Estado do Tocantins libera plantio de soja a partir desta quarta-feira

O Governo do Tocantins, por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), anuncia que a partir desta quarta-feira, 1º de outubro, está aberta a janela de plantio de soja sequeiro para a safra 2025/2026, que seguirá até o dia 15 de janeiro de 2026. Os sojicultores deverão realizar o cadastramento das áreas cultivadas na Adapec até o 5º dia útil após o encerramento da janela. De acordo com o responsável técnico pelo Programa Estadual de Controle da Ferrugem Asiática da Soja da Adapec, Cleovan Barbosa, a janela de plantio é uma medida fitossanitária que contribui para o controle de pragas, como a ferrugem asiática, considerada a principal ameaça à cultura da soja. “Queremos reforçar, aos sojicultores, a importância do cadastramento obrigatório anual das áreas cultivadas na Adapec, que começa agora e vai até cinco dias úteis após o término da janela de plantio. É por meio deste cadastro que a Agência realiza o monitoramento, a prevenção e o controle da ferrugem asiática e de outras pragas”, explica Cleovan Barbosa. O presidente da Adapec, Paulo Lima, destaca a importância do cultivo de soja no Tocantins. “Somos um dos estados com maior produção de soja no Brasil. Na safra passada, registramos uma área cadastrada na Agência de 1.465.383 hectares, com previsão de aumento para esta nova safra. Por isso, queremos contar com a parceria dos sojicultores e reforçar o compromisso da Adapec na defesa sanitária vegetal, para que possamos produzir mais uma grande safra com pragas controladas”, enfatiza Paulo Lima. Cadastro Para realizar o cadastramento, o produtor rural deve apresentar a documentação exigida, disponível no endereço eletrônico https://www.to.gov.br/adapec/, efetuar o pagamento da taxa e entregar a documentação na unidade da Agência em seu município, dentro do prazo estipulado. O sojicultor que descumprir a norma poderá sofrer as sanções previstas na legislação.

Araguaína possui quase 302 mil cabeças de gado; saiba mais sobre a rotina pecuarista

Uma tradição de décadas nas regiões criadoras de gado ainda se mantém viva em Araguaína. Há 15 anos, o pecuarista Mauro Hércules reúne familiares, amigos e seus funcionários para tocar a boiada de uma fazenda à outra para confinamento e engorda durante o período de estiagem no Tocantins. Durante três dias (19, 20 e 21 de junho), cerca de 80 cavaleiros conduziram mais de 760 cabeças de gados da fazenda Monte Alegre para a fazenda Ouro Verde, percorrendo 80 quilômetros entre os municípios de Araguaína, Muricilândia e Santa Fé do Araguaia. Em tempos de transporte praticamente exclusivo feito por caminhões-gaiola, quando tempo é dinheiro, Mauro escolheu manter a boiada como forma de preservar as raízes sertanejas da região. “Começamos pela necessidade, mas hoje é uma tradição aliada ao serviço. Na verdade, os amigos, família e os peões esperam por esse momento, porque é um momento de festa também, de integração e celebração. Não tem como voltar atrás agora”, conta Mauro. Durante o trajeto, a boiada passou por estradas vicinais, cruzou fazendas e também percorreu alguns trechos de asfalto. Tradição na pecuária Natural de Minas Gerais, das cidades de Uberaba e Ituiutaba, a família Hércules chegou na região no Norte de Goiás ainda em 1963, quando o pai de Mauro comprou a Fazenda Santa Rosa. Em 1981, a família adquiriu a Fazenda Ouro Verde, período em que Mauro, o mais novo dos cinco irmãos, veio para Araguaína assumir a gestão das terras. “Lá no começo, era tudo mais mato do que temos hoje, mata virgem mesmo, muita onça e a Santa Rosa meu pai abriu 10 anos depois de comprar, porque o pasto era aberto na picada mesmo. Foram muitos anos de muito trabalho, muita lida sol a sol, adquirimos outras terras e hoje fazemos o possível para honrar essa tradição”, ressalta Mauro. Cidade referência Conhecida como Capital do Boi Gordo, Araguaína possuía quase 302 mil cabeças de gado até novembro de 2024, terceiro maior rebanho do Estado, conforme dados Adapec (Agência de defesa Agropecuária do Tocantins). A carne da cidade é referência nacional e internacional, com o município sendo o único do Tocantins a exportar em quantidade relevantes para o exigente mercado do Estados Unidos. De janeiro a maio de 2025, Araguaína comercializou 4.638 toneladas de proteína anima bovina por US$ 23,6 milhões (R$ 130 milhões). O montante, e o volume, estão entre as dez maiores cidades do Brasil em comercialização de carne para os Estados Unidos. Além disso, os cinco frigoríficos na região de abrangência de Araguaína são reconhecidos por venda de carne em todo o Brasil, com o produto araguainense estando nas prateleiras dos principais supermercados do país.