Irajá é o único senador do Tocantins a votar contra o impeachment de Alexandre de Moraes

Dos três senadores que representam o Tocantins, apenas Irajá Abreu (PSD) declarou voto contrário ao impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Eduardo Gomes (PL) e Professora Dorinha (União Brasil) já se posicionaram a favor da destituição de Moraes. De acordo com o site “votosenadores.com.br”, que acompanha o posicionamento dos parlamentares, 38 senadores de todo o país manifestaram apoio ao impeachment. Outros 24 ainda não definiram seus votos, e 19 se declararam contra. A plataforma foi criada em 2024 por opositores de Moraes, que conduz o processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por suposta tentativa de golpe, além de ações relacionadas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Para que o processo siga no Senado, são exigidos 54 votos favoráveis, o que representa dois terços dos parlamentares. Para acompanhar o placar em tempo real dos votos pela destituição de Moraes, acesse o link.

Professora Dorinha é reconhecida como um dos parlamentares mais influentes do país

A senadora Professora Dorinha Seabra (União/TO) voltou a figurar entre os parlamentares mais influentes do país, segundo o ranking 2025 do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), divulgado na última quinta-feira (10). Esta é a sexta vez consecutiva que a senadora integra a lista dos “100 Cabeças do Congresso Nacional”. A pesquisa destaca os parlamentares com maior protagonismo no processo legislativo, avaliando critérios como capacidade de articulação, formulação de propostas, condução de debates, negociações e votações. Também são considerados atributos como visão estratégica, habilidade de leitura da realidade política e capacidade de liderar pautas e construir consensos. Neste ano, Dorinha se destacou por sua atuação como coordenadora da bancada federal do Tocantins, membro da Comissão Mista de Orçamento e vice-líder do Governo no Senado. Ela foi incluída na categoria “Articuladora/Organizadora”, que reúne os parlamentares com trânsito amplo entre diferentes correntes políticas e habilidade para criar pontes e favorecer acordos. “Permanecer entre os 100 mais influentes do Congresso é um reconhecimento importante do nosso trabalho. Ainda mais em um cenário onde apenas 13 mulheres foram destacadas, sendo quatro senadoras. Continuamos lutando por mais valorização e respeito à participação das mulheres na política”, afirmou a senadora. O levantamento do Diap é um dos mais respeitados no meio político e jornalístico. Os “Cabeças do Congresso” são aqueles que exercem papel de liderança e influência nas decisões do Parlamento, marcando posição nos principais debates e articulações do país.

Lula vem ao Tocantins nesta semana para entrega de títulos e ações de reforma agrária

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estará no Tocantins na sexta-feira, 27. A vinda dele ao estado foi confirmada pelo superintendente do Patrimônio da União, Edy César Passos. A chegada do presidente está prevista para às 10h30, em Araguatins, no Bico do Papagaio. Na oportunidade, o presidente lançará programas de titulação urbana e rural; enregtregará títulos de regularização fundiária urbana e rural; assinará contratos do programa Fomento Mulher e celebrará em parceria com o Governo do Estado um Acordo de Cooperação Técnica para regularizar todas as áreas públicas do Tocantins, “o equivalente a 15% do território estadual, notadamente na região do Bico do Papagaio”, antecipou Edy César. A vinda do presidente ao Tocantins foi viabilizada pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), por meio do Patrimônio da União, com a colaboração do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). De acordo com Edy César, ainda durante a visita do presidente serão entregues 200 títulos de propriedade a assentados, além da assinatura do Minha Casa, Minha Vida entidades. A última vez que Lula esteve no Tocantins foi em 2007, em seu segundo mandato. Essa é a primeira visita do presidente após a eleição em 2022. No Tocantins, Lula foi eleito com maioria de votos e, segundo Edy César, ao cumprir uma agenda tão importante para as ações voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar e da reforma agrária, o presidente expressa o comprometimento o governo federal com o desenvolvimento do estado e demonstra o apreço que nutre pelas gentes do Tocantins. Fonte: T1 Notícias 

