Queixas sexuais na menopausa têm tratamento, diz especialista

Queixas como secura vaginal, dor durante a relação e perda do desejo sexual não devem ser encaradas como consequências naturais do envelhecimento nem ignoradas nas consultas médicas. Segundo a ginecologista Jussimara Souza Steglich, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a saúde sexual deve fazer parte do cuidado com a mulher em todas as fases da vida, inclusive após a menopausa. “A sexualidade não morre. Ela pode ficar obscurecida por algum fator que não deixa a mulher viver a sua sexualidade”, explica a médica, que é membro da Comissão Nacional Especializada em Sexologia Febrasgo. A especialista acrescenta que é um erro o profissional deduzir que a paciente não tem vida sexual. “Muitas vezes, o ginecologista não pergunta sobre saúde sexual, ignorando as queixas, porque é uma paciente que já está em idade mais avançada e acha que não tem sexo”. Além disso, as mulheres têm vergonha de falar sobre o assunto. “As pessoas acham o sexo uma coisa muito proibida. Mas, ao contrário, tem que ser natural e conversada com o seu médico e, também com quem está com você”, aconselhou a médica da Febrasgo. De acordo com a médica, as mulheres têm de ter uma abordagem mental diferente, à qual se somam atividade física, boa alimentação. “Porque é um combo que vem com a menopausa. Há também a questão dos hormônios que podem ser usados, com orientação do médico”. Doenças atreladas Jussimara admitiu que queixas femininas, como secura vaginal, dor durante as relações, podem também ser decorrentes de alguma doença. A dor na relação, por exemplo, pode ser sentida profundamente na pelve, como resultado de endometriose ou aderências, doença inflamatória pélvica. Há também dores sentidas quase no assoalho pélvico. “Essa mulher que sente dor vai contrair totalmente o corpo inteiro e, muito mais, os músculos do assoalho pélvico. Toda mulher que tem dor sexual tem o componente da dor e o componente da contratura muscular. Por isso, é importante um trabalho multidisciplinar”, sugeriu a ginecologista. No entender da especialista, a longevidade feminina não pode ser discutida sem falar de menopausa e sexualidade. No Brasil, cerca de 30 milhões de mulheres estão nessa faixa e dados nacionais apontam que 82% têm sintomas que impactam qualidade de vida.
Araguaína recebe carreta do SUS para exames de imagem no Parque Cimba

A Prefeitura de Araguaína, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, em parceria com o Ministério da Saúde, inicia nesta terça-feira, 28, os atendimentos da Unidade Móvel de Atenção Especializada (UMAE), com a realização de Exames de Imagem por meio do programa Agora Tem Especialistas. É a primeira carreta do Sistema Único de Saúde (SUS) destinada à realização de exames de imagem a chegar ao município. Instalada no Estacionamento do Parque Cimba, a unidade tem como objetivo ampliar o acesso da população a exames especializados, reduzindo o tempo de espera e proporcionando diagnósticos mais rápidos e precisos, viabilizando o início precoce dos tratamentos. Os atendimentos serão realizados de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, com capacidade para a realização de até 60 exames por dia. Durante o período de funcionamento em Araguaína, serão realizados 1.344 exames de tomografia computadorizada e 1.344 ultrassonografias, totalizando 2.688 exames pelo SUS. A secretária municipal da Saúde, Dênia Rodrigues, destaca que a parceria representa um importante avanço para a assistência especializada na região. “Receber a primeira carreta do SUS para exames de imagem em Araguaína é um marco para a saúde pública. Essa parceria com o Ministério da Saúde amplia nossa capacidade de atendimento, reduz a fila de espera e garante que milhares de pacientes tenham acesso mais rápido ao diagnóstico e, consequentemente, ao tratamento. É um investimento que beneficia não apenas Araguaína, mas toda a região.” Atendimento por regulação Todos os exames serão realizados exclusivamente por meio da Central Municipal de Regulação. A unidade móvel não realiza atendimento por demanda espontânea. Os pacientes serão convocados pela equipe de Regulação conforme o agendamento previamente realizado. Além