Governo do Tocantins reduz em 33,6% área desmatada em 2024 e registra melhor desempenho ambiental

O Governo do Tocantins confirmou uma queda expressiva de 33,6% na área desmatada em 2024. O resultado é considerado um dos principais indicadores positivos no combate ao desmatamento ilegal no estado. A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) constatou na última sexta-feira, 16, a redução de 77.425 hectares de área desmatada em 2024, em Nota Técnica emitida pelo Centro de Inteligência Geográfica em Gestão do Meio Ambiente (Cigma), que considerou dados do MapBiomas Alerta referentes ao ano de 2024 em comparação ao ano anterior. Em 2024, a área desmatada no Tocantins foi de 153.276 hectares, o que representa uma redução expressiva em relação a 2023, quando o total registrado foi de 230.701 hectares. No Matopiba, os dados do MapBiomas Alerta apontam o acumulado de 521.285 hectares de desmatamento em 2024, ou seja, 42% da área desmatada no Brasil. Nessa região, também foi observada uma diminuição em relação a 2023, quando o total registrado foi de 866.965 hectares. O secretário Marcello Lelis ressaltou que a redução do desmatamento não impediu o crescimento produtivo nem o avanço da Estratégia Tocantins Competitivo e Sustentável do estado. “O Tocantins segue com crescimento exponencial no setor produtivo e simultaneamente registra uma redução expressiva de área desmatada em 2024. Esse resultado é fruto de um esforço coordenado entre instituições estaduais e federais e é um indicador positivo de que estamos avançando rumo ao desenvolvimento sustentável, com o esforço mútuo de conservação ambiental, que reforça o compromisso do Governo do Tocantins no combate ao desmatamento ilegal”, afirmou o secretário. O presidente do Instituto Natureza do Tocantins, Cledson Lima, lembrou que, em 2023, foi criado o Grupo de Trabalho de Orientação das Ações de Combate ao Desmatamento Ilegal, coordenado pela Semarh e composto por órgãos como Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Naturatins, Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA) e o Ministério Público Estadual (MPTO). “Este grupo tem promovido ações integradas de fiscalização e responsabilização, com foco na identificação e na interrupção de desmatamentos não autorizados”, destacou o presidente. Medidas do Tocantins A Nota Técnica lista medidas que foram adotadas no Estado e destaca que, em 2024, as ações foram intensificadas. A Semarh notificou diversos imóveis rurais, com indícios de desmatamento ilegal, orientando os proprietários quanto à necessidade de apresentação de documentos de autorização e à regularização ambiental. Além disso, teve a assinatura do Pacto pelo Desmatamento Ilegal Zero, um compromisso conjunto firmado entre Governo do Tocantins e representantes do setor produtivo, com foco na prevenção e no combate ao desmatamento ilegal. Outro marco considerado importante foi a adesão do Tocantins ao Pacto Interfederativo para Prevenção e Combate ao Desmatamento Ilegal no Matopiba, com os estados do Maranhão, do Piauí e da Bahia. Essa ação fortalece a coordenação regional da agenda ambiental no Matopiba, ampliando a cooperação e o alinhamento estratégico para a conservação dos recursos naturais e a promoção do desenvolvimento sustentável na região. A diretora de Inteligência Ambiental, Clima e Floresta, Cristiane Peres, afirmou que “o Tocantins avança de forma consistente na redução do desmatamento, tanto em termos absolutos quanto na diminuição da ilegalidade, por meio de ações estruturadas, cooperação institucional e pactos setoriais. Esses resultados reforçam o compromisso do estado com a agenda ambiental e climática, e demonstram que políticas públicas bem orientadas podem gerar impactos reais e mensuráveis no combate ao desmatamento”.  