TRE-TO diplomará Tiago Dimas como deputado federal nesta terça-feira

O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO), após o reprocessamento da totalização dos votos das Eleições Gerais de 2022 para o cargo de deputado federal, realiza na próxima terça-feira, 17, a cerimônia de diplomação, às 18h, no pleno do Tribunal. A sessão diplomará Tiago Dimas Braga Pereira (Podemos), o deputado federal eleito conforme os novos cálculos resultantes da retotalização, em cumprimento aos termos das decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), proferidas nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) nº 7.228-ED e 7.263-ED, conforme determinação do  Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Além dele, os primeiros suplentes, José Alves Maciel (Podemos) e Lázaro Botelho Martins (Progressistas), também receberão seus diplomas no mesmo ato solene. Entenda O evento acontece após aplicação de novas diretrizes do TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF), que alterou o resultado para uma das vagas do Tocantins na Câmara dos Deputados. A diplomação é a última etapa do processo eleitoral, atestando que os candidatos estão aptos a tomar posse em seus respectivos cargos. Os demais suplentes terão seus diplomas expedidos pelo Tribunal e disponibilizados para retirada junto à Seção de Jurisprudência e Apoio à Análise de Acórdãos (SJI/Seara) do TRE-TO.

Bolsonaro nega plano de golpe, pede desculpa ao STF e critica urnas

O ex-presidente Jair Bolsonaro depôs nessa terça-feira (10) na ação penal da trama golpista. Ele é um dos oito réus do núcleo 1 da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os acusados de planejar medidas inconstitucionais para tentar reverter o resultado das eleições de 2022 e impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O interrogatório foi conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, que é relator da ação no Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a acusação da procuradoria, Bolsonaro tinha conhecimento da minuta golpista que previa a decretação de medidas de estado de sítio e prisão dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e outras autoridades. Além disso, as acusações foram corroboradas pelos depoimentos de delação premiada do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid. >> Veja abaixo alguns trechos do depoimento de Bolsonaro: Plano de golpe de Estado O ex-presidente afirmou que a possibilidade de golpe de Estado nunca foi discutida em seu governo, ao ser questionado sobre as acusações de que teria planejado medidas inconstitucionais para tentar reverter o resultado das eleições de 2022 e impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, a medida seria danosa para o Brasil. “Da minha parte, nunca se falou em golpe. Golpe é abominável. O golpe até seria fácil começar. O afterday é imprevisível e danoso para todo mundo. O Brasil não poderia passar por uma experiência dessa. Não foi sequer cogitada essa hipótese de golpe no meu governo”, disse. Minuta do golpe Bolsonaro também negou ter feito uma minuta de golpe para justificar a intervenção militar após as eleições de 2022. Nesta segunda-feira (9), o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, foi interrogado por Moraes na condição de delator e disse que o ex-presidente presenciou a apresentação do documento golpista, enxugou o texto original e propôs alterações para constar a possibilidade de prisão de ministros, entre eles de Moraes. “Não procede o enxugamento. As informações que eu tenho é de que não tem cabeçalho nem o fecho [parte final]”, comentou. “Da minha parte, eu sempre tive o lado da Constituição. Refuto qualquer