de atender moradores de Araguaína, a carreta beneficiará pacientes de Muricilândia, Carmolândia, Aragominas, Santa Fé do Araguaia e Nova Olinda, municípios que compõem a Região de Saúde Médio Norte Araguaia, fortalecendo a integração regional dos serviços especializados do SUS. Estrutura moderna A Unidade Móvel de Atenção Especializada é equipada com tecnologia de alta resolução e conta com uma equipe multiprofissional preparada para atender os pacientes com segurança e qualidade. A carreta conta com um tomógrafo computadorizado de 16 canais e sala de ultrassonografia, além de uma equipe assistencial especializada, recepção, sala de comando, elevador de acesso e espaço de espera para os pacientes. Diagnóstico mais rápido e redução da fila de espera A chegada da unidade móvel integra o programa federal Agora Tem Especialistas, criado para ampliar a oferta de exames e consultas especializadas no SUS. Com a realização de mais de 2,6 mil exames de imagem em Araguaína, a expectativa é acelerar o diagnóstico precoce de doenças, reduzir o tempo de espera por exames especializados e garantir mais agilidade na definição dos tratamentos. A iniciativa reforça o compromisso da Prefeitura de Araguaína em ampliar o acesso da população à saúde especializada, fortalecendo a rede pública e oferecendo atendimento mais eficiente aos pacientes da região.
Jornalista Giovanna Hermice lança livro que conta a história dos 50 anos do Hospital Dom Orione em Araguaína

Como parte das comemorações do Jubileu de Ouro do Hospital Dom Orione, que celebra 50 anos de atuação, foi lançado um livro que resgata a trajetória da instituição sob um novo olhar. Escrita pela jornalista Giovanna Hermice, a obra reúne relatos de pioneiros, colaboradores e personagens que contribuíram para a construção da história do hospital. Mais do que apresentar o crescimento estrutural da unidade, o livro destaca as pessoas que ajudaram a transformar o Dom Orione em uma das principais referências de atendimento humanizado no norte do Tocantins. Ao receber o convite para escrever a obra, Giovanna conta que sua primeira preocupação foi o período disponível para registrar uma história construída ao longo de cinco décadas. Inicialmente previsto para ser concluído em seis meses, o projeto foi finalizado em nove. “O primeiro pensamento foi que o tempo seria muito curto para contar uma história construída por tantas pessoas. Mas, ao longo da pesquisa, percebi que o Hospital Dom Orione é muito mais do que estrutura e equipamentos. É uma instituição feita de pessoas”, afirma. Histórias de dedicação e pertencimento Durante as entrevistas, a jornalista se emocionou ao ouvir os relatos de profissionais que dedicaram cerca de quatro décadas de suas vidas à instituição. “Via o brilho nos olhos de quem começou ali a carreira profissional, cresceu dentro da instituição e falava do hospital com muito amor. Isso me mostrou o quanto o Dom Orione é uma instituição verdadeiramente humana e acolhedora”, destaca. Entre os episódios que mais chamaram sua atenção estão as histórias dos primeiros anos de funcionamento do hospital, quando a unidade possuía apenas 40 leitos. Atualmente, o Dom Orione conta com aproximadamente 250 leitos e atende pacientes de mais de 70% dos municípios tocantinenses. Um dos entrevistados contou à jornalista como eram organizados os plantões médicos naquela época, quando a instituição ainda enfrentava limitações financeiras e estruturais. “Não existia um valor fixo para o plantão. Havia uma caixa de sapatos onde cada pessoa contribuía com o valor que podia. Hoje parece difícil imaginar profissionais trabalhando sem saber quanto receberiam, mas eles acreditavam na missão do hospital e no atendimento às famílias”, relata Giovanna. Gratidão das famílias da zona rural A obra também apresenta histórias de famílias da zona rural que, como forma de agradecimento pelos atendimentos recebidos, levavam galinhas, queijos e outros alimentos ao hospital. Essa prática era especialmente comum entre as famílias atendidas pela maternidade, setor que, desde o início das atividades da instituição, ocupa um papel importante na assistência à população de Araguaína e da região. Ao longo da pesquisa, Giovanna também