Mais de 71% da população do Tocantins nasceu no próprio estado; Maranhenses soma mais de 135 mil pessoas

Dos 1,51 milhão de moradores do Tocantins, coletados durante o Censo 2022, 1,08 milhão nasceram na própria Unidade da Federação (UF), ou seja, 71,6% do montante. Maranhão foi o segundo estado com maior população no Tocantins, com mais de 135 mil pessoas, o que representou 9,0%. Goiás (5,73%), Pará (3,0%) e Piauí (1,82%) formam a lista com mais moradores habitando pelo estado. Já sobre os tocantinenses natos que viviam em outros estados, o Goiás tinha a maior soma, com 150.313 pessoas vivendo por lá. Em seguida, o Pará abrigava 95.705 nascidos no Tocantins; o Maranhão tinha 24.841 e, o Distrito Federal, contabilizava 22.169 do total. A UF com menor população tocantinense nata foi o Acre, com 245, seguida, de perto, por Alagoas, com apenas 257 dos moradores. Tocantins foi o único estado da Região Norte com saldo migratório positivo Ao levar em consideração o quinquênio 2017-2022, o Tocantins foi a única UF da Região Norte do Brasil com saldo migratório positivo, apesar de pequeno. Para o cálculo, o número de imigrantes no estado, 71.887 mil pessoas, foi subtraído pelo valor de emigrantes, 65.856. Com isso, o montante de 6.031 habitantes deixou o estado com uma taxa líquida de migração de 0,4% durante o período. Estrangeiros vivendo no Tocantins eram 847 Um dos estados mais novos do país, o Tocantins somou poucos estrangeiros vivendo em seu território durante a coleta do último Censo, tendo sido apenas 847 pessoas, ante 793 mil em todo o Brasil. Os naturalizados brasileiros também foram poucos, já que tinham somente 584 no estado. Nacionalmente, o número mostrou mais de 216 mil pessoas nessa condição. Mais sobre a pesquisa O levantamento aprofunda a caracterização da população brasileira, através das informações coletadas no bloco de quesitos relativos aos temas Fecundidade e Migração, do Questionário da Amostra do Censo Demográfico 2022.

Brasil tem 14,4 milhões de pessoas com deficiência; a maioria são mulheres

Dados do Censo 2022 mostram que o Brasil tinha 14,4 milhões de pessoas com deficiência, ou seja, 7,3% da população do país com 2 anos ou mais de idade, no ano da pesquisa. O levantamento foi publicado nessa sexta-feira (23), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado inclui pessoas, com 2 anos ou mais, que têm impossibilidade ou grande dificuldade para enxergar, ouvir, andar e pegar objetos pequenos. Também entram na estatística aqueles nessa faixa etária que, por alguma limitação nas funções mentais, não conseguem ou têm muita dificuldade para se comunicar, realizar cuidados pessoais, trabalhar e estudar, entre outras atividades. “Quando o informante responde que ele não consegue de modo algum ou tem muita dificuldade, são essas duas categorias que a gente define como pessoas com deficiência. Quando a pessoa tem alguma dificuldade, quando tem uma limitação mínima, ela não entra na classificação de pessoa com deficiência”, explica a pesquisadora do IBGE Luciana Alves. A pesquisa é feita com base na declaração das pessoas entrevistadas. O IBGE destaca que os dados de 2022 não podem ser comparados com os do Censo de 2010, uma vez que as perguntas feitas na entrevista foram modificadas. Houve ainda o acréscimo da deficiência de funções motoras dos membros superiores. Segundo o IBGE, em 2022, 8,3 milhões das pessoas com deficiência eram mulheres (8,1% da população feminina total) e 6,1 milhões eram homens (6,4% da população masculina). Os dados revelam que 7,9 milhões de pessoas tinham dificuldades de enxergar; 5,2 milhões, para andar ou subir degraus; 2,7 milhões, para manusear objetos; e 2,6 milhões, para ouvir. Além disso, 1,4 milhão de entrevistados possuíam limitação mental que gerava dificuldades para a pessoa. O IBGE constatou ainda que 2% da população tinha duas ou mais deficiências. De modo geral, o percentual de pessoas com deficiência aumenta com a idade (com exceção para a faixa dos 25 a 29 anos, que tem taxa um pouco menor que a dos 20 a 24 anos). Para crianças de 2 a 14 anos, a proporção varia de 1,4% a 2,8%, por exemplo. A taxa supera os 5% a partir dos 40 anos; os 10%, a partir dos 55 anos; os 30% a partir dos 80 anos; e os 50% a partir dos 90 anos. A maior prevalência de pessoas com deficiência está entre os pretos (8,6%). Os indígenas têm proporção de 7,9%, os pardos, de 7,2%, os brancos, de 7,1%, e os amarelos, de 6,6%. Autismo O Censo 2022 também mostrou que 2,4 milhões de pessoas declararam ter recebido diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA) por algum profissional de saúde. O número corresponde a 1,2% da população brasileira. A prevalência do autismo é maior entre os homens (1,5% da população). Entre as mulheres, o percentual é de 0,9%. Os homens com TEA somam 1,4 milhão, e as mulheres, 1 milhão. Na comparação por idade, a população entre 5 e 9 anos possui a maior proporção de diagnósticos de TEA (2,6%), seguida por crianças de até 4 anos (2,1%), de 10 a 14 anos (1,9%) e de 15 a 19 anos (1,3%). Nas demais faixas etárias, a proporção varia de 0,8% a 1%, portanto abaixo da média. “O acesso ao diagnóstico e a forma de se conseguir esse diagnóstico se tornaram mais amplos recentemente. Então as crianças e jovens acabam tendo maior incidência”, explica Luciana. Na análise por cor e raça, a população branca tem uma prevalência maior de pessoas diagnosticadas com TEA (1,3%), seguida pela amarela (1,2%), preta e parda (1,1%) e indígena (1,9%). O IBGE destaca que nem todas pessoas com autismo são consideradas com deficiência, para o Censo, apenas aquelas que têm impossibilidade ou grande dificuldade para enxergar, ouvir, andar, manusear objetos e aquelas com grandes limitações mentais. Não há, no entanto, dados que mostrem no número de pessoas com TEA que também têm deficiência.   Mulheres Homens Total no país Pessoas com deficiência 8,3 milhões 6,1 milhões 14,4 milhões Pessoas com autismo 1 milhão 1,4 milhão 2,4 milhões