd, uma das principais agências de marketing digital do Brasil. A família informou que ainda não há previsão para que o corpo retorne ao Brasil, mas que ela será velada na cidade do Rio de Janeiro.

Câncer de Preta Gil é um dos que mais cresce entre jovens no mundo; entenda

A cantora Preta Gil, 50, morreu no domingo (20), após uma longa luta contra o câncer de intestino. A doença é uma das que mais cresce no mundo entre a população mais jovem. De acordo com uma pesquisa realizada pela Sociedade Americana do Câncer, a incidência desse tipo de tumor entre pessoas de 25 a 50 anos está aumentando em 27 dos 50 países e territórios analisados. Segundo o estudo, publicado em dezembro do ano passado, os principais crescimentos anuais ocorreram na Nova Zelândia (4%), Chile (4%) e Porto Rico (3,8%). Em 14 dos 27 países, as taxas foram estáveis ou decrescentes entre adultos mais velhos. O estudo não incluiu dados do Brasil. Segundo a pesquisa, o aumento do câncer colorretal de início precoce foi mais rápido entre os homens do que as mulheres no Chile, Porto Rico, Argentina, Equador, Tailândia, Suécia, Israel e Croácia. Já as mulheres foram as que apresentaram aumentos mais rápidos na Inglaterra, Noruega, Austrália, Turquia, Costa Rica e Escócia. Nos últimos cinco anos, a taxa de incidência do câncer de início precoce foi mais alta na Austrália, Porto Rico, Nova Zelândia, EUA e República da Coreia (14 a 17 por 100.000) e mais baixa em Uganda e Índia (4 por 100.000). Alterações no microbioma intestinal podem ser explicação para fenômeno Os motivos para o aumento dos casos em pessoas jovens ainda não são claros. No entanto, uma descoberta recente tem chamado atenção da comunidade científica internacional: relação entre alterações no microbioma intestinal na infância e o desenvolvimento de tumores décadas depois. Pesquisadores identificaram que a exposição a cepas específicas da bactéria E. coli produtoras de colibactina — uma toxina que causa danos ao DNA — está fortemente associada ao desenvolvimento precoce da doença. >> Prefeitura do RJ cria circuito de carnaval em homenagem a Preta Gil O estudo internacional que sequenciou o DNA de 981 tumores colorretais mostrou que as mutações associadas à colibactina são 3,3 vezes mais comuns em pacientes diagnosticados antes dos 40 anos. Essas alterações frequentemente atingem o gene APC, um supressor tumoral crucial, e parecem ocorrer nos primeiros dez anos de vida — muito antes do diagnóstico. A pesquisa analisou as sequências completas de DNA de 981 tumores colorretais de pacientes de 11 países diferentes, identificando padrões geográficos específicos nas mutações que levam ao câncer. “O estudo revelou a presença de assinaturas mutacionais SBS88 e ID18, que estão associadas à colibactina, a toxina produzida por algumas cepas de E. coli. Estas ‘impressões digitais’ bacterianas eram 3,3 vezes mais comuns em pacientes diagnosticados antes dos 40 anos do que naqueles com mais de 70 anos”, explica Mauro Donadio, oncologista especialista em tumores do aparelho digestivo da Oncoclínicas. A pesquisa também descobriu que a colibactina tende a atingir o gene APC (um supressor tumoral que normalmente controla o crescimento celular), com cerca de 25% das mutações do APC apresentando a assinatura única desta toxina. “A análise molecular indicou que as mutações associadas à colibactina frequentemente surgem nos primeiros dez anos de vida, sugerindo que a toxina pode colonizar silenciosamente o intestino das crianças e iniciar alterações cancerígenas muito precocemente, décadas antes do diagnóstico clínico. Esta é uma das pesquisas mais recentes e significativas sobre a ligação entre o microbioma intestinal e o aumento do câncer colorretal em pessoas jovens”, destaca o oncologista. Além disso, outros fatores podem estar associados ao aumento dos casos da doença na população com menos de 50 anos. Segundo o especialista, as possíveis razões incluem obesidade, alimentação não saudável e rica em ultraprocessados, efeitos de antibióticos no microbioma intestinal e aumento da presença de diferentes mutações germinativas associadas ao câncer. Diagnóstico precoce é desafio entre jovens De acordo com Donadio, cerca de 20% a 30% das pessoas descobrem a doença em estágios avançados, situação que se agrava entre pacientes jovens. “Isso pode ser atribuído à ausência de sinais e sintomas típicos de ‘bandeira vermelha’. Ao invés disso, esses pacientes apresentam sintomas não específicos e o diagnóstico acontece mais tardiamente, uma característica encontrada principalmente em pacientes jovens”, ressalta o médico. Os sintomas mais comuns do câncer colorretal são: Mudança nos hábitos intestinais (diarreia ou constipação persistente); Sangramento nas fezes; Dor abdominal; Anemia por deficiência de ferro; Sensação de evacuação incompleta; Fraqueza ou fadiga; Obstrução ou perfuração intestinal (em casos graves). Atualmente, o Brasil segue a recomendação de iniciar o rastreamento do câncer colorretal a partir dos 50 anos. No entanto, diante do crescimento da doença entre jovens, diversos países já reduziram essa idade para 45 anos. “Essa mudança acontece justamente pela elevada e crescente incidência da doença em pessoas com menos de 50 anos. Em alguns países, as sociedades médicas já têm recomendado em guidelines o início do rastreio a partir dos 45 anos”, afirma Donadio. A colonoscopia continua sendo o principal método de prevenção e diagnóstico precoce. “O rastreamento por meio de colonoscopia reduz a mortalidade pela doença, pois é capaz de detectar e tratar lesões em estágio muito inicial ou até mesmo as lesões pré-malignas, como pólipos intestinais”, destaca o especialista.