Latam inicia estudo para operar no Aeroproto de Araguaína a partir de 2026

Após anunciar a aquisição de até 74 aeronaves Embraer E195-E2, a Latam Airlines já projeta a expansão de sua malha aérea doméstica e regional. Entre os destinos que podem receber voos da companhia está Araguaína (TO), além de outras cidades como Campina Grande (PB), Juiz de Fora (MG), Ji-Paraná (RO) e Santo Ângelo (RS). O investimento reforça a estratégia do grupo em ampliar a conectividade no Brasil e na América do Sul. Do total do pedido, 24 aeronaves já estão confirmadas, em um acordo avaliado em aproximadamente US$ 2,1 bilhões. Os novos aviões devem aumentar a flexibilidade nos hubs da Latam e abrir espaço para o atendimento de novas rotas regionais. “A decisão do grupo LATAM é baseada na excelente eficiência do Embraer E195-E2 e sua versatilidade, que nos permitirão seguir em nossa trajetória de crescimento com rentabilidade, ampliando essa conectividade por meio da abertura de novos destinos, oferecendo ainda mais opções aos nossos passageiros, aproximando comunidades e impulsionando também o desenvolvimento econômico e social”, afirmou Roberto Alvo, CEO do Latam Airlines Group. Início previsto em 2026 Embora ainda não exista um cronograma oficial divulgado, informações extraoficiais apontam que a Latam pode iniciar operações em Araguaína já em dezembro de 2026. A definição depende do ajuste logístico e da disponibilidade dos novos Embraer 195-E2, que ainda não têm calendário confirmado de entregas. Retomada dos voos comerciais Enquanto a possível chegada da Latam anima o mercado aéreo regional, o Aeroporto de Araguaína se prepara para a retomada oficial de voos comerciais já neste mês de outubro. A partir do dia 22, a GOL Linhas Aéreas voltará a operar rotas ligando a cidade a Palmas (TO). Os voos de Araguaína para Palmas acontecerão às segundas, quintas e sábados, saindo às 2h45 (G3 2167). Já o trajeto inverso, de Palmas para Araguaína, será realizado às quartas, sextas e domingos, com saída às 23h55 e chegada à 0h50 do dia seguinte (G3 2166). Com isso, Araguaína reforça seu papel estratégico na aviação regional e se prepara para um futuro de ainda mais conectividade, agora com a expectativa da chegada da Latam a partir de 2026.

Em Lajeado (TO), Cânion da Ilha Negra viraliza nas redes, mas acesso é proibido por lei