UFNT e Universidade Russa firmam parceria para implantação de Pesquisa Climática no Tocantins

Em um marco para a cooperação científica internacional, a Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) e a Universidade Estatal de Tyumen (UTMN), da Rússia, avançam na implantação da Estação de Pesquisa e Monitoramento de Mudanças Climáticas do Bico do Papagaio. O projeto, incluído no memorando de cooperação assinado entre os governos do Brasil e da Rússia em 8 de maio, em Moscou, visa criar um “sítio-espelho” de estudos climáticos na Amazônia Legal, em paralelo a uma estação similar na Sibéria. Acordo de alto nível A assinatura do memorando pelos ministros Valery Falkov (Rússia) e Luciana Santos (Brasil) formalizou o apoio bilateral ao projeto, que integra a rede Polígono do Carbono — iniciativa russa com 19 estações globais de monitoramento climático. A estação tocantinense, localizada em Esperantina, na confluência dos rios Araguaia e Tocantins, será estratégica para pesquisas sobre: Ecótonos Cerrado-Amazônia em comparação com a Sibéria Ocidental; Balanço de gases de efeito estufa (emissão e sequestro de carbono); Biodiversidade terrestre e aquática; Bioeconomia e saúde única em comunidades indígenas. Cronograma e etapas Desde 2023, as instituições vêm consolidando a parceria: Nov/2023: Primeira reunião virtual para elaboração do Memorandum of Understanding (MoU); Maio/2024: Visita da delegação russa à UFNT; Out/2024: Assinatura do MoU durante missão acadêmica na Rússia; COP29 (2024): Apresentação do projeto em Baku (Azerbaijão); Maio/2025: Inclusão no acordo intergovernamental. Atualmente, aguardam-se trâmites finais com a SPU e a Prefeitura de Esperantina para liberação da área. Educação e Internacionalização Além da pesquisa, o projeto prevê: Intercâmbio de estudantes e pesquisadores; Coorientação de teses e programas conjuntos; Cursos de língua russa na UFNT e modernização do ensino de português na UTMN; Escolas de Verão “Carbono Zero”. Próximos passos Segundo o professor Freud Romão, coordenador do projeto pela UFNT, a estação colocará o Tocantins no centro das discussões globais sobre clima: “Teremos acesso a dados comparativos inéditos, fortalecendo a pesquisa nacional e atraindo parceiros estratégicos”.

Governo do Tocantins investe R$ 17 milhões no maior plano de prevenção ambiental

O Governo do Tocantins lançou nessa quarta-feira, 7, o Plano Integrado de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais – 2025, que prevê investimento na ordem de R$ 17.195.620,45. O Plano, elaborado de forma conjunta pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), pelo Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBMTO) e pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), é composto por três eixos: prevenção, monitoramento e combate. O Plano foi apresentado durante a solenidade de lançamento, que reuniu autoridades e representantes de diversos setores, na Sala de Reuniões do Palácio Araguaia Governador José Wilson Siqueira Campos, em Palmas. Esse documento contempla um conjunto de ações preventivas, de monitoramento e combate às