Naturatins inicia Operação Capim-Dourado para proteger o Cerrado

O Governo do Tocantins, por meio do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), iniciou, na última sexta‑feira, 1º de agosto, a edição 2025 da Operação Capim-Dourado, em evento realizado no povoado quilombola Mumbuca, localizado no Parque Estadual do Jalapão (PEJ), Unidade de Conservação (UC) sob gestão do Naturatins. A ação é coordenada pelo Naturatins e mobiliza vários órgãos de governo para combater a coleta e o transporte ilegais da matéria-prima, práticas de biopirataria e incêndios florestais em áreas de Cerrado, de modo a assegurar a sustentabilidade da cadeia produtiva e preservar a cultura local, cujo artesanato produzido pelas comunidades tradicionais é a principal fonte de renda das famílias que vivem nestes territórios. O gerente de Fiscalização do Naturatins, Cândido José dos Santos Neto, destacou que a iniciativa reforça o compromisso com as comunidades locais. “A Operação Capim-Dourado é o compromisso do Governo do Tocantins com as comunidades tradicionais, que tem o artesanato do capim-dourado como fonte de renda. Estamos unindo forças para garantir que a coleta ocorra dentro do que estabelece a legislação, o que protege a biodiversidade e a cultura”, pontuou. A diretora de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Naturatins, Perla Ribeiro, ressaltou a importância da atuação em parceria. “O reconhecimento do capim-dourado como patrimônio e a legislação sobre seu uso sustentável são avanços importantes. A colaboração entre a comunidade, a Unidade de Conservação e a legislação é essencial para a preservação do território e o fortalecimento do senso de pertencimento. A comunidade local demonstra uma relação preexistente com o território, enquanto o parque busca a conservação da biodiversidade. Assim, os esforços conjuntos têm apresentado resultados positivos. Adicionalmente, ressalta-se a importância de considerar as características específicas do bioma Cerrado, com suas particularidades climáticas, como a estação seca e as altas temperaturas, que demandam atenção redobrada”, declarou a diretora. O secretário-executivo da Segurança Pública, Reginaldo de Menezes, evidenciou o caráter interinstitucional da ação. “Esta operação agrega a Polícia Ambiental, o Graer [Grupo de Operações Aéreas], o Corpo de Bombeiros e outros órgãos fundamentais. É uma estratégia coordenada para prevenir crimes ambientais e proteger os recursos naturais. Esta cooperação interinstitucional é com o objetivo de proteger o nosso ouro, o capim-dourado, que tem destaque em âmbito mundial”, enfatizou. Representante das comunidades artesãs, a presidente da Associação do Mumbuca, Silvanete da Silva, salientou que a operação traz alívio e reforça a tradição artesanal local. “Vejo esta ação como fundamental. Quando a fiscalização está presente, garantimos que nosso trabalho artesanal seja valorizado e que nossa renda não seja ameaçada por práticas ilegais. Em 2024, foi um sucesso, a gente chegou no campo e o nosso capim estava todo lá, intacto. As pessoas não tiraram fora da época, não queimaram, e este ano a gente torce que tenha esse resultado brilhante que teve em 2024”, concluiu. Sobre a operação A operação ocorre pela segunda vez, com os objetivos de garantir que a colheita aconteça dentro do prazo permitido, de 20 de setembro a 30 de novembro, e prevenir irregularidades. A força-tarefa reúne Naturatins, Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), Grupo de Operações Aéreas (Graer), Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBMTO), Secretaria de Estado do Turismo (Setur), Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/TO) e Secretaria de Estado dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot). A fiscalização é realizada nos municípios de Mateiros, Novo Acordo, Ponte Alta do Tocantins e São Félix do Tocantins (Jalapão); Santa Tereza e Tocantínia (região central); e Dianópolis, Rio da Conceição, Novo Jardim e Pindorama (sudeste). Legislação e canais de denúncia A Lei Estadual nº 3.594/2019 dispõe sobre a exigência de licença ambiental para manejo e coleta do capim-dourado e do buriti, além de proibir o transporte de material in natura para fora do estado. Infrações podem resultar em advertências, multas, apreensões e perda de licença ambiental. Para denúncias de práticas ilegais, são disponibilizados o Linha Verde pelo 0800 063 1155 e o Zap Linha Verde, apenas para mensagem de texto pelo WhatsApp (63) 99106‑7787. Em ambos os canais, o anonimato é garantido.