conheceu episódios que revelam as dificuldades enfrentadas pelo hospital em diferentes momentos de sua trajetória. Para a jornalista, os relatos demonstram que o trabalho desenvolvido na instituição sempre esteve ligado a uma missão que ultrapassa os aspectos técnicos da assistência à saúde. “Percebi muito forte o carisma de São Luís Orione diante das dificuldades. O trabalho desenvolvido sempre foi além da técnica. Existe uma missão espiritual, de acolhimento e de humanização que atravessa toda a história do hospital”, observa. Memórias anteriores à criação do hospital Entre os diversos personagens entrevistados, Giovanna destaca a história de Luzia Reis, uma das samaritanas socorristas, como uma das mais emocionantes da obra. “É difícil escolher apenas uma história, mas a da dona Luzia me emocionou muito. Ela retrata como era a assistência à saúde antes mesmo da criação do Hospital Dom Orione. Conhecer esse contexto histórico por meio de quem viveu aquele período aumentou ainda mais minha responsabilidade em organizar essas memórias e transformá-las em um livro”, afirma. Segundo a jornalista, a obra evidencia a importância regional do Hospital Dom Orione, que, ao longo de cinco décadas, consolidou-se como uma das principais referências em saúde para Araguaína, o norte do Tocantins e municípios de outras regiões atendidos pela unidade. O livro conta com reportagens, pesquisa e redação de Giovanna Hermice, revisão de Thatiane Cunha e projeto gráfico e editoração assinados por Felipe Diniz. Com informações do Portal Aventurizze Notícias
Médico alerta para alta de acidentes com arraias no Tocantins; confira

Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT) emitiu um alerta para o aumento de acidentes com arraias de água doce em Araguaína e municípios vizinhos. O risco se intensifica entre os meses de junho e setembro, período de estiagem na região, quando o recuo das águas e a maior frequência de banhistas em rios e lagos propiciam os incidentes nas áreas rasas. Os ataques ocorrem de forma defensiva. O médico residente da Clínica Médica da unidade, Ítalo Salera, explicou a dinâmica do ferimento. “O ataque acontece quando o banhista pisa sobre as costas da arraia. Ela dá uma espécie de ‘chicotada’ com a cauda, onde está localizado o ferrão, provocando o ferimento”, afirmou. O ferrão, que possui anatomia semelhante à de um arpão, injeta toxinas que causam dor intensa e imediata, sangramento e risco de necrose dos tecidos. Para reduzir as chances de incidentes, o especialista recomendou atenção redobrada antes de entrar na água, evitando áreas muito turvas, com lodo ou vegetação densa que prejudiquem a visibilidade do fundo. A principal técnica de prevenção ao caminhar em rios é arrastar os pés na areia em vez de dar passos normais, o que ajuda a afugentar o animal. “Se estiver [lamacenta], o ideal é evitar. Caso aconteça o acidente, é preciso retirar a pessoa da água imediatamente e lavar bem o local do ferimento com água e sabão, porque isso ajuda a remover resíduos presentes no ferrão, onde podem estar bactérias causadoras de infecção”, orientou Salera. O protocolo médico contraindicou de forma absoluta o uso de torniquetes ou a aplicação caseira de substâncias como fumo, pó de café e açúcar sobre a ferida, medidas que agravam o risco de contaminação bacteriana profunda. “O local atingido pode ficar vermelho, apresentar sangramento e evoluir para uma infecção. Bactérias são levadas para o interior do tecido lesionado pelo ferrão e, à medida que a infecção progride, podem surgir febre, inchaço, vermelhidão e dor persistente”, detalhou o médico, que acrescentou que os pacientes também passam por avaliação da cobertura vacinal contra o tétano. Guia de Primeiros Socorros: O que fazer: Retire a vítima da água imediatamente, lave o local exaustivamente com água limpa e sabão e aplique água morna para ajudar a neutralizar a dor provocada pela toxina. O que NÃO fazer: Nunca faça torniquetes (garroteamento), não tente cortar o local para extrair o veneno e não aplique produtos caseiros sobre a lesão. Atendimento: Encaminhe o acidentado ao serviço de saúde mais próximo para a limpeza profunda, remoção de possíveis fragmentos do ferrão e manejo medicamentoso.