O Cânion da Ilha Negra, localizado no entorno da UHE Lajeado, em Lajeado, vem chamando atenção de turistas e curiosos, porém, mesmo com o interesse constante da população, a Investco, concessionária responsável pela operação da usina, alerta que o local não está aberto à visitação pública. Segundo a empresa, o cânion está situado dentro da área operacional restrita da usina, delimitada por normas federais como a Lei nº 12.334/2010 (Política Nacional de Segurança de Barragens), a Resolução Normativa ANEEL nº 1.064/2023 e o Código Florestal (Lei nº 12.651/2012) e normativas da Usina, que determinam que regiões ao redor das barragens podem ser classificadas como de acesso restrito, seja por questões de segurança, operação ou preservação ambiental. O gestor executivo da UHE Lajeado, Edson Caldeira, explica que a restrição ao acesso tem caráter legal e preventivo. “O Cânion da Ilha Negra está inserido no leito do rio, em uma área operacional da usina, onde a presença de pessoas é proibida por lei. Essa medida existe para proteger vidas, assegurar a segurança das operações e preservar a vegetação nativa e as matas ciliares do entorno, fundamentais para a estabilidade das margens e a qualidade da água”, ressalta. Segurança e riscos operacionais Apesar da beleza natural, permanecer na área significa se expor a riscos inerentes à operação da usina. Isso porque o nível do rio pode variar em tempo real, a depender de demandas do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Essas manobras ocorrem durante todo o dia, alterando subitamente a vazão de água, podendo gerar correntes fortes, sucção e choque hidráulico. “São situações imprevisíveis, próprias da operação da usina, que tornam o cânion uma zona de risco. Por isso, a legislação exige a delimitação dessas áreas de segurança e proíbe qualquer permanência de pessoas no local”, explica Caldeira. Além do perigo da água, o gestor lembra que o ambiente apresenta pedras escorregadias e risco de acidentes. “Não se trata apenas de uma questão técnica da usina, mas de um cuidado necessário com a vida das pessoas que, muitas vezes, desconhecem os riscos”, reforça. Proteção ambiental e combate a crimes Caldeira esclarece também que o Cânion da Ilha Negra está inserido em uma área de preservação permanente (APP), onde a presença humana não autorizada pode gerar danos ambientais, como pesca irregular, caça, retirada de vegetação e outros crimes previstos em lei. “Nossa responsabilidade é também zelar pelo patrimônio natural da região. A restrição evita a degradação de áreas sensíveis, protege a fauna e a flora locais e contribui para a sustentabilidade do reservatório”, afirma o gestor. Fiscalização e sinalização A área é delimitada por placas de advertência e boias, deixando clara a proibição de acesso. A fiscalização deve contar com o apoio de órgãos como Marinha, Polícia Ambiental e Prefeituras, que podem aplicar sanções administrativas e criminais em caso de descumprimento. “Toda a sinalização foi instalada em conformidade com a legislação. Respeitar esses limites é uma obrigação de todos, porque se trata de uma medida de segurança coletiva. O descumprimento não é apenas uma infração, mas um risco desnecessário para quem insiste em entrar na área proibida”, reforça o gestor. Visitação Embora o Cânion da Ilha Negra seja inacessível ao público, a UHE Lajeado mantém um programa de visitas guiadas. As atividades acontecem semanalmente, sempre às quintas-feiras, mediante agendamento prévio, em áreas externas e seguras da Usina. Nessas ocasiões, estudantes, pesquisadores e a comunidade podem conhecer de perto o funcionamento da hidrelétrica, além de receber informações sobre energia e sustentabilidade. “Entendemos o interesse das pessoas pela beleza do cânion, mas é fundamental reforçar que há alternativas seguras para conhecer a usina. Nossas visitas guiadas permitem essa aproximação com responsabilidade, fora das áreas operacionais, em total conformidade com a legislação”. Orientação à comunidade A Investco reforça que, toda a região à jusante da Usina, ou seja, imediatamente abaixo da hidrelétrica não pode ser acessada, isso inclui também a região dos pedrais defronte o vertedouro. Diante da recente exposição espontânea do cânion, a mensagem principal é clara: respeitar a sinalização e as orientações oficiais. “As restrições de acesso não existem por acaso. Elas são fundamentais para proteger vidas, preservar o meio ambiente e garantir a operação da usina. A população pode e deve desfrutar do lago e de seus atrativos, mas sempre dentro dos limites permitidos e seguros”, conclui Edson Caldeira. Sobre a EDP na América do Sul A UHE Lajeado faz parte do Grupo EDP, que está presente em quatro regiões: América do Norte, Ásia-Pacífico, Europa e América do Sul. Na América do Sul, atua nos segmentos de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia, bem como no desenvolvimento, construção e manutenção de ativos eólicos e solares, com ativos no valor de R$ 41 bilhões, o que a torna a segunda maior operação do grupo. A empresa tem mais de 12.000 funcionários diretos e terceirizados. No Brasil, a EDP também oferece soluções energéticas voltadas para o mercado B2B, como geração solar distribuída e venda de energia no mercado livre. Seu negócio de Distribuição atende a cerca de 3,8 milhões de clientes no estado de São Paulo e no estado do Espírito Santo. Referência em ESG, a EDP é reconhecida como uma das empresas de energia elétrica mais sustentáveis do mundo pelo índice Dow Jones, além de ter sido incluída no Índice de Igualdade de Gênero da Bloomberg. Nos mercados da Europa e da América do Sul, a EDP ganhou o prêmio Top Employer 2025, além de ter sido eleita a empresa mais inovadora do setor elétrico brasileiro pelo Valor Econômico por quatro anos consecutivos. (Cênicas)