possibilidade de falar em minuta de golpe e uma minuta que não esteja enquadrada na Constituição”, completou. Tropas da Marinha Perguntado pelo ministro Moraes se o ex-comandante da Marinha Almir Garnier colocou as tropas à disposição para executar medidas golpistas, Bolsonaro afirmou que a informação não procede. “Em hipótese alguma. Não existe isso. Se nós fossemos prosseguir em um estado de sítio e de defesa, as medidas seriam outras. Não tinha clima, não tinha oportunidade e não tinha uma base minimamente sólida para fazer qualquer coisa”, afirmou. De acordo com a investigação da Polícia Federal, o almirante teria colocado suas tropas à disposição de Bolsonaro durante uma reunião em 2022 com os comandantes das Forças Armadas. Durante o encontro, Bolsonaro apresentou estudos para decretação de medidas de estado de sítio e de decretação de operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para impedir a posse de Lula. Pedido de desculpas O ex-presidente também “pediu desculpas” após ser questionado sobre declarações nas quais afirmou, sem provas, que ministros do STF estariam “levando dinheiro” para fraudar o processo eleitoral. “Não tem indício nenhum. Me desculpe, não tinha essa intenção de acusar qualquer desvio de conduta”, disse.  Urnas eletrônicas Em outro momento do depoimento, Bolsonaro foi questionado por Moraes sobre falas nas quais o ex-presidente deslegitimou o processo eleitoral e insinuou que há fraudes na urna eletrônica. Em resposta ao ministro, o ex-presidente afirmou que sempre teve uma retórica a favor do voto impresso, mas nunca tomou nenhuma medida inconstitucional. “Em nenhum momento eu agi contra a Constituição. Joguei dentro das quatro linhas o tempo todo, muitas vezes me revoltava, falava palavrão, falava o que não deveria falar. No meu entender, fiz aquilo que tinha quer ser feito”, afirmou. De acordo com Bolsonaro, não houve pressão ao ex-ministro da Defesa Paulo Sergio Nogueira para apresentar um relatório ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para insinuar que não é possível descartar fraudes nas urnas eletrônicas. “Jamais eu pressionei. Não houve pressão em cima dele para fazer isso ou aquilo”, declarou. Voz de prisão Bolsonaro disse não ter recebido voz de prisão do ex-comandante do Exército Freire Gomes durante reunião com os comandantes das Forças Armadas para adesão das tropas à tentativa de golpe, em 2022. “As Forças Armadas sempre primaram pela disciplina e hierarquia. Aquilo falado pelo brigadeiro Baptista Júnior não procede, tanto é que foi desmentido pelo próprio comandante do Exército. Se dependesse de alguém diferente para levar avante um plano ridículo desse, eu teria trocado o comandante da Aeronáutica”, afirmou. A declaração contradiz o ex-comandante da Aeronáutica Baptista Júnior, que estava no encontro, e afirmou em depoimento à Polícia Federal que a ameaça de prisão de Bolsonaro ocorreu durante a reunião. Depoimentos Em dois dias seguidos de audiência, os oito réus acusados de participar do “núcleo crucial” de uma trama golpista foram interrogados. São eles: Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro; Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin); Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal e Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Jair Bolsonaro, ex-presidente da República; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil e candidato a vice na chapa de Bolsonaro em 2022. O interrogatório dos réus é uma das últimas fases da ação penal. A expectativa é que o julgamento que vai decidir pela condenação ou absolvição do ex-presidente e dos demais réus ocorra no segundo semestre deste ano.

