WhatApp lança modo de segurança contra ataques virtuais: veja como funciona

Para enfrentar a crescente sofisticação dos ataques cibernéticos, a Meta anunciou uma atualização de  segurança robusta para o WhatsApp no Brasil. O novo pacote de medidas foca especialmente na proteção de perfis vulneráveis à espionagem, como ativistas e figuras públicas, criando um modo de operação mais restritivo que altera o processamento de arquivos recebidos. A grande novidade é a implementação do recurso Configurações Rigorosas da Conta. Quando ativada manualmente pelo usuário, essa função impede que fotos, vídeos e documentos enviados por números desconhecidos sejam baixados de forma automática. A estratégia visa neutralizar malwares disfarçados de conteúdos inofensivos, garantindo que nenhum arquivo suspeito entre no dispositivo sem uma ação consciente do proprietário. Tecnologia e prevenção de falhas A evolução técnica por trás da ferramenta destaca-se pelo uso da linguagem de programação Rust no tratamento de mídia. Reconhecida no setor de tecnologia por sua capacidade de evitar erros de memória — brechas que costumam ser a porta de entrada para invasões críticas —, a adoção do Rust torna a infraestrutura do aplicativo intrinsecamente mais resiliente. Além disso, o mensageiro agora conta com um sistema de verificação em segundo plano capaz de desmascarar arquivos “camaleões”, como códigos maliciosos que simulam ser vídeos. Essa análise ocorre antes mesmo da execução do anexo, oferecendo uma camada de proteção que independe de o sistema operacional do celular (Android ou iOS) estar atualizado. Como ativar o novo recurso A novidade está sendo distribuída de forma gradativa para a base de usuários brasileira. Se você é um dos beneficiados, basta acessar o menu de Configurações, selecionar a aba de Privacidade e, em seguida, entrar na seção de Configurações Avançadas para habilitar as proteções adicionais.

Palmas inicia mapeamento de pessoas trans com formulário on-line

A Prefeitura de Palmas informou que começou a mapear pessoas trans na Capital, com o objetivo de reunir informações e aprimorar as políticas públicas voltadas a população transexual na cidade. O levantamento está sendo feito pela Secretaria Extraordinária de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh), por meio de um formulário on-line. A participação é voluntária e integra uma estratégia de diagnóstico social que busca compreender, de forma responsável e ética, a realidade vivida por essas pessoas. Os dados coletados servirão como subsídio técnico para a construção de ações, programas e serviços mais adequados às demandas desse público. Pessoas trans que residem em Palmas e desejam contribuir com o levantamento podem acessar o formulário clicando aqui. Sigilo A Seirdh ressalta que todas as informações serão tratadas com sigilo e responsabilidade, respeitando a privacidade das pessoas participantes. Nenhum dado individual será divulgado e os resultados serão analisados de forma consolidada, exclusivamente para fins de planejamento e formulação de políticas públicas. A iniciativa ocorre no mês de janeiro, período que antecede o Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro. Colaboração A participação da comunidade trans é fundamental para que o poder público possa conhecer melhor a realidade local e avançar na construção de políticas públicas mais justas, eficazes e alinhadas às necessidades da população trans de Palmas.