Calor intenso é desafio dentro e fora de campo na Copa do Mundo

O duelo entre Brasil e Escócia nessa quarta-feira (24), pela rodada final do Grupo C da Copa do Mundo, foi quente. E não somente pelo que se viu em campo. No momento em que a bola começou a rolar em Miami (Estados Unidos), às 19h (horário de Brasília, 18h local), os termômetros marcaram temperatura de 30ºC. Isso no fim da tarde e começo da noite por lá. Não é surpresa. Uma pesquisa da Queen’s University Belfast, da Irlanda do Norte, identificou que 14 das 16 sedes da Copa – que também inclui México e Canadá – poderiam registrar níveis “potencialmente perigosos” de calor. O estudo levou em conta informações meteorológicas dos últimos 20 anos e foi publicado no International Journal of Biometeorology em janeiro do ano passado. Em artigo escrito em maio, a um mês do Mundial, a World Weather Attribution Initiative (WWA), uma associação internacional de pesquisadores climáticos, chamou a atenção para os jogos marcados para o México e para interior e sul dos Estados Unidos. O receio era o alto nível de umidade em regiões do litoral e do centro-oeste norte-americano, que torna o calor mais perigoso – especialmente na prática do futebol. A Federação Internacional de Associações de Futebolistas Profissionais (FIFPro), que é o sindicato global dos jogadores, recomenda que jogos com temperatura a partir de 30ºC tenham, obrigatoriamente, pausas para hidratação. Se chegar a 36ºC, a orientação é pela interrupção ou até mesmo o adiamento da partida, até que, diante das condições climáticas, todos (atletas, comissões técnicas, arbitragem e torcedores) estejam em segurança. A WWA recorda que a Copa de 1994, também nos Estados Unidos, teve episódios de calor, mas em condições menos severas. Segundo o artigo, a expectativa para este ano é a de 26 jogos realizados a pelo menos 30ºC. No Mundial de 32 anos atrás, foram 21 partidas nessas condições. Eram esperados ainda cinco confrontos com a temperatura partir de 36ºC, dois a mais que na edição anterior em solo estadunidense. Na fase de 16 avos de final, o Brasil terá pela frente o segundo colocado do Grupo F, que pode ser Holanda, Japão ou Suécia. O jogo será em Houston (Estados Unidos), marcado para iniciar às 12h pelo horário local – ou 14h pelo de Brasília. A previsão é que a temperatura, na hora de a bola rolar, esteja na casa dos 33ºC. Menos mal que o estádio, casa do Houston Texans, uma das equipes da NFL, maior liga de futebol americano do mundo, dispõe de teto retrátil e ar-condicionado. Beba água Em nota à Agência Brasil, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) enumerou ações que – segundo ela – visam preservar a saúde dos envolvidos nas partidas. Conforme a entidade, o calendário foi pensado para equilibrar “exigências esportivas, operacionais e de transmissão” e que os jogos ao ar livre nos horários de maior calor “foram estrategicamente limitados e priorizados para estádios cobertos, sempre que possível”. Outra medida foi tornar a pausa para hidratação obrigatória nas 104 partidas da Copa, independentemente do clima. A interrupção de três minutos em cada tempo divide opiniões de técnicos, atletas e torcedores – que têm vaiado a paralisação. Há ainda críticas ao uso comercial do intervalo, o que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, rechaçou em fala ao site da entidade. Segundo ele, “é puramente uma questão esportiva”. A FIFPro informou que, em pesquisas eletrônicas com capitães e técnicos de seleções nacionais sobre as condições de calor nos torneios de futebol, metade dos atletas afirmou que as interrupções para hidratação eram “adequadas”. Conforme o sindicato, uma minoria dos treinadores disse levar o clima em consideração na hora de escalar os titulares ou definir um plano tático. Por outro lado, 20 cientistas de renome não somente dos Estados Unidos, mas de países como Austrália, Canadá, Japão, Reino Unido, França, Espanha e Noruega, avaliaram, em carta aberta divulgada em maio deste ano, que essa pausa deveria ser maior, de pelo menos seis minutos. Para eles, três minutos são “insuficientes para gerar um impacto significativo na reidratação e no resfriamento corporal”. Os especialistas ainda reforçaram que o calor extremo não pode ser enfrentado apenas com paralisações para resfriamento, mas com o combate à queima de combustíveis fosseis. Algo que o artigo da WWA também menciona, lembrando que riscos climáticos à saúde também estão fora de campo, na “exibição pública dos jogos, nas aglomerações ao ar livre, celebrações e outras formas de participação social associadas ao futebol”.
Tempo seco: veja como evitar doenças respiratórias no Tocantins

A chegada do período de estiagem no Tocantins — que costuma se intensificar a partir do mês de maio — traz um alerta vermelho para a saúde da população. A combinação de baixa umidade relativa do ar com o aumento da poeira no ambiente é o cenário ideal para o crescimento de problemas respiratórios. Segundo a médica especialista em Clínica Médica e diretora clínica do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT), Cláudia Cunha, a época exige atenção redobrada. É bastante comum observar o aumento de casos de rinite, sinusite, crises de asma e o agravamento de doenças pulmonares já existentes. “O clima seco favorece o ressecamento das vias aéreas, dos olhos e da pele, causando desconforto e aumentando a suscetibilidade a infecções respiratórias. Outro ponto importante é o risco de desidratação”, alerta a médica Grupos de risco A especialista destaca que os cuidados devem ser reforçados principalmente com: crianças; idosos; e pessoas que trabalham ou permanecem por longos períodos expostas ao calor. Medidas simples e eficazes Para ajudar a população a enfrentar o período de seca sem adoecer, a médica Cláudia Cunha listou as principais recomendações para o dia a dia: Beba água mesmo sem sede: A ingestão regular de líquidos ajuda o organismo a funcionar melhor e mantém a umidade natural das vias respiratórias. Cuide da casa e do trabalho: Mantenha os ambientes limpos, ventilados e arejados. Em dias de umidade muito baixa, use umidificadores de ar ou coloque recipientes com água (como bacias ou toalhas úmidas) nos cômodos, principalmente durante a noite. Atenção aos exercícios físicos: Evite atividades físicas intensas nos horários mais quentes do dia. Dê preferência ao início da manhã ou ao fim da tarde. Proteja as vias aéreas: Faça a lavagem nasal com soro fisiológico sempre que houver sensação de ressecamento e evite ao máximo a exposição à fumaça, queimadas e poeira. Hidratação da pele e olhos: Use hidratantes corporais (especialmente após o banho), evite duchas muito quentes e prolongadas e, sempre que possível, utilize protetor solar. Por fim, a diretora clínica do HDT-UFNT ressalta que as pessoas que já possuem histórico de doenças respiratórias crônicas devem seguir à risca o tratamento prescrito por seus médicos e procurar atendimento especializado imediatamente caso percebam qualquer piora nos sintomas.
Governo do Tocantins inicia campanha Junho Vermelho 2026 para incentivar a doação de sangue

O Governo do Tocantins iniciou a campanha Junho Vermelho 2026, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da doação voluntária de sangue e incentivar a participação de novos doadores. Coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), a mobilização deste ano traz o tema “Arraiá Solidário: a melhor festa é salvar vidas, doe sangue!” e busca fortalecer os estoques da Hemorrede Tocantins (Hemoto), fundamentais para o atendimento de pacientes em tratamento, cirurgias, emergências e outras demandas assistenciais em todo o estado. Ao longo do mês de junho, serão realizadas diversas ações de sensibilização cm a população, incluindo palestras, coletas externas de sangue e blitz educativa. As atividades têm como foco orientar a comunidade sobre os critérios para doação e reforçar a relevância desse gesto solidário, que pode salvar até quatro vidas com uma única doação. Mais doadores A campanha integra o movimento nacional Junho Vermelho, apoiado pelo Ministério da Saúde, e já apresenta resultados expressivos no Tocantins. Em 2025, a iniciativa resultou na coleta de 2.461 bolsas de sangue, além do cadastro de 1.049 novos doadores de sangue e 282 novos doadores de medula óssea. O número de bolsas coletadas representou um crescimento de 15% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registradas 2.124 doações. O secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, destaca que a participação da população é fundamental para garantir a manutenção dos estoques e salvar vidas. “A doação de sangue é um ato de solidariedade que transforma vidas e fortalece toda a rede de saúde. Convidamos a população tocantinense a participar da campanha Junho Vermelho e integrar essa corrente de cuidado e esperança. Cada bolsa coletada pode beneficiar até quatro pessoas e contribuir diretamente para pacientes que dependem de transfusões, cirurgias, tratamentos oncológicos e atendimentos de urgência e emergência. Com um gesto simples e seguro, cada cidadão pode fazer a diferença na vida de muitas famílias”, afirma. A superintendente da Hemorrede Tocantins, Natyele Rodrigues, reforça a importância da mobilização durante este período do ano. “A campanha busca conscientizar sobre a necessidade da doação regular de sangue. Precisamos manter os estoques em níveis adequados durante todo o ano, especialmente nos períodos em que historicamente ocorre redução nas doações. A participação da população é essencial para que possamos continuar atendendo com segurança todas as demandas da rede hospitalar”. A programação completa das palestras e ações educativa pode ser conferida no link Quem pode doar? Podem doar sangue pessoas com idade entre 16 e 69 anos, peso mínimo de 50 kg e em boas condições de saúde. Menores de 18 anos devem estar acompanhados dos responsáveis legais. Também é necessário apresentar documento oficial com foto, estar alimentado, hidratado e ter dormido pelo menos seis horas na noite anterior à doação. Como doar? Os interessados podem procurar uma das unidades da Hemorrede Tocantins ou participar das ações externas promovidas durante a campanha. A doação é segura, rápida e pode beneficiar até quatro pessoas.
Araguaína sanciona lei de humanização do luto materno e parental

A Prefeitura de Araguaína sancionou a Lei Municipal nº 3.570, de 27 de maio de 2026, que institui procedimentos de humanização do luto materno e parental nos hospitais públicos e privados do município. A nova legislação estabelece medidas de acolhimento e cuidado às mães e famílias que enfrentam situações de perda gestacional, neonatal ou natimorto. A lei, que tem prazo de 180 dias para total efetivação, prevê acompanhamento psicológico desde o momento da perda, encaminhamento para suporte após a alta hospitalar e atendimento mais humanizado durante o período de internação. Entre as medidas, também está a disponibilização de leitos separados para mães enlutadas, buscando preservar a privacidade e minimizar o sofrimento emocional nesse momento delicado. A secretária municipal da Saúde, Dênia Rodrigues, destacou a importância da iniciativa para fortalecer o cuidado humanizado na rede de saúde do município. “Essa lei representa acolhimento, respeito e sensibilidade para famílias que passam por uma dor extremamente difícil. Nosso compromisso é garantir que essas mães e familiares recebam apoio emocional, cuidado adequado e um atendimento mais humano nesse momento tão delicado”, ressaltou. Mais acolhimento às famílias A legislação também assegura o direito da mãe de escolher um acompanhante durante o parto em casos de natimorto ou neomorto, além da comunicação às unidades básicas de saúde (UBS) para evitar situações de constrangimento relacionadas à continuidade do pré-natal ou atendimentos posteriores. Outro ponto previsto é a capacitação contínua dos profissionais de saúde, promovendo um atendimento mais preparado, empático e acolhedor às famílias enlutadas. A Prefeitura de Araguaína reforça que a nova diretriz representa mais um avanço nas políticas públicas de humanização da saúde, ampliando o cuidado às mães e famílias em situações de vulnerabilidade emocional e fortalecendo uma rede de atendimento mais acolhedora e humanizada.
Tocantins vacina mais de 9 mil gestantes contra vírus da bronquiolite

O Tocantins aplicou 9.355 doses da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) em gestantes, entre dezembro de 2025 e maio de 2026. O volume representa uma cobertura vacinal de 95,4% no estado. A mobilização integra a estratégia nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), que ultrapassou a marca de 1 milhão de mulheres imunizadas e resultou na queda de internações e óbitos de crianças com até 2 anos de idade em todo o país. O imunizante foi incluído na rede pública em 2025, após recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). A dose, que chega a custar R$ 1,5 mil na rede privada, estimula a produção de anticorpos que são transferidos para o bebê na gestação, com eficácia de 81,8% na prevenção de casos graves de bronquiolite nos primeiros 90 dias de vida. Ao todo, o Ministério da Saúde distribuiu 1,8 milhão de doses para grávidas a partir da 28ª semana de gestação. Os indicadores de saúde infantil apontam o impacto da medida. De janeiro a abril de 2026, as internações de crianças menores de dois anos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada ao VSR caíram 52% em comparação com o mesmo período de 2023, com recuo de 6,8 mil para 3,2 mil casos. O número de mortes também registrou queda de 63%, com redução de 72 para 27 óbitos. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, enfatizou a retomada dos índices de imunização no país. “O Brasil voltou a ser referência em vacinação. Alcançamos a maior cobertura vacinal infantil dos últimos nove anos e derrotamos o negacionismo daqueles que atacaram as vacinas e enfraqueceram o Programa Nacional de Imunizações. Em três anos e meio, reconstruímos o PNI, incorporamos novas vacinas e ampliamos, ano após ano, a proteção da população. Seguiremos fortalecendo o SUS para garantir mais acesso à imunização e mais saúde para todos os brasileiros”, afirmou o chefe da pasta. Como ação complementar, o Ministério da Saúde também oferta o nirsevimabe em maternidades e na Rede de Imunobiológicos para Pessoas com Situações Especiais (CRIE). O medicamento é um anticorpo monoclonal pronto que oferece proteção imediata por até seis meses. A indicação em dose única atende recém-nascidos prematuros de até 36 semanas e crianças de até 23 meses com comorbidades, como cardiopatias congênitas e doenças pulmonares crônicas.
Lula inicia radioterapia após retirada de lesão no couro cabeludo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou nesta segunda-feira (25) tratamento de radioterapia no couro cabeludo. A medida foi adotada após a retirada de uma lesão na pele em 24 de abril. O Procedimento, no Hospital Sírio-Libanês em Brasília, é preventivo e terá 15 sessões. De acordo com o hospital, o presidente seguirá com suas atividades diárias sem restrições, mantendo acompanhamento das equipes médicas lideradas pelo cardiologista Roberto Kalil Filho e pela médica Ana Helena Germoglio. Segundo o Planalto, as sessões ocorerão ao longo de três semanas, com duração aproximada de dois minutos cada. Apesar do início do tratamento nesta manhã, o presidente mantém compromissos no Palácio do Planalto, incluindo evento com representantes de países africanos. A radioterapia preventiva ocorre após procedimento cirúrgico ocorrido em abril, em São Paulo, para retirada de um carcinoma basocelular no couro cabeludo. À época, a equipe médica informou que a cirurgia transcorreu sem intercorrências. O presidente teve alta no mesmo dia. O carcinoma basocelular é o tipo mais comum de câncer de pele, geralmente associado à exposição solar. Trata-se de uma lesão de crescimento lento, que raramente se dissemina para outras partes do corpo e apresenta altos índices de cura quando diagnosticada precocemente. O boletim médico desta segunda-feira é assinado pelo diretor de Governança Clínica do Sírio-Libanês, Rafael Gadia, e pelo diretor clínico, Volney Vilela.