Lula deve vetar trechos do PL do Licenciamento Ambiental, diz Marina

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse, nessa terça-feira (29), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve vetar alguns trechos do Projeto de Lei (PL) 2.159/21, que trata das regras do licenciamento ambiental. Segundo a ministra, a decisão do governo é “preservar o licenciamento ambiental”. “Já existe uma decisão, a de que é preciso preservar o licenciamento ambiental brasileiro, de que é necessário não demolir uma das principais ferramentas de proteção ambiental no Brasil, de não se criar uma situação de insegurança jurídica generalizada, de que é necessário que se respeitem as leis existentes. Muitas delas nem podem ser alteradas da forma que foi proposto”, afirmou Marina. Para ela, a eventual sanção do projeto representará uma “demolição” da legislação ambiental brasileira. Durante evento de comemoração de um ano da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, em Brasília, a ministra afirmou que o governo estuda uma medida para substituir as mudanças na legislação, mas não esclareceu se a proposta será encaminhada por uma medida provisória ou um projeto de lei. “Não basta vetar. É preciso vetar e ter algo para colocar no lugar. Não está sendo vista apenas a questão do veto, mas como reparar adequadamente aquilo que porventura venha a ser mudado”, disse a ministra. Enviado para sanção presidencial, o projeto de lei prevê a simplificação dos trâmites processuais, com a criação de novos tipos de licenças ambientais, e a redução dos prazos de análise. O presidente Lula tem até o próximo dia 8 para sancionar ou vetar o texto final que a Câmara dos Deputados aprovou no último dia 17. Marina informou que equipes da do MMA, da Casa Civil e do Ministério de Relações Institucionais estão analisando as mudanças no texto, que deve ser encaminhado em breve para o presidente. O olhar recai sobre a proposta como um todo, não apenas as alterações aprovadas pelos deputados. “O presidente vai ter as informações na sua mesa para que possamos decidir”, resumiu. “A estratégia do governo é: tendo claro que não basta vetar, é preciso colocar algo no lugar, e isso tem a ver com as alternativas facultadas ao Poder Executivo, ou você faz essa reparação por projeto de lei ou MP”, concluiu. Política Nacional A Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo foi instituída pela Lei nº 14.944, sancionada pelo presidente Lula em 31 de julho de 2024. A proposta estabelece princípios, objetivos e instrumentos para o uso do fogo de forma segura e sustentável, considerando os conhecimentos tradicionais e científicos. Além disso, a lei cria uma nova forma de governança do fogo, compatível com o desafio imposto pela mudança do clima. Cabe ao governo federal coordenar ações entre os governos estaduais e municipais, sociedade civil, comunidades tradicionais e setor privado na gestão do fogo, definindo diretrizes para a atuação da cada um desses atores de maneira dialogada e integrada.
Todos os deputados federais do Tocantins votam a favor da Lei do Licenciamento Ambiental

A bancada federal do Tocantins na Câmara dos Deputados demonstrou unidade ao votar a favor do Projeto de Lei 2.159/2021, que institui a nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental, aprovado durante a madrugada desta quarta-feira, 16, com 267 votos favoráveis e 116 contrários. A proposta agora segue para sanção presidencial, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá vetar trechos específicos. Os oito deputados federais do Tocantins integraram o placar a favor da lei sendo eles, Alexandre Guimarães (MDB-TO), Antonio Andrade (Republicanos-TO), Carlos Gaguim (União Brasil-TO), Eli Borges (PL-TO), Filipe Martins (PL-TO), Ricardo Ayres (Republicanos-TO), Lázaro Botelho (PP-TO) e Vicentinho Júnior (PP-TO). O projeto, que estava em tramitação há mais de 20 anos, tem o objetivo declarado por seus defensores de desburocratizar e acelerar o processo de licenciamento ambiental para obras consideradas estratégicas, especialmente em setores como infraestrutura e agropecuária. O grupo que apoia a lei, incluindo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e partidos como PL, PP, Republicanos, União Brasil e PSD, destaca o potencial de impulsionar investimentos e o desenvolvimento econômico. Por outro lado, organizações ambientalistas e o próprio Ministério do Meio Ambiente expressam preocupações sérias. Eles alertam que a nova legislação traz riscos à segurança ambiental, aumento da impunidade e fragiliza a proteção de comunidades tradicionais, como indígenas e quilombolas. Movimentos populares e ambientalistas batizaram o projeto como ”PL da devastação” ou “PL mãe de todas as boiadas”. Entre as principais mudanças previstas na nova lei estão: Licença Ambiental Especial (LAE): autorização acelerada para obras consideradas estratégicas, com prazo máximo de 12 meses para emissão e validade entre 5 e 10 anos, mesmo para empreendimentos com alto potencial de impacto ambiental. Dispensa de licenciamento: para ampliações de estradas, atividades agropecuárias, tratamento de água e pequenas barragens, reduzindo exigências ambientais para diversos setores. Renovação automática de licenças: por meio de autodeclaração, sem necessidade de análise prévia dos órgãos ambientais. Enfraquecimento do Ibama e do Conama: órgãos federais perdem competências para estados e municípios, o que pode causar disparidades na fiscalização e aplicação das normas ambientais. Desproteção de comunidades tradicionais: terras indígenas e quilombolas não homologadas deixam de ser consideradas áreas protegidas para o licenciamento, afetando cerca de 18 milhões de hectares no país, área equivalente ao tamanho do Paraná. Limitação da atuação do Iphan: o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional só poderá se manifestar em locais com bens históricos já identificados, gerando alerta para possíveis danos a sítios arqueológicos ainda desconhecidos. No Tocantins, a aprovação da lei pela bancada federal tem realção com um alinhamento político com setores econômicos locais e regionais que veem na flexibilização do licenciamento ambiental uma oportunidade para acelerar projetos de infraestrutura, agropecuária e desenvolvimento urbano. Fonte: Jornal Opção
Tocantins registra os melhores índices de qualidade da água no primeiro trimestre de 2025

No primeiro trimestre de 2025, o Governo do Tocantins registrou as melhores classificações no Índice de Qualidade da Água (IQA), nos 80 pontos monitorados no período. Todos os pontos visitados apresentaram boa ou ótima classificação do índice, sendo que a maioria dos registros obteve valor acima de 80 no IQA. A Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) publicou, nesta segunda-feira, 14, o Boletim de Qualidade da Água – 1º Trimestre/2025, que traz detalhes do monitoramento. O boletim avalia registros de até 18 parâmetros e apresenta os resultados dos monitoramentos realizados entre os meses de fevereiro e maio deste ano, nas principais bacias hidrográficas do estado que fazem parte do Sistema Tocantins-Araguaia. “Constantemente destacamos que a água é um recurso essencial à vida humana e a toda a biodiversidade ambiental. O Tocantins abriga duas das maiores bacias hidrográficas do país, o Tocantins e o Araguaia, que se conectam com outros rios, riachos, córregos e nascentes por meio de seus afluentes. O Governo do Tocantins mantém o compromisso de monitorar a qualidade da água, um recurso fundamental ao desenvolvimento econômico e produtivo sustentável, além de investir na preservação da vegetação nativa e no controle dos usos múltiplos, para garantir essa riqueza natural”, ressaltou o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis. As coletas de dados são realizadas com frequência trimestral para monitorar a qualidade das águas, avaliando os parâmetros físico-químicos: condutividade elétrica específica, temperatura da água, temperatura do ar, turbidez, oxigênio dissolvido, pH, sólidos totais dissolvidos, sólidos suspensos, alcalinidade total e cloreto total. São avaliados ainda: DBO – demanda bioquímica de oxigênio; nutrientes como fósforo total, nitrogênio total, nitrito, nitrato, nitrogênio amoniacal, ortofosfato; e, no aspecto microbiológico, os coliformes termotolerantes; além das análises de defensivos agrícolas em bacias específicas. Os resultados dos parâmetros físicos são obtidos com a utilização de sonda multiparamétrica. Já os parâmetros químicos e microbiológicos são obtidos mediante coleta, conforme padronizado pelo Guia Nacional de Coletas e Preservação de Amostras. Os resultados desses parâmetros são analisados e testados em laboratório. O Boletim de Qualidade da Água no Tocantins é resultado da consolidação dos dados coletados pela equipe da Gerência de Hidrometeorologia da Diretoria de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos.
Tocantins reduz focos de queimadas em 24,9% nos primeiros meses de 2025

O Governo do Tocantins registrou a redução de 24,9% dos focos de queimadas e de 14,8% de área queimada no acumulado de janeiro a maio de 2025, em comparação ao mesmo período do ano passado. Os dados consolidados pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), por meio do Centro de Inteligência Geográfica em Gestão do Meio Ambiente (Cigma) no Boletim Mensal do Fogo no Tocantins nº 7/2025 apontam que o acumulado de focos de queimada do período foi de 1.392 ocorrências, comparados ao ano anterior que teve 1.854 registros, de acordo com os dados do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Já o acumulado de área queimada foi de 132,5 mil hectares, comparados aos 155,6 mil hectares registrados em 2024, conforme dados do Monitor do Fogo do MapBiomas. No acumulado de focos de queimadas, 23,1% das ocorrências (322 focos) são provenientes da Queima Controlada; 10% dos registros (139 focos) da Queima Prescrita; e 66,9% (931 focos) são oriundos da Queima Não Autorizada. Em relação ao acumulado da área queimada nos últimos cinco meses, 11,1% das ocorrências são provenientes da Queima Controlada de 14,8 mil hectares; 35,9% são da Queima Prescrita de 47,5 mil hectares; e 53% são da Queima Não Autorizada de 70,2 mil hectares. Ação governamental O secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, enfatizou que “a redução dos focos e da área queimada nos cinco primeiros meses deste ano é um resultado positivo aos esforços preventivos e de combate ao fogo no estado. Além da redução no acumulado, temos ainda a distinção da parcela destes registros que se referem ao fogo autorizado e não autorizado no estado. Ontem [30 de junho], lançamos oficialmente a Operação Tocantins Mais Verde 2025, que marca o início da maior ação estratégica de combate a incêndios florestais no Tocantins, reforçando o compromisso do Governo do Tocantins com a preservação ambiental e a segurança da população”. Na ocasião, Marcello Lelis destacou a orientação do governador Wanderlei Barbosa para o Comitê Estadual do Fogo, a Semarh e o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) trabalharem unidos contra o fogo. O secretário ressaltou ainda que a primeira fase de prevenção foi cumprida pelas equipes do Foco no Fogo e do Comitê do Fogo percorrendo o estado e, agora, se inicia a fase de resposta, de combate efetivo ao fogo. No site da Semarh, o Boletim Mensal do Fogo no Tocantins nº 7/2025, já se encontra disponível.
Mudas de espécies como Ipê, Oiti e Caju são plantadas ao redor da UPA de Araguaína

No mês em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, colaboradores do Instituto Saúde e Cidadania (ISAC) fizeram o plantio de mudas na área ao redor do prédio da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Anatólio Dias Carneiro, no Setor Araguaína Sul. Ao todo, nove espécies nativas da região, como Ipê, Oiti e Caju, foram plantadas e, a partir de agora, os cuidados são diários. “Todos os dias visitamos as mudas, monitoramos seu crescimento e cuidamos para que tenham um desenvolvimento saudável”, enfatiza Sara Tavares, técnica em Segurança do Trabalho da UPA de Araguaína. “Aqui, temos muitos espaços diretamente expostos ao sol, por isso mobilizamos a nossa equipe para começar a transformação desses locais. Sem contar que essa ação mostra a necessidade de valorizarmos a preservação dos recursos naturais”, acrescenta. Ela explica ainda que o plantio das mudas tem como objetivo proporcionar áreas de sombreamento natural ao redor do prédio, além de ser uma atividade considerada terapêutica no ambiente de trabalho. “As pessoas acreditam que a Segurança do Trabalho está relacionada somente à proteção de acidentes físicos, mas, para além disso, temos a necessidade de acolher nossos colaboradores em recursos de descompressão e integração que estão diretamente relacionados à saúde mental”, destaca. Sara também ressalta a importância de cultivar boas práticas que possam se perpetuar em todos os ambientes. “Vemos como a rotina na área da Saúde é, por vezes, intensa e estressante. Lidar com pessoas exige muita dedicação e doação. Por isso, cuidamos para que nossos colaboradores se sintam integrados a um movimento maior no dia a dia, em ações como esta”, finaliza.
Tocantins é o 1º estado a formalizar acordo de pagamento por redução de desmatamento

O Tocantins se tornou o primeiro estado brasileiro a formalizar um Acordo de Pagamento por Redução de Emissões (Erpa), voltado à conservação ambiental por meio do programa jurisdicional de Redd+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal). A iniciativa é apontada por especialistas como um exemplo de política climática com potencial de integrar acordos comerciais internacionais. De acordo com o diretor executivo da Earth Innovation Institute, Daniel Nepstad, o Tocantins pode ter papel estratégico no comércio com a China ao oferecer soluções sustentáveis para o desmatamento associado à produção de carne e soja. Ele defende que programas como o REDD+ sejam incorporados a negociações bilaterais, destacando a demanda chinesa por carne bovina de animais com até 30 meses de idade – conhecida como “Boi China” – como oportunidade para conciliar produtividade e redução de emissões. A proposta inclui, ainda, a compra de créditos de carbono por importadores como forma de financiar ações de preservação nos estados brasileiros.
Tocantins cresce mais de 31% na produção de pescado em 2024

O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria da Pesca e Aquicultura (Sepea), celebra o aumento de 31,63%, na produção de pescado no estado, em 2024. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE/TO), e foram divulgados nessa terça-feira, 17, durante encontro em Palmas. Ainda conforme os dados do IBGE, os peixes mais produzidos no período foram o tambaqui (48,52%); o tambacu e a tambatinga (25,72%); pintado, cachara, cachapira, pincachara e surubim (12,42%); tilápia (4,33%) e outros peixes (9,01%). O estado já vem mostrando seu potencial na piscicultura e se posiciona atualmente como o 17º colocado no ranking nacional de produção, podendo estar entre os cinco maiores produtores até 2027. As conquistas fazem parte do apoio técnico e cuidado que o Governo do Tocantins tem tido com os pescadores e produtores tocantinenses, seguindo orientações do governador Wanderlei Barbosa para a promoção de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento sustentável dos setores, respeitando não apenas o meio ambiente, mas as comunidades locais. Para o secretário da Pesca e Aquicultura, Rodrigo Ayres, os números demostram a expansão da piscicultura no estado. “Os dados divulgados pelo IBGE confirmam o que já vínhamos percebendo em campo: a piscicultura tocantinense vive um momento de expansão sólida e consistente. Com um crescimento de 31,63% entre 2023 e 2024 , onde este valor representou um crescimento de 3.657,56 toneladas no período, ultrapassamos a marca de 15 mil toneladas de pescado produzidos. Isso evidencia a força do nosso produtor, a estrutura de cadeia produtiva, a governança e a eficácia das políticas públicas implementadas sob a liderança do governador Wanderlei Barbosa. A diversidade da produção permanece como uma das grandes virtudes do Tocantins, com relevância expressiva para espécies como tambaqui, tambacu e pintado amazônico. A tilápia, por sua vez, vem crescendo de forma estratégica e planejada, incorporando-se gradualmente à matriz produtiva estadual sem perder de vista as especificidades de nosso território e o equilíbrio ecológico das bacias aquícolas”. O diretor de Desenvolvimento da Aquicultura da Sepea, Thiago Tardivo, também destaca a expansão da cadeia produtiva e apoio do Estado. “Esse desempenho é resultado direto das políticas públicas implementadas pelo Governo do Tocantins, com ações voltadas ao fomento, à governança e à organização dos elos da cadeia produtiva. A diversificação da produção, com destaque para os peixes redondos, a tilápia e outras espécies nativas, mostra que o trabalho conjunto entre poder público e setor produtivo está gerando impactos positivos e sustentáveis”. Parcerias O fortalecimento da piscicultura no Tocantins é resultado de um trabalho conjunto, que articula diferentes instituições e níveis de governo em torno de uma agenda estratégica de desenvolvimento sustentável. Nesse contexto, o secretário Rodrigo Ayres destaca a importância dessa rede colaborativa para o futuro da aquicultura tocantinense “Esse avanço é sustentado por uma rede técnica e institucional robusta, consolidada especialmente a partir do Programa Trilha da Pesca e Aquicultura, que promove qualificação profissional, inovação tecnológica e fortalecimento das cadeias produtivas. Integram essa aliança estratégica instituições como a Universidade Federal do Tocantins (UFT), o Instituto Federal do Tocantins (IFTO), o Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), a Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), a Secretaria da Indústria, Comércio e Serviços (Sics), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Organização das Nações Unidas (ONU/PNUD), o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e os municípios parceiros. Juntos, estamos construindo uma política pública sustentável, técnica e socialmente comprometida com o futuro da aquicultura no Estado”.
Naturatins suspende visitação turisítica no Jalapão; saiba o motivo

Para prevenir incêndios florestais no período de estiagem, o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), por meio da Supervisão do Parque Estadual do Jalapão (PEJ), realiza, no dia 24 de junho, uma operação de Manejo Integrado do Fogo (MIF) na área da Unidade de Conservação. Durante a ação preventiva, que visa também proteger os ecossistemas naturais da região, a visitação turística às Dunas ficará temporariamente suspensa a partir das 14 horas, com retorno programado para o dia 25. A suspensão da visitação turística visa garantir a segurança dos visitantes, das equipes envolvidas na operação e do patrimônio natural do Tocantins. “Esta ação é fundamental para manter a integridade ecológica do Parque Estadual do Jalapão, evitando incêndios que podem causar danos irreparáveis à fauna, à flora e aos atrativos turísticos da região”, explica a diretora de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Naturatins, Perla Oliveira. Conforme Perla Oliveira, a iniciativa integra o planejamento anual da Unidade de Conservação e ocorre neste período do ano por ser considerado o mais indicado para a execução das atividades preventivas. “O período escolhido para a realização das atividades é considerado ideal devido às condições climáticas mais favoráveis, como a redução dos ventos e o aumento da umidade relativa do ar, fatores que garantem maior segurança na operação e minimizam riscos de propagação descontrolada do fogo”, informa. A diretora de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Naturatins informa que os vouchers já emitidos para visitação às Dunas poderão ser remarcados para outras datas, mediante agendamento. “A equipe de atendimento do Parque está à disposição para orientar os visitantes e os operadores turísticos, oferecendo todo o suporte necessário para o ajuste das agendas”, destaca. Para reagendamento, os interessados devem entrar em contato com o EcoAçu Sistema Voucher por meio do telefone (063) 63 99220‑4605. Manejo Integrado do Fogo O MIF é uma prática fundamentada em estudos técnicos e científicos, amparada pela Lei Federal nº 14.944/2024, que institui a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo. Essa abordagem moderna reconhece que, em diversos biomas brasileiros, como o Cerrado, o fogo integra a dinâmica ecológica natural. Quando bem manejado, torna-se uma ferramenta importante para a manutenção da biodiversidade, a renovação de determinadas espécies vegetais, o controle do material combustível e a prevenção de incêndios de grandes proporções. No contexto do Parque Estadual do Jalapão, o manejo é cuidadosamente planejado e executado por equipes capacitadas, com base nos objetivos de conservação estabelecidos no Plano de Manejo da Unidade, buscando proteger a vegetação típica, os mananciais hídricos, a fauna local e os recursos naturais de valor econômico e cultural, como o capim-dourado (Syngonanthus nitens). O período de seca no Jalapão, geralmente compreendido entre os meses de maio e setembro, eleva consideravelmente o risco de incêndios de grandes proporções. Por isso, o MIF permite o uso controlado e técnico do fogo em pequenas áreas, sob condições meteorológicas adequadas, reduzindo a quantidade de material inflamável e prevenindo incêndios severos que poderiam causar danos significativos à biodiversidade e aos atrativos turísticos da região. “Com esta prática preventiva, o Naturatins busca manter a integridade ecológica da Unidade, reduzir riscos futuros e garantir que visitantes e operadores turísticos possam continuar usufruindo de forma segura e sustentável das belezas do Jalapão”, conclui Perla Oliveira.
Novo boletim aponta redução de 23,5% na área desmatada no Tocantins

Dados consolidados pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), por meio do Centro de Inteligência Geográfica em Gestão do Meio Ambiente (Cigma), apontam redução de 23,5 % na área desmatada no Tocantins. A área desmatada no estado passou de 800,3 km² entre janeiro e maio de 2024, para 611,9 km² no mesmo período de 2025, refletindo os esforços integrados do Governo do Tocantins na gestão ambiental e no enfrentamento ao desmatamento não autorizado. A análise tem como base os alertas do sistema Deter do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), processados e sistematizados pela plataforma Cigma. O titular da Semarh, Marcello Lelis, destaca que os resultados demonstram a efetividade das ações adotadas pelo Estado no enfrentamento ao desmatamento. “Esse dado reforça a importância das medidas preventivas e do fortalecimento da fiscalização, especialmente no bioma Cerrado, que concentra historicamente as maiores perdas da vegetação”, pontua o secretário. “A plataforma do Cigma é um exemplo bem-sucedido de como a integração entre inteligência técnica e cooperação institucional pode gerar avanços concretos na proteção ambiental”, enfatiza o coordenador do Cigma, Marcos Giongo. Biomas A redução no Cerrado foi de 23,5 % em relação ao mesmo período de 2024. O dado reforça a importância das ações preventivas e da intensa fiscalização nesse bioma, onde há a maior parte das ocorrências de desmatamento no estado. Já no bioma Amazônico, a área desmatada foi significativamente menor, com registro de 1,1 km² no mesmo intervalo, o que evidencia a efetividade das estratégias de proteção adotadas na porção amazônica do território tocantinense. No mesmo período, 79 % da área desmatada correspondeu a supressões vegetais autorizadas pelo órgão ambiental, sendo 70% em áreas autorizadas e 9% em áreas autorizadas e deslocadas. As demais ocorrências foram classificadas como desmatamentos não autorizados (21 %), situação que ocorre quando a supressão foi realizada fora do polígono originalmente autorizado. Tecnologia a serviço da governança ambiental O uso da plataforma Cigma como ferramenta oficial de análise e monitoramento ambiental possibilita respostas mais ágeis e assertivas no combate ao desmatamento ilegal. A iniciativa também amplia a transparência dos dados públicos e subsidia políticas ambientais fundamentadas em evidências técnicas.