Senac oferece desconto em cursos de graduação EAD

om previsão de início das aulas para o dia 02 de fevereiro de 2026 e descontos, o Senac EAD está com inscrições abertas para cursos de graduação. As matrículas podem ser realizadas pelo próprio site do Senac EAD e os descontos são aplicados na hora da matrícula. Os cursos de Graduação EAD do Centro Universitário Senac, além de unir a teoria à prática, oferecem flexibilidade e praticidade para o aprendizado dos alunos, possibilitando que estudem de qualquer lugar e se preparem da melhor forma para o mercado de trabalho. O ambiente virtual de aprendizagem possui um design moderno, dinâmico e acessível, além de contar com a estrutura completa do curso, biblioteca virtual (Cachola), tutores, professores, programas de ambientação, mais de 350 polos de apoio presencial por todo o país e muito mais. Todos os cursos disponibilizados são autorizados pelo Ministério da Educação (MEC) e oferecidos pelo Centro Universitário Senac, que possui nota máxima no credenciamento institucional. O Senac, de acordo com a nova publicação da nova Política Nacional da Educação a Distância, reafirma o compromisso com a qualidade educacional e com o suporte contínuo aos estudantes. Confira os cursos Técnicos e Graduações disponíveis para matrícula clicando AQUI. A política de descontos do Senac EAD, consiste em descontos regionais e institucionais, tendo um limite de descontos (regionais+institucionais) que variam conforme o curso. Novos integrantes – 45% para todas as regiões do Brasil nos cursos de Bacharelado em Administração, Ciências Contábeis e Ciências Econômicas para novos estudantes, durante todo o período do curso, sem a possibilidade de obter descontos institucionais. Para todas as regiões – 45% para todas as regiões do Brasil em cursos de Tecnologia em Gestão da Qualidade e Tecnologia em Gestão Pública, sem possibilidade de obter descontos institucionais. E 43% nos cursos de Processos Gerenciais, Logística, Comércio Exterior e Gestão Comercial, sem a possibilidade de obter descontos institucionais. Região Norte – conta com 20% de desconto para os cursos de Tecnologia em Gestão em Recursos Humanos, Gestão Financeira e Tecnologia em Marketing, com a possibilidade de obter descontos institucionais até o limite de 30%. Região Norte – 20% para os cursos tecnólogos da área de Tecnologia da Informação: Gestão da Tecnologia da Informação, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Banco de Dados, Redes de Computadores, Segurança Cibernética, Segurança da Informação e Sistemas para Internet, com a possibilidade de obter descontos institucionais até o limite de 30%. Atenção. Há ainda a possibilidade de descontos adicionais em função da forma de pagamento. Explore todos os detalhes e condições, lembrando que a Política de Descontos da Rede EAD Senac pode ser alterada a qualquer momento, sem aviso prévio. Confira todas as condições de desconto. Sobre o Senac O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) é uma entidade privada sem fins lucrativos administrada pela Fecomércio Tocantins, que é ligada a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Com foco na educação profissional, hoje o Senac está presente em mais de 1.800 municípios, de Norte a Sul do Brasil, onde mantém infraestrutura de ponta composta por mais de 600 unidades escolares, empresas pedagógicas e unidades móveis.

Demanda explode e Brasil já importa mais caneta emagrecedora que celular

A febre das canetas emagrecedoras fez explodir a importação desse remédio. Em 2025, a compra de medicamentos como Ozempic e Mounjaro somou US$ 1,669 bilhão – cerca de R$ 9 bilhões. Dados do Ministério do Desenvolvimento (MDIC) revelam que a demanda por esses tratamentos saltou 88% em apenas um ano. E, como não há fabricação nacional, tanto interesse aparece na balança comercial. O volume é tão expressivo que já supera a importação de itens tradicionais de consumo importado, como salmão, telefones celulares e até azeite de oliva. A Dinamarca, sede da Novo Nordisk (criadora do Ozempic e Wegovy), ainda lidera a origem dos produtos, respondendo por 44% do total ou US$ 734,7 milhões no ano passado. A geopolítica das canetas para emagrecer, porém, está mudando rapidamente. Os Estados Unidos já aparecem logo atrás, com 35,6% das importações ou US$ 593,7 milhões. O país abriga a Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, que ganha clientes de forma agressiva. Os dois gigantes farmacêuticos vivem, no Brasil, dois momentos muitos diferentes. Enquanto as compras da Dinamarca cresceram 7% no ano passado, as importações originárias dos EUA dispararam impressionantes 992%. O dado sugere que o motor do crescimento recente não foi o pioneiro Ozempic, mas sim a rápida adoção do concorrente norte-americano, o Mounjaro. E o teto para esse mercado ainda parece distante. Um relatório do Itaú BBA projeta que o setor deve saltar do atual patamar de cerca de US$ 1,8 bilhão por ano para US$ 9 bilhões (R$ 50 bilhões) até 2030. No curto prazo, um novo fator deve aquecer ainda mais as vendas: a quebra da patente da semaglutida (princípio ativo do Ozempic). A chegada dos genéricos promete reduzir preços e ampliar massivamente o acesso a esses tratamentos.