Dra. Ângela Maria assumirá cadeira de deputada federal, diz Gaguim

Durante a tradicional cavalgada de Araguaína, realizada neste domingo (08/06), o deputado federal Carlos Gaguim (UB) reforçou publicamente sua pré-candidatura ao Senado Federal. Em meio ao evento, que reuniu autoridades políticas de peso e milhares de pessoas, o parlamentar declarou que pretende se licenciar do mandato, abrindo espaço para que sua suplente, a Dra. Ângela Maria Silva (UB), assuma uma cadeira na Câmara dos Deputados. “É hora de construir novos caminhos para o Tocantins. Serei pré-candidato ao Senado e, durante esse período, a Dra. Ângela, uma mulher preparada, sensível e que representa bem o nosso estado deverá assumir o mandato. Ela terá a missão de continuar o nosso trabalho em Brasília”, afirmou Gaguim, ao lado do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que prestigiou o evento. O anúncio ocorreu durante um encontro informal com lideranças políticas, entre elas o prefeito de Araguaína, Wagner Rodrigues, a senadora Professora Dorinha (UB) e o prefeito de Paraíso do Tocantins, Celso Morais. A presença de Caiado reforçou a articulação entre os estados vizinhos e a valorização dos eventos culturais e agropecuários da região Norte. Dra. Ângela Maria Silva também afirmou que será pré-candidata a deputada federal. Empresária, cirurgiã-dentista e atual secretária da Mulher em Araguaína, ela teve uma votação expressiva na última eleição, ficando como primeira suplente na chapa de Gaguim. “Estamos trabalhando com a missão de fortalecer as políticas voltadas às mulheres. Estamos unidos e focados no que é melhor para Araguaína e o Tocantins. Estou à disposição do prefeito, da nossa senadora Dorinha para seguir um caminho que seja importante para todos, principalmente para a nossa população”, disse Dra. Ângela. Fonte: AF Notícias

TRE reconta votos e confirma vaga de Tiago Dimas na Câmara Federal

Para atender a determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) realizou nesta segunda-feira, 9, a cerimônia pública de reprocessamento da totalização dos votos das Eleições Gerais de 2022 para o cargo de deputado federal. A conclusão da Comissão Apuradora do TRE-TO, presididida pelo juiz Marcelo Augusto Ferrari Faccioni, conclui que no estado do Tocantins há um candidato eleito nas eleições de 2022 para o cargo de Deputado Federal com menos de 20.753,40 votos, ou seja, menos de 20% do quociente eleitora e que inexiste candidato eleito para o cargo de deputado estadual nas eleições de 2022 com menos de 6.952 votos. O resultado da retotalização confirma a eleição de Tiago Dimas (Podemos). Com isso, Tiago tomará posse na Câmara Federal no lugar do deputado Lázaro Botelho. Pelo resultado apresentado pela Comissão Apuradora, formada ainda pela ouvidora Regional Eleitoral, juíza Silvana Maria Parfieniuk e o juiz Rodrigo de Meneses dos Santos, o ex-deputado Célio Moura, que entrou com representação no TRE-TO, não tem direito à vaga, conforme pleiteado por ele. Ao Portal T1 Notícias, Moura disse que, junto com seus advogados, analisará o relatório do TRE para decidir se irá recorrer. Confira a Ata clicando neste link. A retotalização ocorrida nesta manhã, 10h, na sede do Tribunal, foi necessária devido a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) do Supremo Tribunal Federal (STF) aplicada ao  Artigo 11, § 4º, da Resolução TSE nº 23.677/2021, que determina que “quando não houver mais partidos políticos ou federações que tenham alcançado votação de 80% do quociente eleitoral e que tenham em suas listas candidatas ou candidatos com votação mínima de 20% desse quociente, todos os partidos políticos, federações, candidatas e candidatos participarão da distribuição das cadeiras remanescentes, aplicando-se o critério das maiores médias”. Vale ressaltar que a Resolução 23.677/21, atualizada ainda em 2024 pela Resolução 23.734/24, já estava em vigor nas últimas Eleições Municipais. Entenda a decisão  Com base na nova diretriz e conforme os dados obtidos na retotalização, a Comissão constatou que o Partido Progressistas não atingiu o percentual mínimo de 20% exigido pela norma atualizada. Havendo desta forma, alteração no resultado final com a garantia da vaga para o Partido Podemos, assumindo a bancada do Tocantins no Congresso Nacional, por ter apresentado a maior média neste último Cálculo. Confira os dados. Neste caso, dada a distribuição das vagas aos partidos com candidatos eleitos pelo Quociente Partidário (QP), passou-se para a distribuição das médias (sobras eleitorais) aos partidos. Durante a distribuição das médias, na última etapa – Sobras das Sobras – quando não havia mais candidatos com o percentual mínimo de 20% nos partidos que atendiam os requisitos 80%, conforme a norma atualizada, a vaga é direito ao partido com maior percentual do pleito eleitoral, ou seja, entrou na disputa todos os partidos que ainda não haviam ocupado uma vaga. Nova ADI aplicada nas Eleições 2024 A Justiça Eleitoral do Tocantins destaca que a realização da retotalização é exclusivamente voltada para as Eleições de 2022 para o cargo de deputado federal, considerando que para o cargo de deputado estadual todos os candidatos alcançaram o percentual mínimo. Na disputa municipal a nova norma já estava em atividade, sendo aplicada para o cargo de vereador, tendo em vista que as alterações promovidas pela Resolução TSE nº 23.677, incorporou as decisões do STF anteriormente ao pleito. Conforme o advogado eleitoralista, Solano Donato, a cerimônia considerou exatamente o entendimento do STF de que o Tocantins só teria direito a uma vaga e que sequer foi proposta a questão para deputado estadual. “Pelo entendimento do STF só alteraria uma vaga de dep federal no Tocantins. Não houve determinação de retotalização do cargo de deputado estadual. Na audiência de hoje sequer falaram a respeito”, disse. Portanto, não existe qualquer necessidade de haver uma nova retotalização dos votos das Eleições de 2024, e consequentemente não haverá mudanças nos resultados para o cargo de vereador dos 139 municípios do Tocantins. Próximos passos Durante a cerimônia de retotalização, foi gerado relatório com dados e o nome do deputado federal eleito de acordo com o novo cálculo. Esse documento será encaminhado ao presidente do TRE-TO, desembargador João Rig