Desastre aéreo da Air France terá novo julgamento 16 anos depois

Um tribunal francês de apelações iniciará novo julgamento nesta segunda-feira (29) sobre o acidente da Air France e da Airbus em 2009, 16 anos depois que um avião mergulhou no Atlântico matando todas as 228 pessoas a bordo. Em primeira instância, um tribunal inocentou as duas empresas de homicídio culposo em 2023, após histórico julgamento público sobre o desaparecimento do voo AF447, enquanto fazia a rota Rio de Janeiro-Paris, em 1º de junho de 2009. Após busca de dois anos pelas caixas-pretas do A330, os investigadores franceses descobriram que os pilotos haviam lidado mal com a perda temporária de dados dos sensores de velocidade congelados e empurraram o jato para uma estol aerodinâmico, ou queda livre, sem responder a alertas. Mas o julgamento, mais de uma década depois, também esclareceu as discussões entre a Air France e a Airbus sobre os problemas crescentes com os sensores, ou “sondas pitot”, que geram leituras de velocidade. Após nove semanas de provas, um juiz de Paris listou quatro atos de negligência por parte da Airbus e um por parte da Air France, mas concluiu que eles não eram suficientes, de acordo com a legislação penal francesa, para estabelecer ligação definitiva com a perda do jato durante uma tempestade à meia-noite. Espera-se que o novo julgamento se estenda por dois meses de audiências, durante as quais os advogados das famílias das vítimas tentarão persuadir os juízes de apelação de que houve uma ligação direta entre a negligência identificada anteriormente e o acidente. “É doloroso para as famílias reabrir tudo 16 anos depois, mas é essencial continuar e demonstrar que houve culpa criminal”, disse Sebastien Busy, advogado de uma das principais associações de parentes das vítimas. “Se você retirar um desses atos de negligência, então o acidente nunca teria acontecido”, disse ele à Reuters. Ambas as empresas negaram sistematicamente qualquer irregularidade criminal. A multa máxima por homicídio culposo corporativo é de apenas 225 mil euros, mas os promotores acreditam que um novo julgamento ajudará a proporcionar efeito catártico para as famílias, que protestaram contra o veredito anterior. O desastre do AF447 foi um dos mais debatidos amplamente na aviação e levou a uma série de mudanças técnicas e de treinamento. Os promotores argumentaram que a Airbus reagiu muito lentamente ao número crescente de incidentes de velocidade e que a companhia aérea não fez o suficiente para garantir que os pilotos fossem treinados adequadamente. O julgamento anterior expôs as amargas divisões entre duas das principais empresas da França sobre os papéis relativos do piloto e do sensor no pior desastre aéreo do país. Espera-se que os presidentes executivos da Airbus e da Air France, parte da franco-holandesa Air France-KLM, façam declarações durante a audiência de abertura nesta segunda-feira.

Moraes diz que Eduardo Bolsonaro está nos EUA para fugir da lei

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (29) que o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) seja notificado por edital sobre a denúncia apresentada contra ele pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A medida foi tomada após o oficial de Justiça designado pelo Supremo para intimar o deputado devolver o mandado de citação sem cumpri-lo. Nos processos penais, a intimação pessoal dos acusados é obrigatória. Eduardo Bolsonaro está no Estados Unidos e é acusado de fomentar as sanções comerciais do governo do presidente Donald Trump contra as exportações brasileiras, a aplicação da Lei Maginisky e suspensão de vistos dos ministros da Corte e integrantes do governo federal. Na decisão, Moraes disse que Eduardo já confessou pelas redes sociais sua atuação junto aos Estados Unidos e que o deputado está naquele país para evitar a responsabilização no Brasil. “Além de declarar, expressamente, que se encontra em território estrangeiro para se furtar à aplicação da lei penal, também é inequívoca a ciência, por parte do denunciado Eduardo Nantes Bolsonaro, acerca das condutas que lhe são imputadas na denúncia oferecida nestes autos”, afirmou Moraes. Paulo Figueiredo No caso do blogueiro Paulo Figueiredo, que também foi denunciado pela PGR, Moraes determinou que a notificação seja realizada por meio de carta rogatória, procedimento de citação que envolve as diplomacias brasileira e norte-americana. O procedimento foi adotado porque Figueiredo é residente permanente nos Estados Unidos. O ministro também determinou que a denúncia seja desmembrada em dois processos e passem a tramitar de forma separada. Denúncia Na semana passada, Eduardo e Paulo Figueiredo foram denunciados ao Supremo pelo crime de coação no curso do processo. Ambos foram investigados no inquérito que apurou a participação deles na promoção do tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil e de sanções contra integrantes do governo federal e do Supremo. Na denúncia apresentada ao STF, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, disse que Eduardo e Figueiredo ajudaram a promover “graves sanções”  contra o Brasil para demover o Supremo a não condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro pela trama golpista. Outro lado Após serem denunciados, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo desqualificaram a denúncia da PGR e reafirmaram que vão continuar atuando com “parceiros internacionais” para que novas sanções sejam aplicadas a autoridades brasileiras. “Esqueçam acordos obscuros ou intimidações que usaram por anos, porque não funcionam conosco. Isto vale para mais esta denúncia fajuta dos lacaios do Alexandre na PGR. O recado dado hoje é claro: o único caminho sustentável para o Brasil é uma anistia ampla, geral e irrestrita, que ponha fim ao impasse político e permita a restauração da normalidade democrática e institucional”, afirmaram. 

Brasil cria mais de 147 mil empregos com carteira assinada em agosto

O Brasil fechou o mês de agosto com saldo positivo de 147.358 empregos com carteira assinada. O balanço é do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O MTE informou que o resultado de agosto decorreu de 2.239.895 admissões e 2.092.537 desligamentos no período. O saldo de empregos formais em agosto superou o registrado em julho, que ficou em 134.251. Apesar do resultado, a criação de empregos voltou a cair em razão da alta de juros e da desaceleração da economia na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foram gerados 239.069. Quatro dos cinco grandes agrupamentos apresentaram resultado positivo. O setor de Serviços fechou o mês com 81.002 novos empregos; Comércio com 32.612; a Indústria 19.098; Construção Civil ficou com 17.328. A agropecuária registrou saldo negativo de 2.665 vagas. No mês passado foi registrado saldo positivo em 25 dos 27 estados. Em números absolutos, o destaque ficou com São Paulo, com 45.450 novas vagas preenchidas; o Rio de Janeiro, com 16.128 e Pernambuco, com 12.692. Proporcionalmente, o destaque ficou para Paraíba que cresceu 1,61%, o Rio Grande do Norte, com 0,98% e Pernambuco, com crescimento de 0,82%. Dos total de postos gerados no mês, 75,1% foram considerados típicos e 24,9% não típicos, com com destaque para trabalhadores com jornada de até 30 horas por semana (40.544, principalmente na área de educação) e aprendizes (20.252). Nos últimos 12 meses (de julho de 2024 a agosto de 2025), o saldo positivo é de 1.438.243 novas vagas formais. O resultado é menor do que o registrado no período de junho de 2024 a julho de 2025, quando a geração de empregos fechou com 1.804.122 postos de trabalho. O salário médio real de admissão em agosto de 2025 atingiu R$ 2.295,01, apresentando alta de R$ 12,70 (+0,56%) em relação a julho, quando estava em R$ 2.282,31.

Estado do Tocantins libera plantio de soja a partir desta quarta-feira

O Governo do Tocantins, por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), anuncia que a partir desta quarta-feira, 1º de outubro, está aberta a janela de plantio de soja sequeiro para a safra 2025/2026, que seguirá até o dia 15 de janeiro de 2026. Os sojicultores deverão realizar o cadastramento das áreas cultivadas na Adapec até o 5º dia útil após o encerramento da janela. De acordo com o responsável técnico pelo Programa Estadual de Controle da Ferrugem Asiática da Soja da Adapec, Cleovan Barbosa, a janela de plantio é uma medida fitossanitária que contribui para o controle de pragas, como a ferrugem asiática, considerada a principal ameaça à cultura da soja. “Queremos reforçar, aos sojicultores, a importância do cadastramento obrigatório anual das áreas cultivadas na Adapec, que começa agora e vai até cinco dias úteis após o término da janela de plantio. É por meio deste cadastro que a Agência realiza o monitoramento, a prevenção e o controle da ferrugem asiática e de outras pragas”, explica Cleovan Barbosa. O presidente da Adapec, Paulo Lima, destaca a importância do cultivo de soja no Tocantins. “Somos um dos estados com maior produção de soja no Brasil. Na safra passada, registramos uma área cadastrada na Agência de 1.465.383 hectares, com previsão de aumento para esta nova safra. Por isso, queremos contar com a parceria dos sojicultores e reforçar o compromisso da Adapec na defesa sanitária vegetal, para que possamos produzir mais uma grande safra com pragas controladas”, enfatiza Paulo Lima. Cadastro Para realizar o cadastramento, o produtor rural deve apresentar a documentação exigida, disponível no endereço eletrônico https://www.to.gov.br/adapec/, efetuar o pagamento da taxa e entregar a documentação na unidade da Agência em seu município, dentro do prazo estipulado. O sojicultor que descumprir a norma poderá sofrer as sanções previstas na legislação.

Bico do Papagaio identifica 40 quebradeiras de coco; governo realiza cadastro

As mãos calejadas e os rostos marcados pelo tempo revelam a trajetória de luta das mulheres conhecidas como quebradeiras de coco babaçu. Guardiãs de um saber tradicional transmitido por gerações, elas mantêm viva a cultura na região do Bico do Papagaio, extremo norte do Tocantins. O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), realizou nesta semana, em Augustinópolis, o cadastro para emissão da Carteira Nacional do Artesão e o mapeamento das quebradeiras de coco. O cadastro foi conduzido pela coordenadora do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) no Tocantins, Núbia Cursino. Realizaram o cadastro 32 artesãos. “Essa é uma ferramenta fundamental para valorizar e reconhecer o trabalho artesanal. A Carteira Nacional do Artesão garante acesso a políticas públicas, participação em feiras e maior visibilidade para a produção cultural das quebradeiras”, pontuou a coordenadora. O mapeamento das quebradeiras ficou a cargo da analista técnica da Secult, Ana Elisa Martins. Foram identificadas 40 quebradeiras de coco. “O levantamento é um passo essencial para compreender a realidade dessas comunidades, subsidiar projetos e fortalecer a cadeia produtiva do babaçu e valorizar os saberes tradicionais das quebradeiras”, comentou a técnica Ana Elisa. Defensoria nos Babaçuais A ação integra o Projeto Interinstitucional Defensoria nos Babaçuais, desenvolvido pela Defensoria Pública do Estado do Tocantins. O defensor público-geral do Estado, Pedro Alexandre, ressaltou que as quebradeiras são uma população tradicional que compõe a identidade cultural do Tocantins. “A Defensoria Pública reafirma o compromisso de atender quem mais precisa, inclusive nas regiões mais distantes, como o Bico do Papagaio”, afirmou. A defensora pública e coordenadora do Núcleo Agrário e Ambiental, Kênia Martins Pimenta Fernandes, explicou um pouco mais sobre o projeto. “O objetivo é garantir acesso à justiça. É um projeto que aproxima a Defensoria do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu. Essas mulheres têm uma luta histórica de resistência, e é fundamental o apoio da Cultura para valorizar essa tradição”, informou. A coordenadora regional do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), Maria Silvânia, que começou a quebrar coco aos sete anos, reforçou a importância do evento. Segundo ela, o MIQCB atua nos quatro estados que compõem a cadeia do babaçu — Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará. “O que sonhamos aqui também é sonhado nos demais babaçuais, porque a nossa luta é coletiva e interestadual”, relatou a coordenadora Maria. Quebradeiras de coco babaçu Entre as quebradeiras presentes no evento, destacam-se a dona Maria do Socorro Teixeira Lima, assentada no município de Praia Norte, que apresentou um pouco da sua história. “Comecei a quebrar coco para sobreviver. Minha mãe ensinou todos os filhos a viver desse trabalho”, pontuou. A dona Raimunda Sousa Vieira, de Buriti do Tocantins, artesã e lavradora, lembra a idade em que começou o ofício. “Acho que já nasci trabalhando. Aos cinco anos, comecei a acompanhar meu pai na roça, e de lá para cá nunca parei”. Já Rosalva Silva Gomes, de Imperatriz, no Maranhão, apresentou peças feitas com babaçu. “Minha primeira produção foi um chaveiro. A partir daí, fui criando e aperfeiçoando”, contou. No povoado Centro do Firmino, em Carrasco Bonito, a Secult acompanhou o trabalho coletivo de catação e quebra do coco, realizado em um barraco de palha. Francisca Maria da Conceição Cruz afirmou que o sustento da família se dá pelo árduo trabalho. “O que conseguimos vem do coco: pão, café, carne, roupa, remédio, energia e tudo o que precisamos para viver”.  Eliene Maria Azevedo ressaltou que perpetua o serviço que aprendeu com a mãe.  “Aprendi a quebrar coco aos dez anos com minha mãe e até hoje continuo nesse ofício”.  Maria José de Morais, de 91 anos, contou que também iniciou o trabalho de quebradeira ainda na infância. “Comecei a quebrar ainda criança, já quebrei muito coco nesta vida”.  Ana Lúcia Dias da Conceição afirmou que não pretende se aposentar tão cedo do ofício. “Criei três filhos quebrando coco e só vou parar quando Deus permitir”. Muitas das mulheres que exercem o trabalho de quebradeira de coco, aprenderam o ofício com as próprias mães, como também é o caso da Dona Ivonete Saraiva da Silva, que iniciou aos oito anos. “Tenho muito orgulho dessa trajetória”, comentou. Escuta coletiva No evento em Augustinópolis, foi realizada uma escuta coletiva que contou com a participação da analista técnica da Secult Ana Elisa Martins; da defensora pública Kênia Martins; da procuradora do Ministério Público do Trabalho Cecília Santos; da secretária de Estado da Mulher e também respondendo pela Secretaria de Estado da Igualdade Racial, Larissa Rosenda; do superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Tocantins, Edmundo Rodrigues Costa; do coordenador do Grupo de Trabalho de Comunidades Tradicionais da Defensoria Pública da União (DPU), defensor público federal Célio Jhon; do técnico do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) Lenine Barros Cruz; e da diretora de Proteção e Fomento da Secretaria de Povos Originários e Tradicionais do Tocantins (Sepot), Milene Ribeiro. Na mesa da escuta, Ana Elisa ressaltou a importância do momento. “Além do mapeamento das quebradeiras de coco babaçu, nossa participação nesta escuta tem o objetivo de reunir informações que nos permitam direcionar as políticas públicas da Cultura para esse público. Destacamos ainda que o segundo ciclo da Política Nacional Aldir Blanc terá uma forte linha voltada às culturas tradicionais e populares, e nossa presença no evento busca justamente garantir que essa política chegue às quebradeiras de coco,” destacou.

Setembro Amarelo: Dia D mobiliza população de Araguaína em defesa da vida

A Prefeitura de Araguaína, por meio da Secretaria da Saúde e em parceria com instituições de ensino e entidades locais, realizou na última sexta-feira, 26 de setembro, o Dia D do Setembro Amarelo. A ação, que marcou o encerramento da campanha, aconteceu no estacionamento do Lago Center Shopping e reuniu centenas de pessoas em busca de atendimento médico, acolhimento psicológico e atividades voltadas ao cuidado com a saúde mental e física. O objetivo do Dia D foi aproximar os serviços da população, mostrando que cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo. Foram ofertados atendimentos médicos, consultas com psiquiatras, vacinação, aferição de pressão e glicemia, além de atividades como zumba para incentivar a prática de exercícios. Voz da juventude acadêmica Para Jayciane Cunha, estudante de Medicina da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), participar do evento foi um aprendizado que extrapola a sala de aula. “Essa experiência é fundamental tanto para minha vida acadêmica quanto para minha futura atuação profissional. É aqui, em contato direto com a comunidade, que aprendemos a ouvir, acolher e entender como a saúde mental deve ser tratada de forma humanizada. Estar presente nesse movimento reforça em mim a responsabilidade de, como futura médica, contribuir para um cuidado mais próximo e empático”, afirmou. Saúde mais próxima da população Durante a ação, a superintendente da Escola de Saúde Pública de Araguaína (Espa), Dênia Rodrigues Chagas, destacou que a mobilização reforça o compromisso da gestão com um atendimento humanizado e próximo da população. “É importante hoje falarmos sobre a valorização da vida. O tema da campanha é: ‘Falar é um ato de coragem’. Estamos aqui para mostrar que a Secretaria está ao lado da população, oferecendo acolhimento e serviços especializados. Valorizar a vida depende de cada um de nós e estamos aqui para lembrar que viver vale a pena”, afirmou. Onde buscar apoio O Centro de Atenção Psicossocial II (CAPS II) está localizado na Rua Gonçalves Dias, nº 40, Setor Manoel Gomes da Cunha. O funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (63) 3027-4746. Os CAPS funcionam em portas abertas, sem necessidade de encaminhamento, com profissionais capacitados para atender quem busca ajuda.