Uso de redes sociais para vendas chega a 75% entre pequenos negócios no Tocantins

Hoje, antes mesmo de acordar completamente, grande parte dos brasileiros já foi impactada por algum anúncio, vídeo curto ou conteúdo que direciona compras. As redes sociais, que antes serviam para conectar amigos, agora movimentam decisões de consumo de forma tão natural que muitas pessoas não conseguem perceber quantas vezes são guiadas por elas ao longo do dia. E é nesse comportamento silencioso, mas poderoso, que os pequenos negócios estão encontrando novas oportunidades para crescer em 2026. Segundo a pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, do Sebrae e IBGE, 75% dos empreendedores brasileiros utilizam redes sociais e aplicativos de mensagens para atrair vendas. No Tocantins, esse movimento ganha força ainda maior, já que 94,57% das empresas ativas são pequenos negócios, um universo de mais de 158 mil empreendimentos que dependem da visibilidade diária para conquistar clientes e competir em um mercado cada vez mais digital. A presença online deixou de ser um diferencial e se tornou uma questão de sobrevivência, movimento que tem impulsionado a busca por profissionais especializados em tráfego pago, conteúdo estratégico e gestão de conversão. Para o estrategista digital João Neto, 2026 será um ano de consolidação para quem já entendeu a lógica das redes e um alerta para quem ainda trata a internet de forma improvisada. “Hoje tudo é sobre atenção. O cliente consome conteúdo rápido, compara rapidamente e decide rápido. Se a empresa não tiver clareza no que oferece, se não conseguir se comunicar com estratégia, ela simplesmente deixa de existir para esse consumidor. Publicar por publicar já não funciona”, explica João Neto. Análises de mercado indicam que alguns movimentos devem orientar o posicionamento das empresas em 2026. Entre eles estão a integração entre conteúdo e tráfego, que melhora o desempenho dos anúncios; a personalização, impulsionada pela busca do consumidor por mensagens mais direcionadas; e a crescente competitividade digital, que exige estratégias baseadas em dados, testes, processos contínuos de otimização e menos espaço para improvisos. O especialista reforça que fortalecer a presença digital não exige grandes investimentos, mas organização. Ele explica que ações básicas, como ter um posicionamento claro, produzir conteúdo útil, manter a comunicação ativa e direcionar bem os anúncios, já fazem diferença na forma como o público vê a marca. Quando esses elementos são aplicados de maneira consistente, o resultado aparece tanto no alcance quanto no aumento das vendas. “Quem entender essa lógica entra em 2026 com vantagem. O digital não é mais sobre postar, é sobre construir relacionamento, mostrar autoridade e conduzir o cliente por uma jornada que faça sentido. É esse conjunto que transforma visibilidade em faturamento”, conclui o estrategista.

Brasileiro está falando menos de política no WhatsApp, mostra estudo

O compartilhamento de notícias de política está menos frequente em grupos de família, de amigos e de trabalho no WhatsApp. Além disso, mais da metade das pessoas que participam desses ambientes dizem ter medo de omitir opinião. A constatação faz parte do estudo Os Vetores da Comunicação Política em Aplicativos de Mensagens, divulgado nesta segunda-feira (15). O levantamento foi feito pelo centro independente de pesquisa InternetLab e pela Rede Conhecimento Social, instituições sem fins lucrativos. A pesquisa identificou que mais da metade das pessoas que usam WhatsApp estão em grupos de família (54%) e de amigos (53%). Mais de um terço (38%) participam de grupos de trabalho. Apenas 6% estão em grupos de debates de política. Em pesquisa realizada em 2020, eram 10%. Ao se debruçar sobre o conteúdo dos grupos de família, de amigos e de trabalho, os pesquisadores verificaram que, de 2021 a 2024, caiu a frequência dos que aparecem mensagens sobre política, políticos e governo. Em 2021, 34% das pessoas diziam que o grupo de família era no qual mais apareciam esse tipo de notícias. Em 2024, eram 27%. Em relação aos grupos de amigos, a proporção caiu de 38% para 24%. Nos de trabalho, de 16% para 11%. O estudo apresenta depoimentos de alguns dos entrevistados, sem identificá-los. “Evitamos falar sobre política. Acho que todos têm um senso autorregulador ali, e cada um tenta ter bom senso para não misturar as coisas”, relata sobre o grupo de família uma mulher de 50 anos, de São Paulo. As informações foram coletadas de forma online com 3.113 pessoas com 16 anos ou mais, de 20 de novembro a 10 de dezembro de 2024. Foram ouvidas pessoas de todas as regiões do país. Receio de se posicionar A pesquisa identificou que há receio em compartilhar opiniões políticas. Pouco mais da metade (56%) dos entrevistados disseram sentir medo de emitir opinião sobre política “porque o ambiente está muito agressivo”. Foi possível mapear que essa percepção foi sentida por 63% das pessoas que se consideravam de esquerda, 66% das de centro e 61% das de direita. “Acho que os ataques hoje estão mais acalorados. Então, às vezes você fala alguma coisa e é mais complicado, o pessoal não quer debater, na verdade, já quer ir para a briga mesmo”, conta uma mulher de 36 anos, de Pernambuco. Os autores do estudo afirmam que se consolidaram os comportamentos para evitar conflitos nos grupos. Os dados mostram que 52% dos entrevistados se policiam cada dia mais sobre o que falam nos grupos, enquanto 50% evitam falar de política no grupo da família para fugir de brigas. “As pessoas foram se autorregulando, e nos grupos onde sempre se discutia alguma coisa, hoje é praticamente zero. As pessoas tentam, alguém publica alguma coisa, mas é ignorado”, descreve uma entrevistada. Cerca de dois terços (65%) dizem evitar compartilhar mensagens que possam atacar os valores de outras pessoas, segundo o levantamento. Dos respondentes, 29% já saíram de grupos onde não se sentiam à vontade para expressar opinião política. “Tive que sair, era demais, muita briga, muita discussão, propaganda política, bateção de boca”, conta uma entrevistada. Afirmação Mas o levantamento identifica também que 12% das pessoas compartilham algo considerado importante mesmo que possa causar desconforto em algum grupo. Dezoito por cento afirmam que, quando acreditam em uma ideia, compartilham mesmo que isso possa parecer ofensivo. “Eu taco fogo no grupo. Gosto de assunto polêmico, gosto de falar, gosto de tacar lenha na fogueira e muitas vezes sou removida”, diz uma mulher de 26 anos de Minas Gerais. Entre os 44% que se consideram seguros para falar sobre política no WhatsApp, são adotadas as seguintes estratégias: 30% acham que mandar mensagens de humor é um bom jeito de falar sobre política sem provocar brigas; 34% acham que é melhor falar sobre política no privado do que em grupos; 29% falam sobre política apenas em grupos com pessoas que pensam igualmente. “Eu gosto de discutir, mas é individualmente. Eu não gosto de expor isso para todo mundo”, revela um entrevistado de 32 anos, do Espírito Santo. “É como se as pessoas já tivessem aceitado que aquele grupo é mais alinhado com uma visão política específica. Entra quem quer”, define uma mulher, de 47 anos, do Rio Grande do Norte. O estudo foi apoiado financeiramente pelo WhatsApp. De acordo com o InternetLab, a empresa não teve nenhuma ingerência sobre a pesquisa. Amadurecimento Uma das autoras do estudo, a diretora do InternetLab, Heloisa Massaro, constata que o WhatsApp é uma ferramenta “arraigada” no cotidiano das pessoas. Dessa forma, assim como no mundo “offline“, ou seja, presencial, o assunto política faz parte das interações. O estudo é realizado anualmente, desde o fim de 2020. De acordo com Heloisa, ao longo dos anos, as pessoas “foram desenvolvendo normas éticas próprias para lidar com essa comunicação política no aplicativo”, principalmente nos grupos. “Elas se policiam mais, relatam um amadurecimento no uso”, diz a autora. “Ao longo do tempo, a gente vai observando essa ética de grupos nas relações dos aplicativos de mensagem para falar sobre política se desenvolvendo”, completa.

Acesso à IA no Brasil é marcado pela desigualdade social dos usuários

Cinquenta milhões de brasileiros já usam a inteligência artificial (IA) generativa no Brasil, o montante equivale a 32% das pessoas com acesso à internet no país. No entanto, apesar da alta adesão pelos brasileiros, a ferramenta ainda é empregada principalmente pelas classes mais ricas e com ensino superior. Os dados constam da Pesquisa TIC Domicílios, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), divulgada nesta terça-feira (9), e revela a grande desigualdade social na utilização da IA no país. Conforme o levantamento, a proporção daqueles que utilizam a IA chega a 69% na classe A, caindo para 16% nas classes D e E. No mesmo sentido, 59% dos usuários com ensino superior utilizam a ferramenta, em contraste com 17% daqueles com apenas o ensino fundamental. “A expansão da IA generativa evidência os desafios da inclusão digital no Brasil. O acesso à tecnologia não basta se a conectividade for limitada, ou faltarem habilidades digitais. Esse cenário indica que os benefícios da IA, como ganhos de produtividade e novas formas de aprendizado, podem continuar concentrados nos grupos que, historicamente, já possuem mais oportunidades”, destacou o coordenador da pesquisa TIC Domicílios, Fabio Storino. Acesso à internet A pesquisa revelou ainda desigualdade no acesso à internet móvel: aproximadamente 64 milhões de brasileiros (39% das pessoas que têm telefone celular) afirmaram que seu pacote de dados acabou, ao menos uma vez, nos últimos três meses. O problema afetou principalmente os usuários de planos pré-pagos (52%), modalidade mais comum entre a população de baixa renda (61% das pessoas nas classes D e E que têm telefone celular têm essa modalidade de plano). “Os novos indicadores da TIC Domicílios sobre o pacote de dados da rede móvel trazem uma contribuição importante para o debate sobre conectividade significativa, reforçando que não basta simplesmente ter acesso, é preciso que a qualidade desse acesso permita às pessoas se apropriarem dos benefícios oferecidos pelo ambiente online”, pontuou Storino. Em relação à internet fixa, os resultados mostraram avanço da conectividade nos domicílios brasileiros: 86% deles têm acesso à rede (um aumento de três pontos percentuais em relação a 2024), com crescimento da proporção de domicílios com banda larga fixa (76%, ante 71% em 2024). Pix O levantamento apontou que 75% das pessoas com Internet utilizam o Pix, consolidando-o como a principal ferramenta de transação financeira digital do país. Apesar da ampla adoção ao equipamento, a pesquisa revelou que a apropriação da ferramenta também é marcada pela desigualdade socioeconômica: o uso do sistema é praticamente universal na classe A (98%), mas cai para 60% entre os usuários das classes D e E. Governo digital A pesquisa mostrou ainda que, em 2025, 71% dos usuários de Internet, com 16 anos ou mais, utilizaram serviços de governo eletrônico. Segundo o levantamento, a plataforma Gov.br, foi acessada por 56% dos usuários nessa faixa etária, seja para realizar um serviço próprio (49%), para terceiros (18%) ou com a ajuda de outra pessoa (12%). Apostas online A TIC Domicílios 2025 mostrou também que 19% dos clientes de Internet (o equivalente a 30 milhões de brasileiros com 10 anos ou mais) realizaram algum tipo de aposta online. A prática é mais comum entre homens (25%) do que entre mulheres (14%), especialmente em apostas esportivas (12% e 2%, respectivamente). Vemos revelado um número que considero bastante alarmante: temos cerca de 30 milhões de pessoas acima dos 10 anos que já realizaram algum tipo de aposta online”, destacou a coordenadora do CGI. Esse dado geral, e outros mais específicos que foram coletados, reforçam a urgência em se estabelecer mecanismos regulatórios e de literacia digital mais robustos sobre os riscos que envolvem a prática de jogos e apostas no meio digital”, destacou a coordenadora do CGI.br, Renata Mielli. A pesquisa, lançada pelo CGI.br, contou com apoio o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). Realizada anualmente desde 2005, a TIC Domicílios coletou dados entre março e agosto de 2025, e incluiu 27.177 domicílios e 24.535 indivíduos.

Aplicativo tocantinense ganha destaque nacional por inovação; conheça o Vitalio

No cenário dinâmico de inovação em saúde, startups têm assumido papel fundamental ao desenvolver soluções tecnológicas capazes de aproximar ciência, cuidado e acessibilidade. Palmas não fica para trás nessa estratégia. Um grupo de mulheres empreendedoras decidiu fazer diferente e iniciou o projeto Vitalio App, com foco na democratização de informações, tratamentos e cuidados com a saúde respiratória. Segundo levantamento recente do Sebrae, o Brasil ultrapassou a marca de 20 mil startups ativas. Esse crescimento representa um salto de mais de 30% na base de empresas registradas entre agosto de 2024 e agosto de 2025. O mapeamento mais recente realizado pela Abstartups revela que 53,1% das startups se encontram atualmente em fase de operação ou tração, ou seja, já testaram seus modelos de negócio e buscam escalar; e 15,4% alcançaram o estágio de escala.Ainda assim, a maioria permanece nos estágios iniciais. Outro indicador da maturidade crescente do setor é a adoção de tecnologias de ponta. Pesquisa divulgada neste ano aponta que 53% das startups brasileiras já utilizam inteligência artificial (IA) em suas operações, enquanto 31% estão desenvolvendo novos produtos com base em IA, um sinal claro de que a inovação tecnológica, antes restrita a poucos, se espalha por diversos nichos. Esse movimento reflete tendências globais e abre espaço para que startups brasileiras atuem com soluções sofisticadas em saúde, agronegócio, educação, finanças e outros setores. Entre essas iniciativas, a Vitalio se destaca como exemplo de como a inovação pode emergir de um gesto humano e evoluir para um projeto de impacto nacional. Vitalio app ganhando o mundo Criada durante a pandemia, a iniciativa surgiu do desejo de devolver às pessoas a segurança de respirar melhor,  por meio de um método próprio de fortalecimento pulmonar. O que nasceu como uma ação solidária transformou-se rapidamente em um modelo estruturado de cuidado respiratório, culminando em uma tecnologia que permite acompanhar a evolução de usuários de forma personalizada. A trajetória da Vitalio é baseada na força do empreendedorismo feminino. Formada por três sócias, a equipe mantém uma governança com transparência, rigor fiscal e desenvolvimento de produtos alinhados às diretrizes legais e às normativas ESG. Além da equipe fixa, a startup conta com apoio de consultorias especializadas. Para Estela Kanashiki, sócia fundadora da Vitalio, a consistência do projeto, vem da clareza da administração. “está muito atrelado a cultura que criamos na empresa, temos uma trajetória transparente, as partes fiscais estão sempre todas ok, todos os produtos nascem em conformidade com as diretrizes legais, e atualmente estamos trabalhando para que já venham nascidos dentro das normativas ESG,” completou. O avanço da Vitalio é impulsionado também por um ecossistema de parcerias estratégicas. Estela também falou sobre como estão trabalhando para construir essas relações. “Estamos andando com as parcerias com as instituições de ensino, essa semana vamos conversar com empresas jr, parcerias com a Afya, Hospital Universitário de Araguaína junto a Universidade FACIT para estudos e testes de novos produtos e funcionalidade do app,  temos conversas diretas com Hospital do Amor de Barretos, acesso e conversas com o lab de tecnologia do Sírio Libanes,” afirmou. Mesmo diante da crescente concorrência no setor de healthtechs, a Vitalio sustenta seu posicionamento em um princípio essencial: “acreditamos no nosso propósito como real diferencial, de fazer a saúde ser de fato para todos, que todos tenham acesso a saúde, logo, quando pensamos em qualquer solução que seja, ela estará sempre centrada na pessoa, e sabemos que não estamos só e as parcerias nos fortalecem, então estamos sempre semeando essa semente, construindo e fortalecendo nosso networking,” finaliza a sócia fundadora do grupo. Reconhecimento Com reconhecimento crescente em programas de inovação, a Vitalio vem se estabelecendo no Estado juntando premiações e participações importantes em conferências pelo mundo. Dentre as premiações, já contam com: Inova Cerrado, Inovativa Brasil, Prêmio Sebrae Mulheres de Negócios – Ciência e Tecnologia e Fast Motion. Além de serem finalistas do Prêmio FINEP de Inovação da Região Norte. A empresa também esteve presente no Web Summit Lisboa, para fortalecer seu networking e explorar novas frentes tecnológicas, tendo o foco agora no lançamento de uma nova versão do aplicativo e a consolidação de sua atuação sustentável.

Jovens veem conhecimento em IA como diferencial para emprego

Pesquisa divulgada nessa quarta-feira (3) mostra que 80% dos jovens acreditam que o conhecimento sobre Inteligência Artificial (IA) é fator impactante para conseguir emprego. O levantamento, feito pela Nexus e pela Demà, ouviu 2.016 pessoas, de 14 a 29 anos, nas 27 unidades da federação, entre 14 e 20 de julho. A margem de erro da amostra é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa indicou ainda que 11% dos jovens avaliam que o conhecimento em IA não faz diferença para a obtenção do emprego, 3% acham que seja até prejudicial e 2% não souberam responder. Aprendizagem Quando se avalia a utilização das ferramentas de IA, 69% dos jovens acham que elas podem ajudar no processo de aprendizagem, enquanto 24% acreditam que podem prejudicar e 7% não sabem ou não souberam responder. Segundo a pesquisa, 83% utilizam IA para fazer pesquisas gerais ou acadêmicas; 71% acreditam que o recurso ajuda no dever de casa, em trabalhos e estudos para provas de escolas, das faculdades, universidades ou do ensino técnico. Já 70% usam IA para traduzir textos e 67%, para resumir ou corrigir publicações. De acordo com o levantamento, 66% dos jovens utilizam a IA para gerar novas ideias em alguma atividade, 63% criam imagens; 62% usam para escrever novos textos e 52% usam para preparar apresentações ou relatórios. “É muito representativo que pelo menos metade dos entrevistados confirme que usa IA de alguma forma. Sem dúvida, a Inteligência Artificial é um agente facilitador das nossas demandas diárias um aliado da eficiência e produtividade. São percepções claramente refletidas nessa pesquisa, que mostra, por exemplo, que a grande maioria dos adolescentes utiliza para ajudar no dever de casa. IA veio para ficar e transformar as nossas jornadas, principalmente, as de aprendizado”, destacou o diretor da Demà, Juan Carlos Moreno.

BYD alcança 172 mil carros eletrificados vendidos no Brasil

A fabricante chinesa de veículos eletrificados ultrapassou a marca de 172 mil unidades vendidas no Brasil desde 2022. O número representa um avanço rápido no mercado nacional, impulsionado pelo interesse crescente em carros elétricos e híbridos plug-in. Somente em setembro de 2025, a empresa registrou 9.934 emplacamentos de veículos de passeio, garantindo a sétima posição no ranking geral de vendas e 5,56% de participação de mercado. O resultado veio dois meses após a marca anunciar o feito de 150 mil unidades comercializadas, refletindo o ritmo acelerado de expansão da montadora no país. Avanço rápido da BYD no mercado nacional Desde o início das operações, a companhia alcançou 172.303 veículos eletrificados emplacados no Brasil. Entre os modelos mais procurados estão o Dolphin Mini, com 44.945 unidades produzidas na fábrica de Camaçari (BA), e o Song Plus, híbrido plug-in com 36.213 emplacamentos. No acumulado de 2025, a marca soma 77.198 veículos vendidos. Considerando automóveis e comerciais leves, ocupa a oitava colocação geral, com 10.024 unidades e 4,33% de market share. Desempenho por regiões e categorias No varejo, a empresa aparece entre as cinco marcas mais vendidas em veículos de passeio, com 9,21% de participação — atrás apenas de Volkswagen, Fiat, GM e Hyundai. Também liderou as vendas em Porto Velho (RO) e Maceió (AL), além de ocupar posições de destaque em capitais como Brasília, Fortaleza, Curitiba, Rio de Janeiro e Salvador. Os modelos mais vendidos em setembro foram o Dolphin Mini (3.067 unidades), seguido por Song Plus (1.322), Song Pro (1.172) e Dolphin (1.110). Crescimento no segmento de elétricos e híbridos A montadora mantém liderança no mercado de elétricos (BEV), com 5.687 unidades emplacadas em setembro e mais de 70% de participação. O top 3 do segmento foi dominado pelos modelos Dolphin Mini, Dolphin e Yuan Pro. Já entre os híbridos, a marca registrou 4.333 vendas e cerca de 22% de market share. Segundo Alexandre Baldy, vice-presidente sênior e head de marketing e comercial da BYD Brasil, o resultado reflete a aceleração da eletrificação no país. “Dois meses após celebrarmos a marca de 150 mil carros vendidos, comemoramos agora mais de 170 mil unidades desde o início das operações. Esses resultados mostram o impacto da mobilidade eletrificada no mercado brasileiro”, afirmou. Produção nacional e expansão industrial Com presença consolidada no Brasil, a empresa mantém unidades produtivas em Campinas (SP) e Manaus (AM), além do novo Complexo de Camaçari (BA), que se tornará o maior fora da Ásia. O local já abriga a produção do Dolphin Mini, o primeiro modelo 100% elétrico fabricado por brasileiros. A companhia também atua em projetos de mobilidade elétrica urbana, como o monotrilho da Linha 17–Ouro do Metrô de São Paulo, e investe em soluções de armazenamento de energia e painéis solares no país.