Justiça Eleitoral torna Pablo Marçal inelegível pela segunda vez

O empresário e o influenciador digital Pablo Marçal foi condenado, pela segunda vez na Justiça Eleitoral de São Paulo. Candidato a prefeito nas eleições passadas, Marçal foi acusado de uso indevido das redes sociais, abuso de poder midiático, captação ilícita de recursos e abuso de poder econômico. A decisão torna Marçal inelegível por oito anos pela segunda vez, uma vez que ele já havia sido condenado por outra ação semelhante em fevereiro. A Justiça Eleitoral também determinou que o ex-candidato pague uma multa de R$ 420 mil. O juiz da 1ª Zona Eleitoral, Antonio Maria Patino Zorz, julgou parcialmente procedente uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral, apresentada pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB). A punição ao então candidato foi motivada pelo uso de cortes editados de vídeo, divulgados nas redes sociais durante a campanha eleitoral. Tais cortes eram pagos pela equipe de Marçal para terceiros (influenciadores, internautas etc), que viralizavam as postagens. Ainda na mesma ação, o juiz julgou improcedente o pedido de condenação ao réu por captação ilícita de sufrágio (compra de votos). Decisão ainda cabe recurso à decisão. “Essa decisão é temporária. Cumprimos todos os requisitos legais durante a campanha. Confio na Justiça e estou certo de que vamos reverter”, declarou Pablo Marçal por meio de sua assessoria de imprensa.