queimadas, fundamentais para assegurar a proteção dos biomas, a preservação dos recursos naturais e a segurança da população tocantinense. Representando o governador Wanderlei Barbosa, a primeira-dama e secretária extraordinária de Participações Sociais, Karynne Sotero, apreciou a proposta e sugeriu a inclusão de um indicador de identificação de famílias afetadas no monitoramento de áreas impactadas pelo fogo. Na ocasião, a primeira-dama recebeu ainda o ofício de solicitação de apoio nas ações de combate aos incêndios florestais no estado em 2025, para ser entregue ao chefe do Estado e, posteriormente, ser encaminhamento ao ministro da Defesa, José Mucio Monteiro Filho. O requerimento destaca a relevância do suporte do Exército Brasileiro em 2025 e ressalta o apoio recebido nas operações de combate às queimadas no ano passado. O secretário Marcello Lelis apresentou um panorama dos eixos de prevenção e monitoramento do Plano, destacando as ações da Semarh e do Naturatins, em parceria com o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil. “Na prevenção, temos as ações do projeto Foco no Fogo e a parceria com a Unitins [Universidade Estadual do Tocantins] para avanço da gestão dessa iniciativa, além das demais ações fundamentais para o sucesso desse Plano Integrado e que somam o investimento de R$ 4,358 milhões”, reforçou. No eixo de monitoramento, o secretário Marcello Lelis enfatizou o investimento na estruturação do Centro de Inteligência Geográfica em Gestão do Meio Ambiente (Cigma) onde estão concentrados todos os dados e as imagens de satélites que alimentam a plataforma de monitoramento. “Todo ano, o Tocantins se destaca no ranking das queimadas, porque fazemos o MIF [Manejo Integrado do Fogo] e a queima controlada; e usamos o fogo justamente para prevenir desastres ambientais. E, neste ano, temos a garantia do nosso coordenador do Cigma, Marcos Giongo, de que vamos separar a queima legal da queima ilegal e seremos o primeiro estado brasileiro com condições de fazer essa separação e disponibilizar todos os dados por meio dos nossos boletins do fogo. Nesse eixo, temos a previsão do investimento de mais R$ 1,898 milhão”, completou. O comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins, coronel Peterson Ornelas, apresentou o eixo de combate do Plano, destacando além das aquisições, a formação de equipes brigadistas. “Teremos ainda o fortalecimento das frotas e a aquisição de equipamentos que vão nos permitir acesso a áreas de difícil acesso. No combate, teremos um total de investimento previsto de R$ 10.938.958,00”, informou. Sobre o plano Com foco na prevenção e no combate a incêndios florestais no Tocantins no ano de 2025, o Plano Integrado de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais no Estado do Tocantins tem como objetivo o fortalecimento das ações de preparação, prevenção, combate e responsabilização aos incêndios florestais; a ampliação da estrutura e capacidade operacional dos órgãos responsáveis pelo combate aos incêndios florestais; e a promoção da educação ambiental preventiva apor meio de palestras educativas e visitação.

Moradores de Araguaína retiram grande quantidade de lixo no Lago Azul

No último fim de semana, a Prefeitura de Araguaína promoveu um mutirão de limpeza no Lago Azul em parceria com empresas locais e a comunidade. Essa foi a primeira atividade do projeto no ano com o objetivo de preservar os recursos hídricos e proporcionar um ambiente limpo e seguro para os animais e moradores. No total, a ação contou com 56 pessoas, distribuídas entre nove embarcações motorizadas e cinco caiaques. A ação foi organizada pela Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico, Agricultura, Meio Ambiente e Turismo (SEDEMAT) e contou com o apoio de diversas instituições, como Corpo de Bombeiros, Polícia Ambiental, Naturatins, BRK Ambiental, Lago Center Shopping, Supermercados Campelo, Grupo J Demito, Associação Guardiões do Rio Lontra, Comitê de Bacias Hidrográficas do Rio Lontra e Corda, além das secretarias municipais de Infraestrutura, Desenvolvimento Urbano; Esporte, Cultura e Lazer, além da  participação de voluntários e instituições de ensino.  “Essa é a primeira ação de outras que teremos, exatamente para revitalizar e limpar 100% o Lago Azul, retirando todo o lixo, tudo o que contamina e tudo o que deixa o maior cartão postal de Araguaína feio. Só temos a agradecer pela presença da comunidade local e dos nossos parceiros. Estamos todos dando as mãos para fazer o nosso lago voltar a ser azul, e contamos com a ajuda de todos nas próximas ações,” ressaltou o secretário Joaquim Quinta Neto, da SEDEMAT. Sobre a coleta A ação de limpeza retirou uma grande quantidade de lixo, composta principalmente por plásticos, garrafas PET, isopores, aparelhos eletrônicos, carcaças de equipamentos e resíduos volumosos. A coleta foi realizada por toda a região que circunda o Lago Azul na região da prainha, acostamentos das chácaras e nas áreas próximas à ponte. O adolescente Joaquim Soares, de 12 anos, gosta de remar no lago e participou da ação com seu irmão e seu pai, mas garante que a presença dos amigos faria toda a diferença. “A gente veio participar, porque não dá para remar no meio desse lixo. Já fiz a limpeza do lago uma vez, em dezembro do ano passado, foi ruim e ao mesmo tempo bom, porque tinha muito lixo, mas eu peguei bastante. Eu gosto de fazer isso e queria trazer meus amigos. Mesmo assim, eu vim com a minha família, para deixar o lago mais lindo para todas as pessoas que vierem conhecer”, disse Joaquim. Ações contínuas A Prefeitura de Araguaína já planeja uma nova ação de limpeza para o mês de junho, que será divulgada em breve nos canais oficiais. Esta ação será parte das celebrações da Semana do Meio Ambiente. Além disso, o Município apoia o projeto “Rio Lontra Vivo”, que foca na limpeza do Rio Lontra. Em outubro do ano passado, mais de 90 voluntários desceram o rio desde o Setor JK até a ponte do Barra da Grota, retirando diversos resíduos, como garrafas PET, isopores, redes de pesca, geladeiras e até uma máquina de lavar. A ação é realizada anualmente desde 2016, com o apoio de diversas entidades, como o Comitê das Bacias Hidrográficas dos Rios Lontra e Corda e a Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT). Como a população pode ajudar? Quem deseja participar das ações de limpeza deve ficar atento às datas divulgadas nos canais oficiais da Prefeitura de Araguaína. No dia da ação, basta comparecer com materiais como sacos plásticos, luvas de proteção, barcos ou outros itens que ajudem na coleta. “Caso não tenha materiais, a presença e disposição de cada um já faz a diferença”, enfatizou o secretário Joaquim. A SEDEMAT também trabalha para promover a sensibilização e conscientização ambiental, incentivando práticas sustentáveis na comunidade, além de escolas. De acordo com a equipe técnica, os princípios dos “5 Rs” (Repensar, Recusar, Reduzir, Reutilizar e Reciclar) são fundamentais para gerenciar os resíduos de forma mais consciente, ajudando a preservar o meio ambiente e minimizando os impactos negativos. José Calaça, voluntário da ação do dia 26, destacou a importância de preservar o Lago Azul. “Eu moro em Araguaína desde 1971, quando a cidade estava praticamente começando. Essa limpeza do lago é de grande importância e nós temos que zelar pelo que é nosso. Temos uma grande riqueza que é o Rio Lontra e são poucas cidades que tem um lago dentro da cidade, como temos. Precisamos preservar, esse é o dever de todos.” Projetos que fazem a diferença Em março deste ano, a Prefeitura de Araguaína lançou dois projetos, Águas de Banho e MonitorÁgua, executados pelo Laboratório de Águas de Araguaína (Laboara). Os projetos visam informar, monitorar e analisar as águas no que diz respeito às condições de qualidade da água e aspectos de balneabilidade em diversos pontos da bacia do Rio Lontra. O laboratório realiza análises físicas, químicas e biológicas dos rios, córregos, nascentes e estações de tratamento de esgoto e lançamentos industriais. Com 28 pontos de monitoramento contínuo, o município consegue identificar rapidamente áreas de alerta e atuar na prevenção da poluição da água, protegendo um dos recursos mais importantes para a cidade e para a população.

Governo registra redução de 36,5% de área desmatada no Tocantins

O Governo do Tocantins registrou a redução de 36,5% de área desmatada em bioma Cerrado, no acumulado do 1º trimestre de 2025. A Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) publicou nessa segunda-feira, 14, o Boletim Mensal nº 7/2025 do Desmatamento no Tocantins, que traz o levantamento realizado pelo Centro de Inteligência Geográfica em Gestão do Meio Ambiente (CIGMA), referente ao período de janeiro a março deste ano. A área desmatada, no primeiro trimestre de 2025, somou 259,19 km² sendo que, no mesmo período de 2024, o desmatamento já havia atingido 408,49 km². Na faixa do bioma Amazônico no estado, o acumulado no trimestre foi de 0,64 km² o que equivale a 0,0026% do bioma em território tocantinense. Já no bioma Cerrado, o registro acumulado nos primeiros três meses deste ano foi de 258,55 km² e no mesmo período de 2024 chegou a atingir 407,87 km². O secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, afirmou que vê com entusiasmo a redução da área desmatada no Cerrado do Tocantins e que tem a expectativa de engajamento de todas as microrregiões. “Esse é um resultado significativo para o meio ambiente, que tem reflexos nas questões climática e do carbono, preservação florestal, geração de novos créditos e sustentabilidade produtiva do Tocantins. O Governo do Tocantins vem trabalhando para o avanço do crescimento econômico e sustentável do estado, com compromisso ambiental, requisito cada vez mais exigido no mercado global, que agrega valor aos produtos, contribui com a qualidade de vida no planeta e, portanto, depende da soma dos esforços de todos”, destacou. Para os próximos meses, o secretário Marcello Lelis enfatizou que todos os segmentos precisam ser persistentes. “Juntos, precisamos adotar práticas imediatas, medidas preventivas, ações conjuntas e nos preparar para os desafios climáticos que ainda estão por vir e teremos que enfrentar. As microrregiões que estão saindo na frente terão resultados, devem aproveitar o momento para desenvolver estratégias de adaptabilidade, que garantam alternativas de subsistência para suas atividades produtivas e uso sustentável dos recursos naturais que precisam”, acrescentou. Distribuição por microrregião O monitoramento aponta que três microrregiões do estado registraram redução significativa da área desmatada, em comparação com o mesmo período de 2024, entre essas se destacam o  Jalapão com 16,18% (2025) e 30,04% (2024); Porto Nacional com 5,28% (2025) e 11,86% (2024); e Miracema com 5,25% (2025) e 6,43% (2024). Outras três microrregiões apresentaram elevação moderada próximos dos registros de 2024: Bico do Papagaio com 4,50% (2025) e 3,24% (2024); Gurupi com 4,95% (2025) e 4,66% (2024); e Araguaína com 3,57% (2025) e 3,23% (2024). E conforme o mapa, duas microrregiões tiveram registro de aumento expressivo da área desmatada no 1º trimestre deste ano, Dianópolis com 40,90% (2025) e 32,6% (2024); e Rio Formoso com 19,36% (2025) e 7,90% ( 2024). Boletim mensal O Boletim Mensal do Desmatamento no Tocantins é desenvolvido pelo Cigma da Semarh e utiliza dados do Deter (Avisos) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). As edições anteriores estão disponíveis no site da Semarh-TO ou direto no link Boletim do Desmatamento.

Escola particular de Araguaína conta com ponto de coleta voluntária de eletroeletrônicos

A Prefeitura de Araguaína instalou um novo ponto de coleta temporário para equipamentos eletroeletrônicos e eletrodomésticos, para garantir a execução do sistema de logística reversa de equipamentos que não podem ser descartados junto ao lixo comum. A ação foi organizada por meio de parceria da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Agricultura, Meio Ambiente e Turismo (Sedemat) com o Colégio Santa Cruz e irá funcionar como ponto especial de coleta até o dia 25 de abril. “O tema da campanha da fraternidade deste ano é ecologia integral e, utilizando deste tema, nós desenvolvemos alguns projetos, incluindo a coleta de resíduos eletrônicos e eletrodomésticos. Foi feito um trabalho de conscientização com as crianças com a intenção também da mensagem de preservação ambiental ser transmitida para os pais e que o local organizado em parceria com o Município seja um ponto de descarte consciente para toda a comunidade”, explica a supervisora pedagógica da escola, Thamires Maia. Logística reversa O recolhimento dos equipamentos faz parte da cadeia do sistema de logística reversa, organizada pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente em parceria com a ABREE (Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos) e Grupo MetalSul (parceiro local) para que sejam estabelecidos PEVs (Pontos de Entrega Voluntária) dos equipamentos na cidade, direcionado para a reciclagem os aparelhos e componentes eletroeletrônicos e evitando a contaminação do meio ambiente. O ponto de coleta fixo está instalado na empresa MetalSul, no Setor Sonhos Dourados, onde a população pode levar os equipamentos e fazer o descarte adequado de forma gratuita ao longo de todo o ano. “A intenção é buscar cada vez mais a participação da comunidade. Ficamos muito contentes quando vemos iniciativas como essa em que a comunidade escolar se engaja em prol da colaboração para a preservação do meio ambiente. Incentivamos que mais projetos como este se juntem com o Município”, comentou o engenheiro ambiental do Município, André Pereira. Para solicitar ao Município a instalação de um ponto de coleta temporário, é necessário enviar um ofício à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Agricultura, Meio Ambiente e Turismo descrevendo o projeto ambiental e o período em que será realizada a campanha. Para esclarecimento de dúvidas, a população pode entrar em contato com a secretaria pelo telefone: (63) 999447878.

MEIs têm novas regras para emissão de notas fiscais

Começam a valer nessa terça-feira (1º) as novas regras para a emissão eletrônica de notas fiscais por Microempreendedores Individuais (MEIs) que compram ou vendem produtos. Algumas das mudanças estão relacionadas à necessidade de atualização de dados e códigos no sistema. As novas regras valem para as emissões de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) ou a Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e), bem como para a atualização na tabela de Código Fiscal de Operações e Prestações (CFOP), destinado a identificar o tipo de transação (venda, devolução ou remessa) e seu impacto na tributação. “Será preciso inserir o Código de Regime Tributário Simples Nacional – MEI (CRT 4), que deve ser usado em conjunto com o CFOP adequado à operação fiscal”, explica o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Dessa forma, caberá ao MEI preencher o campo com o regime tributário de microempreendedor individual, que poderá ter a validação realizada na base da Secretaria da Fazenda do estado. Códigos Para as operações internas e interestaduais, são usados os códigos 1.202, 1.904, 2.202, 2.904, 5.102, 5.202, 5.904, 6.102, 6.202 e 6.904. O Sebrae recomenda que, no caso de CFPOs com operações diferentes das disponibilizadas pela Receita Federal, seja feita uma consulta junto à Secretária da Fazenda estadual onde o empreendedor está inscrito. “Outra mudança é que o MEI, ao realizar venda interestadual a não contribuinte, não precisa se preocupar com o preenchimento de informações referentes ao Diferencial de Alíquotas, pois tal informação é irrelevante por ocasião da utilização do CRT 4”, detalhou o Sebrae. As novas regras para o MEI em 2025 incluem também mudanças no teto de faturamento, na contribuição mensal e na emissão de notas fiscais. Os serviços podem ser acessados por meio do Portal do Empreendedor do Governo Federal.

Projeto reúne estudantes de escola municipal em ação de reflorestamento para proteger nascente

Os estudantes do 5º ano da Escola Municipal Moderna, no Setor Barros, em Araguaína, se mobilizaram para iniciar um projeto de preservação ambiental na região onde está localizada a unidade escolar. Nesta segunda-feira, 31, os alunos realizaram o plantio de 100 mudas de espécies nativas, às margens da nascente do córrego Jardim, no setor Cidade Jardim. O projeto, batizado de “Corrente do Bem”, foi idealizado pelo professor da turma como uma forma de ensinar educação ambiental de uma forma prática e inserindo noções de cidadania na educação. “A corrente do bem é justamente para criar esse elo, onde cada pessoa faz um pouquinho e assim vamos gerando exemplos positivos e passando a mensagem para as próximas gerações. As crianças puderam entender como funciona o processo de crescimento da planta e a importância da vegetação para a proteção das nascentes, garantindo os recursos naturais para as próximas gerações”, explica o professor do 5º ano, da Escola Municipal Moderna, Paulo Cesar Bonifácio. Para os estudantes a experiência traz pequenos ensinamentos que poderão ser levados para a vida toda. “Foi uma experiência muito legal, nós caminhamos até o lugar do plantio enquanto o professor ia explicando para a gente sobre a importância das árvores. Nós conhecemos o córrego e aprendemos que, sem as árvores, eles podem secar e nós não teremos mais água. Então, se cada um de nós plantar um pouquinho e fizer a sua parte, vamos ter um lugar muito melhor para viver”, contou a estudante Ana Vitória Cruz, de 10 anos. Apoio técnico As crianças realizam o plantio acompanhadas pelos professores e técnicos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente. As 100 mudas de árvores frutíferas, como açaí, cupuaçu, ingá, goiaba e cacau, foram fornecidas pelo Viveiro Municipal de Araguaína e selecionadas pelos técnicos do Meio Ambiente. “Antes da visita dos estudantes, nós fizemos um levantamento do local, verificando o desmatamento, a situação da água e selecionando as mudas para que os estudantes pudessem fazer o plantio. Esse tipo de iniciativa é de extrema importância, pois colabora com o trabalho que é realizado pelo Município na preservação dos nossos córregos e das nossas áreas verdes”, diz a engenheira agrônoma do Município, Thayane Oliveira. Doação de mudas Os moradores que queiram receber mudas para fazer o reflorestamento de alguma área, ou para vias públicas do seus bairros, podem entrar em contato com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Agricultura, Meio Ambiente e Turismo, por meio do telefone: (63) 3411-7044. Em caso de dúvidas sobre as regras de plantio do Plano de Arborização Urbana, o documento está disponível no site: https://www.araguaina.to.gov.br/cidadao

Tocantins registra redução de 33,5% na área queimada

O Governo do Tocantins registrou redução na área queimada e nos focos de incêndio nos meses de janeiro e fevereiro de 2025. O Boletim Mensal do Fogo no Tocantins n° 04/2025, publicado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) na última terça-feira, 25, aponta o registro de 1.584 hectares de área queimada no acumulado do primeiro bimestre, uma redução de 33,5% em comparação ao mesmo período de 2024, quando foram registrados 2.383 hectares impactados. Outra redução registrada no boletim foi a de focos de incêndio, com o acumulado de 93 ocorrências nos dois primeiros meses do ano, o que representa uma queda de 43,6% em relação às 165 registradas no mesmo período de 2024. O monitoramento das queimadas no estado é realizado pelo Centro de Inteligência Geográfica em Gestão do Meio Ambiente (Cigma), da Semarh, que reúne cálculos comparativos da área queimada com dados do Monitor do Fogo do MapBiomas, além de registros de focos de incêndio do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O secretário Marcello Lelis destaca que as reduções nos registros devem ser analisadas com cautela, uma vez que o estado ainda está no período de chuvas localizadas e se aproxima da estiagem. “Nosso monitoramento está atento aos diversos fatores relacionados à série histórica de redução de área queimada e de focos no estado. Não podemos flexibilizar o compromisso com a prevenção e os cuidados no uso do fogo”, pontua o secretário, que também alerta para a necessidade de atenção redobrada. “Subir no ranking de registros de incêndios de grandes proporções pode ser muito rápido. Basta uma faísca combinada com baixa umidade, alta temperatura e ventos fortes. Com as mudanças climáticas, esse período pode chegar mais cedo em algumas microrregiões do estado, e, por isso, todos devemos manter o bom senso e intensificar os cuidados. A adoção de medidas preventivas deve ser uma rotina permanente do nosso compromisso ambiental e com a vida”, concluiu o secretário. Os cinco municípios mais afetados, nesse total de área queimada, teve registro acima de 4,10% e entre esses estão Ponte Alta do Bom Jesus (11,45%); Aurora do Tocantins (8,99%); Santa Rita do Tocantins (8,13%); Mateiros (6,39%); e Pium (6,12%). Na distribuição, por microrregiões, as cinco mais afetadas foram Dianópolis (28,23%), Rio Formoso (20,46%), Jalapão (12,93%), Araguaína (10,98%) e Miracema do Tocantins (9,34%); ficando na desvantagem em relação às microrregiões de Gurupi (9,21%), Porto Nacional (6,97%) e Bico do Papagaio (1,97%). A distribuição da área total queimada no estado teve 9,40% das ocorrências no bioma Amazônico; e 90,60% no bioma Cerrado. Já a distribuição dos focos de queimadas, por município, teve cinco cidades com registro maior que 4,30% do total contabilizado no 1º bimestre, entre elas Ponte Alta do Tocantins (10,75%); Pedro Afonso (8,60%); Natividade (7,53%); Mateiros (6,45%); e Dianópolis (5,38%). Na distribuição por microrregiões, se destacam entre as mais afetadas, Dianópolis (29,03%), Jalapão (19,35%), Porto Nacional (13,98%), Rio Formoso (10,75%) e Bico do Papagaio (9,68%), ficando na desvantagem em relação às microrregiões de Miracema do Tocantins (8,60%), Gurupi (4,30%) e também Araguaína (4,30%). A distribuição dos focos de queimadas por biomas aponta que 4,30% foram registradas no bioma Amazônico e 95,70% no Cerrado. O Boletim Mensal do Fogo no Tocantins n° 04/2025 está disponível para consulta no site da Semarh.

Araguaína conquista 2ª lugar em Ranking de Sustentabilidade

Araguaína superou capitais da região Norte e conquistou a 2ª colocação do Norte do Brasil no Ranking de Cidades Sustentáveis 2025, divulgado durante o Smart City Brazilian Awards, na Expo Curitiba, um dos maiores eventos sobre inovação e sustentabilidade urbana do Brasil. Realizado na última quarta-feira, 26, em Curitiba, o evento reuniu gestores públicos, especialistas, empresas e representantes de cidades de todo o país, que discutiram soluções inteligentes e sustentáveis para os desafios urbanos. O Ranking, elaborado pela Bright Cities, é um importante indicador de desempenho das cidades, avaliando sua gestão e os serviços urbanos em áreas essenciais como infraestrutura, energia, mobilidade, meio ambiente e qualidade de vida. O prefeito Wagner Rodrigues destaca a relevância desse reconhecimento para a população de Araguaína. “Essa conquista é reflexo do compromisso da nossa gestão com o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida das pessoas. O município está no caminho certo, adotando práticas inovadoras e sustentáveis em diversas áreas. Estamos investindo em soluções que não só melhoram a nossa cidade hoje, mas também garantem um futuro mais inteligente”, pontua. Investimentos estratégicos e inovação A posição de destaque de Araguaína no ranking é fruto de um conjunto de ações focadas em sustentabilidade e inovação. O município tem investido em áreas como infraestrutura inteligente, energias renováveis, gestão de resíduos e educação ambiental. Entre as iniciativas mais relevantes estão: O desenvolvimento de infraestrutura inteligente para saneamento básico, utilizando sensores e sistemas automatizados para monitorar a qualidade da água e reduzir perdas; O incentivo à pesquisa e à adoção de energias renováveis, como solar e biomassa, em conjunto com programas de eficiência energética baseados em Internet das Coisas (IoT); A implementação de aplicativos e plataformas digitais para gestão inteligente de resíduos e promoção da economia circular, com foco em reciclagem e reutilização de materiais; O fortalecimento de programas de educação ambiental e capacitação tecnológica da população, preparando-a para a economia digital e a indústria 4.0. O Ranking na Região Norte Araguaína é a única cidade do interior no ranking da Região Norte, onde também se destacaram as capitais Palmas, em 1º lugar, Boa Vista (RR) em 3º, Manaus (AM) em 4º e Belém (PA) em 5º. Essa classificação destaca o esforço dessas cidades em adotar práticas sustentáveis e inovadoras, promovendo o desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida para suas populações. “Queremos parabenizar Araguaína, que mais uma vez aparece no ranking, representando muito bem a Região Norte. A cidade tem utilizado dados e realizado o acompanhamento e monitoramento da sua performance, demonstrando um bom desempenho nos indicadores da ISO de cidades sustentáveis. Parabéns novamente ao município por figurar no top 5 de cidades sustentáveis em 2025”, comenta Raquel Cardamone, fundadora da Bright Cities. Smart City 2024 No ano passado, Araguaína também foi reconhecida no Smart City, realizado durante a Expo Curitiba, na categoria Inovação e Transformação Digital. A cidade concorreu com iniciativas de Niterói (RJ) e São Paulo (SP). Entre os principais feitos estão o pioneirismo no Marco Legal das Startups, a adesão ao GOV.BR Cidades e a criação do Sandbox Regulatório, que permite testar inovações de forma desburocratizada. Além disso, Araguaína foi a primeira cidade do Brasil a decretar a liberdade econômica conforme a Lei Federal nº 13.874/19 e implantou a tecnologia 5G na região central, conectando órgãos públicos municipais.