Lideranças femininas do Tocantins discutem representatividade e importância do voto

Cerca de 300 mulheres representantes de diversos segmentos da comunidade tocantinense, como lideranças políticas, comunitárias, empresárias, forças de segurança e da comunidade LGBTQIAP+, se reuniram em um evento promovido pela Prefeitura de Araguaína, por meio da Secretaria da Mulher, para discutir a representatividade feminina na sociedade e a importância do voto para a defesa das pautas de interesse da mulher. O Chá com Elas foi realizado na noite da última sexta-feira 26, e teve como principal palestrante a juíza do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO), Delícia Feitosa. “Ainda temos que avançar bastante nesta pauta e considero que eventos como esses, onde temos todos os segmentos sociais, são importantes para a gente valorizar a participação feminina, pois não existe democracia efetiva sem a representação da mulher também na política”, reforçou a juíza. O evento faz parte de uma programação especial, dedicada aos interesses da mulher, promovidos pela Prefeitura de Araguaína, cumprindo o eixo n° 5 do Ministério da Mulher no fortalecimento da mulher nos espaços de poder e decisão, tendo como pano de fundo, a comemoração dos 90 anos do voto feminino no Brasil e a importância da mulher na participação política. Luta contínua “O trabalho da Secretaria da Mulher é fomentar a participação feminina em todas as instâncias e o voto é a porta de entrada para uma sociedade mais igualitária. Trouxemos aqui mulheres que representam vários segmentos sociais e entendemos que elas, em suas áreas de atuação, são propagadoras deste trabalho. O movimento é essencial para a consolidação da democracia e da construção de uma sociedade mais justa e igualitária”, explica a secretária da mulher de Araguaína, Ângela Maria Para a fundadora do coletivo de mulheres negras, Julho das Pretas, Telma de Sousa, que defende a participação da mulher negra na sociedade e combate à violência contra a mulher, o evento é fundamental para fortalecer este trabalho. “Nós lutamos para o crescimento e desenvolvimento da mulher e esse trabalho deve ser feito de qualquer posição que estejamos ocupando hoje. Como professora e representante da mulher negra em Araguaína, vejo que este tipo de evento é fundamental para que possamos unir forças e alinhar interesses em prol da mulher”, diz Telma de Sousa.

Dupla sertaneja Jorge e Mateus se apresenta em Araguaína na próxima sexta-feira

Araguaína vai tremer! Nesta sexta-feira, 03 de outubro, a cidade recebe um dos shows mais aguardados de 2025: Jorge & Mateus, a dupla que arrasta multidões por onde passa e que carrega o título de um dos maiores fenômenos da música sertaneja do Brasil. O evento acontece no estacionamento do Lago Center Shopping, com abertura dos portões marcada para 21h30. O público pode esperar uma noite inesquecível, com um repertório que mistura os sucessos que marcaram a trajetória da dupla e as novas canções que estão no topo das paradas. Com 20 anos de carreira, Jorge & Mateus construíram uma legião de fãs apaixonados, e em Araguaína não é diferente: a expectativa é de casa cheia e muita emoção. Hits como Amo Noite e Dia, Seu Astral e Logo Eu  devem embalar o público, transformando a noite em um grande espetáculo de música e energia. O show promete ser um marco para a cidade, movimentando não apenas os fãs, mas também a economia local, já que deve atrair caravanas de diversas regiões do Tocantins e estados vizinhos. Então já sabe: marque na agenda, prepare a garganta e venha viver essa noite histórica. Porque, sinceramente, pelo amor de Deus, Jorge e Mateus! Serviço Data: 03/10/25 Local: Estacionamento do Lago Center Shopping Horário: A partir das 21h30 Ingressos: Disponível no site Q2 Ingressos