STF abre ação penal contra Bolsonaro e mais 7 réus por trama golpista

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu nesta sexta-feira (11) a ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete acusados da trama golpista, que fazem parte do núcleo 1 do inquérito. A ação vai tramitar com o número 2.668.  A medida é uma formalidade para cumprir a decisão da Primeira Turma da Corte, que aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e transformou Bolsonaro, o general Braga Netto e outros acusados em réus. Com a abertura do processo criminal, os acusados passam a responder pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado. A ação penal também marca o início da instrução processual, fase na qual os advogados poderão indicar testemunhas e pedir a produção de novas provas para comprovar as teses de defesa. Os acusados também serão interrogados ao final dessa fase. Os trabalhos serão conduzidos pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. Após o fim da instrução, o julgamento será marcado e os ministros vão decidir se o ex-presidente e os demais acusados serão condenados à prisão ou absolvidos. Não há data definida para o julgamento. Em caso de condenação, a soma das penas para os crimes passa de 30 anos de prisão. O acórdão do julgamento da Primeira Turma foi publicado pelo STF nesta sexta-feira. O documento tem 500 páginas e resume a decisão do colegiado. Réus ex-presidente da República Jair Bolsonaro; general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022 Walter Braga Netto; general Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional; Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa; Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. Núcleos Até o momento, somente a denúncia contra o núcleo 1 foi julgada. Em março, por unanimidade, o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete acusados viraram réus. O núcleo 2 será julgado nos dias 22 e 23 de abril. O grupo é composto por seis denunciados, todos acusados de organizar ações para “sustentar a permanência ilegítima” de Bolsonaro no poder, em 2022. A análise da denúncia contra o núcleo 3 será nos dias 20 e 21 de maio. Os denunciados desse núcleo são acusados de planejarem “ações táticas” para efetivar o plano golpista. O grupo é formado por 11 militares do Exército e um policial federal.

Ministro pede desligamento do cargo após ser denunciado por desvio de recursos públicos

O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, pediu desligamento do cargo, nessa terça-feira (8), após ter sido denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por supostos desvios em emendas parlamentares quando ele era deputado federal.  Ele estava no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde o início do mandato, em janeiro de 2023. De acordo com a Secretaria de Imprensa da Presidência da República, o presidente ligou para Juscelino Filho e solicitou que o ministro pedisse sua demissão, para poder realizar sua ampla defesa fora do governo. Em carta aberta divulgada no início da noite, o agora ex-ministro disse que pediu exoneração para preservar o projeto do governo federal e se concentrar em sua própria defesa. “A decisão de sair agora também é um gesto de respeito ao governo e ao povo brasileiro. Preciso me dedicar à minha defesa, com serenidade e firmeza, porque sei que a verdade há de prevalecer. As acusações que me atingem são infundadas, e confio plenamente nas instituições do nosso país, especialmente no Supremo Tribunal Federal, para que isso fique claro. A justiça virá!”, escreveu. A acusação formal foi apresentada na semana passada ao ministro Flávio Dino, relator das investigações sobre o caso no Supremo. O processo corre sob sigilo. O envio da denúncia foi revelado pelo portal UOL e confirmado pela Agência Brasil. Após a PGR enviar a denúncia, o ministro Flávio Dino deve enviar o caso para a Primeira Turma, para que seja decidido se a acusação merece se tornar uma ação penal, o que tornaria Juscelino Filho réu no Supremo. Se uma ação penal for aberta, tem início uma nova fase de instrução processual, com a oitiva de testemunhas e a possível produção de novas provas. Não há prazo definido para o julgamento final do caso, em que Juscelino Filho poderá ser condenado ou absolvido. Ainda em sua carta aberta, Juscelino Filho, que é filiado ao União Brasil e tem mandato de deputado federal pelo Maranhão, afirmou que voltará à Câmara dos Deputados. Ele aproveitou para fazer um breve balanço de sua gestão à frente da pasta. “Saio do Ministério com a cabeça erguida e o sentimento de dever cumprido. O Brasil está em outro patamar. Estamos levando banda larga a 138 mil escolas, destravamos o Fust [Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações] – que estava parado há mais de duas décadas – para investimento de mais de R$ 3 bilhões em projetos de inclusão digital, entregamos mais de 56 mil computadores em comunidades carentes, estamos conectando a Amazônia com 12 mil km de fibra óptica submersa e deixamos pronta a TV 3.0, que vai revolucionar a televisão aberta no país”, destacou. O nome do substituto de Juscelino Filho no Ministério das Comunicações ainda não foi informado pelo Palácio do Planalto. O presidente Lula está em viagem oficial a Honduras, onde participará da Cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos