Mais de 269 mil contribuintes do Tocantins acertaram as contas com o Leão dentro do prazo encerrado em 29 de maio. Em todo o país, a Receita Federal recebeu 44,4 milhões de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. Agora, com o fim da etapa de envio, a atenção dos brasileiros se volta para a liberação das restituições e para a regularização de quem ainda não entregou a documentação exigida pelo Fisco.
Os números da Receita Federal revelam que 56,1% das declarações apresentadas têm valores a serem restituídos aos contribuintes, enquanto 23% resultaram em imposto a pagar. O primeiro lote de restituição, liberado no fim de maio, entrou para a história como o maior já pago pelo órgão, movimentando cerca de R$ 16 bilhões e beneficiando mais de 8,7 milhões de brasileiros. A expectativa é de que aproximadamente 80% dos contribuintes com direito à restituição recebam os valores até o final de junho.
Embora o prazo oficial tenha terminado, a obrigação de declarar permanece para quem ainda não prestou contas à Receita. Nesses casos, a declaração continua podendo ser enviada, mas com incidência de multa por atraso. A penalidade mínima é de R$ 165,74, podendo alcançar até 20% do imposto devido, além da cobrança de juros proporcionais ao tempo de atraso.
Segundo a especialista contábil Andressa Garcia, da Aliança Contabilidade, o encerramento do calendário de entrega não representa o fim das obrigações do contribuinte. Ela alerta que a fase pós-envio é decisiva para evitar problemas e garantir o recebimento da restituição sem contratempos.
“Muitas pessoas acreditam que o processo termina após o envio, mas é justamente agora que vale a pena verificar se a declaração foi processada corretamente e se existe alguma pendência que possa interferir na restituição”, destaca.
Entre os principais motivos que podem levar uma declaração para análise da Receita estão erros de preenchimento, omissão de rendimentos e divergências entre as informações declaradas pelo contribuinte e aquelas informadas pelas fontes pagadoras. Quando identificadas rapidamente, essas inconsistências podem ser corrigidas por meio da declaração retificadora, reduzindo o risco de atrasos na restituição ou de futuras notificações fiscais.
Para os contribuintes que perderam o prazo, a recomendação é agir imediatamente. De acordo com a especialista, adiar ainda mais a regularização pode ampliar os custos com multas e juros, além de gerar restrições e transtornos perante a Receita Federal.
“O mais importante é não adiar a entrega. Quanto antes a declaração for enviada, mais rápido o contribuinte consegue resolver sua situação e acompanhar eventuais valores a receber ou obrigações pendentes”, orienta Andressa Garcia.
Com milhões de declarações já processadas e novos lotes de restituição previstos para os próximos meses, especialistas recomendam que os contribuintes acompanhem regularmente o status da declaração nos canais oficiais da Receita Federal para verificar pendências, evitar cair na malha fina e garantir o recebimento dos valores dentro do cronograma previsto.












